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Caso Isabella – Justiça questiona se os Nardoni querem novo interrogatório
O juiz Maurício Fossen estipulou um prazo de três dias para que os advogados do pai e da madrasta da menina Isabella informem se têm interesse que seus clientes sejam novamente ouvidos pela Justiça, agora que encerrada a colheita da prova testemunhal do caso. Na decisão, o magistrado explica que abriu essa possibilidade à defesa por conta de uma mudança no artigo 411 do Código de Processo Penal.
O novo texto, que passou a vigorar em 23 de agosto de 2008, permite a oitiva dos réus por último. “Têm surgido interpretações a respeito do tema que entendem que a realização dos interrogatórios dos réus ao final da instrução constituiria um direito material assegurado as estes pelo novo ordenamento jurídico. (…) Entende por bem este magistrado – a fim de evitar alegações futuras de nulidade que implicariam e tornar prejudicado todo o trabalho porventura já realizado – reconhecer tal direito aos réus”, diz a decisão.
No entanto, Fossen lembra que a realização de novos interrogatórios atrasaria o processo. “Tal providência, com toda certeza, iria implicar em mais alguma demora na conclusão desta fase de instrução, ainda mais porque os réus já tiveram oportunidade de descrever, de forma bastante extensa e detalhada, suas versões a respeito dos fatos”, afirma.
Isabella Nardoni foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça.Terra
Juiz da BA acusa perita do caso Isabella de mentir
O juiz da 1ª Vara do Júri de Salvador, Cássio Miranda, afirmou hoje que a perita Delma Gama mentiu sobre o medicamento que havia ingerido antes de depor, na sexta-feira passada, sobre o caso Isabella. Delma desmaiou no início da sessão, que acabou sendo suspensa. A perita faz parte da equipe do médico-legista George Sanguinetti, contratado pela defesa do casal Nardoni, que apresentou parecer contestando o laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo sobre a morte da menina.
“Foi solicitado um parecer sobre o medicamento que ela disse ter utilizado antes de chegar ao fórum e os médicos disseram que, apenas com a substância que declarou ter ingerido (Rivotril), ela estaria apta a depor”, afirma Miranda. “No laudo que pedimos, porém, ficou constatado que ela estava sob efeito de outro medicamento (Propofol, um anestésico geral de curta duração), de uso exclusivo hospitalar.”
No entanto, o juiz descartou a hipótese de marcar um novo depoimento para a perita em Salvador. “Estamos encaminhando o laudo para o Ministério Público de São Paulo, que é a comarca do processo, para que as providências sejam tomadas.” Isabella Nardoni morreu no dia 29 de março deste ano, após ser jogada da janela do apartamento onde moravam seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá. O casal está preso acusado de cometer o crime.AE
Isabella: família depõe a favor de casal em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família e o namorado de uma delas depuseram hoje à Justiça a favor do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá – acusados de matar a menina Isabella Nardoni, de 5 anos. Amigos dos Nardonis há pelo menos sete anos, eles negaram cenas de ciúmes ou violência entre Alexandre, Anna e os filhos do casal e levantaram suspeitas sobre um pedreiro que trabalhou no Residencial London, onde aconteceu o crime. Para o promotor de Justiça do caso, Francisco Cembranelli, as testemunhas “não tinham muito a dizer” e a defesa usou a técnica de “atirar para todos os lados”.
A amizade entre as famílias começou pelo vínculo entre Nathalia Domingos Severino e Christiane Nardoni, irmã de Alexandre. Elas conhecem-se desde a infância e Nathalia hoje estagia no escritório do pai da amiga, Antônio Nardoni. Depuseram seu irmão, Rafael Severino; mãe, Anete de Souza; tia, Esmeralda Severino; avô, Vasco Oliveira; e namorado, Rafael Santos. Todos descreveram o relacionamento da família de Alexandre como normal, sem brigas ou ciúmes. Eles relataram que um pedreiro que trabalhou na casa de Vasco e no Edifício London teria dito, no dia do crime, que passaria “no prédio dos Nardoni para deixar algumas chaves”. Na semana seguinte, o pedreiro não voltou para completar a obra na casa de Vasco. No entanto, afirmaram que nunca tiveram dificuldades com ele, que era prestativo, segundo eles.
Para Cembranelli, essa foi mais uma tentativa dos advogados do casal para “desviar o foco do que interessa”. “O porteiro do prédio e a mãe de Isabella, Ana Oliveira, também passaram por esse constrangimento”, disse o promotor. Esmeralda, aliás, apontou para o porteiro com desconfiança. Disse que, depois que Isabella foi levada ao hospital, ela perguntou a ele o que havia visto na hora da queda. Ele teria respondido: “Dei uma saidinha e quando voltei Alexandre já estava aqui em baixo.” A cena também foi citada no depoimento de um tio de Alexandre, Márcio Alves de Moura.
A dona de uma loja de móveis que montou o apartamento de Alexandre e Anna, Márcia Regina Ferreira, apontou supostas falhas de segurança no London. Ela disse que entrou pelo menos dez vezes no edifício por uma porta lateral, para funcionários, que ficava destrancada. Disse que os porteiros nunca lhe pediram identificação. Relatou ainda que Anna lhe falou sobre a perda das chaves de casa em fevereiro.
Decoração
Segundo Márcia, o casal deu uma grande atenção à decoração do quarto de Isabella e parecia ter muito carinho pela criança. Há nove anos, Márcia vendeu móveis para o pai de Alexandre, Antônio. Ela disse ter ligado para Antônio e se oferecido para depor ao saber da morte da menina. Hoje, foram ouvidas 14 pessoas. Duas foram dispensadas pelos advogados de defesa, com o aval do juiz Maurício Fossen. Outras 13 pessoas serão ouvidas amanhã, a partir das 13 horas, no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo. Entre elas estão Antônio e Christiane Nardoni. Outras duas testemunhas de defesa, o médico alagoano George Sanguinetti e a ex-perita Delma Gama, serão ouvidos por carta precatória em seus Estados, em data ainda não definida pela Justiça.AE
Ministro do STJ nega liberdade ao casal Nardoni
O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou, nesta segunda-feira (30), habeas corpus para libertar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte da menina Isabella. Filha de Alexandre e enteada de Anna Carolina, ela foi morta no dia 29 de março de 2008, em São Paulo.
A decisão é em caráter liminar (provisório). O julgamento final do pedido de habeas corpus caberá ao plenário da Quinta Turma do STJ. A assessoria do STJ informou que o julgamento deverá ocorrer no segundo semestre. Antes disso, a defesa poderá pedir ao relator que reconsidere a decisão.Anteriormente, o relator já havia negado a liberdade aos réus.
Em sua decisão, o ministro ressaltou que, neste caso, o pedido deve ser analisado em caráter definitivo, o que é competência de todos os integrantes da Quinta Turma do STJ. E ressaltou, portanto, que isso “inviabiliza” a concessão da liminar pleiteada.
“O exame de mérito [decisão final] exige uma reflexão prudente pelo órgão jurisdicional competente [Quinta Turma do STJ], disse o relator.
Os advogados também pediram a anulação da denúncia recebida pela Justiça de São Paulo. O habeas corpus foi protocolado no final da tarde de sexta-feira (27), mas a assessoria de imprensa do STJ confirmou a informação nesta segunda-feira (30). O pai e a madrasta da menina estão detidos desde 7 de maio.
No dia 27 de maio, o STJ já havia rejeitado, por unanimidade, habeas corpus ao casal. A decisão foi técnica. Durante o julgamento, o relator lembrou que a defesa não poderia entrar com recurso neste tribunal porque não havia, na ocasião, decisão final do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que tinha negado uma liminar ao casal.
Como no dia 10 de junho o TJ negou, em caráter definitivo, a liberdade ao casal, os advogados de Alexandre e Anna Carolina entraram com novo recurso no STJ.G1
Perita diz que morte de Isabella foi caso de ‘homicídio’
A perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, afirmou ontem (17), em depoimento à Justiça, em São Paulo, que a morte da menina Isabella Nardoni foi um caso de “homicídio”. “Pelas circunstâncias, histórico e perfil de Isabella, constatamos que não foi acidente nem suicídio. Foi homicídio”, afirmou.
A declaração de Rosângela foi em resposta à defesa do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, pai e madrasta da menina, acusados de homicídio triplamente qualificado, que quis saber sobre a possibilidade de ela ter caído da janela por acidente.
A perita respondeu ser procedimento padrão da polícia, nestes casos, investigar se foi homicídio, suicídio ou acidente, e reafirmou a tese de assassinato. No depoimento, Rosângela afirmou que havia sangue de Isabella no carro da família Nardoni.
De acordo com a perita, era uma “mistura de doadores” (de material biológico) na cadeira para bebê, mas, mesmo assim, ela se disse “convicta” de que o sangue era da menina, que morreu em 29 de março, após ser jogada pela janela do apartamento de Alexandre Nardoni.
“Eu sei que é sangue humano e é sangue de Isabella”, afirmou Rosângela, em depoimento ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, do Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista. Depois de Rosângela, começou a depor o perito Paulo Sérgio Tieppo Alves, do Instituto Médico Legal (IML).AE
Caso Isabella – TJ-SP decide manter casal preso
Os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiram nesta terça-feira (10) que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá devem continuar presos. Eles analisaram o mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa do pai e da madrasta de Isabella Nardoni, morta em 29 de março.
A turma julgadora foi composta pelos desembargadores Caio Eduardo Canguçu de Almeida (relator), Luís Soares de Mello Neto e Euvaldo Chaib Filho. Nos votos, os desembargadores alegaram que há indícios de autoria contra o casal. Eles também citaram o clamor público e sinais de que os dois alteraram o cenário do crime como justificativa para manter a prisão.
Os votos dos desembargadores seguiram praticamente a mesma linha. “Não tive contato com eles e não sabia do entendimento de cada um deles. Para a minha felicidade, coincidiu com o meu e isso me dá mais certeza de que foi uma decisão correta”, afirmou Canguçu de Almeida em entrevista logo depois da audiência realizada no Fórum João Mendes, no Centro.
Confira alguns trechos dos votos dos três desembargadores:
O voto do relator Caio Canguçu de Almeida se baseou, principalmente, na suposta alteração da cena do crime, nos indícios de autoria contra o casal e na preservação da ordem pública. “Não se trata, pois, de conclusão cerebrina ou fantasiosa aquela que reconhece presentes aqui os indícios suficientes de autoria para o fim de justificarem a custódia cautelar”, afirma um dos trechos do voto.
Em relação à cena do crime, o desembargador considera que há indicativos de que o casal tentou remover manchas de sangue com uma fralda, posteriormente lavada. “Há fortes indicativos (…) de que ao menos procuraram eliminar parte da prova que poderia incriminá-los, tentando, consoante conclusão pericial, ao menos remover as marcas de sangue existentes no local ou na vítima.”
Outro fato apontado por Canguçu de Almeida como justificativa para a prisão é uma declaração a um jornal de um pedreiro que teria denunciado um arrombamento no prédio vizinho do Edifício London. Depois, o pedreiro teria desmentido a versão em depoimento à polícia. “E se assim procederam, deram claro sinal de que se predispõem a invalidar a prova, detalhe justificador da preservação da custódia, para o fim de assegurar a precisa formação do conjunto probatório.”
No voto, o desembargador diz que o crime foi de uma “hediondez absurda”. “Mas também em nome da preservação da ordem pública justifica-se a denegação da ordem impetrada com a conseqüente manutenção da prisão bem decretada. Trata-se de acontecimento que alcançou altíssima repercussão, até mesmo no âmbito internacional, não apenas em razão da hediondez absurda do delito, como pelo fato de envolver membros de uma mesma família de boa condição social, que teriam dado trágico fim à vida de uma doce menina de apenas 5 anos.”
Em outro trecho, ele fala sobre a justificativa da prisão em crimes graves. “Há crimes, na verdade, de elevada gravidade, que, por si só, justificam a prisão, mesmo sem que se vislumbre risco ou perspectiva de reiteração criminosa. E, por aqui, todos haverão de concordar que o delito de que se trata, por sua gravidade e característica chocante, teve incomum repercussão, causou intensa indignação e gerou na população incontrolável e ansiosa expectativa de uma justa contraprestação jurisdicional.”
O desembargador coloca desde o início a opinião sobre o pedido da defesa. “Os pressupostos, bem como os fundamentos para a decretação da custódia provisória dos pacientes, estão mais do que presentes. (…) A autoria, por seu turno, e pelo menos os indícios dela – veja-se bem, falo em indícios dela, que é exatamente o que se avalia, neste momento -, estão escancarados”, diz o voto.
Em outro trecho do voto, o desembargador também fala sobre a função social do Judiciário. “Aquele que está sendo acusado, em tese, mas por gigantescos indícios, de ser homicida da própria filha – como no caso de Alexandre – e enteada – aqui no que diz a Anna Carolina -, merece tratamento severo, não fora o próprio exemplo ao mais da sociedade. Que também é função social do Judiciário.”
O desembargador citou duas decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em casos anteriores de grande repercussão: a morte dos pais de Suzane von Richthofen e o assassinato do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos. Nos dois casos, os ministros entenderam a necessidade da prisão dos acusados, entre outros motivos, por causa do clamor público. “E em nada foge dos outros casos, aquele que aqui e agora se aprecia”, completou Mello.
Último a votar, o desembargador também entendeu que há necessidade de se manter a prisão. “Portanto, em princípio, quem age de forma violenta, adotando conduta comprometedora da paz social e da ordem pública, desde comprovada a materialidade da infração e sobejando indícios de autoria – como se figura na hipótese vertente – deve ser custodiado, de tal sorte que a decisão invectivada tem amparo por dois de seus fundamentos e, por esta razão, não está configurado constrangimento ilegal.”
“O fato adquiriu repercussão nacional, abalou o meio social, gerou verdadeiro estado de comoção e, por tais razões, afigura-se inconcebível a colocação em liberdade”, diz o voto. Além disso, o desembargador justifica a prisão com a suposta alteração da cena do crime. “Outro fundamento da prisão preventiva, qual seja, conveniência da instrução criminal, também se faz presente”, afirmou. G1
Alexandre Nardoni divide a cela com cinco detentos
Os pais de Alexandre Nardoni estiveram neste sábado em Tremembé, cidade a 140 quilômetros da capital, em visita ao filho que está preso. Na saída, o pai disse que Alexandre está agora em uma cela com mais cinco detentos e espera que esse seja o último fim de semana que vem ver o filho no presídio. Ele e a mulher Anna Carolina Jatobá são acusados pela morte da menina Isabella Nardoni.
Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo julga o mérito do habeas corpus que pede sua libertação e de sua mulher. O pai de Alexandre, Antônio Nardoni, disse que acredita que desta vez ele será libertado. Um dos argumentos, segundo Antônio Nardoni, são as conclusões do médico legista contratado pela defesa, George Sanguinetti.
Eles chegaram ao presídio às 10h30. Desta vez, a mãe não se preocupou em esconder o rosto. O casal entrou com várias sacolas e passou cinco horas e meia na companhia do filho neste sábado de visita.Oglobo
Caso isabella: Conclusão de Sanguinetti deve ser usada em pedido de liberdade
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) vai analisar na próxima terça-feira (10) pedido de liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos desde o dia 7 de maio. Para convencer os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do TJ, a defesa deve abordar conclusões do médico-legista George Sanguinetti, contratado por parentes do casal para analisar os laudos referentes à morte da menina Isabella.
O advogado Ricardo Martins de São José Junior afirma que é provável que
a defesa lembre aos magistrados a conclusão de Sanguinetti de que Isabella não teria sido esganada, diferente do que defende a Promotoria com base nos laudos.
Um dos defensores do pai e da madrasta da criança fará na audiência uma sustentação oral de 15 minutos em que vai expor argumentos para a revogação da prisão, que no sábado (7) completa um mês.
Para Martins, a existência de clamor público em relação ao caso não sustenta a decretação da prisão preventiva. “A expectativa é sempre positiva, porque não existe amparo legal para mantê-los custodiados. Eles nunca tiveram antecedentes criminais, se entregaram espontaneamente, não coagiram testemunhas, não se furtaram a prestar depoimento e colaboraram (com a polícia) cedendo peças de roupas”, acrescentou o advogado.
A turma julgadora é composta pelos desembargadores Caio Eduardo Canguçu de Almeida (relator), Luís Soares de Mello Neto (segundo juiz) e Euvaldo Chaib Filho (terceiro juiz). Canguçu de Almeida foi quem negou a liberdade ao casal na análise da liminar do habeas corpus em maio passado.
A equipe de peritos contratados pela defesa deve ir na próxima semana ao Edifício London, de onde Isabella foi arremessada do 6º andar, para fazer uma vistoria no local. As informações coletadas integrarão um parecer a ser anexado aos autos do processo judicial em que Alexandre e Anna Jatobá são réus.
A visita ao prédio por Sanguinetti, um engenheiro, um especialista em análise de sangue e peritos criminais estava prevista para acontecer na sexta-feira (6), mas teve de ser adiada porque a chave do apartamento 62 ainda está em poder da Justiça.
A chave já está à disposição da família Nardoni, mas para reavê-la a defesa elaborou uma petição ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, e agora aguarda que o Ministério Público se manifeste sobre a devolução.
Ricardo Martins desqualificou a varredura feita por policiais militares no prédio e em seu entorno na noite do crime, após o tenente da PM Fernando Neves tornar-se suspeito de praticar pedofilia. O policial suicidou-se na semana passada.
“A defesa entende que tem de ser feita uma investigação neutra. Quem garante que não existam outras pessoas envolvidas nisso?”, questionou o advogado. Os advogados ainda não decidiram se um pedido formal para uma nova investigação será direcionado à PM.
De acordo com a corregedoria da corporação, o policial não tem qualquer relação com a autoria do crime e estava em serviço quando o assassinato ocorreu. G1
Fotos de Isabella – E-mail com notícia falsa infecta PC com vírus
Um e-mail que promete o acesso a supostas imagens da menina Isabella Nardoni, morta em São Paulo no dia 29 de março, está circulando pela internet com o objetivo de fazer o internauta clicar em um link e inadvertidamente infectar o computador com programas maliciosos.
A mensagem tenta reproduzir a marca do G1 e traz um trecho de uma notícia sobre a morte da menina, jogada do 6º andar do prédio onde morava seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, na Zona Norte de São Paulo.
A notícia falsa incentiva o internauta a clicar no link para ver as supostas fotos, mas o endereço guarda, na verdade, códigos maliciosos que podem infectar o computador e abrir portas para piratas virtuais roubarem dados.
No início de 2008, golpes parecidos usaram notícias falsas sobre o Big Brother Brasil e o apresentador Silvio Santos para infectar computadores de usuários desavisados. Em abril, o próprio caso da morte da menina foi usado como ‘isca’ pelos criminosos virtuais.
Os programas maliciosos, que não são capazes de se espalhar sozinhos, facilitam o acesso de piratas de computador ao PC do usuário, permitindo o roubo de informações como dados sobre sua conta bancária.
Esse tipo de ameaça é chamada de phishing scam. Nesse sistema, piratas de computador enviam e-mails sugerindo que os internautas baixem programas, cliquem em links ou visitem sites maliciosos. Quando seguem a sugestão, as vítimas em potencial infectam seus computadores com programas geralmente desenvolvidos para o roubo de informações financeiras.
Juiz inicia interrogatório com Anna Carolina
A madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, iniciou às 13h52 o depoimento ao juiz Mauricio Fossen, no Fórum de Santana. O magistrado também interrogará nesta quarta-feira o padrasto da menina, Alexandre Nardoni.
A defesa afirmou nesta quarta-feira (28) que o casal manterá a versão contada à polícia.
A garota morreu após ser jogada do apartamento de seu pai, no 6º andar de um prédio na Zona Norte, no dia 29 de março. Alexandre e Anna Carolina se dizem inocentes e acreditam que uma terceira pessoa entrou no apartamento e atirou a menina pela janela.
De acordo com o advogado Rogério Neres, eles “não terão pressa” de responder às perguntas do juiz Maurício Fossen, do Segundo Tribunal do Júri da Capital, do promotor Francisco Cembranelli e de seus advogados. “O interrogatório é um meio de defesa. A expectativa deles é positiva”, disse o defensor, sem prever a duração do depoimento.
Os advogados podem apresentar à Justiça nesta quarta-feira uma petição em que vão requerer a liberdade do casal e anulação do processo judicial em que os réus são acusados, baseados em parecer do médico legista contratado pela defesa, George Sanguinetti, para quem Isabella não foi esganada.
O pai e a madrasta da menina serão ouvidos um de cada vez. Anna Jatobá deve ser a primeira a ser interrogada os 3 advogados do casal deve acompanhar a audiência. Por volta das 11h30, Anna Jatobá aguardava o interrogatório na carceragem do Fórum de Santana.
O advogado responsável pela defesa do casal, Marco Polo Levorin, afirmou na chegada ao fórum que a versão apresentada no interrogatório vai seguir a mesma linha dos depoimentos anteriores. “Hoje é no mesmo sentido que foram os outros. Eles sempre sustentaram a mesma coisa e vai prevalecer nesse sentido”, afirmou.
Levorin, que foi recebido por populares sob gritos de “Justiça”, também disse que espera a conclusão dos pareceres dos peritos contratados para a defesa. “Nós estamos aguardando o término dos pareceres técnicos e depois a gente vai juntar ao processo.” Ele reiterou que caso seja constatada a deficiência da materialidade, a defesa irá pedir a nulidade do processo.
Em relação à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que nesta terça-feira arquivou o processo e manteve o casal na prisão, o advogado disse que foi uma questão processual e que STJ não negou o mérito do habeas corpus. Segundo o advogado, a defesa irá aguardar o julgamento do mérito do pedido feito no tribunal paulista.
Alexandre Nardoni, chegou ao Fórum de Santana às 11h desta quarta. Ele havia deixado o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos por volta das 10h20. Anna Carolina foi a primeira a chegar ao fórum às 10h desta quarta. Ambos estavam presos na cidade de Tremembé, a 138 km da capital paulista, e foram trazidos para a Grande São Paulo na noite de terça-feira (27), de acordo com informações da Polícia Militar.
A segurança foi reforçada para o interrogatório do casal. Cinqüenta homens da Polícia Militar foram espalhados dentro e fora do prédio. Se houver tumulto, policiais do batalhão da Força Tática, que fica ao lado do fórum, vão dar apoio. Por volta das 11h50 havia poucos curiosos em frente ao fórum.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o reforço de policiamento na região se deve não só ao interrogatório do casal Nardoni, mas também porque estava previsto para as 10h o júri popular de três integrantes da quadrilha que age de dentro dos presídios paulistas. Eles são acusados de matar integrantes de outra quadrilha. É praxe fazer reforço na segurança quando um júri envolve organizações criminosas, diz o TJSP.