Set
3
Um estudo realizado por pesquisadores húngaros sugere que as mulheres têm tendência a escolher parceiros parecidos com seus pais fisicamente.
A pesquisa, publicada na revista especializada Proceedings of the Royal Society Biological Sciences, diz que também os homens preferem mulheres que se assemelham às suas mães.
O estudo realizado por especialistas da Universidade de Pécs pretende dar novas evidências de um fenômeno conhecido como “impressões sexuais”.
Nos testes, os pesquisadores húngaros mediram as feições de 312 pessoas de 52 famílias e compararam com os de seus parceiros.
Eles encontraram semelhanças significativas entre os traços faciais de genros e sogros, especialmente na região central do rosto, que compreende nariz e olhos.
As noras também tinham feições parecidas com as de suas sogras, principalmente na área dos lábios e maxilar.
“Nossa pesquisa sustenta a hipótese das impressões sexuais, segundo a qual as crianças moldam um modelo de seus pais e buscam um parceiro que se encaixe nele”, disse o coordenador da pesquisa Tamas Bereczkei.
Estudos anteriores haviam sugerido que mulheres podem usar seus pais como padrão para escolha de seus parceiros mesmo quando elas são adotadas, o que sugere que a influência é determinada pela convivência e não pelos genes.
Esta conclusão levou a uma outra pesquisa, que indicou que “as impressões sexuais” se perdem quando mulheres não têm bom relacionamento com seus pais.BBC
Ago
14
Policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da 5ª Cia. do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária realizavam, por volta das 3h50 de ontem (13), uma ação de combate ao narcotráfico e demais ilícitos penais. Ao vistoriar um ônibus que trafegava pelo km 616 da Rodovia Raposo Tavares, os patrulheiros localizaram 24,750 Kg (divididos em 18 tabletes) de maconha escondidos em duas bolsas – pertencentes a N.F.G., de 26 anos, e K.A.M.G., de 31.
A droga estava envolta em fita adesiva e cada mulher levava a sua parte dentro de uma bolsa – colocada aos pés das passageiras. Cada mulher assumiu a responsabilidade por sua respectiva bolsa e droga transportada. O entorpecente seria entregue em São Paulo: nas estações da Luz e na Barra Funda.
A dupla recebeu voz de prisão pelo crime de tráfico de drogas e foi encaminhada ao 1º Distrito Policial de Presidente Venceslau. Em seguida, as mulheres foram encaminhadas à Cadeia Feminina de Santa Anastácia, onde permanecerão à disposição da Justiça.SSP
Jun
18
São Paulo Fashion Week - Moda praia da grife Movimento resgata cores da selva
Diversos, Moda, São Paulo, Ultimas noticias | Leave a Comment
A estréia da moda praia na 25ª São Paulo Fashion Week (SPFW) ocorreu hoje com o desfile da grife pernambucana Movimento. A estilista Tininha da Fonte mostrou na coleção de verão 2009 elementos do universo selvagem, com estampas de folhas, camuflados e animais. A cartela de cores veio repleta de verde folha, roxo açaí, vermelho fogo e amarelo ouro. As tonalidades típicas da floresta foram mescladas com os tons neutros, como preto, marrom, branco e bege.
A sensualidade da mulher foi representada pelos drapeados, bordados, origamis e apliques. O biquíni é a peça principal da coleção, segundo Tininha, e o sutiã absorveu a força e veio com faixas, triângulos e alças mais largas. “Quis retratar uma mulher forte e guerreira”, disse a estilista nos bastidores ao final do desfile. “As mulheres não estão preocupadas em se queimar com alças largas, pois usam protetor solar.” Já as calcinhas surgiram com corte reto e a maioria com estampas lisas.
Vestidos - longos e curtinhos -, shorts e macaquinhos vieram à passarela com tecidos soltos, como o algodão de fio egípcio, a seda pura e o jersey com elastano. “As formas das peças estão totalmente democráticas”, afirmou Tininha. Os acessórios também marcaram presença na coleção, nos pulsos e pescoços, feitos de osso de bode. Os braceletes e pulseiras tinham formato de girafa, pavão e onça.AE
Mai
11
São Paulo tornou-se uma espécie de santuário natural para o qual migram mulheres de todo o País e até do exterior com problemas para engravidar, na busca das mais modernas clínicas de fertilização in vitro. Elas chegam por aqui, ficam em média oito dias e saem “mães”.
O tempo é suficiente para receberem altas doses de hormônio e estimularem a ovulação, retirarem os óvulos, fecundá-los e, depois, introduzirem pelo menos três no útero. Para uma única tentativa, deixam cerca de R$ 15 mil na capital, entre despesas médicas e de hospedagem. Deixam também histórias de sacrifícios em nome da maternidade. Muitas desfrutam da sensação de ter um embrião no útero por poucos dias e não conseguem segurar a gravidez.
Segundo o diretor do escritório brasileiro da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Rede Lara), Assumpto Iaconelli, o Brasil tem cerca de cem clínicas de fertilização, quase a metade na Região Metropolitana de São Paulo, com algumas localizadas em cidades do interior do Estado. “Recebemos mulheres de outros países, principalmente africanas”, afirma Iaconelli. São Paulo é atraente para estrangeiras por razões econômicas. Para um leigo, R$ 15 mil investidos em uma única tentativa pode parecer caro, mas em países como os Estados Unidos custa o triplo. “Tudo é feito de forma que a mulher fique o menor tempo possível na cidade”, explica o especialista.
Roger Abdelmassih é um desses profissionais da fertilização que mais atraem candidatas à maternidade. Segundo ele, entre 60% e 65% das pacientes que atende por mês são de fora da cidade de São Paulo. Abdelmassih faz 150 fertilizações (ou “ciclos”, como ele fala) por mês. “Não precisa ficar mais do que um dia após a fertilização. Pode pegar avião, tudo”, diz. Maternidade é estatística para esses profissionais. Em pelo menos metade dos casos, a fertilização pode não dar certo, se feita em São Paulo ou no Chuí. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Jan
27
Com vinheta tendo ao fundo a música Admirável Gado Novo, do cantor Zé Ramalho, toda semana, os moradores do município paulista de Votorantim, sabiam que começava um programa de rádio feito de dentro do presídio feminino da cidade.
A forma de ultrapassar os muros que cercam o Presídio Feminino do município possibilitou novas perspectivas de vida para as detentas. O programa Povo Marcado funcionava assim: uma equipe, formada pelos coordenadores, cuidava da produção fora do presídio.
A outra era composta pelas próprias presas, e cuidava dos detalhes quando o programa ia entrar no ar. Ele era veiculado por duas rádios comunitárias locais e uma parceria com a Câmara dos Deputados garantia a distribuição para qualquer emissora do Brasil, por meio da Rádio Câmara.
Vitória se encarregava da apresentação. Ex-operadora de telemarketing, aos 23 anos, está presa há um ano e meio e participava do programa desde que chegou na prisão.
“Minha vida melhorou bastante. É até uma forma de a minha família ter mais contato comigo. Para as demais [detentas], também. Foi uma forma de melhorar a nossa auto-estima”, avalia.
Mas o programa Povo Marcado saiu do ar e, se vai voltar, ainda não se sabe. É que, em 14 de dezembro do ano passado, elas promoveram uma rebelião que durou pouco mais de 12 horas. As transmissões foram suspensas.
Elas pediam a transferência de presas, que superlotavam o local. Idealizada para abrigar apenas 48 mulheres, a cadeia tinha cerca de 215. Antes da rebelião, o secretário de Cultura do município, Werinton Kermes, que idealizou e coordenava o programa, explicou a situação do presídio feminino de Votorantim.
“É uma diferença muito grande no número da capacidade e o de presas que ela [a cadeia] abriga. Isso causa muitos problemas para a cidade, por estar localizada no centro, e a gente, constantemente, assistia a rebeliões, queima de colchões, protestos de familiares. A secretaria de Cultura de Votorantim começou a pensar de que forma ela poderia incluir ações culturais para que a vida dessas encarceradas pudesse se tornar algo pelo menos suportável”, contou.
A superlotação sempre foi um problema por ali e o programa, segundo o secretário de Cultura e as próprias presas, ajudava a evitar conflitos e até mesmo rebeliões, que são pouco comuns entre as detentas.
Suspenso e sem prazo para voltar ao ar, o programa Povo Marcado foi o canal para que as presidiárias pudessem expressar a realidade interna das penitenciárias femininas, a mesma constatada por levantamentos do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), detalhados pela coordenadora do núcleo fixo da instituição, Luciana Zafalon.
“Hoje nenhuma espécie de direito é assegurado de forma hegemônica no sistema carcerário. No caso específico de visita íntima, para as mulheres, é um direito que é tratado como liberalidade, o que é inadmissível. A gente [ainda] tem um déficit muito grande de vagas de trabalho remunerado, e há que se esperar que o preso e a presa tenham condições de trabalhar”, cita.
O Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres é um projeto da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), que articula entre os ministérios a distribuição de R$ 1 bilhão de reais a serem gastos entre 2008 e 2011. Um dos pontos principais do pacto é a promoção dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão. Em reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário em dezembro do ano passado, a ministra da SPM, Nilcéa Freire explicou como deve ser a distribuição da verba.
“Eles [os recursos] serão investidos a partir da cooperação com os governos estaduais. Cada governo que adere ao pacto formula um projeto integral para o estado, de acordo com os governos municipais, e nós financiaremos”, disse a ministra, explicando que, para cada área contemplada pelo pacto, há uma forma diferente de repasses.
Jan
24
A organização não-governamental Grupo de Mulheres da Cidadania Feminina lança hoje (24), em Recife, um catálogo com o perfil da mulher no mercado de trabalho. Os dados foram recolhidos da comunidade do Córrego do Euclides, no Alto José Bonifácio.
No lançamento haverá uma conversa com representantes da Coordenadoria da Mulher do Recife, da Secretaria de Direitos Humanos, e as mulheres da comunidade, às 16h, na sede da Cidadania Feminina, Córrego do Euclides.
A última pesquisa nacional de emprego e desemprego realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que a mulher negra sofre dupla discriminação no mercado de trabalho.
As mulheres negras não só estão em desvantagem em relação à população não-negra, como também recebem menores salários e enfrentam maiores índices de desemprego quando comparadas com os homens negros.
Recife apareceu no estudo como a capital da desigualdade, apresentando a segunda maior taxa de desemprego, o mais alto percentual de assalariadas sem carteira de trabalho e o menor rendimento das mulheres negras entre as capitais pesquisadas.