Ago
14
A mulher mais alta do mundo morreu ontem em um centro geriátrico de Indiana, nos Estados Unidos. Sandy Allen, 53 anos, media 2 m 32 centímetros.
Sandy, que chegou a recorrer ao Guinness Book, o livro dos recordes, na tentativa de encontrar outra mulher tão alta quanto ela, sofria de diversas doenças e usava de uma cadeira de rodas para se locomover.
A mulher vivia no centro geriátrico Heritage House, onde também está Edna Parker, 115 anos, que o Guinness reconhece como a pessoa mais velha do mundo.
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Em 1974, Sandy escreveu uma carta aos organizadores do livro dos recordes na tentativa de conhecer alguém com altura semelhante a sua. De acordo com ela, sua vida social era quase nula. Ela acreditava que uma companheira tão alta quanto ela pudesse trazer-lhe alguma alegria.
A americana, que trabalhava como secretária, participou do filme Casanova de Federico Fellini, em 1976. Além de aparecer em diversos programas de TV, ela também escreveu um livro e fez palestras sobre como conseguiu aceitar-se com seu tamanho.
Sandy nasceu em Chicago e seu crescimento anormal se deu em função de um tumor na glândula pituitária. Ela foi operada aos 22 anos.AP
Jun
19
O porteiro do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo, Valdomiro da Silva Veloso, que estava de serviço na noite da morte da menina Isabella Nardoni, disse ontem(18), em depoimento no Fórum de Santana, que se passaram dois minutos entre a queda da garota e a chegada do pai dela, o consultor jurídico Alexandre Nardoni, ao jardim do prédio. Veloso relatou não ter ouvido gritos ou percebido qualquer anormalidade no condomínio naquele dia
Ele afirmou que estava dentro da guarita, com os vidros fechados, pois fazia frio, quando ouviu um barulho semelhante ao de uma batida de carro. Quando abriu a janela, percebeu que Isabella estava caída no jardim. Em seguida, informou o ocorrido ao morador do primeiro andar Antônio Lúcio Teixeira para que ele chamasse o resgate.
Depois de dois minutos, afirmou, Alexandre Nardoni apareceu sozinho no térreo, dizendo que haviam arrombado seu apartamento, cortado a tela de proteção e jogado a filha da janela. Segundo Veloso, o pai de Isabella insistia em que ele subisse para procurar o suposto invasor. Poucos minutos depois, a mulher de Alexandre Nardoni e madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, apareceu e, sem olhar a menina, dirigiu-se ao porteiro, aos xingamentos, apontando falta de segurança no prédio. Segundo Veloso, a polícia chegou dez minutos depois, fechou todos os portões do edifício, pediu que ninguém saísse e iniciou uma varredura.
Durante o depoimento do porteiro, que durou uma hora e 20 minutos, os advogados do consultor jurídico e da mulher dele fizeram dezenas de perguntas sobre a rotina na portaria e a segurança no condomínio. Veloso respondeu que tinha controle sobre a entrada e saída no edifício e que os prestadores de serviços tinham os nomes registrados numa lista. O porteiro afirmou ainda que, naquele dia, dois visitantes estiveram no prédio para ver apartamentos que estavam à venda. Depois de Veloso, começou a depor a avó materna de Isabella, Rosa Maria Cunha de Oliveira.AE
Mai
11
Agência Brasil
BRASÍLIA - Ana Paula, de 22 anos, e a filha de 2 anos e três meses, vão comemorar o Dia das Mães em uma Casa Abrigo mantida em Brasília pelo Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal. Junto com outras 16 mães e 20 crianças que vivem atualmente no local, elas tiveram de sair de casa por causa da violência a que eram submetidas e das ameaças que sofriam.
Para ela, hoje será o primeiro Dia das Mães digno que terá.
- Este domingo para mim é de renovação, porque no Dia das Mães eu não era nem lembrada. É a primeira vez que eu terei mesmo um Dia das Mães - disse.
O sofrimento de Ana Paula durou pouco mais de três anos, mas segundo ela, pareceu uma eternidade. Ela conta que o companheiro, de 56 anos, negociante autônomo de veículos, costumava bater nela por motivos fúteis, não permitia que trabalhasse ou estudasse e a forçava permanentemente a práticas sexuais violentas.
- Eu vivia uma vida de cão. Era só abaixo de humilhação. Qualquer coisa era motivo para ele me bater. Me violentava sexualmente, psicologicamente e de todas as maneiras.
Quando fala da gravidez, Ana Paula se emociona ao lembrar que muitas vezes foi chutada, empurrada e obrigada a dormir no chão frio, depois de reagir às tentativas de estupro. Em uma das discussões o companheiro tentou estrangulá-la e Ana Paula diz que só foi salva porque o enteado intercedeu em seu favor.
As ameaças de morte e de ficar sem a filha a desencorajavam de tentar por um fim ao relacionamento.
- Ele tinha um revólver embaixo da cama e dizia: ‘quando te achar eu te passo fogo, a minha filha você não leva’. Eu tinha medo de denunciar, ele ser preso e, depois que saísse fosse atrás de mim - disse.
Segundo Ana Paula, as informações de uma vizinha sobre a legislação de proteção à mulher e a preocupação com o futuro da filha a levaram a procurar uma delegacia, que a encaminhou ao abrigo.
“Eu já não agüentava mais aquela vida de ver ele bater nela e em mim também. Além disso, ele dizia que ia cuidar das partes íntimas da bebê para que ficassem do gosto dos homens”.
Só no ano passado, 209 mulheres, 384 crianças e 41 adolescentes passaram pelo abrigo em que Ana Paula vive há seis meses. O local é um das 64 Casas Abrigo existentes no país para garantir a segurança de mulheres que denunciam a violência doméstica.
Enquanto permanecem nos abrigos, onde seus filhos também podem ficar, elas recebem atendimento médico e psicológico, recebem capacitação e aguardam que a Justiça providencie as chamadas medidas de proteção, como a determinação para que o agressor saia de casa ou fique proibido de aproximar-se da vítima, sob pena de ser preso. As mulheres que trabalham têm a garantia de não serem demitidas durante o período que ficarem abrigadas.
Segundo a coordenadora da Casa Abrigo do DF, Vera, em cerca de 90% das histórias das mulheres atendidas há o envolvimento do agressor com drogas ou alcoolismo, geralmente maridos, pais e companheiros.
- Todas elas têm a mesma história: passam pela violência por muito tempo e chega uma hora em que resolvem falar”.
Dados da Central de Atendimento a Mulher, que funciona em âmbito nacional pelo telefone180, dão uma idéia do quadro da violência contra a mulher no Brasil. O serviço, ligado à Secretaria Especial de Políticas para as mulheres, registrou no ano passado cerca de 20 mil denúncias de violências contra a mulher.
Dos relatos, mais de 65% envolveram violência física: 10,8 mil casos de lesão corporal leve; 1,8 mil de lesão corporal grave; 266 de lesão corporal gravíssima; 211 tentativas de homicídio; 79 homicídios e 55 casos de omissão de socorro.
Em segundo lugar, aparece a violência psicológica, com 3,8 casos de ameaças, 375 de perseguições, 28 de assédio moral no trabalho. Também foram registradas 441 situações de violência sexual, 120 de cárcere privado e 160 de violência patrimonial. A violência moral (calúnia, difamação e injúria) foi denunciada em 1,8 mil ligações.
A maioria das mulheres relatou sofrer agressão diariamente (61%) e menos de 8% delas procurou ajuda na primeira vez que ocorreu a violência. Segundo o levantamento, os agressores são, na maior parte dos casos, os próprios companheiros (69,5%) que, muitas vezes, são usuários de drogas e álcool (em 57% dos relatos).
Fev
7
Acusada de controlar uma rede de prostituição para altos executivos, de tráfico e posse de drogas e lavagem de dinheiro, a brasileira Andréia Schwartz, 32 anos, foi condenada ontem na Suprema Corte de Nova York, nos Estados Unidos, a 18 meses de detenção.Como já passou 20 meses presa, ela deve ser deportada nas próximas semanas para o Brasil. A capixaba Andréia está na cadeia desde 1º de junho de 2006, quando estourou o escândalo, que teve grande destaque nos tablóides nova-iorquinos.
Um acordo entre o advogado de defesa, Anthony Lombardino, e o promotor Artie McConnell evitou que Andréia ficasse mais tempo na prisão, mas ela teve de se declarar culpada nas acusações de prostituição e posse de droga. Nos casos de tráfico e lavagem de dinheiro, a sentença poderia variar de 15 anos de detenção a prisão perpétua.
Andréia perdeu um apartamento no Central Park, avaliado em US$ 1,2 milhão, e cerca de US$ 300 mil foram confiscados de sua conta bancária. Com os bens congelados, Andréia não pagou a fiança de US$ 500 mil e respondeu ao processo presa. Pelo acordo, ela terá direito apenas a pertences pessoais e a US$ 150 mil.
No tribunal, Andréia afirmou ao juiz Michael Obus que nunca foi prostituta ou lésbica, como divulgado, e se sentia pressionada a aceitar o acordo. “As provas foram forjadas e o que apresentaram foi uma confissão falsa”, acrescentou.
Dois dos policiais que a prenderam estavam na corte. A brasileira deu a entender que caiu numa cilada armada pelas autoridades - logo depois que ela se mudou para o apartamento do Central Park, em fevereiro de 2006, um policial conquistou sua confiança e passou a investigá-la secretamente.
O juiz perguntou, então, se ela queria continuar com o caso ou aceitava o acordo. Andréia optou pela segunda alternativa.(AE)
Jan
28
A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Olinda e Recife entrou hoje (28) com representação em que pede à Promotoria de Saúde do Ministério Público de Pernambuco a suspensão da distribuição de pílula anticoncepcional de emergência (levonorgestrel 0,75 mg) durante o carnaval no estado.
A oferta do medicamento pelas secretarias municipais de saúde de Recife, Olinda e Paulista, em postos emergenciais montados em locais de grande concentração de foliões, foi anunciada na semana passada.
Segundo o biomédico Vandson Holanda, coordenador da Pastoral da Saúde, a pílula é abortiva e por isso seu uso, fora dos casos em que o aborto é permitido por lei, fere a legislação brasileira, que protege a vida desde a concepção.
“Uma coisa é a posição da Igreja e outra é o que ela considera ilegal. A posição da Igreja é contra [a pílula] em qualquer circunstância. É ilegal a distribuição: a lei brasileira só autoriza o aborto em casos de estupro ou má formação fetal. A gravidez não pode ser interrompida em caso de mulheres que tiveram relação sexual desprotegida”, argumentou Holanda.
Durante entrevista coletiva em que a medida judicial foi anunciada, o biomédico afirmou que a arquidiocese só voltará atrás se o Ministério da Saúde garantir que o medicamento não interfere na nidação (processo de implantação do embrião no aparelho reprodutor feminino) depois da fecundação.
A polêmica, ressaltou, ocorre por divergências no conceito de gestação e começo da vida. Para Holanda, tanto o Ministério da Saúde como o Conselho Federal de Medicina, seguindo a Organização Mundial da Saúde, consideram que a gestação inicia-se com a implantação do óvulo no útero, enquanto a Igreja e até mesmo a lei consideram que ela começa a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.
A pílula começou a ser distribuída na rede pública de saúde em 2002, indicada para casos de violência sexual, de relação sexual sem uso de método anticoncepcional ou de falha de métodos anticoncepcionais (rompimento da camisinha, esquecimento de tomar pílulas ou injetáveis, deslocamento do diafragma ou do DIU, uso incorreto de tabelinha).
Em entrevista à Agência Brasil, Tereza Campos, secretária municipal de Saúde de Recife, afirmou que a oferta da pílula durante o carnaval seguirá o processo normal adotado normalmente nos postos de saúde.“A mulher que chegar vítima de estupro, de violência sexual ou do método que falhou será atendida por um médico, que definirá a conduta após avaliação. Estaremos oferecendo uma contracepção de urgência, como em qualquer serviço de rotina”, explicou. No ano passado, acrescentou, o medicamento estava disponível, mas nenhuma pílula foi utilizada.
Campos destacou que a secretaria não incentiva o uso do medicamento, apenas disponibiliza para casos específicos. E que mais de um milhão de preservativos serão distribuídos durante o carnaval.
Jan
24
Encontra-se custodiada na 1ª Delegacia Metropolitana de Aracaju a alagoana Fabrízia Costa da Silva, acusada de porte ilegal de arma. Ela foi presa na noite da última terça-feira, dia 22, pela polícia sergipana, nas proximidades do conjunto Bugio, com um revólver calibre 38 e uma quantia em dinheiro.
A prisão aconteceu após denúncias anônimas informando que Fabrízia era suspeita de ter seqüestrado uma mulher no bairro Clima Bom, em Maceió. Ela estava em processo de mudança para Sergipe e, segundo informações, iria morar no Parque São José, no município de Nossa Senhora do Socorro.
Segundo informações da polícia de Alagoas, a alagoana é acusada de participar do seqüestro de uma mulher, no bairro do Clima Bom, em Maceió. Com a acusada foi encontrando, além do revólver calibre 38, dez munições intactas e R$ 2.910,00 em espécie, que segundo a denúncia anônima pertenceria à vitima da seqüestradora.
Ao ser presa, Fabrízia Costa da Silva disse que a arma, munições e dinheiro pertenceriam ao seu marido, identificado apenas como Jossadarqui, que responderia a vários crimes em Alagoas. De acordo com a polícia, o bando iria se instalar em uma residência no Parque São José, em Nossa Senhora do Socorro. As investigações serão realizadas pelas equipes da 10ª Delegacia Metropolitana, onde foi lavrado o flagrante.