O forte declínio nos contratos futuros do ajuda ações de companhias aéreas, montadoras e muitas outras a subirem na manhã de hoje nas principais da Europa, deixando os mercados financeiros europeus no território positivo, mesmo com a fraqueza das empresas ligadas à matéria-prima (commodity). A queda do segue notícias de que o furacão Gustav não provocou tantos danos no Golfo do México quanto temido, segundo analistas.

Às 8h53 (de Brasília), a de Paris avançava 1,17% e a de Frankfurt tinha alta de 1,32%. A de Londres apresentava ganhos mais modestos, de 0,16%, já que as ações de petrolíferas têm peso importante no índice. No mesmo horário, o contrato futuro do tipo WTI com vencimento em outubro caía 2,45%, a US$ 108,50 o barril, na sessão eletrônica da Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

A passagem do furacão Gustav também provoca alta das ações de seguradoras, conforme investidores acompanham notícias dos danos. Segundo estimativas iniciais da Risk Management Solutions, Gustav causou de US$ 4 bilhões a US$ 10 bilhões de perdas seguradas. No horário acima, os papéis da seguradora francesa Axa saltavam 5,7%.

Os papéis da seguradora alemã Allianz - que anunciou, no domingo, a venda das operações do terceiro maior banco da Alemanha, o Dresdner Bank, para o segundo maior, o Commerzbank - subiam 1,8%. Mas muitos analistas alertam que o preço que o comprador pagou pela unidade, US$ 14,5 bilhões, foi elevado e, por isso, as ações do Commerzbank tinham leve alta, de apenas 0,1%. O banco alemão Deutsche Bank reduziu a recomendação da instituição de “manter” para “venda”, dizendo que o acordo foi atrativo estrategicamente, mas não financeiramente.

Ainda no setor financeiro, os papéis da Deutsche Boerse saltavam 6,1% com notícias de que o fundo de hedge americano Atticus irá trabalhar em acordo com o The Children’s Investment Fund e poderá buscar mudanças no conselho supervisor da operadora de .

Outras ações de bancos se beneficiam da queda do , por serem sensíveis a taxas de juro. O recuo da commodity sugere que a inflação pode diminuir e, por conseqüência, pode permitir que os bancos centrais reduzam os para impulsionar o crescimento antes do previsto, explicaram analistas. As informações são da .AE

Entre as companhias aéreas, Ryanair subia 7,3% e EasyJet ganhava 10,3%. Das montadoras, BMW tinha alta de 3,7% e Fiat avançava 1,9%. Já as fabricantes de caminhões Man AG e Volvo caíam 0,6% e 0,3%, respectivamente, após terem suas recomendações reduzidas por corretoras.

As ações de empresas de commodities perdiam com o em queda, assim como os metais. BP cedia 2,3%, Total caía 1,7%, Tullow Oil declinava 5,2% e Rio Tinto recuava 4,4%.AE

Brasília - O volume de do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 1,085 trilhão em julho, o que equivale a 37% da soma de
bens e serviços produzidos no país, o Produto Interno Bruto (PIB). Esse é o maior percentual da série histórica do (BC), iniciada em 1994. A maior registrada anteriormente foi em janeiro de 1995, quando o percentual chegou a 36,8%, segundo dados do BC.

A média de (pessoas físicas e jurídicas) subiu. O percentual anual passou de 38%, em junho, para 39,4% em julho. Nos 12 meses fechados em julho, a média subiu 3,5%. No ano, a alta é de 5,6%.

No caso das operações destinadas apenas a pessoas físicas, a média anual passou de 49,1% em junho para 51,4% no mês passado. A média de anuais para empresas (pessoa jurídica) foi de 27,5% em junho, maior do que os 26,6% de junho.

Os cobrados pelo uso do cheque especial continuam em alta. Em junlho chegaram a 162,7% ao ano. Em junho, a havia sido de 159,1% ao ano. O aumento foi de 23,5 pontos percentuais em 12 meses e 24,6 pontos percentuais no ano. O saldo do cheque especial no mês para pessoas físicas chegou a R$ 15,561 bilhões, em julho. A população recorre mais ao pessoal (R$ 118,805 bilhões) e a outras modalidades, como cartão de (R$ 20,468 bilhões).

Os consumidores também estão pagando mais pelo pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento. A de passou de 51,4% em junho para 53,6% em julho. No ano o aumento foi de 7,8 pontos percentuais e em 12 meses, 3 pontos percentuais.

A de juro para a compra de veículos passou de 31,1% ao ano para 33,5% ao ano. A alta no ano foi 4,7 pontos percentuais e em 12 meses, 4,8 pontos percentuais.

A inadimplência geral, considerados atrasos superiores a 90 dias, chegou a 4,2%, contra 4% de junho. Para as pessoas jurídicas, a inadimplência permaneceu em 1,7% e para as pessoas físicas subiu de 7% para 7,3%.

O prazo médio dos financiamentos para as empresas chegou a 299 dias corridos em julho, contra 303 dias corridos de junho. Para as famílias, o prazo médio passou de 466 para 467 dias corridos.

O Índice Geral de - Mercado (IGP-M) novamente salgado, combinado com a alta do e o ambiente externo tenso, reforçam o nervosismo no futuro de , que começa a questionar se o poderá, realmente, manter o ritmo de aperto monetário diante do atual cenário.

As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs) vêm ampliando a alta. Mas, desta vez, operadores consideram que a curva de assume um nível mais alto porque, de fato, o está vislumbrando o risco de o BC ter de adotar uma nova estratégia de política monetária. “Embora o BC afirme que a alta da inflação já estava no cenário, o vai testar a convicção do BC”, afirma um operador. Nos dois últimos encontros, o Comitê de Política Monetária (), elevou a básica de , a Selic, em 0,50 ponto porcentual cada, para os atuais 12,25% ao ano.

Lá fora, a aversão ao risco segue pesando sobre os negócios. E o alimenta o medo da inflação global. Ontem, o barril bateu a inédita marca de US$ 140,00 durante a sessão de negócios e hoje a matéria-prima (commodity) já é negociada acima deste nível na Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Por aqui, as notícias também não amenizam. O Índice Geral de - (IGP-M) mostrou nova aceleração em junho, eliminando por completo a percepção de que a inflação poderia, enfim, ingressar em um período de acomodação. A subiu 1,98% este mês, ante alta de 1,61% em maio. Foi a maior para esse índice de inflação desde fevereiro de 2003, quando subiu 2,28%.

Por causa da constatação de que a inflação continua em uma trajetória ascendente - o que já havia sido mostrado pelo Índice de ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de junho, nesta semana -, e de que o e as commodities estão longe de dar um refresco, o começa a considerar que o BC vai ter de ajustar seu passo. Investidores já apostam em uma alta de 0,75 ponto porcentual na Selic nas próximas reuniões do ano, inclusive na de julho. “O mudou de patamar, porque enxerga uma nova piora no balanço de riscos”, afirma um operador.

Após abertura dos negócios na de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2010 avançava para 15,01% ao ano, de 14,98% ao ano ontem; o DI com vencimento em janeiro de 2009 subia de 13,30% ao ano para 13,32% ao ano.

Movimentos sociais iniciaram hoje, desde as 10 horas da manhã, um protesto em frente à sede do , em Brasília, contra o elevado nível dos brasileiros. Em seus dois últimos encontros, o Comitê de Política Monetária () elevou a básica de , a Selic, em 0,50 ponto porcentual cada, para os atuais 12,25% ao ano.

Por enquanto, pouco mais de 100 integrantes de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do (CGTB) e União Nacional dos Estudantes (UNE) realizam o ato “Menos , mais desenvolvimento”. A manifestação é organizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS).

Os arredores do edifício-sede do BC têm policiamento fortemente reforçado e a entrada no prédio é controlada. O , porém, é bastante tranqüilo na região e também entre os manifestantes. AE

Brasília - Pesquisa realizada pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) de constatou junto a dez instituições bancárias que a média mensal de para empréstimo pessoal aumentou de 5,59% no mês passado para 5,61% este mês. O maior aumento foi de um banco oficial, o Banco do , que alterou sua de 5,60% para 5,90%.

Dos demais bancos pesquisados, apenas o HSBC aumentou sua de empréstimo pessoal de 4,74% para 4,78%, na comparação de maio para junho, enquanto o Unibanco baixou de 6,59% para 6,45% ao mês. Os outros bancos pesquisados (Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Nossa Caixa, Real, Safra e Santander) mantiveram as taxas de pessoal.

A mesma pesquisa verificou que o aumento foi maior nos do cheque especial, cuja média de 8,61% ao mês, em maio, evoluiu para 8,73%. Nesse caso, a maior variação (de 10,74%) foi do Santander, que alterou a de 8,38% no mês passado para 9,28%. O também aumentou sua de 8,15% para 8,30%, enquanto o HSBC passou de 8,43% para 8,60%. Nos demais bancos não houve alteração na do cheque especial.

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência

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