, - O Tribunal do absolveu ontem, por unanimidade, o segurança José Roberto Travachini, um dos acusados de envolvimento no assassinato do Humberto da Silva Monteiro, da prefeitura de , no interior de , executado com um tiro em janeiro de 2007. Os jurados entenderam que a participação de Travachini não foi decisiva para o crime. Ele, que estava desde 2007, foi posto em liberdade.

O Ministério Público (MP) não pretende entrar com recurso, pois reconheceu que Travachini apenas tinha tentado contratar os executores do , mas não conseguiu. Na época, o segurança era chefe da torcida uniformizada do Ituano, equipe que disputava a primeira divisão do futebol paulista, e trabalhava como segurança do presidente do clube, Élio Aparecido de Oliveira Júnior, vice-prefeito de . Oliveira Júnior é acusado de ser o mandante do . Ele ainda não foi julgado porque os advogados entraram com um recurso contra a decisão que o submeteria ao Tribunal do . Outros seis acusados aguardam julgamento. O foi praticado na região central da cidade.

O estava no banco do passageiro da Blazer dirigida pelo radialista Josué Dantas, assessor de Comunicação da prefeitura, quando uma moto com dois homens alcançou o veículo e o garupa atirou várias vezes. O foi atingido na cabeça e morreu antes de receber atendimento médico. Na época, Monteiro atuava também como do prefeito de , Herculano Passos Júnior (PV), com quem o vice-prefeito havia rompido. Oliveira Júnior nega participação no .AE

Os ataques às chácaras e fazendas, quase sempre com reféns, voltaram com toda a força no interior paulista, sobretudo no eixo da . Bandos fortemente armados e encapuzados atacam de surpresa principalmente nos fins de semana, quando moradores da capital estão presentes. Eles dominam os visitantes e saqueiam a propriedade. Geralmente usam os veículos das vítimas para fugir com o produto do . São comuns os casos de violência física e psicológica.

A ação desses bandidos começa em e avança até , a 140 quilômetros da capital, passando por , , , , e . Sem viaturas para patrulha rural, a polícia não consegue fazer frente à ação dos bandidos. Em , a Polícia Civil registrou 35 roubos nos três primeiros meses deste ano - 22% a mais que no trimestre anterior -, sendo 12 na zona rural, todos à mão armada.

No restante do Estado, também há problemas. Por causa da violência - e com dois anos de atraso -, a Federação da Agricultura do Estado de (Faesp), que reúne 243 sindicatos e 360 bases rurais em 580 municípios, anuncia para o segundo semestre o início do Programa de Proteção Preventiva no Meio Rural, que foi criado por um protocolo assinado pelo governador Geraldo Alckmin na Agrishow de 2006, em .

A polícia fará segurança pessoal e patrimonial dos moradores da zona rural e também os orientará na preservação do meio ambiente. Pela contas da Faesp, 210 mil proprietários rurais deverão receber as orientações para ajudar os policiais ambientais na fiscalização das propriedades.

Na região de , o preço dos imóveis rurais desabou. Dezenas de sítios e chácaras, algumas cinematográficas, foram colocadas à venda, a maioria por até metade do valor real. “A violência espantou os compradores”, garante o dono de uma imobiliária que pediu para não ser identificado, com medo de represálias. Há três anos, ele fazia de 10 a 15 negócios com imóveis rurais por mês. Hoje, se consegue duas vendas é muito. “Parei de trabalhar nos fins de semana, pois não há clientela.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Estado - AE

A Polícia Civil prendeu ontem (8) um homem acusado de extorsão em , a 314 quilômetros da Capital, no momento em que ele tentava pegar o dinheiro de uma das vítimas. C.R.S., 48 anos, usava a internet para seduzir mulheres. Ele começava o namoro e, quando descobria onde as companheiras trabalhavam, tentava extorquir o patrão, alegando que a funcionária havia passado informações que prejudicavam a .

Dizendo ser jornalista, criou um site em que denegria a imagem das empresas visadas com informações falsas, dessa forma, forçava o responsável a pagar a quantia em dinheiro pedida, que, segundo os policiais civis, sempre era um valor baixo, em torno de R$ 4.000,00.

O acusado, que é de , combinou com sua última vítima, de receber o dinheiro da extorsão em um shopping da cidade de . O empresário avisou a polícia sobre o encontro, mas houve uma mudança de planos por parte de C.R.S., que foi em um restaurante.

De acordo com a polícia, três vítimas registram boletim de ocorrência contra ele. As autoridades vão investigar se há mais pessoas prejudicadas. O acusado, que já responde a dois processos por extorsão, foi indiciado mais uma vez pelo mesmo crime. Ele será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de (CDP).

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