Jul
11
Um suspeito foi encontrado morto na última quarta-feira pendurado em uma corda, após uma tentativa frustrada de invadir uma loja de tratores em Olímpia, no interior de São Paulo. Segundo informações da polícia, Robson José Ferraz Galerani, de 31 anos, foi encontrado morto com uma corda amarrada na cintura.
Ele escalou os fundos de uma loja de tratores na área industrial da cidade e amarrou a corda no telhado. Ao tentar improvisar uma descida de rapel, não conseguiu chegar ao chão e foi encontrado morto, provavelmente com a coluna quebrada. Um outro homem, que estava em companhia de Robson, conseguiu fugir.AE
Jul
7
Duas crianças morreram e uma outra foi internada por suspeita de envenenamento. Elas haviam sido vistas ontem por vizinhos brincando na rua onde moravam, em Caucaia, na Grande Fortaleza. Médicos do Instituto Dr. José Frota (IJF) afirmaram acreditar que o mais provável é que as crianças tenham ingerido inseticida ou raticida do tipo “chumbinho”. Moradores afirmaram que elas engoliram partes de hortênsia, que é venenosa, ao brincarem de casinha, mas exames feitos na criança sobrevivente não indicaram a ingestão da flor.
Miquéias Vieira de Souza, de 5 anos, morreu no Hospital Santa Terezinha, em Caucaia. Ingrid Farias Rodrigues, de 7 anos, morreu logo depois de chegar ao IJF, na capital cearense. Uma outra menina, de 8 anos, irmã de Miquéias, foi internada nesse mesmo hospital e não corre risco de morte. Rosângela de Souza Melo, mãe de Miquéias, disse, hoje, em entrevista a um jornal local, que somente no hospital soube que as crianças tinham consumido veneno. Abalada com a morte do filho mais novo, que foi enterrado hoje, Rosângela não quis falar sobre o assunto.
A hortênsia, arbusto bastante usado em ornamentação e cultivado em jardins, é, segundo o médico pediatra Natanael Charles Cruz, altamente venenosa, pois ataca a cadeia respiratória. De acordo com o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do IJF, as partes tóxicas da hortênsia são as folhas e as flores. Os sintomas da intoxicação por veneno são: cianose (coloração azulada, difusa, da pele e membranas mucosas), convulsões, dor abdominal, flacidez muscular, letargia, vômitos e coma.
A funcionária do Ceatox Luciana Soares afirmou que, dependendo da dose e do tempo de socorro, a hortênsia pode levar até à morte. Mas, segundo Luciana, exames feitos na única sobrevivente das três crianças não confirmaram envenenamento por hortênsia. “Temos quase certeza que não foi a planta a causa do envenenamento”, disse a plantonista da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do IJF Selma Parente.
Jul
7
A Polícia Militar (PM) instaurou hoje um Inquérito Policial Militar (IPM) e determinou a prisão administrativa por 72 horas de um cabo e um soldado do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) suspeitos de metralhar por engano o carro de uma família e matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, ontem, na Tijuca (bairro de classe média da zona norte do Rio). João Roberto voltava para casa com a mãe, a advogada Alessandra Soares, e o irmão Vinícius, de 9 meses, de uma festa. A morte cerebral de João Roberto foi confirmada hoje pela equipe médica que o atendeu no Hospital Copa D’ or. Alessandra teve ferimentos leves por estilhaços de bala e Vinícius nada sofreu.
Ontem, o cabo Elias Gonçalves da Costa Neto e um soldado que não teve o nome divulgado trafegavam em patrulhamento rotineiro na Rua Uruguai, quando avistaram cerca de quatro homens dentro de um Fiat Stilo preto em atitude suspeita. Minutos antes, Costa Neto e o soldado receberam um informe pelo rádio que relatava assaltos nas proximidades de onde estavam. Segundo o cabo afirmou em depoimento na delegacia, quando o carro da PM se aproximou do Fiat, o motorista acelerou em fuga e a perseguição foi iniciada. Em poucos minutos, os suspeitos entraram na Rua General Espírito Santo Cardoso, onde houve o tiroteio. A rua, onde fica a delegacia de polícia, é caminho para pelo menos três morros da região - do Cruz, do Borel e da Formiga.
A mãe do menino voltava para casa dirigindo o Fiat Palio Weekend grafite. Estava a menos de 50 metros da esquina do prédio onde mora, quando percebeu um carro da polícia em alta velocidade atrás. Em frente ao número 399 da mesma via, encostou o automóvel para dar passagem. O cabo e o soldado saíram do veículo, posicionaram-se atrás dele e dispararam com fuzil e pistola. Hoje, ainda havia cápsulas deflagradas num bueiro da rua.
Em depoimento na delegacia, Costa Neto e o soldado afirmaram que o carro de Alessandra ficou no meio do fogo cruzado porque os criminosos atiraram contra eles. No entanto, testemunhas ouvidas pela reportagem, que pediram para não ser identificadas por temer represálias, afirmam que os policiais se confundiram. Uma dona de casa que mora em frente ao local disse que a mãe de João Roberto chegou até a jogar pela janela do automóvel uma bolsa infantil na tentativa de chamar a atenção dos policiais.
Veículo
O veículo de Alessandra, estacionado na mesma rua, foi perfurado por um tiro. A advogado disse que os policiais só pararam de atirar quando ela saiu do carro, gritando que eles tinham matado um dos filhos. Segundo Alessandra, quando os policiais se deram conta que haviam disparado contra o automóvel, começaram a gritar, pegaram João Roberto e a mãe, puseram correndo na viatura e levaram para o Hospital do Andaraí, onde eles receberam o primeiro atendimento.
Uma professora de 58 anos que também mora em frente ao local disse que viu quando um dos PMs colocou as mãos na cabeça, como um sinal de preocupação e desespero. Para ela, está claro que os policiais se confundiram porque o veículo tem película automotiva, o que impedia que vissem quem estava dentro dele. A professora disse que viu tudo e que os policiais dispararam muitos tiros contra o carro da advogada. O carro dos supostos criminosos, o Fiat preto, havia deixado o local e tinha até batido em dois que estavam parados na rua. A professora disse que viu quando um dos policiais pegou o bebê de dentro do carro e entregou a um morador. Depois, retirou João Roberto, ensangüentado (dos tiros na cabeça e no glúteo) do automóvel, pegou a mãe e levou para o hospital.
O morador que cuidou do bebê, um cabeleireiro de 57 anos, disse que Vinícius não parecia assustado, nem estava ferido. Ele declarou que limpou a cabeça da criança, que tinha muitos cacos de vidro das janelas perfurada, e ficou com ele em frente ao prédio onde mora até o pai do menino surgir correndo e berrando pela rua perguntando onde estava o filho.
A região, segundo os moradores, é muito perigosa. Emocionado pela morte de João Roberto, o segurança do prédio onde mora a família disse que não são raros os roubos de veículos, bicicletas e pedestres. Ele afirmou que ouvir tiros dos morros próximos é rotina e que ali, apesar de ser um local com muitas casas e vilas, ninguém fica na rua à noite.AE
Jun
27
Um menino de 13 anos morreu na noite de ontem após ser atropelado por um motorista embriagado na frente de sua casa, no município de Pancas, interior do Espírito Santo. Segundo a polícia, o pai da criança era passageiro do carro e afirmou que também tinha bebido. O garoto andava de bicicleta em frente de casa quando foi atingido pelo veículo. O motorista estava deixando o pai do menino em sua residência. Ele foi submetido ao teste do bafômetro e a embriaguez foi comprovada. O motorista prestou depoimento e está preso.AE
Jun
27
O delegado-chefe da 2ª delegacia de polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, responsável pelas investigações do caso da jovem indígena que morreu ontem (25) no Hospital Universitário de Brasília (HUB), afirmou hoje (26) que a adolescente foi vítima de violência sexual.
“Ela realmente sofreu violência sexual que causou sua morte. Nós temos um caso de homicídio qualificado, além do estupro e do atentado violento”, afirmou Romeiro. A indígena Xavante, de 16 anos, morreu ao meio-dia de ontem (25) no HUB, após uma cirurgia. A adolescente teve duas paradas cardíacas e não resistiu. Segundo o delegado, a jovem sofreu perfuração no órgão genital e a cirurgia foi uma tentativa de reverter a situação. O delegado garante, ainda, que o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A garota tinha lesão neurológica - não falava e se locomovia por meio de cadeira de rodas – e estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio. De acordo com o delegado, a Casai também será investigada. “Os exames indicam que o caso ocorreu entre 24 e 48 horas [antes da morte], período no qual ela se encontrava na Casa de Apoio”, afirmou.
“Nós não temos nenhuma dúvida de que a violência ocorreu na Casa de Apoio, e é lá que vamos investigar”, completou. A Funasa informou, por meio de nota, que “na Casai, a Funasa mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia que a indígena passou mal, haviam 56 pessoas entre pacientes e acompanhantes”.
Karina Cardoso
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia
Jun
26
A cantora Sylvinha Araújo, uma das representantes do movimento musical da Jovem Guarda, nos anos 60, faleceu às 20h35 desta quarta-feira, 25, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, por conta de complicações de um câncer de mama.
Ela tinha 56 anos e era casada com o também cantor Eduardo Araújo, outro membro da Jovem Guarda. Ela estava internada desde o dia 4 de junho.
Lançou diversos discos e gravou mais de 2000 jingles para comerciais. A versão soul que gravou para a música Paraíba, de Luiz Gonzaga, rendeu-lhe o apelido de “Janis Joplin brasileira”, dado pelo produtor musical e crítico Nélson Motta.
Sylvinha havia se afastado da publicidade há alguns anos para se dedicar com o marido Eduardo à sua gravadora, a Number One. Em 2001 lançou o CD Suave é a Noite.
O enterro será nesta quinta-feira, 26, no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo.
Ano passado foram comemorados os 40 anos da Jovem Guarda, um movimento que teve como principais destaques figuras como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
Jun
25
São Paulo - O corpo da ex-primeira-dama Ruth Cardoso se encontra no Instituto do Rim, na zona sul da capital paulista, onde será preparado para o velório, que ocorrerá nesta quarta-feira, a partir das 10h, na Sala São Paulo, na região central.
Já o enterro ocorrerá nesta quinta-feira, às 11h, no Cemitério da Consolação, de acordo com o ex-ministro da Justiça, José Gregory, que visitou a família da ex-primeira-dama.
Ruth Cardoso, de 77 anos, morreu nesta terça-feira às 20h40, no apartamento da família, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, vítima de enfarte fulminante.
Jun
24
A ex-primeira-dama Ruth Cardoso, 77 anos, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, morreu na noite desta terça (24) no apartamento onde morava, no bairro Higienópolis, em São Paulo.
Em entrevista à Globo News, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou que as comemorações dos 20 anos de aniversário do partido serão canceladas por conta da morte da ex-primeira dama.
“Nós estamos muito atingidos por isso. Dona Ruth é uma espécie de consenso entre nós pela forma honrada como foi primeira-dama e da forma competente como exerceu funções públicas”, ressaltou o senador.
Guerra classificou dona Ruth como uma “pessoa admirável”. “Ela era uma pessoa que tinha muito prestígio no partido, muito respeito de todos. Uma pessoa honrada, discreta, uma dessas pessoas que marcam a vida de qualquer país”, disse.
Internações
Dona Ruth realizou exames médicos no Hospital Sírio Libanês na semana passada, onde ficou internada até a manhã desta segunda-feira (23).
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da ex-primeira dama nesta segunda, os exames tiveram início na semana passada a pedido do médico cardiologista que a atende.
Ainda segundo a assessoria, Ruth Cardoso havia feito também um cateterismo no Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que descartou a necessidade de intervenção cirúrgica.
Por orientação da família, não havia sido divulgado nenhum dado sobre os motivos da internação ou o quadro clínico da mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Para acompanhar o tratamento da mulher, o ex-presidente não compareceu no domingo (22) à convenção do PSDB em que o partido definiu apoio à candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin nas eleições municipais desse ano para a Prefeitura de São Paulo.
Intelectual
A ex-primeira-dama Ruth Cardoso nasceu em Araraquara (SP) em 19 de setembro de 1930. Antropóloga de formação, foi professora da Universidade de São Paulo (USP). Como professora, lecionou na Universidade do Chile, Berkeley e Columbia, ambas nos Estados Unidos.
Ruth Cardoso publicou vários livros. Durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fundou o programa Comunidade Solidária.G1
Jun
24
Em três dias - 12 bebês morrem na maior maternidade do PA
Ciências e Saúde, Destaque, Pará, Ultimas noticias | Leave a Comment
O governo do Pará confirmou a morte de 12 bebês na Fundação Santa Casa de Misericórdia, a maior maternidade do Pará. As mortes ocorreram entre sexta-feira (20) e domingo (22).
Em nota, o governo informou que o número de óbitos está de acordo com a taxa aceita pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A gerência de neonatologia da Santa Casa está analisando os prontuários dos pacientes da UTI Neonatal.
O sindicato dos médicos alega que falta estrutura no hospital.G1
Jun
22
A empresa filipina Sulpicio Lines, dona do barco que naufragou sábado nas Filipinas após a passagem do tufão “Fengshen”, informou neste domingo (22) que havia 845 pessoas a bordo, e não 747, como havia sido dito anteriormente. A informação é da agência Reuters.
O barco foi encontrado a três quilômetros da costa, virado de cabeça para baixo.
Seis corpos foram encontrados até agora, e há quatro sobreviventes que conseguiram nadar até ilhas próximas.
Segundo um porta-voz da guarda, os desaparecidos devem ter sido levados pela correnteza durante a tempestade. Há a expectativa de que existam mais sobreviventes em ilhas próximas. Havia no barco pelo menos 53 crianças, 33 delas de colo.
“Fui informada de que o barco tem um grande rombo na parte central do casco, disse a prefeita de San Fernando, Nanette Tansingco, a uma rádio local.
“Muitos de nós pularam, as ondas eram muito grandes, e a chuva era forte”, disse a uma rádio local um dos sobreviventes, identificado apenas como Jesse. “Houve apenas um anúncio pelo megafone, cerca de 30 minutos antes do barco virar. Imediatamente depois que eu pulei, o navio virou, e as pessoas mais velhas foram deixadas lá.”
O ‘Princess of Stars’ afundou no sábado (21), mas a guarda costeira foi incapaz de alcançá-lo por causa do mar agitado e do mau tempo causado pelo tufão. As autoridades haviam perdido contato com a embarcação barco à 0h de sábado, depois que ele havia zarpado da capital, Manila, rumo à ilha de Cebu, a 600 km.
Pelo menos três navios estão participando dos trabalhos de resgate. Na segunda-feira, mergulhadores devem vasculhar o barco, que não tem sinais de vazamento de combustível.
Vários parentes das vítimas, alguns em lágrimas, lotaram o escritório da Sulpicio na cidade de Cebu em busca de informação. O barco tinha capacidade para 1.900 pessoas.
“Meu pai era um dos passageiros. Até agora as notícias não são boas”, disse Lani Dakay. “Meu pai tem 59 anos, eu nem mesmo sei se ele consegue nadar.”
Se for confirmada a morte dos desaparecidos, este será o maior desastre marítimo no país desde dezembro de 1987, quando cerca de 4.400 morreram no sul do país depois que um barco chocou-se com um petroleiro.
233 mortos
O tufão já deixou pelo menos 233 mortos em todo o país segundo o Conselho Nacional para a Coordenação de Desastres e a Cruz Vermelha.
As províncias mais afetadas são a de Iloilo e Mindanao. “Esse é o pior desastre que já tivemos na nossa história”, disse Neil Tupaz, governador de Iloilo.
Com ventos de 120 km/h e seqüências de até 150, a tempestade mudou de trajetória de madrugada e se aproximou de Manila, onde arrancou árvores e causou cortes na energia elétrica em amplas áreas da zona metropolitana. Agora, ela ruma para o noroeste do país e, em seguida, deve partir para Taiwan, onde deve chegar em alguns dias, segundo a meteorologia.
Cerca de 20 tufões atingem as Filipinas a cada ano. Em 2006, quatro tempestades de intensidade incomum alagaram várias regiões de Luzon com enchentes que deixaram mais de 1.300 mortos, quase três milhões de desabrigados e meio milhão de casas destruídas.
Com informações de Reuters, EFE e AP