Set
13
Uma troca de tiros entre policiais e assaltantes após uma tentativa de assalto a um restaurante em Rolândia, a cerca de 370 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná, terminou com a morte de um cliente e de um dos bandidos. Outro assaltante foi ferido, um terceiro preso e dois conseguiram fugir. Várias pessoas jantavam no local, que fica no centro da cidade, quando os cinco bandidos anunciaram o assalto. A Polícia Militar foi comunicada e, ao chegar, começou o tiroteio.
O técnico em segurança Josuilton Paccola, de 30 anos, jantava com o pai, que saiu ileso. Paccola levou um tiro no pescoço e morreu a caminho do hospital. Os assaltantes saíram correndo pela rua e um deles, Lucas Bezerra de Lima, foi atingido no peito e morreu. Ele era foragido da Cadeia Pública de Apucarana.
Outro assaltante, Luiz Pereira da Silva, foi ferido no tórax. Mesmo assim conseguiu esconder-se no forro de uma casa, mas acabou detido e levado ao hospital, onde está internado em estado grave. Fábio da Silva Santos, de 24 anos, que cumpriu pena de sete anos de detenção por homicídio, e saiu da cadeia há 15 dias, foi preso. Agora responderá por latrocínio.
O Instituto de Criminalística está fazendo análises para definir se a bala que matou o técnico em segurança partiu das armas dos policiais ou dos assaltantes. Os cinco assaltantes estavam armados.AE
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Set
12
A reconstituição da morte dos dois irmãos esquartejados em Ribeirão Pires, no ABC, começou por volta das 9h10 desta sexta-feira (12). O pai das crianças que, segundo a polícia, confessou sua participação e a da madrasta no crime é o primeiro a participar da encenação.
Ainda não há confirmação se a madrasta aceitará participar do procedimento. Segundo a polícia, caso a madrasta não queira participar da reconstituição, uma policial fará o papel dela na encenação do crime, seguindo o que foi contado pelos suspeitos sobre a ocorrência.
De acordo com um delegado que participa da reconstituição, o advogado da madrasta, que está dentro da casa acompanhando o relato feito pelo pai dos meninos, afirmou que ela não participará da reconstituição.
Entretanto, segundo o policial, ela pode ser levada ao local mesmo que não queria participar da reconstituição. De acordo com a polícia, ela não é obrigada a fazer o procedimento.
Dezenas de populares estão nas proximidade da casa onde o crime aconteceu. Na chegada do pai dos garotos, soltaram gritos por ‘justiça’. Para evitar que o trabalho seja prejudicado, policiais militares contêm os populares.
Quatro delegados e quatro peritos criminais participam do processo. Tudo é registrado com fotografias. Dois bonecos são usados para representar as vítimas. Uma faca e uma foice semelhantes às usadas no crime também estão na casa para serem utilizadas na reconstituição.
Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e uma tia dos meninos também acompanham a reconstituição, segundo informou o presidente da OAB de Ribeirão Pires, Patrick Pavan. Ele disse que a presença do representante da ordem visa a assegurar que não haja ilegalidade no processo, já que o preso ainda não tem advogado constituído.
A OAB disse que só pode indicar um advogado para o suspeito depois que for instaurado um processo penal contra ele. Segundo Pavan, a ordem vai analisar todo o histórico da família, desde as primeiras agressões registradas contra as crianças, para saber se os procedimentos adotados foram corretos.
Esclarecimento
O delegado seccional de Santo André Luiz Carlos dos Santos afirmou na quinta (11) que com a reconstituição, pretendia esclarecer divergências dos depoimentos do casal sobre a execução do crime. ”Eles divergem de detalhes de como foi feito”, disse o delegado Luiz Carlos dos Santos.
A área da casa onde o casal morava com os dois garotos, de 12 e 13 anos, vai ser isolada pela polícia durante a reconstituição. Os peritos produzirão um laudo técnico sobre a reconstituição, que será anexado ao inquérito policial.
O pai e a madrasta das crianças estão presos desde sábado (6) e foram indiciados por duplo homicídio qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver.
De acordo com o delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos dos Santos, o pai disse em depoimento na madrugada de quarta (10) ter matado o mais novo sufocado e afirma que a madrasta dos garotos assassinou o mais velho com facadas na barriga.
Em depoimento quando foi presa logo após o crime, segundo a polícia, a madrasta disse que o pai matou os dois sufocados com um saco plástico. Ela disse ainda que ajudou a esquartejá-los e a esconder os pedaços das crianças em sacos plásticos. Depois colocou esses sacos na rua para serem recolhidos pelo serviço de limpeza da cidade.
Segundo o delegado, a real participação de cada um no crime deve ser esclarecida na reconstituição.G1
Set
11
A “tropa de choque” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) vai ser solta. Assim é conhecido pela polícia o grupo montado em parceria com o Comando Vermelho (CV) para uma das mais ousadas ações do crime organizado já feitas no Estado: tomar de assalto um presídio e soltar 1.279 presos, incluindo o seqüestrador Jorge de Souza, o Carioca, integrante do CV. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade e com aval do Ministério Público Federal, concedeu anteontem habeas-corpus para nove integrantes do bando, estendendo a eles o benefício que já havia sido dado a Rafael Fernando da Silva, de 26 anos, em abril.
A razão de o STF ter concordado em soltar os acusados é o fato de os réus estarem presos há quatro anos sem que nem mesmo a instrução do processo - fase em que são recolhidas as provas e depoimentos - tivesse sido concluída. O motivo de tanto atraso, como ressaltou o ministro Carlos Ayres Brito em seu voto, não foi nenhuma ação protelatória dos defensores dos réus, mas o fato de que muitas audiências foram cancelas e remarcadas por “falta de efetivo estatal para apresentação de presos ao juízo criminal, tendo em vista a alta periculosidade dos agentes”. Não havia escolta suficiente para levar os presos com segurança do presídio ao tribunal.
“Só dois rapazes não serão soltos porque respondem a outros processos. O STF não fez nada mais do que sua obrigação. Meu cliente é primário e estava havia quatro anos preso sem julgamento”, disse a advogada Paula de Cássio Rodrigues Branco, que defende Leandro Marcelo de Souza, 31 anos, um dos 12 réus acusados pela tentativa de matar 2 policiais, por formação de quadrilha e porte de armas.
A prisão da quadrilha ocorreu em 1º de julho de 2004. O bando foi detido depois que escutas telefônicas feitas pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) detectaram que o PCC e o CV se preparavam para tomar de assalto a Penitenciária 2 de Franco da Rocha. Leandro ia usar uma carteira de advogado para entrar na prisão e dominar a guarda, abrindo o portão. Além de soltar Carioca, o bando pretendia promover a fuga em massa de todos os presos. O grupo, no entanto, foi surpreendido pelos policiais numa casa na cidade vizinha de Francisco Morato, quando se preparava para o resgate.AE
Set
9
A madrasta suspeita de matar os dois enteados, com a ajuda do pai deles, voltou a confessar o crime, segundo a Folha de S.Paulo. Eliane Aparecida Rodrigues, 36 anos, contou em depoimento à polícia, ontem, detalhes do assassinato, afirma o jornal.
Ainda de acordo com o jornal, o pai teria asfixiado um dos filhos após uma briga porque ele teria contado à polícia que ele o irmão foram expulsos de casa.
O casal foi preso na última sexta-feira. Os corpos foram descobertos por lixeiros, que acharam os membros junto a detritos quando faziam a coleta. Eles teriam sido mortos asfixiados com sacos plásticos e o pai e a madrasta teriam tentado queimar seus corpos com querosene antes de decidir esquartejá-los.
Os adolescentes eram acompanhados pelo Conselho Tutelar da cidade. Segundo a polícia, o pai, vigilante, confessou ter matado os filhos. Eles seriam espancados constantemente em casa e por isso haviam tentado fugir.Terra
Set
8
A Polícia Civil descartou o envolvimento de uma terceira pessoa na morte e esquartejamento de duas crianças na sexta-feira (5) em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. O pai dos meninos, um segurança de 32 anos, e a madrasta, de 36 anos, foram presos na madrugada do sábado (6) suspeitos de esquartejar os dois filhos dele e espalhar pedaços do corpo nas proximidades da casa em que moravam.
A polícia pretende fazer a reconstituição do crime ainda nesta semana e aguarda os laudos periciais ficarem prontos para concluir o inquérito. A madrasta foi indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O pai das crianças ainda sera interrogado oficialmente. Os dois tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias.
Em depoimento prestado nesta segunda-feira (8), a madrasta, segundo a polícia, contou detalhes da morte dos garotos e continuou incriminando o pai das crianças. “Ela disse que ele sufocou as crianças às 15h de sexta-feira. O menino [mais velho] estava na sala, o pai levou para a cozinha e o sufocou com um saco plástico. Depois ele chamou o outro que estava no quarto e também o sufocou com um saco”, afirmou o delegado.
De acordo com a polícia, a madrasta disse que em seguida o pai a chamou no quarto e ela o ajudou a pôr fogo em parte dos corpos e esquartejá-los. Depois, ainda segundo a polícia, o pai das crianças saiu para trabalhar e a madrasta ficou responsável por espalhar pelas ruas cinco sacos de plástico com os pedaços dos corpos. A polícia já localizou os cinco sacos.
As crianças estudavam à tarde, mas, segundo a polícia apurou com a diretoria da escola, os garotos não haviam ido para ao colégio nem na quinta (4) nem na sexta-feira (5).
O pai teria matado as crianças, segundo o delegado, em represália ao fato de os garotos terem saído de casa na quarta-feira (3) e procurado a polícia pedindo para voltar a um abrigo, onde já haviam passado um tempo por alegarem serem mal-tratados em casa.
No depoimento, a madrasta também indicou a camisa que o pai vestia na hora do crime e qual a faca que foi usada no esquartejamento, além de uma foice já apreendida pela polícia. De acordo com o delegado Santos, a camisa apresenta manchas, mas só a perícia poderá apontar se são de sangue. A polícia já havia apreendido outras roupas que estavam sendo lavadas na máquina de lavar quando o casal foi preso.
O delegado disse que a madrasta demonstra arrependimento, mas não chega a chorar. Segundo ele, ela diz que não gostava das crianças porque elas tumultuavam o relacionamento do casal. A madrasta tem um filho mais velho que os garotos que também não conseguiu conviver com o casal e não morava com eles. “Eles tinham um relacionamento conturbado”, afirmou Santos.
De acordo com o delegado, o depoimento da madrasta foi esclarecedor, pois ela aponta detalhes do crime, que indicam a participação do pai. Em uma conversa extra-oficial com os policiais, ele diz que estava trabalhando em São Bernardo do Campo, no ABC, e que não teve participação no assassinato. A polícia afirma que o supervisor da empresa onde o pai é empregado confirma que ele se apresentou às 18h da sexta-feira para trabalhar, como fazia diariamente. Segundo o delegado, a informação não inviabiliza a participação dele no crime porque a madrasta diz que os garotos foram mortos às 15h.
Terceira pessoa
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a madrasta disse ter ajudado o pai dos meninos no crime. A família do pai afirma que ele nega o assassinato e diz que estava trabalhando quando os meninos foram mortos. A polêmica da possível participação de uma terceira pessoa no crime surgiu após ter sido encontrado um saco com pedaços dos corpos das crianças numa praça da cidade no domingo (7), após o casal ter sido preso.
De acordo com o delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos do Santos, sem saber da localização desse saco, a madrasta descrevu os locais onde deixou os cinco sacos com as partes dos corpos dos meninos, e um dos pontos fica próximo à praça. “Alguém pode ter sentido um mal cheiro e colocou o saco na praça”, afirmou o delegado, que disse ter descartado, em princípio, a participação de uma terceira pessoa no crime.
Histórico
De acordo com informações do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), o histórico do pai e da madrasta dos meninos era de rejeição e abandono. Foram registrados dois boletins de ocorrência, um em 2005, de abandono, e outro em 2007, de desaparecimento e localização das vítimas.
Em maio deste ano, saiu uma decisão da Justiça para que eles saíssem do abrigo em que estavam. A decisão, segundo o secretário-geral do Condepe, Ariel de Castro Alves, cita que os dois “seriam desabrigados em face da não confirmação dos fatos que causaram o abrigamento” e que “os dois manipulam a realidade para contemplar seus desejos pessoais”.
A família paterna diz que a mãe abandonou os filhos há cerca de seis anos para viver com outro homem. A tia disse ter procurado a mãe dos garotos seis meses depois, mas afirma que ela se recusou a ficar com eles. O G1 não conseguiu contato com a mãe das crianças.
Funcionários de uma empresa de coleta de lixo encontraram parte de um corpo dentro de um dos sacos de lixo que estavam no caminhão, por volta das 0h15 de sábado. De acordo com o boletim de ocorrência, eles seguiram imediatamente para a delegacia central da cidade com o veículo.
Em busca na caçamba, policiais civis e um perito encontraram outras partes parcialmente carbonizadas, misturadas a outros objetos. Por volta da 2h de sábado, a Polícia Civil e a Guarda Civil Metropolitana foram até a casa das possíveis vítimas, mas ninguém atendeu.
Ao perceberem uma das portas abertas e o vulto de uma mulher, os policiais entraram na casa. Questionada pela polícia sobre onde estavam os meninos, a madrasta disse que eles não haviam voltado do colégio. Nos cômodos da casa, os policiais encontraram manchas de sangue e de queimado, além de um forte cheio de água sanitária.G1
Set
6
Um policial militar morreu e pelo menos seis ficaram feridos, na noite de ontem, durante um confronto com traficantes da favela do Mandela, em Manguinhos, no Rio. Houve intenso tiroteio e a rua Leopoldo Bulhões - que liga Benfica a Bonsucesso - foi interditada por PMs por duas horas para evitar o risco de que balas perdidas atingissem motoristas.
O conflito começou depois que uma patrulha do Batalhão de Vias Especiais (BPVE) começou a perseguir uma van onde estavam bandidos armados. Quando os veículos chegaram na Leopoldo Bulhões, por volta de 21h, um grupo de pelo menos dez traficantes fortemente armados deixou a favela e acabou encurralando os policiais a tiros.
Cercados, os PMs acionaram pelo rádio reforço de outras patrulhas. Além de soldados do BPVE, seguiram para o local policiais do 22º BPM (Maré) e 3º BPM (Méier). Um blindado também teve que ser mobilizado para apoiar o grupo acuado.
Gritos pelo rádio
Durante a troca de tiros, o cabo Jorge Gomes, lotado no BPVE, foi atingido. Socorrido pelos colegas para o Hospital Geral de Bonsucesso, ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser atendido pelos médicos.
Outros três policiais do BPVE foram alvejados. Dois deles foram identificados apenas como cabo Lessa - atingido por um tiro no pé - e tenente Diego - ferido por uma bala na axila. Três policiais lotados no 3º BPM (Méier) também foram baleados. Todos os PMs foram levados para o Hospital Central da corporação, o HCPM, no Estácio.
Logo após o confronto, policiais prenderam dois suspeitos de participar do tiroteio. Eles foram levados à 21ª DP (Bonsucesso) para que fosse feito o reconhecimento. Até o início da madrugada de hoje, a polícia não havia fornecido a identidade dos detidos e não informou se eles estavam armados ou não.
Faixa de Gaza
A Rua Leopoldo Bulhões permaneceu fechada por duas horas. A via é considerada uma das mais perigosas da cidade. Sucessivos tiroteios, bondes e interrupções de trânsito organizadas por traficantes fizeram com que a via, com cerca de dois quilômetros de extensão, fosse apelidada de Faixa de Gaza.
Nas margens da rua, estão as favelas do Complexo de Manguinhos - como a Mandela - e o Parque Arará, dominadas por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV).O Dia
Set
5
G1- O engenheiro preso na manhã desta sexta-feira (5) em São Paulo é suspeito de ter molestado pelo menos seis meninas, com idades entre 4 e 12 anos, segundo afirmou o delegado Ubiracyr Pires da Silva, do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).
O suspeito, de 42 anos, foi detido em seu apartamento, no bairro da Mooca, Zona Leste, após ter a prisão temporária de 30 dias decretada. Na casa dele, foram apreendidos brinquedos e balas.
Cenas
A investigação durou cerca de uma semana. Os trabalhos começaram depois que uma testemunha entregou uma fita à polícia. Segundo o delegado, outros vídeos encontrados na casa do engenheiro mostram “cenas grotescas” entre o suspeito e as crianças.
Às 12h, o preso prestava depoimento. Segundo o delegado, ele respondia às perguntas de forma evasiva. Silva informou também que o preso tem um relacionamento com uma mulher e não tem filhos.
Além de ir à casa do engenheiro, policiais fizeram ao longo da manhã buscas na empresa dele, no bairro do Tatuapé, também na Zona Leste. Segundo a polícia, o suspeito desenvolve projetos de informática e presta serviço para escolas infantis.
O delegado informou que já havia uma fotografia do suspeito nos arquivos do Deic. Eles vão investigar agora se o engenheiro já esteve envolvido em outros crimes e se participa de alguma rede de pedofilia.
Ago
30
Seis pessoas morreram e outras três foram detidas na noite de sexta-feira pela polícia em Xinjiang, região muçulmana do noroeste da China marcada pela violência nas últimas semanas, anunciou neste sábado a imprensa chinesa.
A polícia realizou na noite de sexta uma operação na cidade de Kashgar (oeste) contra um grupo suspeito de participar de um atentado no dia 12 de agosto, informaram as agências Nova China e Notícias da China.
Durante a operação, a polícia encontrou nove suspeitos, que, armados com facas, resistiram à prisão e feriram dois agentes. Os policiais reagiram matando seis homens e os outros três foram presos, revelou a Nova China.
Xinjiang é palco de uma série de ataques violentos, o mais sangrento em 4 de agosto, quando morreram 16 policiais em Kashgar. As autoridades chinesas atribuem os ataques ao separatista Partido Islâmico do Turquestão Oriental (ETIM).
AFP
Ago
29
O segundo vice-presidente e corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), afirmou hoje que Maria Aparecida Carbognin, a “Cida”, apontada pelo Ministério Público como operadora do um esquema de cooptação de políticos para apoiar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), esteve em seu gabinete não para fazer lobby, mas para depor em investigação oficial da Casa. “Não conheço e nunca vi ou falei com essa senhora antes e só a recebi por dever de parlamentar”, afirmou.
Convocada pela Corregedoria da Câmara para depor no caso de um parlamentar - Talmir Rodrigues (PV-SP) - investigado por suspeita de ser um dos apoiadores da causa do PCC, Cida, segundo relatou Inocêncio, pediu audiência ao seu gabinete em abril passado para se explicar. “Ela se apresentou como dirigente de uma ONG que luta pela humanização de presos”, disse o deputado. “Eu a recebi de forma transparente, como faço com qualquer representante de entidade social”, observou.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Grampo, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), confirmou a versão de Inocêncio e, por meio da assessoria, disse desconhecer qualquer dado concreto das investigações até agora que comprometa parlamentares com o PCC. A CPI aprovou requerimento para convocação do advogado do PCC Sérgio Wesley, apontado pelo MP como operador financeiro da facção, mas o motivo é outro.
Diálogos interceptados com autorização judicial, em poder da CPI, mostram Wesley, que está preso por ligações com a organização criminosa, negociando a compra de equipamentos para montagem de um sofisticado esquema de captação de ligações entre os delegados e os policiais de São Paulo. O objetivo seria permitir ao PCC se antecipar às ações da polícia. A CPI ainda vai marcar a data do depoimento.AE
Ago
29
O assaltante que ficou entalado no vitrô de uma seguradora no fim da noite da quarta-feira (27) em Bragança Paulista, a 85 km de São Paulo, já estava deixando o local, sem ter conseguido roubar nada.
De acordo com a polícia, o suspeito disse, em depoimento, que invadiu o local para furtar dinheiro, mas não levou nada, apenas fumou na loja e quando estava tentando deixar o local ficou entalado no vitrô.
Segundo a escrivã-chefe Simone Leite, do 1º DP de Bragança Paulista, o assaltante, de 25 anos, não disse o que fumou, mas os guardas municipais que o prenderam afirmaram que ele aparentava estar drogado. Foram os guardas que retiraram o suspeito da janela de vidro. Ele estava pendurado de cabeça para baixo.
Com o homem, não foram encontrados objetos roubados, nem drogas, nem armas. A seguradora que ele tentou assaltar fica em frente à prefeitura, por isso ele foi logo flagrado no local.
Representantes da seguradora estiveram na delegacia e disseram à polícia que nada foi furtado do local, apesar de haver equipamentos de valor como computadores e outros produtos.
O suspeito já tinha sido preso outras quatro vezes por tráfico de drogas, furto, roubo e receptação de mercadoria roubada. Desta vez ele foi autuado em flagrante por tentativa de furto qualificado. Ele está detido no Centro de Ressocialização de Direitos Humanos.G1
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