Out
10
O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza chegou à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo nesta noite. Ele havia deixado a sede da PF em Belo Horizonte (MG) às 17h10. Valério, que ficou conhecido pelo envolvimento no caso do mensalão, foi preso nesta manhã e transferido de Belo Horizonte para a capital paulista com outros três detidos na Operação Avalanche da PF. As informações são da Globonews.
Ele e outros três suspeitos devem prestar depoimento em São Paulo. Além do empresário, também está entre os presos Rogério Tolentino, advogado da empresa de publicidade SMP&B.
Segundo a Polícia Federal, no total, 30 mandados de busca e apreensão e foram cumpridos 17 mandados de prisão contra policiais federais, civis, despachantes, advogados e empresários, entre eles, Valério. Em Belo Horizonte, foram presas quatro pessoas. A PF também apreendeu cerca de R$ 700 mil, entre reais e moedas estrangeiras.
Conforme a PF, o bando recebia informações privilegiadas sobre empresas com dívida na Receita Federal. Com base nesses dados, eles pediam dinheiro aos empresários em troca da promessa de resolver os problemas deles junto à Receita.
A Polícia Federal informou ainda que não há nenhuma ligação entre a prisão e o caso do mensalão. Valério é um dos 40 denunciados pelo esquema do mensalão, processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi apontado como o operador do suposto esquema de compra de apoio político pelo governo no Congresso.
A denúncia do mensalão foi feita pela Procuradoria Geral da República em 2006, acatada pelo tribunal em agosto do ano seguinte e convertida em ação penal em 12 de novembro.
Divididos em grupos
A investigação da PF agiu em três linhas, dividindo o grupo suspeito em três. O primeiro grupo, por meio de contatos públicos como Polícia Civil e Federal, Receita Federal e Estadual obteria informações privilegiadas sobre determinados empresários que apresentavam problemas com o Fisco e com base nesses dados praticavam extorsão, exigindo valores em troca de uma possível solução.
O segundo grupo atuaria em fraudes fiscais praticando importações ilegais por meio de empresas de fachada e contava com a ação de despachantes aduaneiros no Porto de Santos. Já o terceiro grupo foi identificado quando uma empresa que havia sido autuada pela Receita Estadual em mais de R$ 100 milhões, usou como defesa a desmoralização dos fiscais responsáveis pela fiscalização.
Os envolvidos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, extorsão, formação de quadrilha, contrabando e descaminho, quebra de sigilo e divulgação de dados sigilosos. As penas somadas podem chegar a 15 anos de prisão.
Set
24
Brasília - Três bolivianos foram detidos e deportados pela Polícia Federal em Epitaciolândia, na fronteira do Acre com a Bolívia, no último fim de semana. De acordo com a PF, os três estavam no Brasil “observando e fotografando” outros cidadãos bolivianos hospedados em Epitaciolância e Brasiléia, no Acre. As informações seriam repassadas ao Exército Boliviano.
Para evitar novas espionagens, policiais e militares fazem barreiras na fronteira e vistoriam pessoas e veículos. Segundo o deputado Nilson Mourão, que esteve em Brasiléia na última sexta-feira (19), cerca de 300 bolivianos se refugiaram na região devido aos confrontos na região de Pando. Eles estão hospedados em casas de amigos e familiares e aguardam o fim dos conflitos entre oposição e governo para retornarem à Bolívia.
O deputado informou, ainda, que diversos brasileiros que vivem na Bolívia também cruzaram a fronteira e não pretendem retornar ao país vizinho. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ficará a cargo do assentamento dessas famílias no Brasil. Agência Brasil
Ago
27
São Paulo - Pela primeira vez, a Polícia Federal (PF) surpreendeu integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) usando doleiros para efetuar pagamentos e dividir lucros entre os integrantes da facção. O esquema foi desarticulado ontem, com a prisão de 15 pessoas em três Estados, durante a Operação Downtown. Cerca de R$ 1,1 milhão em euros, dólares e reais foram apreendidos pelos agentes federais. “Não sabemos quanto disso pertence ao PCC, mas esse dinheiro representa o que os doleiros movimentavam por dia”, afirmou o delegado José Alberto Iegas, da PF.
Ao todo, 50 mandados de busca e apreensão foram expedidos e 15 de prisão, todos cumpridos. Os doleiros são acusados de evasão de divisas, operação de instituição financeira sem autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Os agentes prenderam dez doleiros em São Paulo, a maioria com escritórios no centro da cidade, quatro em Belo Horizonte e um no Rio. “Estamos investigando se a facção usou doleiros para enviar dinheiro para o exterior”, afirmou.
O delegado pretende ainda conseguir provas de que o dinheiro movimentado pela facção por meio dos presos era proveniente de contribuições de associados ou do tráfico de drogas. Definindo a origem criminosa dos recursos, será possível acusar os envolvidos por lavagem de dinheiro do crime organizado. Para ele, o PCC começou a utilizar-se de doleiros a fim de garantir movimentação mais rápida e eficaz para o dinheiro, ao mesmo tempo em que driblava os controles sobre operações financeiras em contas bancárias, que podem ser rastreadas pela polícia. Presos de uma penitenciária do interior do Estado contatavam os doleiros.
As investigações da PF começaram há seis meses. Os policiais estavam atrás de doleiros que agiam no centro de São Paulo. Além de clientes do PCC, os detidos eram usados por outros grupos criminosos. Eles serviriam, por exemplo a integrantes da máfia nigeriana, envolvida no tráfico de drogas. Os nigerianos contratavam as pessoas do esquema para enviar dinheiro à África do Sul. Os acusados também enviavam dinheiro à China para o pagamento de importações subfaturadas por comerciantes chineses que trabalham na região da Rua 25 de Março.
Ago
8
Agentes da Polícia Federal e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizaram nesta sexta-feira (8) uma operação em Ourinhos, a 318 km de São Paulo, para apreender equipamentos utilizados para atrapalhar a comunicação entre trens.
Uma denúncia feita por funcionários de uma concessionária dizia que radioamadores estariam interferindo no sistema de comunicação que orienta o deslocamento dos trens, o que pode provocar acidentes.
Durante três meses, a Polícia Federal monitorou as conversas e localizou os equipamentos em três casas em Ourinhos, na chamada Operação Linha Cruzada. O material foi levado para perícia na sede da Polícia Federal em Marília, a 435 km de São Paulo. Pelas ferrovias de Ourinhos passam diariamente carregamentos de álcool combustível e outros materiais inflamáveis.G1
Ago
2
Uma operação que envolveu policiais federais e militares resultou na morte de oito supostos assaltantes em Lajes (RN) nesta sexta-feira(1). Um outro suspeito de envolvimento com o grupo foi preso.
Segundo a Secretaria da Segurança do Estado, informações da PF (Polícia Federal) apontavam que o grupo se preparava para assaltar uma agência do Banco do Brasil no município.
Todos os mortos ocupavam uma caminhonete e, de acordo com a polícia, reagiram à operação. Houve perseguição e tiroteio em uma estrada na área rural. A secretaria informou que com o grupo foram apreendidos quatro fuzis, seis pistolas, três espingardas, granadas e grampos que seriam jogados para furar pneus de carros da polícia durante perseguição.
O homem preso seria o responsável por dar cobertura para a fuga do grupo. Os nomes dos mortos e do preso ainda não foram confirmados. A polícia, no entanto, diz ter informações de que moradores de Pernambuco e da Paraíba integravam o grupo.
Cerca de 30 policiais –entre federais e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais, da PM)– participaram da operação. Nenhum ficou ferido.Folha Online
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Notícias de RN:
Jandaíra - Janduís - Januário Cicco - Japi - Jardim de Angicos - Jardim de Piranhas - Jardim do Seridó - João Câmara - João Dias - José da Penha - Jucurutu - Jundiá Lagoa d’Anta - Lagoa de Pedras - Lagoa de Velhos - Lagoa Nova - Lagoa Salgada - Lajes - Lajes Pintadas - Lucrécia - Luís Gomes Macaíba - Macau - Major Sales - Marcelino Vieira - Martins - Maxaranguape - Messias Targino - Montanhas - Monte Alegre - Monte das Gameleiras - Mossoró Natal - Nísia Floresta - Nova Cruz Olho d’Água do Borges - Ouro Branco Paraná - Paraú - Parazinho - Parelhas - Parnamirim - Passa e Fica - Passagem - Patu - Pau dos Ferros - Pedra Grande - Pedra Preta - Pedro Avelino - Pedro Velho - Pendências - Pilões - Poço Branco - Portalegre - Porto do Mangue
Jul
28
Dois homens e uma mulher, numa cadeira de rodas, acabaram presos na quinta-feira na semana passada quando recebiam um pacote com cocaína em uma agência dos Correios no município de Itapetinga, na Bahia. Segundo a Polícia Federal (PF), a caixa pesava 2,4 quilos e continha, entre cosméticos, pequenos sacos com a droga, que somavam 670 gramas.
A Polícia Federal soube por meio de denúncia anônima que os três iriam retirar a encomenda na agência dos Correios. Todos foram autuados por tráfico, cuja pena pode atingir 15 anos de prisão. Os agentes levaram os dois homens para presídios de Ilhéus e a mulher para penitenciária em Vitória da Conquista. AE
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Notícias da Bahia: Luís Eduardo Magalhães Macajuba - Macarani - Macaúbas - Macururé - Madre de Deus - Maetinga - Maiquinique - Mairi - Malhada - Malhada de Pedras - Manoel Vitorino - Mansidão - Maracás - Maragogipe - Maraú - Marcionílio Souza - Mascote - Mata de São João - Matina - Medeiros Neto - Miguel Calmon - Milagres - Mirangaba - Mirante - Monte Santo - Morpará - Morro do Chapéu - Mortugaba - Mucugê - Mucuri - Mulungu do Morro - Mundo Novo - Muniz Ferreira - Muquém de São Francisco - Muritiba - Mutuípe Nazaré - Nilo Peçanha - Nordestina - Nova Canaã - Nova Fátima - Nova Ibiá - Nova Itarana - Nova Redenção - Nova Soure - Nova Viçosa - Novo Horizonte - Novo Triunfo Olindina - Oliveira dos Brejinhos
Jul
13
A nova carteira de identificação, apresentada pelo Ministério da Justiça (MJ) e pela Polícia Federal (PF) na terça-feira (8), ainda depende da aprovação de um decreto para entrar em vigor a partir de 2009. O RIC (Registro de Identidade Civil) não será obrigatório.
Segundo a PF, o novo documento tem modernos itens de segurança, como fundos complexos, tintas e efeitos ópticos especiais, além de chip que armanezará dados dos cidadãos.
O RIC foi instituído pela Lei 9454/1997. A proposta é unificar o cadastro de identificação estaduais e federal. O Instituto Nacional de Identificação (INI) será comunicado de todo e qualquer registro de indivíduo.
Assim que for implementado o RIC, a previsão é de que os 4.375 postos de identificação sejam equipados. Isso vai permitir o cadastro de 20 mil pessoas por dia.
A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano. Ao longo de nove anos serão cadastradas 150 milhões de pessoas.
Os estados vão passar a identificar as pessoas com foto digital e impressões digitais tiradas na hora. O Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (AFIS) foi comprado em 2004 e custou cerca de US$ 35 milhões. G1

Jul
11
A liberdade de Daniel Dantas durou dez horas. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal, na Lapa, capital paulista, às 5h30 desta quinta-feira (10), amparado por um hábeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Foi o fim da prisão temporária decretada na terça (8) na operação Satiagraha. Mas, às 15h30 desta quinta-feira (10), Daniel Dantas voltou para a cadeia. Desta vez, por força de uma ordem de prisão preventiva, amparada em provas como a quantia de R$ 1.280.000 apreendida na casa de Hugo Chicaroni, um dos acusados de participar da organização criminosa presa na operação.
Chicaroni foi preso na terça (8). Ele foi o homem flagrado nas investigações tentando subornar um delegado da Polícia Federal. Em depoimento à polícia, ele disse tudo o que sabe. O depoimento minucioso foi reproduzido no pedido de prisão preventiva de Daniel Dantas feito pelo Ministério Público Federal à Justiça nesta quinta (10).
Hugo Chicaroni, que se diz professor universitário, contou no depoimento à polícia que foi apresentado por um amigo em comum a Wilson Mirza, advogado carioca que trabalha para Daniel Dantas.
Novas provas
Ainda segundo o depoimento, Mirza mostrou a Chicaroni uma notícia publicada pelo jornal “Folha de São Paulo” a respeito de uma investigação contra Daniel Dantas e o grupo Opportunity. O advogado quis saber se Chicaroni poderia pedir informações sobre a investigação ao delegado Protogenes Queiroz, que estava à frente da investigação. Chicaroni tinha conhecido o delegado Queiroz em 2003, por conta de palestras que seriam ministradas na Polícia Federal.
Procurado, Queiroz disse a Chicaroni que não estava no caso e indicou o delegado Vitor Hugo Alves Ferreira. Era o começo da preparação do flagrante de suborno. Chicaroni foi apresentado ao delegado Vitor Hugo.
No primeiro encontro, registrado pela polícia, o suborno começou a se materializar. Chicaroni entregou R$ 50 mil ao delegado, organizados em dez maços de R$ 5 mil cada.
No encontro, relatado no depoimento à polícia, Chicaroni perguntou a Vitor Hugo se ele poderia repassar informações da investigação sobre o grupo Opportunity. O delegado disse que tinha, sim, informações. Mas, só as repassaria a um executivo do grupo Opportunity.
Foi quando, segundo a polícia, entrou em cena neste momento, ainda de acordo com o depoimento, Humberto José da Rocha Brás, o “Guga”, ex-presidente da Brasil Telecom, a empresa de telefonia que Dantas controlou até 2005. Para a polícia, “Guga” é um homem da confiança de Daniel Dantas, que certamente falava em nome do chefe. Foi o advogado Wilson Mirza que apresentou Humberto a Hugo Chicaroni.
E Chicaroni revelou no depoimento ter marcado um encontro na churrascaria El Tranvia, em Higienópolis, região central de São Paulo. Do encontro, participaram Chicaroni, Humberto e o delegado Vitor Hugo.
Preço do suborno
Chicaroni confirmou em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto conversaram por longo tempo, tendo sido confirmado que a quantia de R$ 50 mil, paga no encontro anterior, foi entregue em nome do grupo Opportunity. Para dar credibilidade à encenação, o delegado mostrou um envelope supostamente com documentos referentes à investigação focada no grupo Opportunity.
E então foi acertado o preço do suborno, segundo confessou Chicaroni em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto combinaram que o policial receberia a quantia de US$ 1 milhão para passar informações da investigação. Uma semana depois, disse Chicaroni em seu depoimento à polícia, ele entregou mais R$ 80 mil ao delegado Vitor Hugo. A polícia, no entanto, só contabilizou R$79.050.
Por fim, continuou Chicaroni ao confessar sua participação na trama, há aproximadamente dez dias algumas pessoas ligadas ao grupo Opportunity levaram à casa dele a quantia de R$ 875 mil, que deveriam ser entregues ao delegado Vitor Hugo. Esse valor faz parte da montanha de R$ 1.280.000 apreendida no apartamento de Chicaroni em Moema. A diferença de R$ 415 mil na versão de Hugo Chicaroni se deve a um pagamento que ele teria recebido por um serviço particular.
Além do dinheiro apreendido e da confissão de Hugo Chicaroni, a Polícia Federal apresentou novos documentos para fundamentar o pedido de prisão preventiva de Daniel Dantas. Seriam mais provas ou indícios de que o banqueiro pratica corrupção ativa. Um deles é uma planilha encontrada, segundo a policia, no apartamento do banqueiro no dia em que ele foi preso.
Planilha apreendida
O documento registra um pagamento de um milhão e meio milhão, não se sabe em que moeda, ao interlocutor Pedro. Seria uma contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado criminalmente. O valor foi pago em “cash”, dinheiro vivo em inglês.
A mesma planilha, cujo título é “contribuições ao clube”, traz ainda outros pagamentos: três milhões pagos em outubro de 2002 à campanha de alguém a quem chamam de “João” à presidência, também em dinheiro vivo. Três meses depois, mais dois milhões e meio com o mesmo fim. O maior pagamento é de vinte e cinco milhões, em 2004, para despesas da campanha de alguém a quem chamam de “Letícia”.
“É um documento que revela efetivamente a prática da propina por parte de um criminoso. É um documento importante pra demonstrar justamente o vínculo desse Daniel Dantas ao crime de corrupção”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis.
No pedido desta quinta-feira (10), a polícia também pediu a prisão preventiva de Wilson Mirza, diante do que considerou indícios de participação do advogado no delito de corrupção ativa. Mas, ao contrário do que decidiu em relação a Daniel Dantas, o juiz Fausto de Sanctis não considerou a prisão necessária.
Defesa de Dantas
Na noite desta quinta-feira (10), depois de visitar seu cliente Daniel Dantas na sede da Polícia Federal, o advogado Nélio Machado questionou a credibilidade do depoimento de Hugo Chicaroni.
“Eu não tenho nenhum conhecimento formal do depoimento do Chicaroni. Aliás nem sei se o nome é esse. E digo mais. Esses institutos de delação premiada que acabam sendo objeto de reconhecimento com liberdades imediatas. Tenho muitas dúvidas sobre a valoração desse tipo de prova. Eu não acredito que esse seja o método correto de investigar”, disse o advogado de Dantas, Nélio Machado.
Contra os argumentos de Nélio Machado, a polícia registra, no pedido de prisão preventiva: “é de uma obviedade solar que não será mais um mero inquérito policial ou o simples recebimento de uma denúncia que fará com que os membros da organização criminosa parem de cometer crimes e fraudes. A prisão de Daniel Valente Dantas, líder incontestável da organização criminosa, em que pese ser uma medida dura, é a única que fará com que pare, de uma vez por todas, de delinqüir”. G1
Jul
10
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresário Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na Operação Satiagraha da Polícia Federal.
Na decisão, Mendes considera “desnecessária” a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal.
“Ainda que tais fundamentos fossem suficientes, o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios.”
A operação cumpriu na terça-feira 24 mandados de prisão após investigação de suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Mais cedo Mendes autorizou que os advogados de defesa do banqueiro tivessem o direito ao acesso aos autos que envolvem as denúncias contra Dantas. O presidente do STF recebeu na tarde desta quarta-feira as informações que solicitou à na 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária.
Além de Dantas e Verônica, foram libertados Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade.
Há quatro anos a Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes em operações financeiras. Além de Dantas, a PF prendeu na terça o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. A decisão do STF não beneficia Nahas e Pitta.
Também foram apreendidos documentos, computadores, veículos e dinheiro em espécie que ainda está sendo contabilizado. Somente em um local foram apreendidos cerca de R$ 1,1 milhão.
Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.
Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
Os presos na operação devem ser indiciados sob as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Dantas
O Ministério Público Federal acusa o grupo do banqueiro Daniel Dantas de ter movimentado, entre 1992 e 2004, quase US$ 2 bilhões por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Dantas foi preso no Rio, juntamente com sua mulher –tida como “laranja” do marido–, a irmã dele e o cunhado.
“Essa organização criminosa tinha como seu líder o Daniel Dantas”, disse Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações. “Nós nos deparamos, primeiramente com um grupo de pessoas e depois com uma organização criminosa muito bem estruturada”, reiterou.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da PF é decorrência da briga societária envolvendo Brasil Telecom e a Telecom Itália.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da PF é decorrência da briga societária envolvendo Brasil Telecom e a Telecom Itália.
Daniel Dantas é o dono do grupo Opportunity, fundado por ele em 1993. O banqueiro ganhou notoriedade ao se associar com o Citigroup, para se tornarem sócios do consórcio que venceu a concessão de telefonia que criou a Brasil Telecom. Depois iniciaram uma disputa societária que só terminou com a venda da empresa para a Oi (ex-Telemar) no início deste ano. Durante essa disputa foi acusado, entre outras coisas, de espionagem.
Ele aproximou-se da política no governo Fernando Collor de Mello. Depois tornou-se economista do PFL. Ganhou fama, entretanto, na época das privatizações da telefonia, em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.FolhaOnline
Mai
29
Rio de Janeiro - A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (29) em flagrante o deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, no governo Anthony Garotinho, Álvaro Lins (PMDB). O deputado estava no apartamento dele, em Copacabana, na zona sul do Rio, e foi levado em um carro da PF para a superintendência do órgão, na Praça Mauá, centro da cidade.
Lins é acusado de quatro crimes: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando. O ex-governador Anthony Garotinho também está sendo procurado. Ele é acusado de formação de quadrilha armada. Agentes da PF realizam buscas em dois endereços de Garotinho.
Desde o início da manhã, a Polícia Federal realiza a operação Segurança Pública S/A, com o objetivo de cumprir sete mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Até agora, pelo menos dois mandados de prisão foram cumpridos. Além de Álvaro Lins, a PF prendeu o policial civil Alcides Campos Sodré, conhecido como Alcides Cabeção, na casa dele, num condomínio de luxo localizado na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.
O policial foi assessor do ex-chefe da Polícia Civil, Ricardo Hallack, que sucedeu Álvaro Lins em 2006, à época em que ele deixou o cargo para se candidatar. Neste momento, agentes fazem buscas no gabinete do deputado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Agência Brasil