Fugitiva do e do marido, a quem acusa de maltratá-la, e vivendo um drama desde 21 de julho, quando tentou pela primeira vez deixar o país, a paranaense Nariman Osman Chiah, de 21 anos, finalmente conseguiu abraçar os familiares hoje, por volta das 10h30, quando desceu no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. “Vou festejar bastante, estou muito emocionada”, disse.

Ela afirmou que, a partir de agora, só quer tranqüilidade para criar o filho de seis anos, que a acompanhou na fuga, e a filha que deve nascer provavelmente em janeiro. A antecipação da chegada, inicialmente prevista para a tarde, não impediu que cerca de 50 pessoas a esperassem no aeroporto. Ela saiu de Damasco, na Turquia, por volta das 13 horas de ontem. De Curitiba ela foi a , no litoral do Paraná, onde os pais, que também são libaneses, possuem um restaurante.

História

Nariman casou-se com Ahmed Holeihel no , quando tinha 14 anos. Posteriormente, voltou ao para o parto do filho, mas acabou ficando. Por um ano e meio esteve separada do marido. Quando reataram o casamento, no começo do ano, decidiram voltar ao . Segundo ela, quando chegaram a Baalbek, onde viviam, Holeihel passou a maltratá-la e ao filho. Por isso, tentou deixar o país no dia 21 de julho, mas um tribunal religioso a impediu de fazê-lo, pois o marido a acusava de abandono do lar e seqüestro do filho.

Com a ajuda do consulado brasileiro e de uma organização não-governamental, ela passou a viver em um refúgio para mulheres vítimas de violência à espera de uma solução para o caso. Mas, na semana passada, decidiu fugir juntamente com o filho, tendo a ajuda de dois homens. Conseguiram cruzar a fronteira da Síria, mas foram barrados ao tentar entrar na Turquia, pois a documentação não estava regularizada.

Depois de percorrer parte do caminho a pé, Nariman e o filho conseguiram abrigar-se na Embaixada brasileira em Damasco, onde foram resolvidos os problemas burocráticos para chegar ao . O marido de Nariman tem, no , um pedido de prisão preventiva, pois deixou de comparecer a uma audiência judicial, acusado de contrabando.AE
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A brasileira Nariman Osman Chiah já está a caminho do . Ela finalmente conseguiu o documento do governo sírio para voltar ao com o filho e já deixou o país.

A primeira escala do vôo de volta foi feita em Istambul, na Turquia. Ela deve chegar ao  na manhã desta quinta-feira. No final da tarde, eles devem estar em , no litoral paranaense.

Nariman e o menino haviam fugido do na última sexta-feira, depois de ela ter sido ameaçada de morte pelo marido libanês, segundo a versão da brasileira. Os dois se refugiaram na embaixada do em Damasco, na Síria, depois de ter fugido a pé do .

Em Istambul, Nariman disse que não vê a hora de chegar a . Ela espera começar uma “vida nova” e diz que quer abraçar a mãe e “não largar mais”.

Expectativa

Desde o início da semana é grande a expectativa em (PR) para o regresso da brasileira. “Nariman me ligou e disse que já está ajeitando as malas para voltar. Estou muito feliz, não imaginava que fosse tão breve”, disse à GloboNews Mahassen Chiad, mãe da brasileira.

Nariman foi para a Síria em uma tentativa de fugir do marido, que mora no e que, segundo ela, a ameaçou de morte. Ela é filha de libaneses e, aos 14 anos, foi levada para o , onde se casou com Ahamed. Nariman voltou ao , teve um filho e há três meses regressou ao . Lá, diz que foi proibida de sair de casa pelo marido.

Nariman está temporariamente alojada na embaixada brasileira em Damasco, com o filho Abbas, de 6 anos, que ganhou brinquedos dos funcionários do local. Nariman, grávida de quase cinco meses, foi atendida por um médico e descobriu que terá uma menina.

Seu caso sensibilizou as autoridades sírias e o embaixador brasileiro no país, Edgard Casciano, disse que está otimista quanto à breve liberação de Nariman. “Todos os documentos exigidos pelas autoridades já foram entregues”, informou. G1

O Itamaraty confirmou que o médico pediatra brasileiro Mohamad Kassen Omais foi libertado hoje pelo governo libanês. Omais foi detido na última sexta-feira, logo após desembarcar no aeroporto da capital Beirute. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, o consulado brasileiro na capital libanesa acompanhou a libertação do médico.De acordo com a Agência , a mulher do médico, Gisele do Couto Oliveira, confirmou a liberação do marido. Em entrevista à Agência , Gisele informou que há duas hipóteses para o motivo da prisão do marido.

Ela ocorreu ou por ele ser homônimo de um homem procurado por terrorismo no , ou por falsificação do passaporte feita por um parente, sem conhecimento do pediatra.

Ainda de acordo com Gisele, somente após ouvir o brasileiro a polícia libanesa decidiria se o liberaria ou não. Omais e Gisele Oliveira foram ao país buscar os filhos, que passam as férias com parentes. Os pais do pediatra moram no .

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