Depois de limitar o uso de algemas, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem proibir policiais de promover a exposição de na imprensa, qualquer que seja o crime. “A algema é apenas uma metáfora”, disse ontem o presidente do , Gilmar Mendes. No entender do , “a exposição de viola a idéia da presunção de inocência, viola a idéia da dignidade da pessoa humana”. As críticas de Gilmar Mendes à exposição de são antigas, de quando ainda era procurador da República. Ele diz que, na época, tentou coibir judicialmente a exibição de em programas sensacionalistas de televisão.

De acordo com o Celso de Mello, do STF, a exposição indevida de já levou a Corte Interamericana de a responsabilizar autoridades do Peru. “Esse ato da autoridade pública transgride a própria Convenção dos ”, disse Mello, durante o julgamento sobre o uso de algemas, na quarta-feira. Para ele, o governo brasileiro poderá ser alvo de processo semelhante se o Judiciá não reprimir abusos como o uso irregular das algemas.

O mais recente de exposição, criticado por juristas e pelo próprio governo, ocorreu na Operação , da Polícia Federal. Uma equipe da flagrou o momento em que agentes prendiam o ex- de Celso Pitta. Ele foi filmado de pijamas, ao abrir a porta de casa. A veiculação das imagens levou o diretor-geral da , Luiz Fernando Correa, a determinar a instauração de uma sindicância para investigar se houve violação do Manual de Procedimentos Operacionais da instituição pelos agentes que permitiram as filmagens.

Entre as regras previstas no manual está a determinação para que as operações sejam discretas. O descumprimento desses ditames resulta em punições que vão de advertência a abertura de processo administrativo para demissão. Assim como no das algemas, os ministros do Supremo podem regulamentar o assunto em súmula, mas isso dependerá de concreto que seja levado a julgamento no plená da Corte.

Policiais do Tático Ostensivo Rodoviá (TOR) da 5ª Cia. do 2º da Polícia Rodoviária realizavam, por volta das 3h50 de ontem (13), uma ação de combate ao narcotráfico e demais ilícitos penais. Ao vistoriar um ônibus que trafegava pelo km 616 da , os patrulheiros localizaram 24,750 Kg (divididos em 18 tabletes) de escondidos em duas bolsas – pertencentes a N.F.G., de 26 anos, e K.A.M.G., de 31.

A estava envolta em fita adesiva e cada mulher levava a sua parte dentro de uma bolsa – colocada aos pés das passageiras. Cada mulher assumiu a responsabilidade por sua respectiva bolsa e transportada. O entorpecente seria entregue em : nas estações da Luz e na Barra Funda.

A recebeu voz de pelo crime de tráfico de e foi encaminhada ao 1º Distrito Policial de Presidente Venceslau. Em seguida, as foram encaminhadas à Cadeia Feminina de Santa Anastácia, onde permanecerão à disposição da .SSP

O desembargador federal Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, autorizou um deságio de até 50% no valor de mercado para o preço mínimo do leilão do chamado “boi pirata“, apreendido em junho, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na Estação Ecológica Terra do Meio, no Pará.

O do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia pedido, na última semana, em conversa com o desembargador, um deságio de 60%, mas disse que “foi boa a decisão”. Segundo Minc, o próximo leilão pode ser realizado já na próxima segunda-feira. O valor de todo o rebanho, com o deságio de 50%, deve ficar em torno de R$ 1,6 milhão.

Ficou determinado também o prazo de 30 dias, prorrogável por mais 10, para que os novos proprietários do gado retirem os animais. Segundo nota do TRF, o desembargador alegou em sua decisão que a presença do rebanho no representa crime, por “impedir ou dificultar a regeneração natural da floresta e demais formas de vegetação”.

Justificando o deságio, que havia sido negado no dia 26 de julho pelo desembargador Olindo Menezes, também do TRF da 1ª Região, Prudente alegou que não há como manter o preço de mercado, levando-se em consideração as três tentativas anteriores frustradas e a urgência na e conservação do meio ambiente. “Deve-se ter em mente que a incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivações de índole meramente econômica.”

Os Ministérios Públicos fluminense e Federal anunciaram na sexta-feira (8) que pediram à a ou o afastamento do de Campos de Goytacazes (RJ), Alexandre Mocaiber (PSB).

Ele é acusado de descumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual a prefeitura compromete-se a demitir prestadores de serviço contratados por meio de fundações como a Cruz Vermelha.

O TAC foi assinado em 16 de abril pelo vice- Roberto Henriques, pois Mocaiber havia sido afastado do cargo pela 1ª Vara Federal de Campos. Quando o retomou o posto, o MP diz ter enviado um ofício a ele informando sobre a assinatura do documento. Mocaiber, no entanto, teria adotado uma série de medidas para tentar desfazer o acordo.AE

A história da cadela Xuxa, que virou celebridade por ter encontrado um bebê abandonado em (), teve uma reviravolta. A dona do animal confessou à polícia nesta sexta-feira (25) que é a mãe do recém-nascido.

Segundo a polícia, Maria Luzia Campos, de 27 anos, escondia a da família e decidiu confessar a história ao descobrir que o bebê seria encaminhado para a adoção. Ela deu à luz na madrugada de quarta-feira (23). Na ocasião, Maria Luzia disse aos vizinhos que a cadela havia encontrado a criança em uma caixa de papelão, em um baldio. O  ganhou repercussão nacional.

“Quando eu fiquei sabendo que o bebê iria para outra família, não agüentei e contei a verdade. Bateu o arrependimento. Agora, eu vou fazer o que eu puder para cuidar dele”, afirmou Maria Luzia . O bebê está no desde quarta-feira e foi batizado de João Gabriel pelas enfermeiras.

A mãe da criança disse que estava com medo da reação da família. “Na hora bateu o desespero. Não sabia o que fazer. Eu nunca pensei em tirar a vida da criança, só queria proteger o bebê, por isso que eu dei essa versão do ”, disse.

Maria Luzia contou que deu à luz sozinha, em um barracão nos fundos da casa onde vive. Com medo, ela levou a criança até a casa dos vizinhos para que o menino fosse encaminhado ao . Ela falou que a cadela Xuxa havia encontrado a caixa de papelão com a criança.

“Em momento algum veio na minha cabeça matar, jogar fora, fazer o que essas mães fazem. Na hora queria proteger, levar ao ”, disse Maria Luzia.

Desfeita a confusão, Maria Luzia disse que a reação da família não poderia ser melhor. A avó ficou emocionada e quer a criança.

O responsável pelo , Geraldo Magela de Carvalho, disse ao G1 que a mãe vai passar por exames para comprovar se realmente deu à luz recentemente e depois será liberada. Ele explicou que não houve crime.

O disse que a guarda do bebê será decidida pela .G1

A juíza titular da 5ª Vara Criminal do , Simone Schreiber, adiou, sem nova data, o que o ex- Salvatore Cacciola daria amanhã à .

O responde a processo de crime contra o sistema financeiro. De acordo com informações do Federal do , o pedido de adiamento foi feito tanto pela de Cacciola quanto pelo Ministé Público Federal e foi acatado pela juíza.

Além do processo da 5ª Vara, o ex- responde a processos na 2ª e 6ª varas criminais, este último relativo ao Marka.AE

O sócio-fundador do , Daniel , chegou hoje à tarde à Polícia Federal (), em , para novo e, de acordo com informações de sua , deverá manter a mesma estratégia dos anteriores de não responder às perguntas. Na chegada à , o advogado do , Nélio Machado, apresentou à imprensa um documento que será encaminhado às autoridades policiais, ao Ministé Público (MP) e à , questionando a lisura do processo que envolve seu cliente. “Este documento é um protesto formal com respeito a tudo o que vem ocorrendo neste , prejulgamento do meu cliente, manobra das prisões. Existe algo de malvadeza nisso, pois o (da Operação ) é uma devassa medieval.”

Machado fez também duras críticas às autoridades governamentais, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o da , Tarso Genro. Ele classificou a , o Ministé Público Federal paulista (MPF-) e o juiz do , Fausto Martin De Sanctis, titular da 6ª Vara Federal Criminal, de “triunvirato acusató”.

Nas críticas ao presidente Lula e ao Tarso Genro, o advogado de disse: “Freqüento o ambiente da há mais de 30 anos e não vejo de Estado e presidente da República falando de . Nunca vi um presidente da República convocando reunião para tratar de um assunto como este. Se Lula está insatisfeito com alguém da , ele que mude, que altere ministé”.

O advogado disse lamentar também a celeuma na e afirmou achar estranho a divulgação de apenas três minutos da gravação da reunião da , em que o Protógenes Queiroz teria pedido para deixar o comando da , porque não se sabe o contexto de toda a conversa a respeito da situação do , que comanda o . Na avaliação de Machado, seu cliente já foi prejulgado e só querem prendê-lo e algemá-lo. “Quero que a seja isenta, o que não vem ocorrendo. Ele () está sendo perseguido.”

Apesar de manter a estratégia do silêncio, Machado disse que e outras pessoas ligadas ao , também arroladas no , “atenderam à convocação informal da Polícia Federal para mostrar que confiam na porque ela tarda, mas não falha”. Além de , estão na Verônica , a irmã do ; Carlos Bernardo Torres Rodemburg, sócio e vice-presidente do ; Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomáz, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Maria Amália Delfin de Melo Coutrin, Dó Ferman e Danielle Silbergleid Ninio.AE

A nova carteira de identificação, apresentada pelo Ministé da (MJ) e pela Polícia Federal () na terça-feira (8), ainda depende da aprovação de um decreto para entrar em vigor a partir de 2009. O RIC (Registro de Civil) não será obrigató.

Segundo a , o novo documento tem modernos itens de , como fundos complexos, tintas e efeitos ópticos especiais, além de chip que armanezará dados dos cidadãos.

O RIC foi instituído pela Lei 9454/1997. A proposta é unificar o cadastro de identificação estaduais e federal. O Instituto Nacional de Identificação (INI) será comunicado de todo e qualquer registro de indivíduo.

Assim que for implementado o RIC, a previsão é de que os 4.375 postos de identificação sejam equipados. Isso vai permitir o cadastro de 20 mil pessoas por dia.

A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano. Ao longo de nove anos serão cadastradas 150 milhões de pessoas.

Os estados vão passar a identificar as pessoas com foto digital e impressões digitais tiradas na hora. O Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (AFIS) foi comprado em 2004 e custou cerca de US$ 35 milhões. G1Nova Identidade Identidade

O do (Supremo Tribunal Federal) Eros Grau indeferiu o pedido de liminar em habeas corpus (HC 95077) impetrado em de Olavo Vieira de Macedo, detido em 2 de maio de 2007 sob a acusação de comandar uma quadrilha que vendia vagas em pelo menos duas universidades federais.

“Não tendo, à primeira vista, por configurados seus requisitos, indefiro o pedido de liminar”, disse Eros Grau, que encaminhou o processo para o MPF (Ministé Público Federal) se pronunciar sobre o .

O habeas corpus ainda será julgado em definitivo pela 2ª Turma do . Não há previsão de data.

Segundo a denúncia do Ministé Público, a suposta quadrilha comandada por Macedo estaria negociando a venda de vagas nas universidades federais de Pelotas, no Grande do Sul, e Fluminense, no . O grupo também teria iniciado procedimentos para atuar em instituições da Argentina e da Bolívia.

A informa que Macedo está no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira III, em , no Ceará, por ordem da 3ª Vara Federal Criminal do . O decreto de preventiva aponta risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal. A foi mantida pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, com sede no , e pelo STJ (Superior Tribunal de ).

Para a de Macedo, as razões para a preventiva não se sustentam mais. “Com efeito, resta claro que a atual custódia cautelar [do acusado] não merece mais ser mantida, até porque já configurada em grave excesso prisional, ou seja, há mais de um ano que [Macedo] é mantido , mesmo sendo primá e de bons antecedentes”.

A acrescenta que a é irrazoável já que os crimes imputados a Macedo não são violentos e diante do fato de que ele “contribuiu com informações preciosas para a instrução criminal”. Segundo o advogado, outros acusados no mesmo processo já foram postos em liberdade por decisão da de primeiro grau.

O tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraes, de 25 anos, mantém uma página no , é casado e tem um filho. No seu perfil da rede social, fala sobre as paixões. Diz que ama a farda, a verdade, a dignidade e o .

O já confessou à polícia ter comandado a entrega dos três jovens do Morro da Providência aos de um morro rival. Nesta terça-feira (17), na página, foi muito atacado em centenas de mensagens.

Os onze que participaram do crime cumprem temporária no de Polícia do Exército.

Nesta terça-feira, o continuou a tomar os dos envolvidos para esclarecer a participação de cada um no .

Os ocupam o Morro da Providência desde o fim do ano passado. Com a dos rapazes, a presença deles no está sendo questionada. A Defensoria da União, no , vai entrar com uma ação civil pública pedindo a retirada do Exército do Morro da Providência, com base na Constituição. A lei não prevê participação do Exército na pública.

Em nota divulgada nesta terça (17), o Exército afirma que a presença no morro não é uma operação em prol da pública, que necessite de determinação da presidência da república e de aprovação no congresso nacional. Mas sim uma ação subsidiária, permitida pela Constituição, com o objetivo de revitalizar moradias.

O da , Nelson Jobim, veio ao acompanhar as .
Participou de uma reunião no Comando do Leste. Depois, foi ao Morro da Providência. Caminhou pelas ruas da comunidade e se encontrou com parentes dos jovens .

O pediu desculpas às famílias.

“Vamos deixar bem claro a indignação do governo, a indignação de todos nós. Agora, o que não podemos é confundir o fato que aconteceu com a ação do Exército e com as obras que estão sendo realizadas aqui”, disse o Nelson Jobim.

O da , Tarso Genro, tem uma diferente.

“O Exército estava dando proteção para as pessoas que estão trabalhando e aí ocorreu essa que é absolutamente lamentável. Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente, que é majoritária em toda a sociedade, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da pública”, disse Genro.

O que garantiu a presença dos no Morro da Providência foi um acordo firmado entre os Ministérios da e das . Os foram convocados para ajudar num projeto de reforma das casas, chamado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela, pré-candidato à prefeitura do .

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