Jun
12
O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje que a refinaria premium que a empresa estuda construir no Ceará poderá custar US$ 11 bilhões. A cifra considera que a construção da unidade vai exigir reformas no porto de Pecém para abrigar a obra, além de ser “altamente qualificada” para o processamento de óleo pesado e de uma mistura com óleo leve para a produção de um diesel de melhor qualidade para concorrer no mercado europeu.
Segundo ele, o protocolo de intenções assinado com o governo do Ceará prevê a avaliação da área para a construção da unidade destinada a um processamento de 300 mil barris por dia. Além do diesel - que vai corresponder a 60% do processamento do óleo - a refinaria deverá produzir querosene de aviação, nafta e gás liquefeito de petróleo destinados ao atendimento do mercado interno, além de coque que poderá atender à siderurgia local. O estudo para a implementação da unidade ficará pronto em 120 dias.
Segundo o diretor, o diesel desta unidade poderá ser voltado ao mercado internacional, porque quando ela entrar em operação em 2014 as refinarias do Comperj, no Rio, e a Abreu e Lima, em Pernambuco, já estarão concluídas e poderão garantir a auto-suficiência brasileira em diesel, que é deficitário no mercado doméstico.
Ainda segundo Costa, esta unidade no Ceará não vai produzir gasolina, já que hoje há um excedente do produto no País, que deve aumentar em função do avanço do consumo de álcool. “Não vamos inundar o mercado com gasolina”, comentou.
O diretor disse ainda que embarca na próxima segunda-feira para o Maranhão, onde se reunirá com representantes do governo local para conversar sobre a possível construção de outra refinaria premium, esta com capacidade de 600 mil barris por dia. Ele disse que detalhes sobre a unidade só serão fornecidos após a visita ao Estado. O valor do investimento ainda não foi revelado.AE
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Jun
4
São Paulo - As obras da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que seriam feitas a partir de hoje em Parelheiros, zona sul da capital paulista, foram canceladas, segundo informações da assessoria da empresa. Estava previsto, por conta de obras no trecho sul do Rodoanel, o remanejamento em uma rede que seria feito entre as 8 horas e 14 horas, deixando pelo menos 60 mil pessoas sem água.
De acordo com a assessoria, a decisão foi tomada no fim da noite de ontem, devido à greve dos funcionários da Sabesp, que também prejudicou o serviço de comunicação da estatal. A categoria, reivindica, entre outros, reajuste salarial de 4,70% (ICV do Dieese), aumento real de 15%, garantia no emprego para todo o efetivo da empresa e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Cerca de 200 pessoas fizeram um piquete em frente a sede da Sabesp, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, impedindo a entrada de funcionários no local.
Mai
10
Com três anos de atraso e R$ 113 milhões mais cara, a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, no Brooklin, zona sul, será inaugurada hoje, às 11 horas. A expectativa é de que a obra desafogue o tráfego nas principais avenidas da região - embora ainda com efeito reduzido, enquanto o restante do projeto viário previsto para o local não estiver pronto. A obra, que começou em outubro de 2003, já consumiu R$ 260 milhões - falta ainda uma praça, com 520 árvores, a ser construída entre a Avenida Luiz Carlos Berrini e a Marginal do Pinheiros. A licitação do projeto, de 2002, vencida pela empreiteira OAS, previa gastos de R$ 146,9 milhões e conclusão do projeto no final de 2005.
Quando assumiu a Prefeitura, o hoje governador José Serra (PSDB) criticou os custos da obra. A opção pela manutenção do contrato com a OAS só foi feita porque a indenização à empreiteira, em caso de rompimento, seria de R$ 150 milhões. Nos últimos dois anos, contudo, o plano original da construção passou por incrementos. Houve um aditamento de R$ 36,6 milhões no contrato e uma nova licitação, também vencida pela OAS, de R$ 70 milhões, para o remanejamento da rede elétrica que cruzava a estrutura. “O projeto não encareceu, o que ocorreram foram aditamentos normais”, diz o gerente de obras da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Norberto Duran.
Urbanistas e o Ministério Público reclamam que parte do dinheiro usado na construção, cerca de R$ 130 milhões, vieram da Operação Urbana Água Espraiada. Esse valor, segundo a promotora Claudia Beré, deveria ter sido investido em melhorias para os moradores da favela do Jardim Edite, área considerada Zona Especial de Interesse Social (Zeis).
A nova ponte receberá cerca de 4 mil carros por hora em cada pista e permitirá acesso direto da Avenida Jornalista Roberto Marinho à Marginal do Pinheiros, sentido Interlagos, à zona oeste e ao centro. Segundo Norberto Duran, os principais benefícios serão sentidos na Ponte do Morumbi - por onde circulam cerca de 7 mil veículos por hora - e no cruzamento entre as Avenidas Berrini e Roberto Marinho. AE
Abr
29
O empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama e acusado de ser o pivô de uma quadrilha que fraudava licitações em vários Estados do País, descoberta pela Operação Navalha, da Polícia Federal, no ano passado, compareceu hoje à sede da PF em Salvador (BA). Ele deveria ser ouvido por três deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Gautama, que apura irregularidades em obras realizadas pela construtora no Distrito Federal. Os deputados Bispo Renato Andrade (PR), Júnior Bruneli (DEM) e Cabo Patrício (PT), porém, não conseguiram tirar nenhuma palavra do empresário.
Veras chegou à PF pouco antes das 9h30, horário marcado para o depoimento, acompanhado do advogado Marcelo Leal de Oliveira e portando o habeas-corpus que lhe garantia o direito de não responder às perguntas dos deputados. Desde a chegada, nada disseram - nem durante os mais de 60 minutos de interrogatório. “Tínhamos a expectativa que ele esclarecesse alguns fatos, mas ele não quis colaborar”, afirmou Cabo Patrício. “Temos elementos suficientes, porém, para denunciar o empresário ao Ministério Público”, acrescentou Andrade.
De acordo com ele, o esquema montado pela Gautama no Distrito Federal causou desvios de verbas públicas de “pelo menos R$ 3,5 milhões”. As irregularidades foram detectadas na contratação de obras de macrodrenagem da Bacia do Rio Preto, por parte do Ministério da Integração Nacional, que liberou R$ 145 milhões para a intervenção. De acordo com Cabo Patrício, os trabalhos da CPI serão encerrados no próximo dia 12.
Além de Veras, prestaram depoimento dois funcionários da Gautama, Florêncio Melo e Gil Jacó, apontados pela CPI como os responsáveis pelos pagamentos de propina para que a construtora vencesse os contratos. Ambos também estavam amparados por habeas-corpus e recusaram-se a responder à maioria das perguntas. Melo, porém, abriu uma exceção: em determinado momento do interrogatório, admitiu que foi a Brasília algumas vezes e que, na capital federal, se encontrava com o ex-deputado Pedro Passos (PMDB), também investigado pela CPI. Passos renunciou ao ser acusado de participação no esquema.
Abr
18
As obras do complexo portuário Barnabé-Bagres, no Porto de Santos, devem começar no segundo semestre de 2009, informou o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. De acordo com ele, a licitação para definir a empresa responsável pelo projeto deve ser feita no início do ano que vem.
O termo de autorização para que a empresa Santos Brasil faça os estudos de viabilidade do complexo foi assinado ontem (17) pela Companhia Docas de São Paulo (Codesp). Segundo o ministro, o projeto vai ampliar em 120 milhões de toneladas a capacidade do Porto de Santos, que hoje é de 110 milhões de toneladas.
Com a conclusão do projeto, a área total do porto será de 6 milhões de metros quadrados, o que vai permitir um cais com 11 quilômetros de extensão e a construção de 45 novos berços de atracação para navios. “Isso dará uma nova realidade portuária para o país, não só para Santos. O porto de Santos vai se consolidar como o grande porto concentrador da América Latina”, avaliou Brito.
O custo total da obra será de R$ 9 bilhões, e os recursos sairão integralmente da iniciativa privada. Segundo ministro, o projeto já está despertando interesse das empresas por causa da demanda crescente que existe por esse serviço no Brasil, especialmente na área do petróleo.
“Será um complexo moderno para atender todas as demandas que o país está tendo no momento”, disse Brito, lembrando que a Bacia de Santos está se destacando em nível mundial. “O Porto de Santos tem que ter esse escopo na parte de granéis líquidos para atender essa expansão na área petrolífera brasileira”, assinalou.
A contrapartida do governo será na área de infra-estrutura portuária. De acordo com Brito, já está sendo feita a dragagem do canal de acesso ao porto, aprofundando de 12,5 metros para 15 metros e alargando dos atuais 170 metros para 220 metros. “Essas providências darão condições técnicas para que o projeto possa ser encaminhado”, explicou.
Para o ministro, a obra representa um “grande trunfo para o comércio exterior brasileiro”. “Temos que aparelhar o sistema portuário brasileiro para suportar o crescimento do nosso fluxo de comércio internacional, que tende a crescer muito ainda”, disse, acrescentando que 95% das exportações do país passam pelos portos.
Segundo a Secretaria Especial de Portos, a autorização dada à empresa Santos Brasil não tem caráter de exclusividade e qualquer outra que tenha condições técnicas e financeiras pode pedir a mesma autorização.AB