O delegado que investiga a do Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, José de Moraes Ferreira, disse hoje que o caso foi registrado como latrocínio ( seguido de ) e tentativa de homicídio. Os dois crimes foram atribuídos ao suposto assaltante Jefferson dos Santos Leal, de 18 anos, que está internado no Hospital Geral de Bonsucesso, no , onde se recupera de uma cirurgia no abdome, depois de ter sido atingido por um tiro.

Para Ferreira, a de Costa foi um “erro de execução”, que não existe como crime. Na opinião do delegado que investiga a dele, foi o ao carro e o seqüestro relâmpago a que o administrador foi submetido que o levou à . “Por isso, foi registrado como latrocínio cometido pelo assaltante. A princípio, prevalece a versão dos militares, mas vamos continuar apurando o caso”, disse.

Segundo Ferreira, pelo que se tem apurado do crime até o momento, os quatro militares que atiraram contra o automóvel “em legítima defesa” não devem ser enquadrados em homicídio, mesmo tendo assassinado por engano a vítima do . “Eles não sabiam que, no carro, havia um inocente. Os militares revidaram depois de o assaltante, que dirigia o carro, atirar primeiro. Então, foi uma reação”, entendeu. Ferreira afirmou, no entanto que, depois de encaminhar o caso para o Ministé Público (MP), os promotores podem discordar dele e “até levar os PMs a júri”.

Cerca de 300 pessoas acompanharam hoje o enterro do , no Cemité São Francisco Xavier, no Caju. Emocionada, Simone, mulher de Costa, foi amparada por parentes e amigos. O administrador, que também era pastor evangélico, foi enterrado ao som de hinos religiosos e gritos por justiça.AE

Uma jovem de 20 anos foi morta acidentalmente na madrugada deste domingo durante perseguição policial no município de , região central do Paraná. Segundo militares, o incidente começou às 4h10, quando uma equipe do Posto da Polícia Rodoviária de São Mateus do Sul foi acionada para realizar um bloqueio policial na rodovia PR 427, a fim de deter um veículo que teria furado bloqueios anteriores nas cidades paranaenses de Lapa e São Mateus do Sul.

Pelos relatos de , o veículo onde estava Rafaele Ramos Lima, 20 anos, foi confundido com o de suspeitos que estavam fugindo da polícia. A jovem, atingida por um tiro na altura da cabeça, não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. O outro ocupante do Gol, Diogo Soldi, que dirigia o veículo, foi encaminhado para um hospital em Curitiba.

A Polícia Militar do Paraná estava no encalço de um Celta ou um Palio preto que havia furado três bloqueios, disparado contra viaturas e seguido em alta velocidade pela contramão. Quando o veículo perseguido furou o bloqueio em , um outro carro apareceu e colidiu com uma viatura. Foi quando a polícia, pensando se tratar de mais um integrante de uma possível quadrilha, atirou contra o automóvel ocupado pelos jovens. “Só depois perceberam se tratar de um Gol preto, ocupado por casal que havia colidido acidentalmente com a viatura”, afirma a polícia em nota.

Mais tarde, equipes encontraram o provável veículo foragido, um Fiat Palio abandonado com cigarros vindos do Paraguai em seu interior. A Polícia Militar do Paraná enviou comunicado para dizer que lamenta o ocorrido e solicitou acompanhamento direto do Ministé Público Estadual no procedimento administrativo que apura o que ocorreu quando militares perseguiam um veículo na região. Os dois envolvidos diretamente na ação estão recolhidos em Ponta Grossa. As armas foram apreendidas e enviadas para perícia.AE
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A Justiça decretou na noite de sexta-feira (11) a dos jovens envolvidos na ao ajudante de produção Fabiano Dias Rodrigues, em , a 100 km de . Na madrugada de sábado (12), a polícia prendeu cinco rapazes. A vítima foi espancada por oito jovens em frente a uma boate.

Um dos agressores está foragido e dois adolescentes estão na Fundação Casa. Nesta semana, a polícia concluiu o inquérito da .

Após receber alta no final do mês de junho, Fabiano continua o tratamento em casa. Ele perdeu parte dos movimentos das pernas e das mãos e está fazendo tratamento com fonoaudióloga e fisioterapeuta. O rapaz já começa a dar sinais de melhora.

A vítima precisou passar por uma cirurgia para a retirada de um coágulo no cérebro e ficou três semanas na UTI. Ele se lembra com dificuldade da . “Bateram em mim, uma ou duas pessoas”, disse ele à reportagem do Jornal Nacional.

Os médicos dizem que Fabiano vai demorar a se lembrar da noite em que foi espancado. Imagens do circuito de segurança flagraram a .G1

O sócio fundador do banco Opportunity, Daniel Dantas, é acusado pela Polícia Federal de ter contratado um coronel do Exército israelense para espionar juízes federais da primeira instância de . Um dos alvos seria o juiz Fausto Martin De Sanctis, o mesmo que decretou por duas vezes a do banqueiro e teve as decisões derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

O juiz foi alertado pelos que preparavam a . O advogado Nélio Machado, que defende o banqueiro, negou a iniciativa e disse que a acusação é fruto da cabeça dos desafetos de Dantas. O que sustenta a suspeita dos delegados federais é uma conversa telefônica entre um funcioná do Grupo Opportunity e a diretora jurídica do grupo, Danielle Silbergleid Ninnio. O diálogo ocorreu em 25 de maio, às 10h59, um mês depois de Dantas tomar conhecimento de que a preparava uma operação.

Outra prova usada pela é um e-mail em que duas funcionárias do Opportunity, no , trocaram no dia 6 de junho sobre uma reunião com Shemeh. A contratação do coronel faria parte do esforço do banqueiro e dos outros supostos integrantes da quadrilha de tentar neutralizar o procedimento sigiloso que apurava as atividades do Banco Opportunity. Segundo o delegado Protógenes Queiroz, que comanda a , o grupo teria usado advogados com “estreita amizade com magistrados federais para angariar informações privilegiadas”. Por causa do “insucesso dessa articulação”, a passou a suspeitar que o banqueiro tenha procurado Shemeh para executar a tarefa de descobrir o que havia contra ele na Justiça Federal.AE

A liberdade de Daniel Dantas durou dez horas. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal, na Lapa, capital paulista, às 5h30 desta quinta-feira (10), amparado por um hábeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi o fim da temporária decretada na terça (8) na . Mas, às 15h30 desta quinta-feira (10), Daniel Dantas voltou para a cadeia. Desta vez, por força de uma ordem de preventiva, amparada em provas como a quantia de R$ 1.280.000 apreendida na casa de Hugo Chicaroni, um dos acusados de participar da organização criminosa presa na operação.

Chicaroni foi na terça (8). Ele foi o homem flagrado nas investigações tentando subornar um delegado da Polícia Federal. Em depoimento à polícia, ele disse tudo o que sabe. O depoimento minucioso foi reproduzido no pedido de preventiva de Daniel Dantas feito pelo Ministé Público Federal à Justiça nesta quinta (10).

Hugo Chicaroni, que se diz professor universitá, contou no depoimento à polícia que foi apresentado por um amigo em comum a Wilson Mirza, advogado carioca que trabalha para Daniel Dantas.

Novas provas

Ainda segundo o depoimento, Mirza mostrou a Chicaroni uma notícia publicada pelo jornal “Folha de ” a respeito de uma contra Daniel Dantas e o grupo Opportunity. O advogado quis saber se Chicaroni poderia pedir informações sobre a ao delegado Protogenes Queiroz, que estava à frente da . Chicaroni tinha conhecido o delegado Queiroz em 2003, por conta de palestras que seriam ministradas na Polícia Federal.

Procurado, Queiroz disse a Chicaroni que não estava no caso e indicou o delegado Vitor Hugo Alves Ferreira. Era o começo da preparação do flagrante de suborno. Chicaroni foi apresentado ao delegado Vitor Hugo.

No primeiro encontro, registrado pela polícia, o suborno começou a se materializar. Chicaroni entregou R$ 50 mil ao delegado, organizados em dez maços de R$ 5 mil cada.
No encontro, relatado no depoimento à polícia, Chicaroni perguntou a Vitor Hugo se ele poderia repassar informações da sobre o grupo Opportunity. O delegado disse que tinha, sim, informações. Mas, só as repassaria a um executivo do grupo Opportunity.

Foi quando, segundo a polícia, entrou em cena neste momento, ainda de acordo com o depoimento, Humberto José da Rocha Brás, o “Guga”, ex-presidente da Telecom, a de telefonia que Dantas controlou até 2005. Para a polícia, “Guga” é um homem da confiança de Daniel Dantas, que certamente falava em nome do chefe. Foi o advogado Wilson Mirza que apresentou Humberto a Hugo Chicaroni.

E Chicaroni revelou no depoimento ter marcado um encontro na churrascaria El Tranvia, em Higienópolis, região central de . Do encontro, participaram Chicaroni, Humberto e o delegado Vitor Hugo.

Preço do suborno

Chicaroni confirmou em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto conversaram por longo tempo, tendo sido confirmado que a quantia de R$ 50 mil, paga no encontro anterior, foi entregue em nome do grupo Opportunity. Para dar credibilidade à encenação, o delegado mostrou um envelope supostamente com documentos referentes à focada no grupo Opportunity.

E então foi acertado o preço do suborno, segundo confessou Chicaroni em depoimento: o delegado Vitor Hugo e Humberto combinaram que o policial receberia a quantia de US$ 1 milhão para passar informações da . Uma semana depois, disse Chicaroni em seu depoimento à polícia, ele entregou mais R$ 80 mil ao delegado Vitor Hugo. A polícia, no entanto, só contabilizou R$79.050.

Por fim, continuou Chicaroni ao confessar sua participação na trama, há aproximadamente dez dias algumas pessoas ligadas ao grupo Opportunity levaram à casa dele a quantia de R$ 875 mil, que deveriam ser entregues ao delegado Vitor Hugo. Esse valor faz parte da montanha de R$ 1.280.000 apreendida no apartamento de Chicaroni em Moema. A diferença de R$ 415 mil na versão de Hugo Chicaroni se deve a um pagamento que ele teria recebido por um serviço particular.

Além do dinheiro apreendido e da confissão de Hugo Chicaroni, a Polícia Federal apresentou novos documentos para fundamentar o pedido de preventiva de Daniel Dantas. Seriam mais provas ou indícios de que o banqueiro pratica corrupção ativa. Um deles é uma planilha encontrada, segundo a , no apartamento do banqueiro no dia em que ele foi .

Planilha apreendida

O documento registra um pagamento de um milhão e meio milhão, não se sabe em que moeda, ao interlocutor Pedro. Seria uma contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado criminalmente. O valor foi pago em “cash”, dinheiro vivo em inglês.

A mesma planilha, cujo título é “contribuições ao clube”, traz ainda outros pagamentos: três milhões pagos em outubro de 2002 à campanha de alguém a quem chamam de “João” à presidência, também em dinheiro vivo. Três meses depois, mais dois milhões e meio com o mesmo fim. O maior pagamento é de vinte e cinco milhões, em 2004, para despesas da campanha de alguém a quem chamam de “Letícia”.

“É um documento que revela efetivamente a prática da propina por parte de um criminoso. É um documento importante pra demonstrar justamente o vínculo desse Daniel Dantas ao crime de corrupção”, disse o procurador da República Rodrigo de Grandis.

No pedido desta quinta-feira (10), a polícia também pediu a preventiva de Wilson Mirza, diante do que considerou indícios de participação do advogado no delito de corrupção ativa. Mas, ao contrá do que decidiu em relação a Daniel Dantas, o juiz Fausto de Sanctis não considerou a necessária.


Defesa de Dantas

Na noite desta quinta-feira (10), depois de visitar seu cliente Daniel Dantas na sede da Polícia Federal, o advogado Nélio Machado questionou a credibilidade do depoimento de Hugo Chicaroni.

“Eu não tenho nenhum conhecimento formal do depoimento do Chicaroni. Aliás nem sei se o nome é esse. E digo mais. Esses institutos de delação premiada que acabam sendo objeto de reconhecimento com liberdades imediatas. Tenho muitas dúvidas sobre a valoração desse tipo de prova. Eu não acredito que esse seja o método correto de investigar”, disse o advogado de Dantas, Nélio Machado.

Contra os argumentos de Nélio Machado, a polícia registra, no pedido de preventiva: “é de uma obviedade solar que não será mais um mero inquérito policial ou o simples recebimento de uma denúncia que fará com que os membros da organização criminosa parem de cometer crimes e fraudes. A de Daniel Valente Dantas, líder incontestável da organização criminosa, em que pese ser uma medida dura, é a única que fará com que pare, de uma vez por todas, de delinqüir”. G1

O empresá Naji Nahas chegou por volta das 22h10 desta terça-feira (8) à carceragem da Polícia Federal, na Zona Oeste de . Durante praticamente todo o dia, ele acompanhou o dos que fizeram buscas em sua residência no Jardim Europa.

Antes de ser levado para a detenção, ele passou por exames no Instituto Médico-Legal (IML). O empresá é um dos 17 detidos na , que investiga desvio de verbas públicas e crimes financeiros. Entre os presos estão o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e o ex-prefeito de Celso Pitta. Dantas, Pitta e Nahas ficarão em celas separadas na sede da de , informou a assessoria de imprensa do órgão.

O nome da operação, Satiagraha, significa resistência pacífica e silenciosa, conforme nota divulgada pela . O número de prisões pode ser alterado porque agentes ainda cumprem mandados, segundo a . Foram expedidos 24 de e 56 de busca e apreensão.

Dos 17 mandatos de , foram cumpridos 8 em e 9 no . A ainda busca outras 7 pessoas. Todos os 56 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 38 em , 16 no , 1 na Bahia e 1 no Distrito Federal.

Suposto suborno

Os agentes da apreenderam carros e R$ 1 milhão na casa de um dos detidos. Ele foi acusado de tentar subornar um delegado da a mando de Daniel Dantas. O teria oferecido US$ 1 milhão para o delegado retirar nomes do inquérito, de acordo com o Ministé Público Federal. A suspeita é de que parte do dinheiro apreendido fosse ser utilizado para a tentativa de suborno.

Nélio Machado, que defende Daniel Dantas, disse que a ocorreu de forma irregular, uma vez que seu cliente não oferecia perigo, e negou as acusações de fraude. Segundo ele, Dantas não conhecia Celso Pitta nem Naji Nahas. Ele afirmou não ter obtido informações sobre o teor do processo e quando tiver disse que entrará com pedido de soltura.

Núcleos

Segundo a , haveria dois núcleos principais na suposta quadrilha. Um deles seria comandado por Daniel Dantas e teria se beneficiado de recursos públicos, desviados pelos operadores do mensalão. Empresas de fachada teriam sido montadas para o desvio das verbas.

Além do grupo de Dantas, a teria descoberto um segundo núcleo, ligado ao primeiro, formado por empresários e doleiros que atuavam no mercado financeiro para fazer a lavagem do dinheiro. Esse grupo, segundo a , seria comandado pelo empresá Naji Nahas. Era nesse grupo que estaria o ex-prefeito de Celso Pitta.

O elo entre os dois grupos seria Dantas e Nahas.

Celso Pitta

De acordo com o procurador da República Rodrigo de Grandis, Celso Pitta teria recebido de Naji Nahas dinheiro que viria do exterior. “Tudo sugere que o dinheiro entregue por Nahas a ele (Pitta) era dinheiro de Pitta que está no exterior. (…) Há fortes indícios que o dinheiro de Pitta é proveniente de dinheiro desviado da prefeitura (de ). Mas ainda não há certeza disso.”

A advogada de Celso Pitta, Paula Sion de Souza Neves, afirmou que ainda vai se inteirar sobre o processo. “A gente agora vai se inteirar e provavelmente formular pedido para que ele seja solto antes dos cinco dias.” Ela disse não saber se Pitta conhecia Naji Nahas.

Naji Najas

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela da , afirmou que o empresá Naji Najas tinha um “megacontato” que lhe repassava informações sigilosas do Banco Central norte-americano, o Federal Reserve (Fed).

“Muitos nos supreendeu do Fed, megacontato do Naji Nahas no e no exterior que teve indícios de manipulação do mercado financeiro , onde ele se privilegia da informações para aplicar no mercado ”, afirmou o delegado.

Em nota divulgada mais cedo, a havia informado que a operação detectou “indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve”.

O advogado de Naji Nahas, Sérgio Rosenthal, disse nesta terça-feira (8) não ter conhecimento dos detalhes da operação que levaram à de seu cliente.

“Nós estamos em meio à operação, a operação é sigilosa. Nós não temos os detalhes ainda. Assim que eu tiver detalhes eu poderei conversar com vocês”, disse Rosenthal.G1

A Polícia Militar () instaurou hoje um Inquérito Policial Militar (IPM) e determinou a administrativa por 72 horas de um cabo e um soldado do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) suspeitos de metralhar por engano o carro de uma família e matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, ontem, na Tijuca (bairro de classe média da zona norte do ). João Roberto voltava para casa com a mãe, a advogada Alessandra Soares, e o irmão Vinícius, de 9 meses, de uma festa. A cerebral de João Roberto foi confirmada hoje pela equipe médica que o atendeu no Hospital Copa D’ or. Alessandra teve ferimentos leves por estilhaços de bala e Vinícius nada sofreu.

Ontem, o cabo Elias Gonçalves da Costa Neto e um soldado que não teve o nome divulgado trafegavam em patrulhamento rotineiro na Rua Uruguai, quando avistaram cerca de quatro homens dentro de um Fiat Stilo preto em atitude suspeita. Minutos antes, Costa Neto e o soldado receberam um informe pelo rádio que relatava assaltos nas proximidades de onde estavam. Segundo o cabo afirmou em depoimento na delegacia, quando o carro da se aproximou do Fiat, o motorista acelerou em fuga e a perseguição foi iniciada. Em poucos minutos, os suspeitos entraram na Rua General Espírito Santo Cardoso, onde houve o tiroteio. A rua, onde fica a delegacia de polícia, é caminho para pelo menos três morros da região - do Cruz, do Borel e da Formiga.

A mãe do menino voltava para casa dirigindo o Fiat Palio Weekend grafite. Estava a menos de 50 metros da esquina do prédio onde mora, quando percebeu um carro da polícia em alta velocidade atrás. Em frente ao número 399 da mesma via, encostou o automóvel para dar passagem. O cabo e o soldado saíram do veículo, posicionaram-se atrás dele e dispararam com fuzil e pistola. Hoje, ainda havia cápsulas deflagradas num bueiro da rua.

Em depoimento na delegacia, Costa Neto e o soldado afirmaram que o carro de Alessandra ficou no meio do fogo cruzado porque os criminosos atiraram contra eles. No entanto, testemunhas ouvidas pela reportagem, que pediram para não ser identificadas por temer represálias, afirmam que os se confundiram. Uma dona de casa que mora em frente ao local disse que a mãe de João Roberto chegou até a jogar pela janela do automóvel uma bolsa infantil na tentativa de chamar a atenção dos .

Veículo

O veículo de Alessandra, estacionado na mesma rua, foi perfurado por um tiro. A advogado disse que os só pararam de atirar quando ela saiu do carro, gritando que eles tinham matado um dos filhos. Segundo Alessandra, quando os se deram conta que haviam disparado contra o automóvel, começaram a gritar, pegaram João Roberto e a mãe, puseram correndo na viatura e levaram para o Hospital do Andaraí, onde eles receberam o primeiro atendimento.

Uma professora de 58 anos que também mora em frente ao local disse que viu quando um dos PMs colocou as mãos na cabeça, como um sinal de preocupação e desespero. Para ela, está claro que os se confundiram porque o veículo tem película automotiva, o que impedia que vissem quem estava dentro dele. A professora disse que viu tudo e que os dispararam muitos tiros contra o carro da advogada. O carro dos supostos criminosos, o Fiat preto, havia deixado o local e tinha até batido em dois que estavam parados na rua. A professora disse que viu quando um dos pegou o bebê de dentro do carro e entregou a um morador. Depois, retirou João Roberto, ensangüentado (dos tiros na cabeça e no glúteo) do automóvel, pegou a mãe e levou para o hospital.

O morador que cuidou do bebê, um cabeleireiro de 57 anos, disse que Vinícius não parecia assustado, nem estava ferido. Ele declarou que limpou a cabeça da , que tinha muitos cacos de vidro das janelas perfurada, e ficou com ele em frente ao prédio onde mora até o pai do menino surgir correndo e berrando pela rua perguntando onde estava o filho.

A região, segundo os moradores, é muito perigosa. Emocionado pela de João Roberto, o segurança do prédio onde mora a família disse que não são raros os roubos de veículos, bicicletas e pedestres. Ele afirmou que ouvir tiros dos morros próximos é rotina e que ali, apesar de ser um local com muitas casas e vilas, ninguém fica na rua à noite.AE

As Polícias Civil e Militar e o da capital paulista estão sem sistema hoje. Desde a madrugada, quem tem ido aos distritos para registrar boletins de ocorrência está sendo orientado a retornar mais tarde. Em caso de flagrantes, os detidos e as testemunhas têm de aguardar no DP até o sistema ser restabelecido, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Por enquanto, a Companhia de Processamento de Dados do Estado de (Prodesp), responsável pelos sistemas dos órgãos, e a Telefônica não se pronunciaram sobre o caso. A de telefonia confirmou apenas que houve um problema na rede de internet. As duas devem emitir ainda hoje um comunicado para explicar a situação.

Uma equipe da Editoria de Esportes da Rede Bandeirantes foi assaltada no início da noite de hoje, na rua Paissandu, no Flamengo, a poucos metros do Palácio Guanabara, no .

O jornalista e o cinegrafista foram abordados por dois homens armados. Um deles chegou a apontar a arma para a cabeça do repórter. O carro da equipe, um Corsa prata, e todo o equipamento de filmagem foram levados. Os funcionários da tevê perderam ainda cartões de crédito, dinheiro, cheques e telefones celulares. Eles não sofreram física. O caso foi registrado na 9.ª Delegacia de Polícia, no Catete.AE

O rapaz que foi agredido, no começo do mês, por oito jovens em frente a uma casa noturna em Sorocaba, a 100 km de , saiu do coma. Sebastiana Dias Rodrigues, mãe de Fabiano Dias Rodrigues, conversou com a polícia e mudou os rumos da . Ela diz que o filho começou a se lembrar da briga e que foi atacado por ter falado para seguranças da casa noturna que os rapazes estavam consumindo drogas no banheiro.

O advogado de Sebastiana, Márcio Leme, disse que foi ela quem quis colaborar com as investigações. Em pouco mais de meia hora, ela contou ao delegado a conversa que teve com o filho, ainda internado em um hospital. Segundo ela, apesar de alterar momentos de lucidez e confusão, Fabiano lembrou detalhes da noite que foi espancado.

“Ele entrou no banheiro e viu os oito consumindo o que ele chamou de ‘porcaria’. Aí, chamou segurança. Os rapazes saíram chutando cadeira e foram colocados para fora. O Fabiano também foi tirado. Pagou a comanda e foi tirado de lá”, afirmou Sebastiana.

Para o delegado José Ordele Alves Lima, o depoimento da mãe revela, pela primeira vez, o motivo da briga, o que, agora, determina novos rumos na . Sebastiana disse ainda que o filho lembrou quem o impediu de entrar na casa quando era espancado: o funcioná que recolhe as comandas.

O delegado vai chamar os agressores para o reconhecimento. Dos oito envolvidos, quatro respondem em liberdade por tentativa de homicídio. Um está e dois adolescentes foram levados para a Fundação Casa (ex-Febem). Apenas um continua foragido.

O advogado da boate “Soft Music Hall”, Joel de Araújo, diz que ainda não foi informado sobre o teor do depoimento da mãe de Fabiano. Ele nega a afirmação de que há consumo de droga na casa noturna e diz que os banheiros são fiscalizados. O advogado disse também que as imagens mostram Fabiano conversando normalmente com os outros rapazes, antes da briga, e que não foi um segurança que o empurrou para fora do lugar.G1

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