Out
1
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai realizar dois leilões para apoiar a comercialização de 263,11 mil toneladas de trigo. Amanhã, serão leiloados 4.930 contratos de opção de venda, o que equivale a 133,11 mil toneladas do cereal. Já na próxima terça-feira, a estatal vai realizar oferta de Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP) com 130 mil toneladas do cereal, segundo a assessoria de imprensa da Conab.
A operação de amanhã é destinada aos triticultores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Os contratos têm vencimento em 31 de março de 2009 e preço de exercício variando entre R$ 15.930 e R$ 14.310, de acordo da região.
O leilão de PEP é destinado às indústrias moageiras e comerciantes de cereais. Serão ofertados prêmios para 100 mil toneladas do Paraná e 30 mil toneladas para São Paulo. Os arrematantes do prêmio terão que escoar o produto para fora das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O valor de abertura do PEP será divulgado pela estatal dois dias antes do leilão.AE
Jun
23
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje que ainda neste mês vão a leilão 12.600 cabeças de gado apreendidas no Pará e em Rondônia - 3.100 delas da região paraense chamada de Terra do Meio, região entre os rio Xingu e Iriri. O gado era criado dentro de unidades de conservação ambiental, portanto, de forma ilegal. “É uma ação exemplar, para efeito de demonstração”, afirmou o ministro. “A impunidade não pode ser premiada.”
Minc relatou que as apreensões já provocam reações entre os pecuaristas que atuam de forma irregular. “Flagramos bois saindo em caravana de áreas protegidas”, disse hoje o ministro, em sabatina do jornal Folha de S.Paulo. Segundo o ministro, proprietários de frigoríficos se comprometeram a comprar o gado, caso haja boicote ao leilão. Esses empresários devem firmar com o ministério um compromisso de não comprar carne de fornecedores que produzam irregularmente na Amazônia, em áreas desmatadas ou de proteção ambiental.
A partir dessa semana, grandes madeireiras e frigoríficos passam a ser notificados para que apresentem ao Ministério do Meio Ambiente, em até 60 dias, sua lista de fornecedores. As empresas que receberem mercadorias de origem ilegal, extraída com devastação da Amazônia, serão co-responsáveis pelos crimes ambientais de seus fornecedores.
Segurança ambiental
Bombeiros e homens dos batalhões florestais das polícias militares serão treinados para atuar na preservação do meio ambiente. Minc disse hoje que fechou o acordo com 16 governadores. Segundo ele, cada Estado vai liberar 25 bombeiros para atuar em unidades de conservação ambiental e 120 homens da Polícia Militar (PM) para ações contra queimadas e desmatamentos.
O ministro disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criará por decreto postos de guarda-parque, para reforçar a segurança de unidades de conservação. Ele afirmou ainda que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, colocou à disposição aviões, caminhões e quartéis do Exército para as operações ambientais.
Mesmo com todo esse efetivo, Minc reiterou que quer o Exército nas áreas de proteção, nos moldes de uma Força Nacional Ambiental. “Vai demorar um pouco porque temos de resolver as questões de recursos, que batalhões e regimentos atuarão e constitucional”, afirmou. “Mas, removendo isso, o Exército assume.”
Fundo Amazônia
Minc anunciou que em 7 de julho Lula deve assinar os documentos que criam o Fundo Amazônia, que pretende arrecadar US$ 900 milhões para a conservação do bioma. A primeira doação, de US$ 100 milhões, virá da Noruega. Para receber o recurso, o Brasil precisa registrar esse ano um desmatamento menor que a média histórica dos últimos dez anos. “Atingiremos a meta e teremos acesso ao fundo”, afirmou Minc.
As doações internacionais não implicam em influência estrangeira na Amazônia, disse o ministro. O conselho gestor será formado por integrantes do governo, universidades e organizações não-governamentais (ONGs) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) executará as ações do fundo. “Não há risco à soberania”, afirmou Minc.AE
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Jun
11
Brasília - Para abastecer o mercado interno, e assim combater a alta de preços, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou hoje que vai fazer uma série de leilões para aquisição de feijão e milho e para venda de arroz. “A decisão dá conteúdo prático às determinações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para o combate da inflação dos alimentos, afirmou, em nota, o presidente da Conab, Wagner Rossi.
A estatal vai anunciar na próxima semana uma série de avisos para a realização das operações. Será lançado contrato de opção de compra de até 100 mil toneladas de feijão, com prazo de exercício em 30 de julho. Outro contrato será o de opção de compra de até 600 mil toneladas de milho, oriundas do Mato Grosso, com prazo de exercício também em 30 de julho.
Outro aviso será de Prêmio de Risco para a Aquisição de Produto Agrícola Oriundo de Contrato Privado de Opção de Venda (Prop) para a compra de mais 100 mil toneladas de milho: 80 mil toneladas destinadas ao abastecimento de Estados do Norte/Nordeste e 20 mil toneladas para o Espírito Santo e norte de Minas Gerais, com o mesmo prazo de exercício dos demais.
Mais um aviso tem como objeto a compra de até 300 mil toneladas de milho, para entrega nos armazéns da Conab. A estatal ainda vai realizar no dia 30 deste mês mais um leilão de arroz, ofertando 50 mil toneladas do cereal. No dia 3 de julho, a Conab fará reunião com o setor produtivo do arroz na Superintendência Regional da Conab, em Porto Alegre.AE
Mai
23
Um dia após ser anunciada, a negociação para a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil (BB) foi contestada ontem pelo presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal. Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do segundo maior banco privado do País cobra maior transparência no negócio e defende a realização de um leilão, o que garantiria melhor preço pelo patrimônio do banco estadual paulista. Ele antecipou o interesse do Itaú na disputa.
“Se o governo do Estado de São Paulo pretende vender a Nossa Caixa, entendo que a melhor forma seria um leilão, pois estaria garantido, de forma transparente, o melhor preço para o Estado. O Itaú teria interesse em participar desse eventual leilão”, declarou.
O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou ontem que a instituição tem condições de aprovar a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil 60 dias após o envio de um projeto do governo paulista para a aprovação da alienação da sua participação no capital do banco estadual, que é de 71,25% - os 28,75% restantes estão em poder de acionistas minoritários.
Lances do BB
O início das negociações para compra da Nossa Caixa é o lance mais ousado do Banco do Brasil no seu plano de manter a liderança no mercado. Essa reação iniciou-se em 2007 com o começo da incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), processo que deverá estar concluído até agosto, de acordo com informações do próprio banco. Paralelamente, o BB vai incorporar aos poucos as agências do Banco do Estado do Piauí, já federalizado.
O aproveitamento desses antigos bancos estaduais, no entanto, representa pouco diante da necessidade de crescimento num mercado que tende a ser cada vez mais concentrador. Com o anúncio feito na noite de quarta-feira, o BB acelera essa estratégia, de forma a responder aos concorrentes privados que adquiriram pelo menos 30 bancos nos últimos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)
Mai
19
O consórcio Energia Sustentável, vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, pretende antecipar de outubro de 2016 para 2013 o prazo para que todas as turbinas do empreendimento entrem em operação. Segundo o presidente do consórcio liderado pela franco-belga Suez, Victor-Frank Paranhos, a usina deverá entrar em operação já em abril de 2012, quando o cronograma original previa que a primeira máquina começasse a funcionar em janeiro de 2013. Ao todo, Jirau terá 44 turbinas, cada uma com 75 megawatts (MW) de potência.
O presidente da Suez no Brasil, Mauricio Bär, explicou que o consórcio conseguiu reduzir em R$ 1 bilhão o custo da obra civil, alterando o local, no Rio Madeira, onde será instalada a usina. O consórcio vai erguer a barragem 9 quilômetros mais próximo de onde será construída a usina de Santo Antonio. “Essa mudança reduziu os custos porque necessitaremos de um volume de escavação em rocha menor”, explicou. Outra diferença do novo projeto é a divisão das turbinas em duas casa de força. O projeto original previa uma grande casa de força única. Como conseqüência desta mudança, a área alagada vai aumentar em 10 quilômetros quadrados de inundação.
Segundo Mauricio Bär, essas mudanças no projeto não deverão dificultar a obtenção da licença ambiental de instalação junto ao Ibama. “Não deve haver dificuldade com o Ibama porque essa região que será alagada a mais já seria afetada pelo reservatório de Santo Antonio”, disse Bär, acrescentando que não teme uma demora maior na obtenção da licença de instalação. “Teremos uma discussão em bom nível e esperamos que o Ibama avalie os benefícios dessa mudança”, disse. Maurício Bär afirmou ainda que a menor quantidade de rocha escavada representa um ganho do ponto de vista ambiental.
Recursos
O presidente do consórcio afirmou que o grupo irá avaliar opções de financiamento além dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Uma das possibilidades é o uso dos recursos do FGTS, disponibilizado pela Caixa Econômica Federal. “Ainda não conversamos com a Caixa, mas vamos avaliar. Analisamos qualquer financiamento que tenha custo baixo e seja de longo prazo”, disse o executivo após o término do leilão.
Bolsa
Victor-Frank Paranhos disse ainda que o grupo deverá ter suas ações negociadas em bolsa entre 2012 e 2013. “Só podemos abrir o capital quando todos os riscos do projeto forem mitigados”, comentou.
Antes de pensar na abertura de capital, o executivo disse que é preciso equacionar outros pontos, como licenças ambientais e a compra de equipamentos da hidrelétrica. Pelas regras do edital da licitação, o consórcio deverá constituir uma sociedade de propósito específico (SPE), que deverá negociar suas ações no Novo Mercado da Bovespa.
Mai
18
O leilão da Hidrelétrica de Jirau (3.300 MW), previsto para amanhã, abre definitivamente a fronteira amazônica para a construção de grandes empreendimentos energéticos na região. Com a conclusão da licitação das duas usinas do Complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), que somam 6.450 MW de potência instalada, em Rondônia, o governo parte agora para uma série de projetos nas bacias do Amazonas, Tocantins, Araguaia e Teles Pires.
Até 2011, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) planeja leiloar sete grandes hidrelétricas (Belo Monte, Teles Pires, Sinop, Marabá, São Manoel, Serra Quebrada e São Luiz) com capacidade instalada de quase 27 mil MW. Esses projetos, avaliam especialistas, exigirão uma elevada dose de bom senso por parte do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que substituirá Marina Silva na pasta.
Mas o trabalho de Minc não deve parar por aí. Cerca de 70% do potencial hidrelétrico a ser explorado no País está localizado na Região Norte, área de elevada complexidade ambiental. Na Bacia do Amazonas, por exemplo, apenas 38% da capacidade não têm algum tipo de restrição ambiental. Em Tocantins/Araguaia, só 8%, destaca o Plano Nacional de Energia 2030, elaborado pela EPE.
Apesar da dificuldade, o governo federal já demonstrou que vai comprar a briga pela retomada das grandes hidrelétricas no País. Alguns especialistas acreditam que Minc será um aliado na liberação das licenças ambientais dos megaempreendimentos, mas com responsabilidade. O primeiro grande desafio do ministro será destravar o licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, cuja capacidade instalada é de 11.182 MW. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Abr
11
A autorização do edital para construção e comercialização de energia elétrica da Usina Hidrelétrica de Jirau foi publicada hoje (11) no Diário Oficial da União (DOU). Previsto para o dia 12 de maio, o leilão foi aprovado pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Será declarado vencedor do pregão quem oferecer o menor valor para a venda do megawatt-hora. O preço máximo não poderá passar de R$ 91. As regras detalhadas para o leilão estão disponíveis na página da Aneel na internet.
A usina de Jirau será a segunda instalada no Rio Madeira, em Rondônia, e deve gerar 3,3 mil megawatts a partir de 2013. O complexo terá 44 turbinas e um área de reservatório de 258 quilômetros quadrados. De acordo com avaliação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o valor total das obras deve ficar em R$ 8,7 bilhões.
Em dezembro do ano passado, a usina de Santo Antônio, primeira no Rio Madeira, foi leiloada em Brasília. Três grupos concorreram e o vencedor foi o Consórcio Madeira Energia, que apresentou lance de R$ 78,87 por megawatt-hora.
Abr
10
Ao contrário do tumultuado superbazar, o leilão promovido ontem para a venda de bens do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía e de sua mulher, Yéssica Paola Rojas Morales, atraiu público menor que o esperado. Senhas e lugares sobraram no Jockey Club de São Paulo. O público, no entanto, formado principalmente por convidados, demonstrou poder de compra e indiferença ao fato de os artigos terem pertencido ao colombiano. Até as 22h30 de ontem, o item mais caro vendido no leilão foi um relógio Audemars Piguet, arrematado por R$ 41 mil, com valor de mercado de R$ 60 mil.
Entre os produtos oferecidos no leilão, estavam cem relógios, três bicicletas de alta performance, dois jipes dos anos 1960 e 1970, 20 canetas de luxo e três televisores gigantes. Os arrematadores pagaram valores próximos aos lances mínimos, estipulados judicialmente em 30% do valor de mercado. Os veículos, porém, foram vendidos por valores superiores ao lance mínimo. O jipe Willys Overland, ano 1979, foi arrematado por R$ 27.800 e a Ford Rural Willys, 1961, por R$ 37 mil.
Como no bazar, o leilão foi limitado a 425 pessoas, com distribuição de senha. Antes do evento, foi feita uma preleção para averiguar quem tinha condição financeira para participar. Parte do dinheiro arrecadado será repassado a entidades assistenciais cadastradas na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que condenou o traficante, e outra parte será depositada em conta da União até que não caiba recurso. Mais disputado que o leilão, o superbazar terminou ontem com faturamento estimado de R$ 200 mil.
O advogado de Abadía, Luiz Gustavo Bataglin Maciel, disse ontem que seu cliente reconheceu a origem ilícita de seus bens desde que foi preso e nunca se opôs perdê-los, mas estranhou a venda de pertences íntimos. “É incomum vender cuecas”, afirmou Maciel.
Abr
9
O leilão dos bens mais caros do traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, apreendidos na “Operação Farrapos” da Polícia Federal, será realizado na noite de hoje, segundo a Justiça Federal. O leilão está previsto para começar a partir das 19h30, no Jockey Club de São Paulo, na zona sul da capital.
Na lista de itens há dois carros (um Ford Rural Wills e um Jeep Willis Overland), vários relógios (Rolex, Cartier, Chanel, Piaget e Bulgari), além de canetas especiais e bicicletas importadas. Segundo a Justiça, o acesso será restrito a, no máximo, 300 participantes que receberão uma lista com os respectivos lances mínimos.
Bazar
O bazar organizado no mesmo local para a venda de roupas, móveis, aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos do traficante, iniciado ontem, foi reaberto hoje com acesso restrito a 300 visitantes e já eliminou cerca de 85% dos itens no primeiro dia.
Os valores obtidos com a venda dos bens serão depositados em conta judicial. Parte do dinheiro ficará aplicado até que o processo tenha transitado em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos). O restante será dividido entre entidades de assistência social definidas pela Justiça.
Abr
2
Uma coleção de artefatos de uma sobrevivente do naufrágio do navio Titanic será leiloada este mês. As relíquias incluem uma passagem para a fatídica viagem e um relógio de bolso que supostamente parou no momento do naufrágio. Os itens pertenciam a Lillian Asplund. Ela morreu em 2006, aos 99 anos.
Lillian tinha cinco anos em abril de 1912, quando o Titanic atingiu um iceberg e afundou quando ia da Inglaterra para Nova York. O pai dela e três de seus irmãos estavam entre as 1.500 pessoas que morreram. A coleção será vendida pela empresa de leilões Henry Aldridge and Son, na cidade de Devizes, oeste da Inglaterra. Espera-se arrecadar com os objetos entre R$ 277 mil e R$ 415 mil.