Jun
27
A juíza do Conselho Permanente de Justiça do Exército, Zilah Maria Petersen, manteve hoje a prisão do sargento Laci Marinho de Araújo, que responde a processo por deserção, e decidiu submetê-lo a uma perícia neuro-psiquiátrica na próxima semana, com médicos civis do Hospital das Forças Armadas, em Brasília. “Continuo sendo judeu num campo de concentração”, reagiu aos gritos o sargento Laci, ao deixar, algemado e escoltado, a sala da Auditoria Militar no Superior Tribunal Militar (STM), onde prestou depoimento.
O sargento Laci tornou pública sua relação homossexual com o ex-sargento Fernando Alcântara, que obteve baixa do Exército. Os dois revelaram a relação em entrevista que foi capa da revista Época. O Exército prendeu o sargento Laci, logo em seguida, depois de uma outra entrevista dos dois a um programa de televisão na Rede TV. Após um período fora da prisão, ele voltou a ser detido esta semana.
Laci foi levado para a cadeia da Polícia do Exército, no Setor Militar Urbano. “É uma homofobia estatal”, criticou seu companheiro, que acompanhou a audiência. Ambos acusam o Exército de estar perseguindo Laci pela sua condição de homossexual. Segundo Fernando Alcântara, o desabafo do companheiro ao deixar a audiência demonstra que está “totalmente transtornado e sofrendo intensa tortura psíquica”. Na sua opinião, “o ideal teria sido que ele, no estado emocional em que se encontra, fosse direto para o hospital e não para uma cela, o pior lugar para quem tem transtorno de pânico”.
Em depoimento de duas horas na Auditoria Militar, o sargento Laci disse que o general Adelmar da Costa Machado Filho, em conversa com um subtenente chamado Reis, usou palavras chulas ao comentar seu relacionamento com o então sargento Fernando Alcântara, chamando ambos de “casal gay”. Ele relatou também que o apartamento que divide com o companheiro, na Superquadra 3065 Norte, foi invadido por policiais do Exército na ausência dos dois, ocasião em que desapareceu um palm top.
A juíza Zilah Maria Petersen negou o pedido de liberdade provisória solicitado pelos advogados de Laci, que alegaram ter sido sua prisão inconstitucional e que seu cliente possui bons antecedentes e uma excelente ficha funcional em 13 anos no Exército. O Exército processa o sargento de deserção, porque não retornou ao trabalho, no Hospital Geral do Exército, após sua licença médica de dois anos ter vencido em abril. O Exército rejeitou o atestado médico que apresentou para não retornar ao hospital, considerando-o apto para o trabalho. O julgamento no STM ainda não tem data marcada.
Jun
18
O tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraes, de 25 anos, mantém uma página no Orkut, é casado e tem um filho. No seu perfil da rede social, fala sobre as paixões. Diz que ama a farda, a verdade, a dignidade e o trabalho.
O militar já confessou à polícia ter comandado a entrega dos três jovens do Morro da Providência aos traficantes de um morro rival. Nesta terça-feira (17), na página, foi muito atacado em centenas de mensagens.
Os onze militares que participaram do crime cumprem prisão temporária no Batalhão de Polícia do Exército.
Nesta terça-feira, o delegado continuou a tomar os depoimentos dos envolvidos para esclarecer a participação de cada um no caso.
Os militares ocupam o Morro da Providência desde o fim do ano passado. Com a morte dos rapazes, a presença deles no local está sendo questionada. A Defensoria da União, no Rio, vai entrar com uma ação civil pública pedindo a retirada do Exército do Morro da Providência, com base na Constituição. A lei não prevê participação do Exército na segurança pública.
Em nota divulgada nesta terça (17), o Exército afirma que a presença militar no morro não é uma operação em prol da segurança pública, que necessite de determinação da presidência da república e de aprovação no congresso nacional. Mas sim uma ação subsidiária, permitida pela Constituição, com o objetivo de revitalizar moradias.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio ao Rio acompanhar as investigações.
Participou de uma reunião no Comando Militar do Leste. Depois, foi ao Morro da Providência. Caminhou pelas ruas da comunidade e se encontrou com parentes dos jovens mortos.
O ministro pediu desculpas às famílias.
“Vamos deixar bem claro a indignação do governo, a indignação de todos nós. Agora, o que não podemos é confundir o fato que aconteceu com a ação do Exército e com as obras que estão sendo realizadas aqui”, disse o ministro Nelson Jobim.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, tem uma opinião diferente.
“O Exército estava dando proteção para as pessoas que estão trabalhando e aí ocorreu essa tragédia que é absolutamente lamentável. Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente, que é majoritária em toda a sociedade, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da segurança pública”, disse Genro.
O que garantiu a presença dos militares no Morro da Providência foi um acordo firmado entre os Ministérios da Defesa e das Cidades. Os militares foram convocados para ajudar num projeto de reforma das casas, chamado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela, pré-candidato à prefeitura do Rio.
Jun
18
A Polícia Militar prendeu em flagrante três homens com mais de 37 quilos de cocaína e 2,640 quilos de comprimidos de ecstasy, na tarde de segunda (16). O trio foi preso em uma chácara que também funcionava como refinaria de drogas no município de Altinópolis, a 347 quilômetros da Capital, região de Ribeirão Preto.
Policiais foram informados via Copom (Central de Operações da PM) de que um veículo Fox preto, que seguia pela rodovia Abrão Assed, estava envolvido no tráfico de drogas. Com isto, os PMs conseguiram localizar o carro em frente uma chácara, no condomínio Rio Pardo.
No local, a polícia abordou C.C.A.M. de 39 anos quando saía do imóvel com R$ 484. No interior da chácara, o dono do rancho, V.A.S, 29 e o funileiro T.B.J., 35, foram abordados no momento em que colocavam drogas dentro do pára-choque de um Golf. O funileiro afirmou ter sido contratado pelo valor de R$ 500 para desmontar os pára-choques dos carros que seriam colocadas as drogas.
Na casa, os policiais encontraram um laboratório para o preparo e refino de entorpecentes e apreenderam 14,94 quilos de cocaína, 49 tabletes de base para cocaína que totalizaram 22,38 quilos e 2,640 quilos de comprimidos de ecstasy. Além das drogas, também foram apreendidas duas pistolas calibre 380 e diversos materiais para o preparo do entorpecente. O trio foi preso em flagrante e encaminhado para a Polícia Federal.SSP
Jun
12
“Uma aproximação da polícia com a comunidade”. Essa é a definição do coronel Israel Pilmon, do 35º BPM/M, sobre o projeto de Polícia Comunitária que a Polícia Militar de Campinas implantou em uma parceria realizada com a Polícia Nacional do Japão e a Japan Internacional Corporation Agency (Jica). Esse sistema já vem funcionando na Capital desde 1999 e é usado no Japão há mais de 131 anos.
O acordo do projeto firmado com o país oriental começou com oito bases comunitárias na Capital e hoje já conta com 54 unidades em todo o Estado. Nesta fase inicial, serão instaladas duas bases em Campinas, em Cambuí e na Vila Industrial. Como complemento do trabalho, há também um intercâmbio que é realizado entre os dois países, em que policiais japoneses visitam o Brasil para conhecerem a polícia daqui e vice-versa. “Eu mesmo fui para o Japão em 2005 fazer o curso de 15 dias”, afirmou o coronel Pilmon.
Visitas comunitárias
As visitas comunitárias servem como uma espécie de interação com a comunidade. Os policiais visitam as residências na área em que cada base é responsável e registram os dados dos moradores. Além das fichas brancas, que são usadas nesses casos, a polícia também utiliza uma ficha amarela, que serve para registrar os dados de comerciantes.
De acordo com o coronel Pilmon, “mais para frente haverá um jornal que levará as notícias para a população local”. Ele acrescentou que os muros de concreto que protegem as bases comunitárias também servirão como uma espécie de mural, com dicas de segurança. SSP
Jun
12
Brasília - Ao participar das comemorações dos 143 anos da Batalha Naval do Riachuelo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar sobre os investimentos no programa nuclear da Marinha e no reaparelhamento das Forças Armadas.
“O programa nuclear da Marinha merece uma atenção especial. Tive a honra de autorizar a sua retomada – e ele estará concluído dentro de alguns anos. Com esta ação estratégica, dominaremos o ciclo completo da geração núcleo-elétrica, o que envolve o enriquecimento do urânio e a construção do reator. O mais importante é que tudo ocorrerá com tecnologia absolutamente nacional”, disse o presidente em mensagem lida pelo locutor da cerimônia.
Lula afirmou ainda que foi dado o passo “permanente na valorização salarial dos militares ”, uma referência ao reajuste médio de 47,19% para os militares anunciado em abril pelo governo. O aumento será parcelado até julho de 2010.
Durante o evento, os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, receberam a Medalha da Ordem do Mérito Naval.
Mar
18
A Marinha instaurou hoje um Inquérito Policial Militar para apurar o desaparecimento do segundo-sargento Laércio de Melo Olegário, de 42 anos, em serviço na Antártida a bordo do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel. Segundo nota divulgada à imprensa hoje, a última vez que a TV do navio registrou imagens do militar foi por volta das 06h30 de sábado.O sumiço de Olegário ocorreu quando o navio seguia da Estação Antártica Comandante Ferraz em direção à Base Chilena Presidente Eduardo Frei, na ilha Rei George, local de chegada e partida de vôos para apoio de pesquisadores na Antártida.
O militar tem 23 anos de serviços prestados à Marinha, é casado, possui duas filhas e mora em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. No navio Ary Rongel ele integra o grupo de mergulhadores.
Para o serviço de busca, além do navio, estão sendo usados dois helicópteros, um da Marinha do Brasil e outro da Força Aérea do Chile, botes infláveis e veículos terrestres da estação brasileira e da Estação Polonesa Arctowski.