O empresá Marcos Valé Fernandes de Souza chegou à Superintendência da Polícia Federal em nesta noite. Ele havia deixado a sede da em (MG) às 17h10. Valé, que ficou conhecido pelo envolvimento no caso do mensalão, foi nesta manhã e transferido de para a capital paulista com outros três detidos na Operação Avalanche da . As informações são da Globonews.

Ele e outros três suspeitos devem prestar depoimento em . Além do empresá, também está entre os Rogé Tolentino, advogado da de publicidade SMP&B.

Segundo a Polícia Federal, no total, 30 mandados de busca e apreensão e foram cumpridos 17 mandados de contra policiais federais, civis, despachantes, advogados e empresários, entre eles, Valé. Em , foram presas quatro pessoas. A também apreendeu cerca de R$ 700 mil, entre reais e moedas estrangeiras.

Conforme a , o bando recebia informações privilegiadas sobre empresas com dívida na Receita Federal. Com base nesses dados, eles pediam dinheiro aos empresários em troca da promessa de resolver os problemas deles junto à Receita.

A Polícia Federal informou ainda que não há nenhuma ligação entre a e o caso do mensalão. Valé é um dos 40 denunciados pelo esquema do mensalão, processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi apontado como o operador do suposto esquema de compra de apoio político pelo governo no Congresso.

A denúncia do mensalão foi feita pela Procuradoria Geral da República em 2006, acatada pelo tribunal em agosto do ano seguinte e convertida em ação penal em 12 de novembro.

Divididos em grupos
A da agiu em três linhas, dividindo o grupo em três. O primeiro grupo, por meio de contatos públicos como Polícia Civil e Federal, Receita Federal e Estadual obteria informações privilegiadas sobre determinados empresários que apresentavam problemas com o Fisco e com base nesses dados praticavam extorsão, exigindo valores em troca de uma possível solução.

O segundo grupo atuaria em fraudes fiscais praticando importações ilegais por meio de empresas de fachada e contava com a ação de despachantes aduaneiros no Porto de Santos. Já o terceiro grupo foi identificado quando uma que havia sido autuada pela Receita Estadual em mais de R$ 100 milhões, usou como defesa a desmoralização dos fiscais responsáveis pela fiscalização.

Os envolvidos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, quebra de sigilo e divulgação de dados sigilosos. As penas somadas podem chegar a 15 anos de .

Brasília - Três bolivianos foram detidos e deportados pela Polícia Federal em , na fronteira do Acre com a Bolívia, no último fim de semana. De acordo com a , os três estavam no “observando e fotografando” outros cidadãos bolivianos hospedados em Epitaciolância e éia, no Acre. As informações seriam repassadas ao Exército Boliviano.

Para evitar novas espionagens, policiais e militares fazem barreiras na fronteira e vistoriam pessoas e veículos. Segundo o deputado Nilson Mourão, que esteve em éia na última sexta-feira (19), cerca de 300 bolivianos se refugiaram na região devido aos confrontos na região de Pando. Eles estão hospedados em casas de amigos e familiares e aguardam o fim dos conflitos entre oposição e governo para retornarem à Bolívia.

O deputado informou, ainda, que diversos brasileiros que vivem na Bolívia também cruzaram a fronteira e não pretendem retornar ao país vizinho. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ficará a cargo do assentamento dessas famílias no . Agência

- Pela primeira vez, a Polícia Federal () surpreendeu integrantes do Primeiro Comando da Capital () usando doleiros para efetuar pagamentos e dividir lucros entre os integrantes da facção. O esquema foi desarticulado ontem, com a de 15 pessoas em três Estados, durante a Operação Downtown. Cerca de R$ 1,1 milhão em euros, dólares e reais foram apreendidos pelos agentes federais. “Não sabemos quanto disso pertence ao , mas esse dinheiro representa o que os doleiros movimentavam por dia”, afirmou o delegado José Alberto Iegas, da .

Ao todo, 50 mandados de busca e apreensão foram expedidos e 15 de , todos cumpridos. Os doleiros são acusados de evasão de divisas, operação de instituição financeira sem autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Os agentes prenderam dez doleiros em , a maioria com escritórios no centro da cidade, quatro em e um no . “Estamos investigando se a facção usou doleiros para enviar dinheiro para o exterior”, afirmou.

O delegado pretende ainda conseguir provas de que o dinheiro movimentado pela facção por meio dos era proveniente de contribuições de associados ou do . Definindo a origem criminosa dos recursos, será possível acusar os envolvidos por lavagem de dinheiro do crime organizado. Para ele, o começou a utilizar-se de doleiros a fim de garantir movimentação mais rápida e eficaz para o dinheiro, ao mesmo tempo em que driblava os controles sobre operações financeiras em contas bancárias, que podem ser rastreadas pela polícia. de uma penitenciária do interior do Estado contatavam os doleiros.

As investigações da começaram há seis meses. Os policiais estavam atrás de doleiros que agiam no centro de . Além de clientes do , os detidos eram usados por outros grupos criminosos. Eles serviriam, por exemplo a integrantes da máfia nigeriana, envolvida no . Os nigerianos contratavam as pessoas do esquema para enviar dinheiro à África do Sul. Os acusados também enviavam dinheiro à China para o pagamento de importações subfaturadas por comerciantes chineses que trabalham na região da Rua 25 de Março.

Agentes da Polícia Federal e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizaram nesta sexta-feira (8) uma operação em , a 318 km de , para apreender equipamentos utilizados para atrapalhar a comunicação entre .

Uma denúncia feita por funcionários de uma concessionária dizia que radioamadores estariam interferindo no sistema de comunicação que orienta o deslocamento dos , o que pode provocar acidentes.

Durante três meses, a Polícia Federal monitorou as conversas e localizou os equipamentos em três casas em , na chamada Operação Linha Cruzada. O material foi levado para perícia na sede da Polícia Federal em Marília, a 435 km de . Pelas ferrovias de passam diariamente carregamentos de álcool combustível e outros materiais inflamáveis.G1

Uma operação que envolveu policiais federais e militares resultou na morte de oito supostos assaltantes em Lajes () nesta sexta-feira(1). Um outro de envolvimento com o grupo foi .

Segundo a Secretaria da Segurança do Estado, informações da (Polícia Federal) apontavam que o grupo se preparava para assaltar uma agência do Banco do no município.

Todos os ocupavam uma caminhonete e, de acordo com a polícia, reagiram à operação. Houve perseguição e tiroteio em uma estrada na área rural. A secretaria informou que com o grupo foram apreendidos quatro fuzis, seis pistolas, três espingardas, granadas e grampos que seriam jogados para furar pneus de carros da polícia durante perseguição.

O homem seria o responsável por dar cobertura para a fuga do grupo. Os nomes dos e do ainda não foram confirmados. A polícia, no entanto, diz ter informações de que moradores de Pernambuco e da Paraíba integravam o grupo.

Cerca de 30 policiais –entre federais e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais, da PM)– participaram da operação. Nenhum ficou ferido.Folha Online
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Dois homens e uma mulher, numa cadeira de rodas, acabaram na quinta-feira na semana passada quando recebiam um pacote com cocaína em uma agência dos no município de Itapetinga, na . Segundo a Polícia Federal (), a caixa pesava 2,4 quilos e continha, entre cosméticos, pequenos sacos com a droga, que somavam 670 gramas.

A Polícia Federal soube por meio de denúncia anônima que os três iriam retirar a encomenda na agência dos Correios. Todos foram autuados por tráfico, cuja pena pode atingir 15 anos de . Os agentes levaram os dois homens para presídios de Ilhéus e a mulher para penitenciária em Vitória da Conquista. AE
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A nova carteira de identificação, apresentada pelo Ministé da (MJ) e pela Polícia Federal () na terça-feira (8), ainda depende da aprovação de um decreto para entrar em vigor a partir de 2009. O RIC (Registro de Civil) não será obrigató.

Segundo a , o novo documento tem modernos itens de segurança, como fundos complexos, tintas e efeitos ópticos especiais, além de chip que armanezará dados dos cidadãos.

O RIC foi instituído pela Lei 9454/1997. A proposta é unificar o cadastro de identificação estaduais e federal. O Instituto Nacional de Identificação (INI) será comunicado de todo e qualquer registro de indivíduo.

Assim que for implementado o RIC, a previsão é de que os 4.375 postos de identificação sejam equipados. Isso vai permitir o cadastro de 20 mil pessoas por dia.

A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano. Ao longo de nove anos serão cadastradas 150 milhões de pessoas.

Os estados vão passar a identificar as pessoas com foto digital e impressões digitais tiradas na hora. O Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (AFIS) foi comprado em 2004 e custou cerca de US$ 35 milhões. G1Nova Identidade Identidade

A liberdade de Daniel Dantas durou dez horas. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal, na Lapa, capital paulista, às 5h30 desta quinta-feira (10), amparado por um hábeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi o fim da temporária decretada na terça (8) na operação Satiagraha. Mas, às 15h30 desta quinta-feira (10), Daniel Dantas voltou para a cadeia. Desta vez, por força de uma ordem de preventiva, amparada em provas como a quantia de R$ 1.280.000 apreendida na casa de Hugo Chicaroni, um dos acusados de participar da organização criminosa presa na operação.

Chicaroni foi na terça (8). Ele foi o homem flagrado nas investigações tentando subornar um delegado da Polícia Federal. Em depoimento à polícia, ele disse tudo o que sabe. O depoimento minucioso foi reproduzido no pedido de preventiva de Daniel Dantas feito pelo Ministé Público Federal à nesta quinta (10).

Hugo Chicaroni, que se diz professor universitá, contou no depoimento à polícia que foi apresentado por um amigo em comum a Wilson Mirza, advogado carioca que trabalha para Daniel Dantas.

Novas provas

Ainda segundo o depoimento, Mirza mostrou a Chicaroni uma notícia publicada pelo jornal “Folha de ” a respeito de uma contra Daniel Dantas e o grupo Opportunity. O advogado quis saber se Chicaroni poderia pedir informações sobre a ao delegado Protogenes Queiroz, que estava à frente da . Chicaroni tinha conhecido o delegado Queiroz em 2003, por conta de palestras que seriam ministradas na Polícia Federal.

Procurado, Queiroz disse a Chicaroni que não estava no caso e indicou o delegado Vitor Hugo Alves Ferreira. Era o começo da preparação do flagrante de suborno. Chicaroni foi apresentado ao delegado Vitor Hugo.

No primeiro encontro, registrado pela polícia, o suborno começou a se materializar. Chicaroni entregou R$ 50 mil ao delegado, organizados em dez maços de R$ 5 mil cada.
No encontro, relatado no depoimento à polícia, Chicaroni perguntou a Vitor Hugo se ele poderia repassar informações da sobre o grupo Opportunity. O delegado disse que tinha, sim, informações. Mas, só as repassaria a um executivo do grupo Opportunity.

Foi quando, segundo a polícia, entrou em cena neste momento, ainda de acordo com o depoimento, Humberto José da Rocha Brás, o “Guga”, ex-presidente da Telecom, a de que Dantas controlou até 2005. Para a polícia, “Guga” é um homem da confiança de Daniel Dantas, que certamente falava em nome do chefe. Foi o advogado Wilson Mirza que apresentou Humberto a Hugo Chicaroni.

E Chicaroni revelou no depoimento ter marcado um encontro na churrascaria El Tranvia, em Higienópolis, região central de . Do encontro, participaram Chicaroni, Humberto e o delegado Vitor Hugo.

Preço do suborno

Chicaroni confirmou em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto conversaram por longo tempo, tendo sido confirmado que a quantia de R$ 50 mil, paga no encontro anterior, foi entregue em nome do grupo Opportunity. Para dar credibilidade à encenação, o delegado mostrou um envelope supostamente com documentos referentes à focada no grupo Opportunity.

E então foi acertado o preço do suborno, segundo confessou Chicaroni em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto combinaram que o policial receberia a quantia de US$ 1 milhão para passar informações da . Uma semana depois, disse Chicaroni em seu depoimento à polícia, ele entregou mais R$ 80 mil ao delegado Vitor Hugo. A polícia, no entanto, só contabilizou R$79.050.

Por fim, continuou Chicaroni ao confessar sua participação na trama, há aproximadamente dez dias algumas pessoas ligadas ao grupo Opportunity levaram à casa dele a quantia de R$ 875 mil, que deveriam ser entregues ao delegado Vitor Hugo. Esse valor faz parte da montanha de R$ 1.280.000 apreendida no apartamento de Chicaroni em Moema. A diferença de R$ 415 mil na versão de Hugo Chicaroni se deve a um pagamento que ele teria recebido por um serviço particular.

Além do dinheiro apreendido e da confissão de Hugo Chicaroni, a Polícia Federal apresentou novos documentos para fundamentar o pedido de preventiva de Daniel Dantas. Seriam mais provas ou indícios de que o banqueiro pratica corrupção ativa. Um deles é uma planilha encontrada, segundo a , no apartamento do banqueiro no dia em que ele foi .

Planilha apreendida

O documento registra um pagamento de um milhão e meio milhão, não se sabe em que moeda, ao interlocutor Pedro. Seria uma contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado criminalmente. O valor foi pago em “cash”, dinheiro vivo em inglês.

A mesma planilha, cujo título é “contribuições ao clube”, traz ainda outros pagamentos: três milhões pagos em outubro de 2002 à campanha de alguém a quem chamam de “João” à presidência, também em dinheiro vivo. Três meses depois, mais dois milhões e meio com o mesmo fim. O maior pagamento é de vinte e cinco milhões, em 2004, para despesas da campanha de alguém a quem chamam de “Letícia”.

“É um documento que revela efetivamente a prática da propina por parte de um criminoso. É um documento importante pra demonstrar justamente o vínculo desse Daniel Dantas ao crime de corrupção”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis.

No pedido desta quinta-feira (10), a polícia também pediu a preventiva de Wilson Mirza, diante do que considerou indícios de participação do advogado no delito de corrupção ativa. Mas, ao contrá do que decidiu em relação a Daniel Dantas, o juiz Fausto de Sanctis não considerou a necessária.


Defesa de Dantas

Na noite desta quinta-feira (10), depois de visitar seu cliente Daniel Dantas na sede da Polícia Federal, o advogado Nélio Machado questionou a credibilidade do depoimento de Hugo Chicaroni.

“Eu não tenho nenhum conhecimento formal do depoimento do Chicaroni. Aliás nem sei se o nome é esse. E digo mais. Esses institutos de delação premiada que acabam sendo objeto de reconhecimento com liberdades imediatas. Tenho muitas dúvidas sobre a valoração desse tipo de prova. Eu não acredito que esse seja o método correto de investigar”, disse o advogado de Dantas, Nélio Machado.

Contra os argumentos de Nélio Machado, a polícia registra, no pedido de preventiva: “é de uma obviedade solar que não será mais um mero inquérito policial ou o simples recebimento de uma denúncia que fará com que os membros da organização criminosa parem de cometer crimes e fraudes. A de Daniel Valente Dantas, líder incontestável da organização criminosa, em que pese ser uma medida dura, é a única que fará com que pare, de uma vez por todas, de delinqüir”. G1

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresá Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na Operação Satiagraha da Polícia Federal.

Na decisão, Mendes considera “desnecessária” a preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal.

“Ainda que tais fundamentos fossem suficientes, o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios.”

A operação cumpriu na terça-feira 24 mandados de após de suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.

Mais cedo Mendes autorizou que os advogados de defesa do banqueiro tivessem o direito ao acesso aos autos que envolvem as denúncias contra Dantas. O presidente do STF recebeu na tarde desta quarta-feira as informações que solicitou à na 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária.

Além de Dantas e Verônica, foram libertados Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dó Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade.

Há quatro anos a Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes em operações financeiras. Além de Dantas, a prendeu na terça o ex-prefeito de Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. A decisão do STF não beneficia Nahas e Pitta.

Também foram apreendidos documentos, computadores, veículos e dinheiro em espécie que ainda está sendo contabilizado. Somente em um local foram apreendidos cerca de R$ 1,1 milhão.

Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresá Marcos Valé para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.

Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.

Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Os na operação devem ser indiciados sob as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

Dantas

O Ministé Público Federal acusa o grupo do banqueiro Daniel Dantas de ter movimentado, entre 1992 e 2004, quase US$ 2 bilhões por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Dantas foi no , juntamente com sua mulher –tida como “laranja” do marido–, a irmã dele e o cunhado.

“Essa organização criminosa tinha como seu líder o Daniel Dantas”, disse Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações. “Nós nos deparamos, primeiramente com um grupo de pessoas e depois com uma organização criminosa muito bem estruturada”, reiterou.

O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da é decorrência da briga societária envolvendo Telecom e a Telecom Itália.

O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da é decorrência da briga societária envolvendo Telecom e a Telecom Itália.

Daniel Dantas é o dono do grupo Opportunity, fundado por ele em 1993. O banqueiro ganhou notoriedade ao se associar com o Citigroup, para se tornarem sócios do consórcio que venceu a concessão de que criou a Telecom. Depois iniciaram uma disputa societária que só terminou com a venda da para a Oi (ex-Telemar) no início deste ano. Durante essa disputa foi acusado, entre outras coisas, de espionagem.

Ele aproximou-se da política no governo Fernando Collor de Mello. Depois tornou-se economista do PFL. Ganhou fama, entretanto, na época das privatizações da , em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.FolhaOnline

- A Polícia Federal () prendeu hoje (29) em flagrante o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do , no governo Anthony Garotinho, Álvaro Lins (PMDB). O deputado estava no apartamento dele, em Copacabana, na zona sul do , e foi levado em um carro da para a superintendência do óão, na Praça Mauá, centro da cidade.

Lins é acusado de quatro crimes: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando. O ex-governador Anthony Garotinho também está sendo procurado. Ele é acusado de formação de quadrilha armada. Agentes da realizam buscas em dois endereços de Garotinho.

Desde o início da manhã, a Polícia Federal realiza a operação Segurança Pública S/A, com o objetivo de cumprir sete mandados de preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Até agora, pelo menos dois mandados de foram cumpridos. Além de Álvaro Lins, a prendeu o policial civil Alcides Campos Sodré, conhecido como Alcides Cabeção, na casa dele, num condomínio de luxo localizado na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.

O policial foi assessor do ex-chefe da Polícia Civil, Ricardo Hallack, que sucedeu Álvaro Lins em 2006, à época em que ele deixou o cargo para se candidatar. Neste momento, agentes fazem buscas no gabinete do deputado na Assembléia Legislativa do .
Agência

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