Ago
14
Brasil e Suíça assinam hoje (14), às 13h, memorando de entendimento para a discussão de um plano de parceria estratégica. O documento será assinado durante encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a conselheira federal para Assuntos Exteriores da Suíça, Micheline Calmy-Rey, no Palácio Itamaraty.
Eles devem tratar ainda de questões como projetos nas áreas de ciência e tecnologia, comércio e investimento e turismo; cooperação judicial e com outros países; e ações coordenadas em organismos internacionais, especialmente na Organização das Nações Unidas (ONU).
Às 14h45, o ministro e a conselheira dão entrevista coletiva sobre as discussões relacionadas ao plano de parceria estratégica entre Brasil e Suíça.Agência Brasil
Jul
15
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou hoje por 15 minutos com o ex-secretário geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan, por telefone, e lhe disse que houve “melhoras” na relação entre os países ricos e os emergentes, em um relato sucinto do encontro no Japão do grupo G8, que reúne os países desenvolvidos e a Rússia. O ex-secretário geral da ONU está em São Paulo para uma palestra a empresários.
O presidente Lula também informou o ex-secretário da ONU das pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 17 países africanos para a produção de alimentos. Anan saudou a iniciativa, informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.
Jul
7
Apesar dos esforços do governo brasileiro para convencer a comunidade internacional do contrário, os biocombustíveis continuam na lista dos vilões da alta nos preços mundiais de alimentos. Indagados pelos jornalistas ao final do primeiro dia da reunião do G8, tanto o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, quanto o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, atribuíram parte da culpa pela inflação alimentar aos combustíveis
“Diversos fatores afetaram os preços, mas não há dúvida de que os biocombustíveis estão entre eles”, disse Zoellick, que fez questão, no entanto, de diferenciar os combustíveis produzidos com cana-de-açúcar, como o etanol brasileiro, dos que são feitos com cereais e vegetais. O ex-secretário de comércio dos Estados Unidos lembrou que cerca de três quartos do crescimento da produção de milho nos últimos três anos foi para a produção de etanol nos Estados Unidos.
Documento divulgado pelo Banco Mundial na semana passada para embasar os debates da cúpula do G8 – grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia – já mencionava o uso do óleo de cereais e vegetais para a produção de combustíveis como uma das causas da disparada de preços. Segundo dados do Banco Mundial, os preços dos grãos mais que dobraram desde 2006. Apenas neste ano, a alta acumulada é de 60%.
O estudo diz que, nos últimos três anos, cinco milhões de hectares de terras aráveis que poderiam ter sido usados para plantação de trigo foram destinadas à produção de colza e girassol para biocombustíveis – de acordo com o Banco Mundial, isso ocorreu nos principais países produtores de trigo, incluindo Canadá, membros da União Européia e Rússia.
O documento reconhece, no entanto, que a produção brasileira do etanol à base de cana não levou a altas substanciais” no preço do açúcar. O Banco Mundial também compara o custo das diferentes produções. Enquanto o etanol da cana-de-açúcar custava US$ 0,90 o galão em 2007, contra um custo de US$ 1,70 por galão do etanol de milho produzido pelos Estados Unidos e US$ 4 por galão do biodiesel produzido pelos americanos e europeus.
Zoellick sugeriu a revisão dos programas americanos e europeus de subsídios à produção de biocombustíveis e a redução das tarifas impostas a esse tipo de produto.
Ban Ki-Moon concordou com os argumentos de Zoellick, mas ponderou que não há dados sobre o exato impacto dos biocombustíveis na crise mundial de alimentos. “Acredito que são necessários mais estudos e mais pesquisa sobre os biocombustíveis de segunda geração”, disse o representante da ONU, lembrando que o governo brasileiro promoverá conferência internacional sobre o tema em novembro.
Uma das missões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Hokkaido será, justamente, tentar isentar de culpa a produção de biocombustíveis. A exemplo do que fez na semana passada durante a Cúpula do Mercosul, na Argentina, Lula deve jogar a culpa na especulação financeira e cobrar dos países do G8 que parem de comprar safras ainda nem plantadas nos chamados mercados futuros.
Mai
28
Durante sua visita, Lula deverá reforçar o papel dos militares brasileiros que comandam as forças de paz da ONU (Minustah, na sigla em francês) e defender a ampliação do número de soldados do Brasil na nação caribenha.
Na terça-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu o aumento do número de tropas brasileiras em mais cem soldados, todos eles pertencentes ao Batalhão de Engenharia, que atuariam em obras de infra-estrutura.
De acordo com o ministro, a vinda de Lula ao Haiti é ”uma visita de vistoria”, porque o país deve preparar o terreno para a “visita de mais cem militares”.
O projeto de ampliação do número de soldados está atualmente parado na Câmara dos Deputados. Jobim defendeu a aprovação o quanto antes, argumentando que, assim que a Câmara aprovar o envio de militares, ”em 30 dias eles poderão se deslocar, estarão prontos, estarão preparados”.
”Basta andar pelas ruas para saber que isso (a presença dos engenheiros militares) é preciso”, afirmou o ministro.
Durante sua estadia no país, o presidente irá visitar a sede do Batalhão Brasileiro da Minustah e as instalações da Companhia de Engenheiros do Exército, que vem realizando obras de reconstrução na nação caribenha.
Segunda visita
Esta será a segunda visita do presidente ao Haiti. A primeira delas se deu em agosto de 2004, quando a Seleção Brasileira realizou um amistoso contra a equipe haitiana. Naquele ano, teve início a missão militar brasileira no país.
Lula deve desembarcar em Porto Príncipe pela manhã e pouco depois seguirá para o Palácio Nacional, onde irá se encontrar com o presidente René Preval.
O presidente deverá participar de um almoço com o líder haitiano e assinar acordos de projetos de cooperação no setor agrícola e no combate à violência contra a mulher.
De acordo com um relatório divulgado pela Anistia Internacional nesta quarta-feira, a violência contra as mulheres e a falta de acesso à Justiça no Haiti são motivo de ”grande preocupação” para a entidade.
A ONG afirmou ainda que denúncias de agressões sexuais registraram um aumento em relação aos anos anteriores e que as mais sujeitas à violência sexual no país são as jovens, com mais da metade dos incidentes atingindo menores de 17 anos.
Na terça-feira, a ONG britânica Save The Children acusou as forças de paz presentes no Haiti de praticarem abusos sexuais contra menores.
O comandante das forças de paz da ONU no país, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, pediu que a entidade forneça casos concretos de abusos cometidos por militares, para que possam ser abertos inquéritos sobre as supostas denúncias.
Agenda
Lula irá permanecer pouco mais de seis horas no Haiti.
Por volta de 17h40 do horário local ele deverá seguir para El Salvador, a última parada de seu giro caribenho.
O presidente irá pernoitar na capital do país, San Salvador, onde irá se encontrar com o presidente do país, Elías Antonio Saca.
Após participar de uma série de encontros na quinta-feira, Lula deverá embarcar de volta para o Brasil, no final da tarde.BBC
Abr
21
Em meio ao calor de 40 graus, mosquitos e falta de higiene, o hospital infantil na periferia de Acra, em Gana, é obrigado a distribuir alimentos produzidos na França e subsidiados pelo governo de Paris. Sem uma agricultura capaz de fornecer comida à população, os países africanos vêm apelando cada vez mais para as doações internacionais.
Agora, a ONU quer acabar com essa prática que deixa o setor agrícola africano fragilizado. Por dia, os produtores dos países ricos recebem mais subsídios que o Banco Mundial (Bird) destina por ano para toda a agricultura africana nos 54 países do continente.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, quer acabar com os esquemas dos governos dos EUA e da Europa de distribuir alimentos aos países mais pobres com produtos cultivados pelos seus próprios agricultores. Além de pedir a abertura dos mercados, o secretário defendeu mais incentivos para a produção de comida na África e admitiu rever a estratégia de distribuição da ONU.
Até hoje, grande parte dos produtos enviados às regiões mais miseráveis são cultivados nos países ricos. O governo americano promete recursos para alimentar os países na África. Mas, na realidade, esse dinheiro vai para os bolsos de seus agricultores. O governo compra os alimentos nacionais e os envia às populações famintas.AE
Mar
20
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma estar “muito preocupada” com as informações dadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) de que haveria plantações de coca em tribos indígenas do País e estima que o fato deva servir como um sinal para que a fiscalização na região seja reforçada. O temor das Nações Unidas é o de que os traficantes estejam começando a usar a Amazônia brasileira não apenas para o tráfico das drogas, mas também para sua produção, “exportando” o modelo já usado na Colômbia.No início da semana, o Exército confirmou que encontrou hectares ocupados com pés da droga na região de Tabatinga (AM), que representam pouco em relação à cocaína que passa pelo Brasil mas sinalizam para a necessidade de se reforçar a fiscalização na região. “Isso é algo muito preocupante”, afirmou o representante do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes (UNODC) para a América do Sul, Giovanni Quaglia. “Existe a coca nativa, que é usada tradicionalmente pelos indígenas há milênios. Mas não cultivada com a finalidade do comércio”, explicou Quaglia.
“Os 7 mil pés de coca encontrados são um sinal de que o governo precisa ficar de olho no que está ocorrendo para evitar que esse volume aumente. A realidade é que o potencial de cultivo na região é enorme”, alertou o representante da ONU. Em termos de condições naturais, a ONU destaca que seria “absolutamente possível” produzir coca no lado brasileiro da Amazônia. “As condições ambientais são iguais no Brasil, Colômbia e Bolívia. Não é verdade que a coca cresce apenas em certas altitudes mais elevadas”, afirmou Quaglia.
Dez
15
Com um dia de atraso, terminou pouco antes das 18h30m (8h30m, em
Brasília) deste sábado a reunião sobre mudança climática das Nações Unidas (ONU), depois de os Estados Unidos cederem à pressão internacional e aceitarem o acordo em Bali.
A decisão foi descrita pelo anfitrião do encontro, o ministro do Meio Ambiente da Read more