- Serafim Fernandes Corrêa (PSB) é o último candidato à prefeitura de a ser entrevistado na série de matérias especiais publicadas desde o último dia 21 pela Agência . Ele é prefeito da capital amazonense desde 2005 e tenta sua reeleição pela coligação “ para Todos” (PDT, PSDB, DEM e PSB). Serafim Corrêa é economista e funcionário aposentado da Receita Federal.

O candidato já cumpriu dois mandatos como vereador e também foi presidente do Conselho Regional de Economia do , do Sindicato dos Economistas do estado e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal. Sua vida política foi iniciada em 1986, quando foi eleito para o primeiro mandado como vereador de . Depois de cumprir dois mandatos na Câmara de Vereadores, Serafim Corrêa assumiu a secretaria de Finanças de e foi membro do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de .

Na entrevista, Serafim Corrêa ressaltou que o desejo de se manter no cargo de prefeito de é resultado da intenção de dar continuidade aos projetos emplacados por sua atual administração na cidade. “Após três anos e meio à frente da prefeitura, acumulei experiências e tenho projetos em andamento. Dar continuidade a esses projetos é importante para a cidade. A diferença entre a minha candidatura e a dos outros é que eu não começarei do zero”, declarou.

Serafim Corrêa lembrou que, no campo da saúde, a atual administração municipal “acumula êxitos que precisam ser mantidos”. Como exemplos, ele citou a realização de concurso público, que trouxe estabilidade aos servidores; a criação da Maternidade Moura Tapajós, que realiza média de 450 partos por mês; e o programa Remédio Fácil, que fornece medicamentos a 265 mil pessoas todos os meses, gratuitamente, principalmente aos hipertensos e diabéticos. Esse programa, segundo ele, mereceu reconhecimento nacional do Conselho Federal de Medicina. Serafim Corrêa se comprometeu em manter essas conquistas e ampliá-las, se for reeleito, incluindo a implantação de um laboratório para exames de câncer de colo de útero, atendendo 5 mil mulheres por mês.

“Na Maternidade Moura Tapajós será construído um albergue para atender às mães que hoje ocupam um leito por problemas de saúde com o recém-nascido. Vamos também ampliar a cobertura do programa Saúde da Família de 50% da população para 70% em quatro anos, criar quatro centros de Assistência Psicossocial, a fim de atender pessoas com problemas de saúde mental; criar mais dois laboratórios de análises clínicas nas zonas sul e oeste e, com isso, garantir o atendimento em toda a cidade; criar locais de referência ao atendimento a hipertensos e diabéticos nos quatro distritos da cidade, com o objetivo de aprofundar o atendimento desses pacientes de forma a evitar, no caso dos diabéticos, amputações, e no de hipertensos, situações irreversíveis”, prometeu.

Quanto à educação municipal, o candidato da coligação “ para todos” considerou que, para se ter um cenário positivo, é necessário estar fundamentado em recursos humanos, condições de e espaço físico. Na avaliação de Serafim, essas são as três condições essenciais para garantir boa educação na cidade. Ele lembrou que, no primeiro mandato, foram contratados 3.500 novos professores e mais 260 pedagogos e que os salários dos servidores que atuam nessa área foram melhorados. “Um professor ganhava R$ 507 quando eu cheguei à prefeitura. Hoje, o inicial da carreira é R$ 1.095 para uma jornada de 20 horas/semanais. O salário-mínimo do magistério pela lei federal é de R$ 950 para 40 horas. Com o PCCS, garantimos a aposentadoria a todos”, comemorou.

Outro aspecto positivo, avaliou Serafim, foi a implantação do Processo Seletivo para Diretores de Escolas de (Prosed), que entrou em vigor no dia 1º de julho de 2005 e que prevê a definição dos gestores de escolas por meio de prova e avaliação da comunidade. “Os diretores de escolas deixaram de ser escolhidos politicamente e foram selecionados através do Prosed, privilegiando-se o mérito. Além disso, temos 1.103 professores fazendo pós-graduação e 2.106, que não tinham nível superior, fazendo graduação”, acrescentou, dizendo ainda que o número de escolas passou de 384 para 423  e o de salas de aula de 2.794 para 3.338 e que foi em sua administração que foi construída a primeira creche pública de .

Serafim disse que o caminho já está traçado para um segundo mandato, se for confirmado eleito em outubro próximo. “Vamos aumentar o número de escolas para eliminar o turno intermediário, melhorar a manutenção, manter o aperfeiçoamento dos professores, dando ênfase ao mérito, e dar início ao experimento de escolas de tempo integral”, disse.

No quesito saneamento, Serafim Corrêa, assim como os outros candidatos entrevistados, lembrou o problema da falta de água, que atinge sobretudo as zonas norte e leste da cidade. Na contramão desse problema, ele informou que a prefeitura está investindo em 450 quilômetros de rede de distribuição para equacionar o abastecimento de água em .

“No segundo mandato, o avanço será  na coleta e tratamento de esgotos. Também já aprovamos o projeto do Corredor do Mindu, importante obra de macrodrenagem, no mais importante igarapé da cidade. Os recursos já estão assegurados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e brevemente serão lançados os editais de  licitação. Além disso, a prefeitura, que é o poder concedente, tomou a iniciativa de obrigar a concessionária a investir R$ 100 milhões, para ampliar a produção, construir 11 reservatórios, que acumulam 55 milhões de litros de água, e implantar 38 quilômetros de adutoras”, afirmou.

No transporte coletivo, o candidato à reeleição disse que, se for reeleito, vai avançar na renovação da frota, reorganizar as linhas para dar racionalidade ao sistema, investir em corredores exclusivos de ônibus e ampliar o uso do cartão eletrônico (bilhetagem eletrônica). “Implantamos a bilhetagem eletrônica, que acabou com as filas dos estudantes para a compra da meia passagem e permitiu a integração no prazo de duas horas de um ônibus para o outro, pagando uma única passagem. Isso sem falar da frota de ônibus, que foi renovada em 40%”, finalizou.

A Fundação de Vigilância em Saúde do estado do , órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, fará concurso público para 1.441 vagas de agente de combate às endemias, que exige nível fundamental completo (veja aqui o edital).

Serão 925 vagas em e outras 516 em 35 municípios do interior. O salário oferecido é de R$ 456,50, além de vale-alimentação e auxílio-transporte.

As inscrições devem ser feitas de 26 a 30 de maio, em um dos postos listados no anexo I do edital, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h às 12 e das 13h às 17h. A taxa é de R$ 30. Será concedida isenção da taxa aos candidatos empregados que recebam até 3 salários mínimos e desempregados.

As inscrições serão realizadas nos municípios de , Amaturá, Anamã, , , , , , , , , , , , Eirunepé, , Guajará, , , , Japurá, Juruá, Jutaí, Nhamundá, , , Novo Aripuanã, , Santo Antonio do Içá, Olivença, São Sebastião do Uatumã, , , , Urucará, .

Os candidatos concorrerão às vagas do município onde se inscreveram e residem. A prova objetiva e a prova de títulos serão realizadas no município onde o candidato efetivou a inscrição.

O processo seletivo será executado pelo Centro de Educação Tecnológica do .

O candidato deverá comparecer no mesmo local onde efetuou a inscrição, no
período de 21 a 25 de julho, no horário de 8h às 12h e das 13h às 7h, munido do comprovante de inscrição, para receber o Cartão de Confirmação, que trará a data, horário e local das provas.

O concurso será realizado em três etapas: provas objetivas, prova de títulos e curso introdutório de formação inicial e continuada.

Principal pólo de eletroeletrônicos do País, a Zona Franca de começa a parar por falta de componentes importados, em razão da dos auditores da Receita Federal, que completa hoje 17 dias.

Com estoques praticamente zerados, pelo menos oito indústrias já tinham sido forçadas a paralisar algumas de suas linhas de produção até ontem. Cerca de 7 mil trabalhadores foram colocados em licença remunerada.

As informações são do Centro das Indústrias do Estado do (Cieam) e do sindicato local dos metalúrgicos.

Entre as empresas mais afetadas pela falta de componentes estão Samsung, Panasonic e CCE, fabricantes de equipamentos de áudio e vídeo, a montadora de notebooks Digitron e a Thomson, líder na fabricação de aparelhos receptores de satélite para TV por assinatura.

“Temos cerca de US$ 40 milhões em equipamentos retidos nos depósitos da Alfândega de ”, informou Maurício Loureiro, presidente do Cieam.

Segundo ele, a entidade deu entrada ontem em um mandado de segurança na Justiça Federal, com pedido de liminar para liberação imediata das cargas das empresas da Zona Franca que se encontram retidas nas aduanas. “Estamos num ritmo de produção muito acelerado e a falta de componentes começa a criar gargalos nas fábricas.

Um simples cortador de grama parou por quase uma hora o tráfego aéreo no aeroporto de . Um jardineiro aparava a área quando, sem querer, rompeu o cabo de um aparelho importante.

O mau tempo obrigou o comando de tráfego aéreo a acionar o NDB, uma antena de rádio que emite sinais para as aeronaves e permite a navegação por instrumentos quando o tempo está ruim. Mas quando um dos dois aparelhos usados no aeroporto não funcionou, a torre de controle suspendeu imediatamente todos os pousos e decolagens.

“A função do aparelho é simplesmente direcionar as aeronaves que estão chegando. Então, por medida de segurança, as aeronaves não puderam decolar”, diz o superintendente em exercício da Infraero-AM, Rubem Ferreira.

Aeroporto fechado

O aeroporto fechou por 48 minutos. Quatro aeronaves ficaram no pátio à espera de autorização para decolagem.

A operação só voltou ao normal depois que o tempo melhorou, mas ninguém sabia explicar o motivo da pane no equipamento que deveria auxiliar os pilotos.

A resposta só veio no começo da noite. O sétimo comando aéreo regional confirmou que um cabo do aparelho foi danificado durante o corte da grama na área onde fica o equipamento. A aeronáutica também deve investigar porque esse cabo estava exposto, já que o normal é que ele fique protegido, debaixo da terra.

“Uma situação como esta é nova, então a partir de agora, lógico, a gente vai redobrar a segurança em relação a essas empresas que prestam serviços para a força aérea”, afirma o assessor de comunicação do 7º Comar, o tenente-coronel Edmilson Leite.

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