Ago
14
Policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da 5ª Cia. do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária realizavam, por volta das 3h50 de ontem (13), uma ação de combate ao narcotráfico e demais ilícitos penais. Ao vistoriar um ônibus que trafegava pelo km 616 da Rodovia Raposo Tavares, os patrulheiros localizaram 24,750 Kg (divididos em 18 tabletes) de maconha escondidos em duas bolsas – pertencentes a N.F.G., de 26 anos, e K.A.M.G., de 31.
A droga estava envolta em fita adesiva e cada mulher levava a sua parte dentro de uma bolsa – colocada aos pés das passageiras. Cada mulher assumiu a responsabilidade por sua respectiva bolsa e droga transportada. O entorpecente seria entregue em São Paulo: nas estações da Luz e na Barra Funda.
A dupla recebeu voz de prisão pelo crime de tráfico de drogas e foi encaminhada ao 1º Distrito Policial de Presidente Venceslau. Em seguida, as mulheres foram encaminhadas à Cadeia Feminina de Santa Anastácia, onde permanecerão à disposição da Justiça.SSP
Jul
25
A polícia de Cristais Paulista prendeu, na última quarta-feira (23), um homem que era foragido da Justiça há quase dez anos. C.R.R.C. era procurado desde março de 1999 pela prática de um latrocínio tentado, mas como ele não foi encontrado até 2002, a validade do mandado foi expirada. Nesta semana, a mulher de C. o denunciou por agressão, e os policiais da delegacia local conseguiram localizá-lo e prendê-lo.
A denúncia foi feita na segunda-feira (21). Ao pesquisar a ficha criminal do indivíduo, o escrivão Joel Rigoni Costa descobriu um processo da Primeira Vara de São Paulo suspenso pela Lei 9.271/96. Ele fez uma consulta e foi informado de que o mandado de prisão expedido contra C. havia expirado a validade em 2002. Joel, então, sugeriu ao cartorário da Primeira Vara que formulasse uma certidão ao Juiz do Processo, informando que sua delegacia sabia do paradeiro do acusado e que outro mandado fosse expedido.
Com um novo mandado em mãos, o escrivão e o investigador Matheus se dirigiram, na terça-feira (22), até a fazendo onde C. estava trabalhando, mas ele não estava. Com isso, os policiais entregaram uma notificação ao patrão do acusado, para que C. comparecesse no dia seguinte à delegacia, deixando a entender que o motivo era a denúncia de agressão da mulher.
Na quarta-feira, C. se apresentou na Delegacia de Cristais Paulista e, após ser indiciado no caso da agressão da companheira, foi intimado de que seria preso por estar foragido da Justiça há quase dez anos, sendo recolhido à Cadeia Pública de Franca.
SSP
Jul
23
Fielder-Civil, de 26 anos, admitiu o ataque contra James King, de 36, em um pub no leste de Londres em junho de 2006.
Ele também admitiu que tentou fazer King retirar sua queixa oferecendo 200 mil libras (mais de R$ 600 mil).
Outros três homens também foram sentenciados por obstruir o trabalho da Justiça. Fielder-Civil já passou nove meses na prisão.
Álcool e cocaína
O juiz David Radford afirmou que Blake Fielder-Civil estava sob o efeito de álcool e cocaína quando atacou King junto com um amigo, Michael Brown, do lado de fora do pub, devido “a um sentimento errado de lealdade a seu amigo”.
Michael Brown foi condenado a dois anos e nove meses de prisão.
“O fato é que, ao se juntar ao ataque chutando King depois de ele já ter sido socado e chutado por Brown, você se comportou desgraçadamente, de uma forma covarde”, afirmou o juiz a Fielder-Civil.
Depois do ataque, King foi visitado por outros dois amigos de Fielder-Civil, Anthony Kelly e James Kennedy, que ofereceram o dinheiro para que ele deixasse o país.
O advogado de Fielder-Civil, Jeremy Dein, afirmou que o ataque foi resultado de “falta de julgamento, motivada pelas drogas”.
“Por quase metade de sua vida, ele tem se apoiado nas drogas”, afirmou o advogado.
Dein acrescentou que seu cliente tem um histórico de tentativas de suicídio, mas que está determinado a reconstruir sua vida ao lado de sua mulher, Amy Winehouse.
“Ele sabe que, se falhar, terá um encontro com o desastre, não apenas ele, mas sua esposa também”, acrescentou. Winehouse não estava presente no julgamento no marido. BBC
Jul
13
A Polícia Federal encontrou indícios de que banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas planejavam manipular cotas e operar o Fundo Soberano que o governo Lula pretendia lançar. O fundo, um instrumento para evitar a desvalorização das reservas cambiais em dólares do País, previa a aplicação de parte dessas reservas em investimentos de maior risco e retorno. Em relatório de 23 de junho, o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, deixa claro que seguia de perto a movimentação de Dantas e Nahas.
“Em vários momentos durante a investigação, Naji Nahas conversa com interlocutores comentando sobre a aquisição de ‘cotas’ com valor individual superior a 200 milhões (sem especificar se dólares ou reais), por pessoas determinadas”, afirma o delegado.
A idéia da criação do fundo foi discutida pela equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro semestre. Em fevereiro, relatório da PF mostrava que o fundo soberano a que Nahas se referia em suas conversas era, de fato, o Fundo Soberano Brasil. O investidor, segundo os agentes, conversa sobre o caso com o doleiro Carmine Enrique, uma das 24 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada pela 6ª Vara Criminal Federal. Ele foi solto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro importante interlocutor de Nahas sobre o tema é o ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, que estaria envolvido nessa articulação “em alinhamento com os negócios de N. Nahas“.
Nahas, no entendimento dos policiais, parece ter informações privilegiadas sobre o assunto e já “se aventura a captar investidores internacionais para tal propósito”.AE
Jul
10
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresário Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na Operação Satiagraha da Polícia Federal.
Na decisão, Mendes considera “desnecessária” a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal.
“Ainda que tais fundamentos fossem suficientes, o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios.”
A operação cumpriu na terça-feira 24 mandados de prisão após investigação de suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Mais cedo Mendes autorizou que os advogados de defesa do banqueiro tivessem o direito ao acesso aos autos que envolvem as denúncias contra Dantas. O presidente do STF recebeu na tarde desta quarta-feira as informações que solicitou à na 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária.
Além de Dantas e Verônica, foram libertados Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade.
Há quatro anos a Operação Satiagraha investiga suposta prática dos crimes em operações financeiras. Além de Dantas, a PF prendeu na terça o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. A decisão do STF não beneficia Nahas e Pitta.
Também foram apreendidos documentos, computadores, veículos e dinheiro em espécie que ainda está sendo contabilizado. Somente em um local foram apreendidos cerca de R$ 1,1 milhão.
Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.
Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.
Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).
Os presos na operação devem ser indiciados sob as acusações de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Dantas
O Ministério Público Federal acusa o grupo do banqueiro Daniel Dantas de ter movimentado, entre 1992 e 2004, quase US$ 2 bilhões por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Dantas foi preso no Rio, juntamente com sua mulher –tida como “laranja” do marido–, a irmã dele e o cunhado.
“Essa organização criminosa tinha como seu líder o Daniel Dantas”, disse Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações. “Nós nos deparamos, primeiramente com um grupo de pessoas e depois com uma organização criminosa muito bem estruturada”, reiterou.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da PF é decorrência da briga societária envolvendo Brasil Telecom e a Telecom Itália.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a operação é resultado de uma “perseguição implacável” de representantes do setor público a seu cliente. Machado acusa representantes do setor público de perseguirem seu cliente. Ele disse acreditar que a operação da PF é decorrência da briga societária envolvendo Brasil Telecom e a Telecom Itália.
Daniel Dantas é o dono do grupo Opportunity, fundado por ele em 1993. O banqueiro ganhou notoriedade ao se associar com o Citigroup, para se tornarem sócios do consórcio que venceu a concessão de telefonia que criou a Brasil Telecom. Depois iniciaram uma disputa societária que só terminou com a venda da empresa para a Oi (ex-Telemar) no início deste ano. Durante essa disputa foi acusado, entre outras coisas, de espionagem.
Ele aproximou-se da política no governo Fernando Collor de Mello. Depois tornou-se economista do PFL. Ganhou fama, entretanto, na época das privatizações da telefonia, em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.FolhaOnline
Jul
9
O empresário Naji Nahas chegou por volta das 22h10 desta terça-feira (8) à carceragem da Polícia Federal, na Zona Oeste de São Paulo. Durante praticamente todo o dia, ele acompanhou o trabalho dos policiais que fizeram buscas em sua residência no Jardim Europa.
Antes de ser levado para a detenção, ele passou por exames no Instituto Médico-Legal (IML). O empresário é um dos 17 detidos na Operação Satiagraha, que investiga desvio de verbas públicas e crimes financeiros. Entre os presos estão o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Dantas, Pitta e Nahas ficarão em celas separadas na sede da PF de São Paulo, informou a assessoria de imprensa do órgão.
O nome da operação, Satiagraha, significa resistência pacífica e silenciosa, conforme nota divulgada pela PF. O número de prisões pode ser alterado porque agentes ainda cumprem mandados, segundo a PF. Foram expedidos 24 de prisão e 56 de busca e apreensão.
Dos 17 mandatos de prisão, foram cumpridos 8 em São Paulo e 9 no Rio. A PF ainda busca outras 7 pessoas. Todos os 56 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 38 em São Paulo, 16 no Rio, 1 na Bahia e 1 no Distrito Federal.
Os agentes da PF apreenderam carros e R$ 1 milhão na casa de um dos detidos. Ele foi acusado de tentar subornar um delegado da PF a mando de Daniel Dantas. O suspeito teria oferecido US$ 1 milhão para o delegado retirar nomes do inquérito, de acordo com o Ministério Público Federal. A suspeita é de que parte do dinheiro apreendido fosse ser utilizado para a tentativa de suborno.
Nélio Machado, que defende Daniel Dantas, disse que a prisão ocorreu de forma irregular, uma vez que seu cliente não oferecia perigo, e negou as acusações de fraude. Segundo ele, Dantas não conhecia Celso Pitta nem Naji Nahas. Ele afirmou não ter obtido informações sobre o teor do processo e quando tiver disse que entrará com pedido de soltura.
Segundo a PF, haveria dois núcleos principais na suposta quadrilha. Um deles seria comandado por Daniel Dantas e teria se beneficiado de recursos públicos, desviados pelos operadores do mensalão. Empresas de fachada teriam sido montadas para o desvio das verbas.
Além do grupo de Dantas, a PF teria descoberto um segundo núcleo, ligado ao primeiro, formado por empresários e doleiros que atuavam no mercado financeiro para fazer a lavagem do dinheiro. Esse grupo, segundo a PF, seria comandado pelo empresário Naji Nahas. Era nesse grupo que estaria o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
O elo entre os dois grupos seria Dantas e Nahas.
De acordo com o procurador da República Rodrigo de Grandis, Celso Pitta teria recebido de Naji Nahas dinheiro que viria do exterior. “Tudo sugere que o dinheiro entregue por Nahas a ele (Pitta) era dinheiro de Pitta que está no exterior. (…) Há fortes indícios que o dinheiro de Pitta é proveniente de dinheiro desviado da prefeitura (de São Paulo). Mas ainda não há certeza disso.”
A advogada de Celso Pitta, Paula Sion de Souza Neves, afirmou que ainda vai se inteirar sobre o processo. “A gente agora vai se inteirar e provavelmente formular pedido para que ele seja solto antes dos cinco dias.” Ela disse não saber se Pitta conhecia Naji Nahas.
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela investigação da Operação Satiagraha, afirmou que o empresário Naji Najas tinha um “megacontato” que lhe repassava informações sigilosas do Banco Central norte-americano, o Federal Reserve (Fed).
“Muitos nos supreendeu do Fed, megacontato do Naji Nahas no Brasil e no exterior que teve indícios de manipulação do mercado financeiro internacional, onde ele se privilegia da informações para aplicar no mercado internacional”, afirmou o delegado.
Em nota divulgada mais cedo, a PF havia informado que a operação detectou “indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve”.
O advogado de Naji Nahas, Sérgio Rosenthal, disse nesta terça-feira (8) não ter conhecimento dos detalhes da operação que levaram à prisão de seu cliente.
“Nós estamos em meio à operação, a operação é sigilosa. Nós não temos os detalhes ainda. Assim que eu tiver detalhes eu poderei conversar com vocês”, disse Rosenthal.G1
Jun
27
Policiais da Dise (Divisão de Investigações sobre Entorpecentes) prenderam, na manhã de quarta (25), R.S.S. de 30 anos, vulgo “ Nicão” e P.P.S., 28, conhecido por “ Tuca” acusados de tráfico de entorpecentes na região de Bauru. As prisões ocorreram na casa de R. na rua João Sotero de Castro, Vila Industrial. A polícia prendeu cerca de 20 dias atrás, L.A.P.S. que levou a prisão da dupla.
Por meio de investigações realizadas há 60 dias, policiais prenderam em flagrante no dia 6 de junho, L.A.P.S. por associação e tráfico de drogas. O acusado foi surpreendido em sua casa com aproximadamente 700 gramas de cocaína, uma balança digital com resquícios da droga, um veículo e uma motocicleta.
A prisão só foi possível após um trabalho investigativo do setor de inteligência da Dise, que incluiu a interceptação - com autorização da Justiça - das comunicações telefônicas de 11 linhas dos membros de uma associações de distribuição e comércio de cocaína de Bauru.
De acordo com a Dise, as investigações levaram a polícia até o patrão da associação “Tuca”, encarregado de negociar e adquirir cerca de 10 quilos de cocaína na Capital. O esquema funcionava da seguinte maneira: P.P.S. recepcionava as drogas vindas em um ônibus, conferia com a ajuda de L.A.P.S. e entregava para R.S.S. , encarregado de guardar a droga em local seguro.
Foi pedida a prisão temporária de P.P.S. e R.S.S. Na casa de R.R.S., foram encontradas agendas e documentos de interesse policial. Os indiciados foram encaminhados para a cadeia pública de Duartina.SSP
Jun
18
O tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraes, de 25 anos, mantém uma página no Orkut, é casado e tem um filho. No seu perfil da rede social, fala sobre as paixões. Diz que ama a farda, a verdade, a dignidade e o trabalho.
O militar já confessou à polícia ter comandado a entrega dos três jovens do Morro da Providência aos traficantes de um morro rival. Nesta terça-feira (17), na página, foi muito atacado em centenas de mensagens.
Os onze militares que participaram do crime cumprem prisão temporária no Batalhão de Polícia do Exército.
Nesta terça-feira, o delegado continuou a tomar os depoimentos dos envolvidos para esclarecer a participação de cada um no caso.
Os militares ocupam o Morro da Providência desde o fim do ano passado. Com a morte dos rapazes, a presença deles no local está sendo questionada. A Defensoria da União, no Rio, vai entrar com uma ação civil pública pedindo a retirada do Exército do Morro da Providência, com base na Constituição. A lei não prevê participação do Exército na segurança pública.
Em nota divulgada nesta terça (17), o Exército afirma que a presença militar no morro não é uma operação em prol da segurança pública, que necessite de determinação da presidência da república e de aprovação no congresso nacional. Mas sim uma ação subsidiária, permitida pela Constituição, com o objetivo de revitalizar moradias.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio ao Rio acompanhar as investigações.
Participou de uma reunião no Comando Militar do Leste. Depois, foi ao Morro da Providência. Caminhou pelas ruas da comunidade e se encontrou com parentes dos jovens mortos.
O ministro pediu desculpas às famílias.
“Vamos deixar bem claro a indignação do governo, a indignação de todos nós. Agora, o que não podemos é confundir o fato que aconteceu com a ação do Exército e com as obras que estão sendo realizadas aqui”, disse o ministro Nelson Jobim.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, tem uma opinião diferente.
“O Exército estava dando proteção para as pessoas que estão trabalhando e aí ocorreu essa tragédia que é absolutamente lamentável. Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente, que é majoritária em toda a sociedade, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da segurança pública”, disse Genro.
O que garantiu a presença dos militares no Morro da Providência foi um acordo firmado entre os Ministérios da Defesa e das Cidades. Os militares foram convocados para ajudar num projeto de reforma das casas, chamado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela, pré-candidato à prefeitura do Rio.
Jun
16
RIO - O delegado Ricardo Dominguez, titular da 4ª DP (Central do Brasil), disse pediria, ainda na noite deste domingo(15), a prisão temporária de 11 militares do Exército. Eles são acusados de terem entregue três moradores do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi, controlado por uma facção rival do tráfico de drogas.
Os corpos dos três moradores foram encontrados neste domingo no Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, com diversas marcas de tiros.
De acordo com o delegado, todos os 11 militares - entre eles um oficial, três sargentos e sete soldados - serão indiciados por triplo homicídio. Em depoimento, alguns dos militares teriam confessado o crime. Ainda segundo o delegado, neste momento os 11 militares estão presos administrativamente no Comando Militar do Leste (CML).
Funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) de Duque de Caxias informaram que os corpos dos três jovens foram examinados e liberados. Eles serão transferidos na manhã de segunda-feira para o Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde serão enterrados. Ainda não há horário marcado para os sepultamentos e não se sabe se os corpos serão velados.
Morador confirma participação de militares
Um morador da área da Mineira, localizado pelo GLOBO, mas que pediu anonimato, contou em detalhes a ação em que militares do Exército teriam entregado, anteontem, três jovens do Morro da Providência a traficantes da favela do Catumbi. Segundo a testemunha, cerca de dez soldados fardados e armados com fuzis, como se estivessem em serviço, chegaram com os rapazes a um dos acessos da Mineira, num caminhão do Exército.
Logo em seguida, os soldados teriam dado ordens para os três descerem do veículo. Pelo menos seis militares acompanharam calmamente os jovens até um grupo de traficantes, que já aguardava numa das entradas da favela onde haveria uma boca-de-fumo. De acordo com o morador, foram 15 minutos de terror, que começou às 11h:
O morador afirma ainda que um dos rapazes tentou fazer uma ligação por celular, mas foi impedido por um dos traficantes, que exigiu o aparelho e outros pertences, como um cordão. Um outro jovem também tentou fugir, mas foi rapidamente dominada e levado com os outros para o alto da favela, aos gritos de que iam matá-lo. Por volta das 11h, a denúncia chegou à polícia, mas só às 17h um blindado foi visto circulando na comunidade. Oglobo
Mai
28
O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da menina Isabella, morta no dia 29 de março, aguarda na manhã desta quarta-feira, no Fórum de Santana (zona norte de São Paulo), para prestar depoimento ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri. Os dois estão presos desde o último dia 7.
Entre a noite de ontem (27) e a madrugada desta quarta-feira, os dois foram levados das penitenciárias em que estavam, na cidade de Tremembé (138 km de São Paulo), para São Paulo. Jatobá foi levada para a prisão feminina do Carandiru (zona norte de São Paulo), e Nardoni ficou no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos (Grande São Paulo). Jatobá chegou por volta das 10h e Nardoni, por volta das 11h.
Nos dias seguintes aos depoimentos dos dois acusados, o juiz ouvirá as testemunhas listadas pelo promotor Francisco Cembranelli e pela defesa e, depois de ouvir ambos lados, irá decidir se o pai e a madrasta irão a júri popular.
Nardoni e Jatobá são acusados de homicídio qualificado –por asfixia, por crime motivado por intenção de impunidade e por impossibilidade de defesa da vítima– e fraude processual –os dois, segundo Cembranelli, alteraram provas do crime.
Desde o último dia 9, a advogada Cristina Christo Leite representa a mãe de Isabella, Ana Carolina Cunha de Oliveira, no processo. Ela atua como assistente de acusação. Ela teria autorização para acompanhar os depoimentos dos dois réus, mas não está confirmada a presença dela no fórum.
Habeas corpus
Ontem (27), a 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou a negativa do último pedido de habeas corpus feito pela defesa do casal. Os ministros entenderam que o STJ não poderia julgar o mérito do habeas corpus por força da súmula 691 do STF (Supremo Tribunal Federal), que veta a concessão de liminar quando a instância anterior –neste caso, o TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo– não apreciou o mérito da questão.
Para a defesa, não há justa causa para a prisão preventiva do casal; e o recebimento da denúncia (acusação formal) feita por Cembranelli deve ser anulado, já que o despacho do magistrado –Fossen– demonstra pré-julgamento por parte dele. Folha Online