Set
15
A Polícia Civil do Estado de São Paulo entrará em greve, por tempo indeterminado, a partir das 8 horas de amanhã. De acordo com a assessoria de imprensa da corporação, todo o efetivo - cerca de 30 mil policiais - estará normalmente nas delegacias, mas só atenderá casos de flagrante, homicídios, acidentes de trânsito com vítima fatal, mandado de prisão, seqüestros, latrocínios e roubo e furto de veículos. Casos considerados mais simples, como extravio de documentos, furtos, danos, acidentes sem vítimas, lesão corporal e estelionato, entre outros, não serão registrados.
A categoria reivindica aumento salarial de 15% ainda este ano - mais 12% em 2009 e 12% em 2010. A greve foi determinada em reunião na sexta-feira, na sede da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), na presença das diretorias das 16 entidades representativas da categoria.
De acordo com a assessoria, os policiais deverão seguir uma “Cartilha de Greve”, a mesma utilizada quando houve a primeira paralisação, que durou 7 horas, em 13 de agosto. Na ocasião, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a suspensão da paralisação e marcou as primeiras reuniões de conciliação, que, de acordo com a polícia, não surtiram efeito. As negociações acabaram no dia 5, quando foi decretado estado de greve. Muitas delegacias do interior já iniciaram a paralisação, mesmo que parcialmente, em mais de 180 cidades do Estado.
Na primeira greve, em agosto, a categoria reivindicava aumento salarial de 60% ainda em 2008. De acordo com os policiais, uma pesquisa encomendada pela ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou, baseada no Índice de Custo de Vida (ICV/Dieese), defasagem salarial de 96,63% para delegados e 66,16% para escrivães e investigadores. Os policiais determinaram que a greve só será finalizada quando o governo retomar negociações.AE
Set
2
Os metalúrgicos das montadoras Renault/Nissan e Volkswagen/Audi, instaladas em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e da Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba, fizeram uma paralisação durante todo o dia de ontem, em protesto à contraproposta das empresas ao reajuste salarial. Os sindicatos patronal e dos trabalhadores ainda teriam reuniões na noite de ontem e, dependendo do andamento das conversas, a categoria pode entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje.
O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba apresentou uma proposta de cerca de 13% de reajuste, dos quais 7,6% (projeção) corresponderiam às perdas inflacionárias e 5% seriam o aumento real. Os trabalhadores reivindicam ainda R$ 1,5 mil de abono. A contraproposta apresentada na sexta-feira (dia 29) contempla a reposição da inflação, mas reduz para 0,5% o ganho real. Segundo o sindicato, a resposta patronal não toca na questão de abono salarial. A data-base da categoria é 1º de setembro.
Em São José dos Campos, o Sindicato dos Metalúrgicos de tem marcada para hoje mais uma rodada de negociações com o Sindicato das Montadoras (Sinfavea), na tentativa de um acordo em relação à campanha salarial deste ano. Os trabalhadores prometem fazer uma “escalada de greves” nas indústrias da região para pressionar os patrões. Diariamente, serão paralisadas empresas localizadas na base territorial do sindicato, em períodos de 24 horas.AE
Jul
11
Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em greve desde o dia 1º de julho, podem suspender a greve no decorrer desta sexta-feira no que depender da direção da ECT e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). Ontem, as duas partes aceitaram a proposta do ministro Rider Nogueira de Brito, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Durante reunião separadamente com o presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, e com o presidente da Fentect, Manuel Cantoara, o ministro entregou um documento aos dois, detalhando a proposta em sete cláusulas e enfatizando sua disposição para intermediar as negociações, mediante a realização de duas reuniões por semana, até o final de julho, em busca de uma solução negociada para o conflito. Nas primeiras cláusulas, o ministro propõe que a ECT suspenda a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) de 2008, “exclusivamente em relação aos carteiros que prestam serviços externos, prevalecendo todas as condições anteriores”.
Com isso, os carteiros deixariam de receber o valor linear de 260 reais, que foi estabelecido pelo novo plano, e voltariam a receber, em julho e agosto de 2008, os 30% de abono, como acontecia antes. Como contrapartida dos trabalhadores, o ministro propôs a suspensão da greve a partir desta sexta-feira. Nas cláusulas seguintes, a proposta trata dos compromissos que as duas partes devem assumir para voltar a discutir o plano de cargos, com a intermediação do presidente do TST. AE
Jul
8
A reunião de conciliação entre os representantes dos funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) - em greve há sete dias - e integrantes da direção da empresa, além de autoridades do TST (Tribunal Superior do Trabalho), terminou sem acordo na manhã desta segunda-feira, em Brasília (DF).
Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, o ministro presidente do TST, Rider Nogueira de Brito, propôs a suspensão imediata da greve para que possa ser analisada, ponto a ponto, toda a pauta de reivindicação dos empregados.
Brito se comprometeu a estudar pessoalmente os pontos da pauta, desde que ocorra a suspensão da paralisação. Caso contrário, já no dia 15 de julho, será sorteado o ministro relator para julgar a legalidade do movimento.
A categoria reivindica, de acordo com a Fetect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o cumprimento integral de um acordo assinado em novembro de 2007, cujos principais pontos de divergência seriam a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, a negociação do plano de carreira e a participação nos lucros.
Com a indefinição, a greve continua em 22 Estados, além do Distrito Federal -estão fora os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Amapá. Segundo levantamento da empresa feito nesta segunda-feira, 35% dos carteiros de todo o Brasil aderiram ao movimento.UOL
Jul
1
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) informou hoje que vai cortar, a partir de amanhã, o ponto dos funcionários em greve. Segundo a ECT, a paralisação atinge 40% dos 110 mil funcionários e oito Estados não aderiram à paralisação: Roraima, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. Na greve iniciada hoje, os carteiros reivindicam um rendimento total de R$ 1.119,00 por mês.
A ECT informa haver cumprido o acordo feito com os empregados, tendo começado a pagar adicional de R$ 260 mensais a 58 mil carteiros e atendentes de guichê. O pagamento do adicional motivou a greve de março deste ano. Com o adicional, o salário deles sobe dos atuais R$ 603,00 para R$ 863,00 mensais.
A ECT contestou a informação dos grevistas de que não participaram da elaboração do plano de cargos, que, afirma, será implantado este mês. De acordo com os Correios, o plano foi amplamente discutido com os empregados. A ECT informou ainda que o valor do adicional, que representará despesas de R$ 260 milhões anuais, foi definido com a preocupação de não comprometer as finanças da empresa. Com a greve, foram suspensos os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.AE
Jun
17
Santos, SP - Santos, SP, 17 - Os caminhoneiros autônomos prometem parar o transporte rodoviário de cargas em todo o País a partir do dia 25. Indignados com a queda do valor do frete causada após reajuste de 15% óleo diesel, lideranças dos sindicatos estaduais se reúnem amanhã em São Paulo para definir como será a paralisação. “Está decidido que vamos parar, só não se não sabe como. Tem uma pauta sendo discutida e a reunião é para fazer o trabalho de coordenação”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes.
Segundo ele, órgãos do governo têm telefonado para a Abcam na tentativa de persuadir a categoria a suspender a paralisação. “Mas não adianta, a gente avisou com 30 dias de antecedência o que vai acontecer”, afirmando que o grupo já possui, inclusive, a informação de um novo aumento do óleo diesel.
Fonseca define o aumento do combustível como “ponto crucial” do movimento e defende a intervenção de Brasília no controle do preço, assim como a estipulação de um referencial de preço para o quilômetro rodado. “Com um referencial, quando vem reajuste de diesel, lamentavelmente, o consumidor final que vai pagar, mas sem referencial o cara baixa o frete.”. explicando que, antes do último reajuste, o frete de São Paulo para Salvador, para 14 toneladas, custava R$ 3.800 e que depois do aumento caiu para R$ 2.400, mesmo valor gasto com o combustível da viagem.
Programada para começar à zero hora do dia 25, a paralisação deverá terminar apenas quando a questão for resolvida. “Não queremos estrada bloqueada, quebra-quebra, tem que deixar o usuário comum, os ônibus, carros de passeio, passar normalmente, pois eles não têm culpa de nada”.AE
Jun
16
Os professores da rede estadual de educação iniciaram nesta segunda-feira uma greve por tempo indeterminado em São Paulo. A Secretaria da Educação e a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) não souberam informar quantos alunos ficaram sem aula.
De acordo com o Apeoesp a paralisação acontece em protesto a um decreto do governo que trata do sistema de contração e substituição de professores, além de prever a realização de concursos regionais para professores. A nova medida também impõe a avaliação de desempenho da categoria.
Além da revogação do decreto 53.037, que foi publicado no “Diário Oficial” do Estado no dia 28 de maio, a categoria reivindica reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.
O sindicato deverá se reunir nesta sexta-feira (20) no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Paulista, para decidir os rumos da greve.
Decretada na última sexta-feira (13), a paralisação foi decidida em reunião realizada na praça da República, no centro da cidade. Após a assembléia os manifestantes decidiram seguir em passeata até a avenida Paulista, para, segundo eles, chamar atenção para suas reivindicações.
Muitos motoristas foram prejudicados pelo congestionamento na Consolação e na Paulista. Uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ficar presa no tráfego, com um paciente a bordo. O trânsito teve de ser desviado.
Por meio de nota, a Secretaria da Educação afirmou que lamenta sobre a decisão dos professores pela greve.
Segundo a nota, a medida para regular as transferências de professores foi adotada com o objetivo de melhorar o aproveitamento escolar. Somente neste ano quase metade dos professores efetivos mudou de escola, o que prejudicaria a aprendizagem dos alunos.Folha Online
Mai
26
Os motoristas e cobradores de ônibus das duas empresas de ônibus de Osasco, na Grande São Paulo, entraram em greve na madrugada de hoje por reajuste salarial. Segundo informações da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), as empresas que enfrentam as paralisações são a Viação Osasco e a Urubupungá. Ainda não havia, por volta das 13 horas, informação sobre o número de usuários prejudicados com a paralisação.
De acordo com a EMTU, do total de 40 linhas da empresa Urubupungá, que também circulam na Grande São Paulo, 20 estão totalmente paralisadas ou parcialmente paradas. Das 19 linhas intermunicipais da Viação Osasco, 12 estão na mesma situação. A viação Osasco, segundo a EMTU, implantou uma ação emergencial para amenizar os prejuízos da população, não recolhendo os ônibus que já estão em circulação durante o horário de menor movimento. Os motoristas reivindicam reajuste salarial de 10% e os empresários ofereceram reposição de 7,5%. AE