Com nove pontos em seis jogos e em quinto lugar na classificação das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do , a Seleção Brasileira enfrenta obstáculos até mesmo dentro de casa nos jogos. No empate por 0 a 0 contra a Argentina, em junho, a foi bastante vaiada pelos torcedores que lotaram o Mineirão e o técnico Dunga, hostilizado. Acostumados com a pressão, os jogadores admitem uma situação acima do normal no momento que a vive.

“Seleção sempre vai ser falada com pressão. O que não é normal é a cobrança em cima do técnico (Dunga), que a cada tem de mostrar uma coisa nova”, diz o Luisão, titular na derrota para a Venezuela no dia 6 de junho, por 2 a 0, em Boston. Foi o primeiro tropeço da para o rival.

Já para o lateral Maicon, da Intenazionale, a própria situação na tabela é anormal, além da cobrança de torcida e imprensa sobre a Seleção. Se a Eliminatória acabasse hoje, o teria de enfrentar uma repescagem para garantir a vaga na Copa. “É uma situação que a gente não esperava. Mas é a realidade, a gente está na quinta colocação”, afirma o .

Embora a posição na classificação seja alarmante, os jogadores não pensam na hipótese da Seleção ficar fora de uma Copa do pela primeira vez. “A gente vai se classificar, com certeza”, diz Luís Fabiano. Gilberto Silva, que participou da campanha mais dramática do rumo a uma Copa, em 2001, faz coro com o atacante do Sevilha. “A duas rodadas do fim das Eliminatórias, estávamos fora. No entanto, conseguimos reverter a situação e acho que o mesmo acontecerá agora”, afirma.Terra

O atacante Edixon Perea não vai ter condições de defender a seleção colombiana nos jogos contra , no dia 6 de setembro, e , no dia 10, pelas Eliminatórias da Copa. O sofreu uma no joelho durante a partida entre e Vasco, no último domingo, e foi cortado da seleção colombiana.

Sem Perea, o técnico Jorge Luiz Pinto convocou Milton Rodríguez, do Millonarios de Bogotá. O atacante gremista foi submetido a uma ressonância magnética que constatou uma leve entorse no joelho direito. Com isso, a previsão é de que o fique afastado dos gramados por até três semanas.

Com a , Perea deve desfalcar o nas três próximas partidas do no Brasileiro. O atacante já não ia enfrentar o Fluminense, neste sábado, e também não deve participar dos jogos com Goiás e Atlético Paranaense.AE
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Os Jogos Olímpicos de Pequim terminaram nesse domingo (24) com a festa de encerramento no estádio Ninho de Pássaro. O encerrou o evento com 15 medalhas, três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Com menor quantidade de redondas, em relação os últimos jogos em Atenas, o ficou na 23ª posição.

O líder do ranking foi a China, país sede dos jogos. No total os chineses ganharam 51 ouros, 21 pratas e 28 bronzes. O segundo lugar ficou com os Estados Unidos: 36 douradas, 38 prateadas e 36 de bronze.

A Rússia foi a terceira colocada do ranking com o total de 72 medalhas. Os próximos olímpicos acontecem em 2012 em Londres, na Inglaterra.
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Enquanto as adversárias estavam maquiadas, com cortes de cabelo ousados e piercings no umbigo, Maurren Maggi chegou para a final do salto em distância nesta sexta-feira de cara limpa, com um simples coque. Após cinco saltos e marca de 7,04m no Ninho do Pássaro, veio o enfeite que ela queria: a medalha de ouro.

Com a conquista desta sexta, Maurren entra para a história ao se tornar a primeira brasileira a garantir uma medalha de ouro em individuais. Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira, a saltadora finalmente sobe ao lugar mais alto do pódio, o que não acontecia com brasileiros do desde 1984, com Joaquim Cruz nos 800m rasos.

A vitória de Maurren veio por um centímetro, diferença mínima no salto em distância. A prata ficou com a atleta russa Tatyana Lebedeva, campeã olímpica de Atenas, que atingiu a marca de 7,03m. A nigeriana Blessing Okagbare garantiu a medalha de bronze com 6,91m.

Brasileira entra em ação concentrada

Maurren Maggi chegou concentrada. Na apresentação, se limitou a dar um sorriso para as câmeras e um tchauzinho para o público presente no Ninho do Pássaro. Antes do primeiro salto, fez o sinal da cruz, pediu as palmas do público, deu um berro e voou: 7,04m, seu melhor salto na temporada. O ritual iria se repetir em todos os saltos. Mas, nas próximas três tentativas, a vontade da brasileira de garantir logo o ouro era tanta que acabou queimando e anulando aos boas marcas alcançadas.

 Maurren Maggi é a primeira brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio no atletismoA preocupação em não queimar mais fez com que Maurren saltasse bem longe da linha vermelha. Mesmo assim, atingiu 6,76m. Antes do último salto, a brasileira ainda precisava torcer contra a russa Tatyana Lebedeva, a única que ainda podia ameaçar o seu objetivo.

A russa até chegou a assustar atingindo 7,03m em sua última tentativa. Mas, por um centímetro, não conseguiu acabar com o sonho de Maurren, que dispensou o último salto e já foi comemorar a conquista.

Enquanto Lebedeva tirava areia da perna e não escondia a decepção no banco, Maurren foi até a arquibancada e abraçou o técnico, Nélio Moura. Pegou uma bandeira do e, para homenagear o país-sede dos Jogos, levou também uma bandeirinha da China. Correu pelo Ninho do Pássaro, vibrou e chorou, até voltar ao ponto de onde tinha saído para abraçar o treinador de novo.

Keila Costa, que tentava beliscar um lugar no pódio, acabou parando na metade da prova, quando há o corte das quatro piores marcas. Como queimou as duas primeiras tentativas, a brasileira só teve um salto computado: 6,43m. Ela terminou a competição em 11º lugar das 12 classificadas para a final.

A boa campanha da seleção brasileira feminina de futebol nos Jogos Olímpicos de Pequim é mais um capítulo que entra para a história do no país, que agora vibra com as lindas jogadas da atacante Marta e aprende a ver no estilo de das mulheres a arte esquecida pelos homens.

Sem patrocínio e um nacional oficial, elas ganharam respeito dentro e fora do conseguindo resultados importantes, obtidos com muita força de vontade e superação.

O símbolo desta é a jovem e talentosa Marta. Nascida em Dois Riachos, no estado de Alagoas, ela teve de provar aos meninos de onde morava, que sabia jogar futebol. E conseguiu.

Habilidosa, Marta começou sua carreira no CSA, de Alagoas.

Depois, chegou ao Rio de Janeiro para vestir a camisa do Vasco do Gama. Não demorou muito e já estava na Europa para defender o Umea, da Suécia, clube pelo qual atua até hoje e onde já conquistou vários títulos nacionais e europeus.

Em 2006, quando tinha 20 anos, conquistou um prêmio até então impensável para uma jogadora brasileira - ser eleita a melhor do . No ano seguinte, Marta repetiu o feito.

Junto com seu sucesso, veio também o da seleção. Os principais títulos do foram duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo (República Dominicana), em 2004, e no do Rio de Janeiro, em 2007. Esta última conquista com sabor especial.

No Pan do Rio, a seleção liderada por Marta mostrou a um Maracanã lotado do que eram capazes de fazer dentro das quatro linhas. Na final competição, elas golearam as americanas por 5 a 0 e, assim, conquistaram definitivamente a admiração dos torcedores.

Também no ano passado, foram vice-campeãs mundiais. Perderam na decisão para a Alemanha. Entretanto, continuaram com a popularidade em alta.

Não se pode esquecer também da medalha de prata nos Jogos de Atenas, em 2004.

Assim como Marta, muitas outras a jogadoras fizeram a mesma opção e foram buscar o sucesso fora do país. Nesta atual seleção olímpica, oito jogadoras atuam no . São elas a goleira Andréia, as zagueiras Renata Costa, Rosana e Simone, a meia Daniela e as atacantes Cristiane, Pretinha e Marta.

Os recentes resultados no campo estão servindo para que elas cobrem das autoridades esportivas do país um apoio maior à modalidade, e assim outras praticantes do tenham as mesmas oportunidades e façam o feminino se desenvolver no país.

Curiosamente, enquanto o masculino coleciona decepções, como a derrota para a Argentina nos de Pequim, elas parecem cada vez mais forte, com toque de bola, velocidade e habilidade, características que só o brasileiro pode apresentar.

E mesmo a derrota na final dos Olímpicos para os EUA não será capaz de apagar a boa impressão que a comandada por Jorge Barcellos deixou. EFE

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Com uma atuação de gala de Marta e Cristiane, a seleção brasileira de venceu de virada a campeã mundial Alemanha por 4 x 1, nesta segunda-feira, e chegou à final dos Jogos Olímpicos contra os Estados Unidos pela segunda vez consecutiva.

O do técnico Jorge Barcellos tentará, contra os EUA, que bateram o Japão por 4 x 2, a medalha de ouro inédita, após o vice- em Atenas-2004, quando as norte-americanas ficaram com o título em que foi para a prorrogação.

Após um início ruim no Estádio de Xangai, as brasileiras conseguiram o empate no fim do primeiro tempo, com Formiga, e viraram no segundo com golaços de Marta e dois de Cristiane, em contra-ataques.

Foi a primeira vitória do país sobre as alemãs, que ganharam do na decisão da Copa do no ano passado, por 2 x 0.

Com o perdido na defesa e sem conseguir sair para o ataque, a zagueira Erika tentou dominar, falhou, e Prinz tomou a bola dela. A atacante avançou, driblou a goleira Bárbara e empurrou a bola para as redes para fazer 1 x 0, logo aos 10 minutos.

Logo depois, a defesa brasileira errou novamente e Melanie Behringer chutou mal, para fora.

O só respondeu aos 17 minutos, quando, após cobrança curta de escanteio, Marta recebeu e chutou por cima do gol.

Um minuto depois, Anja Mittag ficou cara a cara com a goleira brasileira e desperdiçou mais uma chance de ampliar ao finalizar fraco, para defesa de Bárbara.

A partir da metade do primeiro tempo, as brasileiras começaram a equilibrar o , apesar do nervosismo, como numa jogada em que Marta entrou duro na adversária, mas não levou cartão.

Aos 27 minutos, após boa troca de passes, Marta chutou da entrada da área e a goleira Nadine Angerer defendeu. O chegou de novo ao ataque aos 34, em cabeceio de Cristiane que foi para fora.

O gol de empate finalmente saiu aos 43. Cristiane fez linda jogada pela esquerda, passando a bola entre as pernas da alemã, cruzou rasteiro, Marta passou pela bola e Formiga chutou forte para empatar.

Aos 44, Marta chutou de longe e a goleira fez uma boa defesa mandando para escanteio.

No segundo tempo, o continuou bem e virou o logo o início. Marta puxou contra-ataque e tocou de lado para Cristiane chutar colocado: 2 x 1.

Aos 9 minutos, em mais um contra-ataque, Marta avançou pela direita, driblou a zagueira e deu um lindo toque colocado para ampliar.

A Alemanha tentava pressionar, mas sem criar grandes chances, e o ainda marcou o quarto gol. Cristiane passou no meio de quatro defensoras e chutou de perna direita para fechar a goleada e selar a classificação. Nos acréscimos, Prinz teve boa chance mas Bárbara defendeu.Reuters

Após dois bons resultados no torneio olímpico feminino de handebol, o empate com a Hungria e a vitória sobre a Coréia do Sul, a Seleção Brasileira só precisava vencer as ultimas colocadas do Grupo B, neste domingo, para garantir a classificação. Porém, a missão que parecia fácil, ficou difícil e o perdeu para a Suécia por 25 a 22, o que resultou na eliminação dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Precisando da vitória para seguir na competição, o começou bem e atacando com muita agressividade conseguiu abrir boa vantagem: 8 a 5.

Depois disso, as brasileiras permitiram que as suecas voltassem ao . Mais soltas e confiantes, foram tirando a diferença e viraram o para 9 a 8.

Após tomar a virada, o equilibrou o , mas não foi suficiente para terminar o primeiro tempo na frente e foi para o vestiário com uma desvantagem de dois gols: 12 a 10.

As brasileiras não voltaram após o intervalo tão inspiradas como deveriam e, nervosas, perderam alguns ataques que poderiam ter resultado em gols. Com isso, viram as suecas abrirem ainda mais a vantagem que já tinham no placar.

Perdendo por 14 a 11, o parece ter acordado e finalmente entrou em quadra no segundo tempo, mais focado, foi tirando pouco a pouco a diferença e conseguiu empatar o placar por 15 a 15.

Depois disso o ficou muito equilibrado, com as duas equipes alternando na liderança no placar, até que as suecas conseguiram aproveitar melhor alguns ataques e abriram vantagem de 24 a 21, faltando pouco mais de cinco minutos por jogar.

Desesperadas, as brasileiras não conseguiram diminuir a diferença no placar e perderam a partida por 25 a 22, ficando fora das quartas-de-final dos Jogos Olímpicos.Terra

Resultados das eliminatórias da luta livre feminina até 72kg.

Rosângela Conceição (BRA) venceu Olga Zhanibekova (CAZ)
Kyoko Hamaguchi (JAP) venceu Elena Perepelkina (RUS)
Ali Bernard (EUA) venceu Amarachi Obiajunwa (NGR)
Jiao Wang (CHN) venceu Jenny Fransson (SUE)
Stanka Zlateva (BUL) venceu Ohenewa Akuffo (CAN)
Maider Unda (ESP) venceu Oksana Vashchuk (UCR)
Agnieszka Wieszczek (POL) venceu Laure Ali Annabel (CMR)
Anita Schatzle (ALE) venceu Audrey Prieto (FRA).EFE

A brasileira Marily dos Santos terminou hoje a maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Pequim na 51ª colocação, com um tempo de 2min38s10.

Marily, que disputou pela primeira vez uma edição dos Jogos Olímpicos, ficou quase 12 minutos atrás da romena Constantina Tomescu, vencedora da prova.

A queniana Catherine Ndereba ficou com a prata na maratona, enquanto o bronze terminou nas mãos da chinesa Chunxiu Zhou.

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