Jan
19
O excêntrico ex-campeão mundial de xadrez Bobby Fischer morreu na Islândia, aos 64 anos de idade.
Fischer, que nasceu nos Estados Unidos, ficou famoso por ter se consagrado o melhor enxadrista do mundo ao derrotar o soviético Boris Spassky em 1972, em plena Guerra Fria.
Fischer, que já estava doente havia algum tempo, recebeu a cidadania islandesa em 2005, como forma de evitar sua deportação para os Estados Unidos.
O enxadrista era procurado por ter violado sanções internacionais quando disputou uma partida na antiga Iugoslávia, em 1992.
Ele começou a atrair antipatia nos Estados Unidos quando atacou judeus em comentários públicos e quando expressou apoio aos atentados de 11 de setembro, em Nova York e Washington.
O recluso enxadrista morou incógnito no Japão por vários anos, antes de se mudar para a Islândia.
O ex-campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov, disse que a ascenção de Fischer no mundo do xadrez nos anos 60 foi um “avanço revolucionário” para o jogo.
Fischer nasceu em Chicago, em 1943. Foi campeão americano aos 14 anos de idade.
Mas a fama mundial veio em 1972, na disputa do título mundial contra o campeão Spassky, na Islândia. A série de partidas foi acompanhada pela mídia do mundo inteiro, em um fenômeno sem precedentes na história do esporte.
O chamado “jogo do século” foi tido como um símbolo da Guerra Fria, da briga entre os EUA e a União Soviética pela surpemacia no mundo.
Todos os campeões mundiais de xadrez desde o final da Segunda Guerra Mundial tinham sido soviéticos.
Ao vencer Spassky, Fischer virou um herói nos Estados Unidos.
Ele perdeu o título em 1975, ao se recusar a jogar contra o rival soviético Anatoly Karpov.
Depois de um longo sumiço, Fischer retornou aos holofotes da mídia em 1992, quando fez uma nova disputa contra Boris Spassky na Iugoslávia, desafiando sanções internacionais.
E após os atentados de 11 de setembro de 2001, Fischer causou escândalo nos EUA ao dizer, em uma entrevista a uma rádio filipina, que os ataques teriam sido uma “excelente notícia”.
Ele abdicou da cidadania americana e foi viver no Japão e na Islândia.
Jan
3
Morreu na madrugada de hoje, no Hospital Evangélico de Dourados, o índio Reife Reginaldo Morales, 24 anos, que no sábado sofreu um acidente. Ele morava na aldeia Jaguapiru, na reserva indígena.
Reginaldo pilotava uma motocicleta Honda Titan preta, com placas de Dourados, na MS-156, quando foi colhido por um Gol. Segundo testemunhas, ele não usava capacete no momento do acidente. Sofreu traumatismo craniano.
Nov
6
Animal estava amarrado e escondido embaixo da cama do único cômodo que sobrou.
Outros dois cães sobreviventes se recuperam de queimaduras.
Um dos funcionários encarregados de colocar tapume para cercar os destroços do acidente envolvendo um jato Learjet 35 na Casa Verde, Zona Norte de São Paulo, encontrou na manhã desta terça-feira (6) um cachorro escondido embaixo da cama do único cômodo que sobrou da casa mais atingida no desastre. O cão, idenficado pelos vizinhos como Tobi, estava amarrado na edícula nos fundos do imóvel e sobreviveu. Ele ficou escondido desde a tarde de domingo (4), quando o avião caiu.
“Chamamos e ele veio meio assustado. Estava escondido, com medo”, contou Carlos Alberto Franco Carvalho, funcionário que localizou o animal. “Nunca ia imaginar, é mais uma vida, né?”, comemorou. É o terceiro animal encontrado vivo. Além dele, mais dois cachorros foram resgatados junto com as duas meninas sobreviventes, Laís Gonçalves da Silva Coutinho de Melo, 11 anos, e Cláudia de Lima Fernandes, 16.
Oito pessoas morreram na tragédia, incluindo dois tripulantes da aeronave. De acordo com vizinhos, além dos cachorros a família tinha também diversos gatos. “Eu sempre levava comida para os cachorrinhos que ficavam na frente. Eles eram bravos”, conta Norma Brunner, 73 anos, que há 45 anos vive no bairro e que, desde que aconteceu o acidente, tem tido dificuldades em dormir. “É só ouvir o barulho de um avião ou helicóptero que a gente acorda assustado agora”, conta.
Os outros dois cachorros que sobreviveram ao acidente tiveram destinos diferentes. Um deles, amarrado próximo ao local onde Laís foi encontrada, teve a coleira em chamas cortada e correu para rua. Ele sofreu queimaduras graves e foi salvo por Roberto Janeiro, que passava pelo local na hora da trágedia.
Bastante machucado, foi levado para o Hospital Veterinário Santa Inês, onde seguia internado nesta manhã. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau no escroto, de segundo grau no tórax e na patinha, e de primeiro grau no pescoço e na orelha. “A coleira pegou fogo. Ele sofreu bastante”, resume a veterinária Renata Ortega Bettini. Na clínica, ninguém sabe o nome do cãozinho.
O outro cachorro, salvo pelo teto da casinha onde estava, foi encontrado pelos bombeiros e entregue à Defesa Civil. Ele também se recupera de queimaduras. De acordo com Nelson Suguieda, coordenador distrital dos trabalhos, ele foi deixado na casa número 126 da rua, que esta interditada. Um pet shop ficou de buscar o animal nesta manhã para tratá-lo. O destino dos três cães sobreviventes ainda é incerto.
Na clínica em que ele o animal foi internado, ninguém sabe seu nome. Queimaduras mais graves aconteceram no escroto, no tórax e em uma das patinhas. Ele recebeu antibióticos e analgésicos no veterinário, além de faixas com pomadas, e já está melhor.
