Set
28
Um estudo realizado por pesquisadores canadenses sugere que pessoas que se sentem isoladas socialmente também sentem mais frio.
A equipe, da Universidade de Toronto, realizou dois estudos que mostraram que a sensação de solidão também está ligada à preferência por bebidas quentes, como chá ou sopa.
Na primeira experiência, os especialistas dividiram 65 estudantes em dois grupos e recolheram experiências pessoais de situações em que haviam se sentidos excluídos e em que haviam sido aceitos.
Em seguida, pediram que os voluntários estimassem a temperatura da sala.
Os palpites variaram de 12º C a 40º C, sendo que os que haviam comentado sobre seu isolamento ou solidão deram estimativas mais baixas em relação à temperatura.
No segundo experimento, os pesquisadores pediram a 52 estudantes que jogassem uma simulação de computador com uma bola.
A experiência teve o objetivo de avaliar reações de ganhadores e perdedores.
Ao final dos testes, os especialistas pediram aos estudantes que expressassem suas preferências entre bebidas e comidas quentes ou frias.
Eles perceberam que os voluntários que não haviam se saído bem na partida optaram mais por bebidas quentes, como café e sopa.
Os cientistas sugeriram que a escolha é resultado da “sensação de frio que sentem por causa da exclusão social”.
Chen-Bo Zhong, que coordenou a pesquisa, publicada na revista especializada Psychological Science, disse que “a experiência da exclusão social traz frio, literalmente”.
“Isto pode explicar porque as pessoas usam metáforas relativas à temperatura para descrever a inclusão ou exclusão social”, disse Zhong.BBC
Set
16
Beber chá de camomila diariamente pode ajudar a prevenir algumas das conseqüências da diabetes tipo-2, tais como cegueira, lesões nos nervos e nos rins, de acordo com pesquisadores no Japão e na Grã-Bretanha.
A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado de camomila para a doença, cuja incidência vem aumentando em todo o mundo.
No novo estudo, o pesquisador Atsushi Kato, da Universidade de Toyama, ressalta que camomila vem sendo usada há anos como uma cura informal para problemas diversos como estresse, resfriado e cólica menstrual.
Recentemente os cientistas propuseram que o chá da erva pode ser benéfico também no combate à diabetes, mas a teoria não tinha sido testada cientificamente até agora.
Os pesquisadores deram extrato de camomila a um grupo de ratos diabéticos durante 21 dias, e compararam o resultado a um grupo de animais de controle em uma dieta normal.
O nível de glicose no sangue de animais que ingeriram camomila foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle, disseram os cientistas.
Também foi registrada uma redução da concentração das enzimas ALR2 e sorbitol. A concentração elevada dessas substâncias está associada a um aumento das complicações relacionadas à diabetes.
A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.BBC
Set
10
O esperado choque entre partículas no LHC - sigla para Grande Colisor de Hádrons, o acelerador de partículas criado pelo Laboratório Europeu para a Física Nuclear (Cern) para reproduzir as condições que teriam surgido frações de segundo após o Big Bang -, deve acontecer nos próximos dias, segundo relato de Andre Rabelo dos Anjos, físico brasileiro filiado à Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que acompanha de perto o experimento na Suíça. Em entrevista ao Portal Estadão, ele disse que não há uma data fechada para colocar as partículas em rota de colisão e é possível que, caso o experimento continue no bom ritmo atual, o choque aconteça em breve.
Rabelo dos Anjos explicou que os cientistas estão animados com os experimentos feitos no LHC hoje. “Agora eles começam a introduzir o feixe no segundo sentido”, relata Rabelo dos Anjos. No começo da manhã, um primeiro feixe foi colocado no LHC e, após as partículas completarem uma volta na máquina, que tem 27 km, um segundo feixe foi introduzido no sentido oposto.
“Os brasileiros têm participação em vários experimentos”, diz. Rabelo dos Anjos explica que o objetivo do LHC “é desvendar os últimos mistérios da física de partículas”. Segundo ele, os resultados não têm impacto direto na vida das pessoas. No entanto, toda a tecnologia produzida ao redor do experimento terá um impacto grande.
Para ilustrar, o físico comenta a ida do homem à Lua. “Ir à Lua não afeta sua vida diretamente. Mas para o homem ir à Lua foi preciso inventar o cristal liquido e ele sim foi importante para a vida das pessoas”. A tecnologia criada para o experimento pode ser usada para outras áreas.
Piada
Em relação ao medo de algumas pessoas de que o mundo poderia acabar com o início das operações do LHC, o físico afirma que tudo não passa de especulações de quem não conhece detalhes da operação. “A possibilidade disso acontecer é zero. É possível comparar com a probabilidade de você correndo atravessar um muro”. Além disso, ele afirma que os físicos envolvidos no projeto tratam tal especulação como “uma grande piada”.AE