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Durante 20 anos, um sítio de aparência tranqüila no município de Pedranópolis, a 563 km de São Paulo, foi o cárcere de uma mulher, que saiu poucas vezes da propriedade, e somente acompanhada pelo marido.
Aos 16 anos, a mulher foi morar com um agricultor. Em depoimento à polícia, ela disse que não podia sequer acompanhar as duas filhas que teve com ele até a escola. Ela afirmou ainda que era impedida de visitar os parentes e de receber visitas da família em casa. Também disse que era obrigada a fazer serviços pesados, como ordenhar vacas, tratar de animar, fazer cercas.
O caso do austríaco, que manteve a filha em cativeiro durante 24 anos, motivou a família da mulher a fazer a denúncia só agora. O agricultor foi preso em flagrante.
Na casa dele, a polícia encontrou dois revólveres e uma espingarda. Em depoimento, a vítima disse que tinha medo de denunciar o marido porque ela e os parentes eram ameaçados de morte.
O agricultor vai ser indiciado por cárcere privado, posse ilegal de armas, ameaça e por submeter a mulher a trabalho escravo. A pena para estes crimes pode chegar a 16 anos de prisão.