Ago
26
O faturamento bruto do setor agropecuário poderá atingir R$ 288,6 bilhões em 2008, o que representa crescimento de 28,95% sobre o ano anterior. A estimativa foi divulgada hoje pelo superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta. De acordo com ele, o crescimento é resultado tanto da expansão da produção, em especial da safra de grãos, como do aumento verificado nos preços.
A CNA também divulgou o resultado das exportações agrícolas em julho. Os embarques no mês somaram R$ 7,9 bilhões. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as vendas de produtos agrícolas renderam US$ 41,7 bilhões, valor que supera em 30% o total das exportações do setor no mesmo período do ano passado. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, a CNA informou que o crescimento foi de 4,96% no acumulado de janeiro a maio deste ano.
O segmento de insumos cresceu 2,39% e o da produção primária, dentro das porteiras das fazendas, 1,9% em maio, resultados que representam mais que o dobro da variação em igual período de 2007. No acumulado do ano (até maio), o PIB dos insumos apresenta taxa de crescimento de 10,37% e a produção primária soma 8,04%. “Na prática, tais resultados não demonstram ganhos de rentabilidade para o produtor, que aumentou sua produção mas enfrenta elevação dos preços dos insumos e, conseqüentemente, dos custos de produção”, afirmou Cotta, em entrevista coletiva na sede da CNA, em Brasília.AE
Ago
14
A mineradora Vale anunciará hoje, no Pará, um projeto de investimentos de US$ 5 bilhões até 2012 para a criação de um pólo siderúrgico no Estado. A maior parte dos aportes, de US$ 3,3 bilhões, será destinada para a construção de uma usina siderúrgica com capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de aço ao ano, em Marabá (PA), que deve entrar em operação daqui a quatro ou cinco anos.
Ao contrário dos demais projetos da Vale no setor de siderurgia, este empreendimento será voltado para o mercado interno e incluirá não apenas a produção de aço bruto, mas itens como bobinas a quente, chapas grossas e tarugos.
A segunda fase do projeto da usina, que ainda está em estudo, poderá incluir investimentos adicionais de US$ 2 bilhões para atingir uma capacidade anual de 5 milhões de toneladas de aço, segundo o diretor do Departamento de Participações Siderúrgicas da Vale, James Pessoa. Ele afirmou que cerca de dois terços da produção será voltada para bobinas a quente e chapas grossas, e o restante para tarugos. “Criaremos uma base para atrair fabricantes de vagões, dormentes e tubos para a região”, disse.
Até o momento, a Vale não conta com um parceiro estratégico para desenvolver o projeto. “A Vale vai tornar este projeto realidade com a ajuda do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O ingresso de um sócio operador não é pré-condição”, disse. Todos os demais projetos da Vale neste setor foram constituídos em parceria com siderúrgicas estrangeiras que agregam valor às placas de aço produzidas pela usina no mercado externo. A ausência deste parceiro explica a destinação do material para o mercado interno no projeto do Pará. Mesmo assim, Pessoa destacou que a Vale poderá admitir um sócio no futuro.
A intenção de instalar a usina no Estado paraense foi manifestada pela Vale no início deste ano, mas sua efetivação dependia de investimentos do governo em logística. Segundo Pessoa, os governos federal e estadual estão realizando obras para a construção de uma hidrovia no Rio Tocantins e eclusas em Tucuruí.
Pacote de investimentos
O pacote de investimentos no Pará incluirá ainda US$ 898 milhões para a construção de uma usina térmica com potência instalada de 600 megawatts (MW) para abastecer os projetos de exploração mineral da Vale no Estado. Segundo Walter Cover, diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Vale, as licenças para a usina devem ser obtidas até o mês que vem.
Outros US$ 300 milhões serão direcionados para um projeto de recuperação da mata nativa na Amazônia, batizado de Vale Florestar. Deste montante, US$ 60 milhões serão investidos ainda em 2008. A meta do programa é atingir uma área de 300 mil hectares no Sudeste do Pará. Hoje, ele ocupa 50 mil hectares. Cerca de 40% das árvores plantadas serão voltadas para usos comerciais para dar viabilidade econômica ao programa, segundo o diretor do Departamento de Relações Institucionais e Sustentabilidade Regional América do Sul e Central da Vale, Guilherme Escalhão. Uma das parcerias foi fechada recentemente com a Suzano, que comprará madeira da Vale para abastecer sua nova fábrica a ser instalada no Maranhão.
O programa de investimentos da Vale no Pará contempla ainda US$ 10 milhões para a implantação de um centro de tecnologia em bauxita e alumina em Belém. A Vale controla a Alunorte e a Albras, produtoras de alumina e alumínio, respectivamente, em Barcarena. Outros US$ 7,6 milhões serão voltados para qualificação de profissionais. Destes, US$ 6,2 milhões serão destinados para a concessão de 400 bolsas de estudo de mestrado e doutorado e US$ 1,4 milhões para cursos profissionalizantes em mecânica, eletromecânica e química.
Os executivos destacaram que a Vale já havia anunciado investimentos de US$ 20 bilhões no Pará para o período entre 2008 e 2012, parte do plano de crescimento orgânico (ou seja, sem considerar aquisições) anunciado no ano passado, de US$ 59 bilhões. Segundo a Vale, a contrapartida dada pelo governo do Estado será em forma de licenciamentos e incentivos que ainda estão em negociação. (Natalia Gómez)
Ago
10
Mesmo sem uma posição final sobre as novas regras para a exploração de pretróleo nos megacampos descobertos, o governo decidiu que não irá entregar todas as áreas da camada pré-sal para a Petrobras. As informações são da Folha de S.Paulo.
Os principais motivos seriam que a Petrobras é uma empresa mista - tem participação de capital privado - e poderia ter poderes demais, podendo se tornar um risco ao País no futuro. Na Venezuela, diretores da estatal PDVSA participaram de articulações golpistas, por exemplo.
“Hoje, a Petrobras já é um outro país. Felizmente, um país amigo”, disse, pedindo reserva, ao jornal, um ministro que acompanha os estudos ao falar sobre as restrições do governo em tornar a estatal poderosa demais. Segundo ele, a empresa poderia se tornar “maior do que o próprio Estado brasileiro”.
Por outro lado, nas reuniões do governo sobre o tema, a conclusão foi de que hoje esse risco não existe, pois o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, é totalmente afinado com o governo. A questão poderia ser alterada no médio e no longo prazos.
A opção mais comentada é de que o governo criaria uma nova empresa totalmente estatal para gerir algumas áreas da camada pré-sal, que contrataria outras petrolíferas para a exploração.
Jul
28
A Petrobras inaugura amanhã sua primeira usina de biodiesel. A unidade, instalada em Candeias (BA), na Região Metropolitana de Salvador, custou R$ 101 milhões e terá capacidade de produção de 57 milhões de litros do combustível por ano. A fábrica é a primeira de três que a estatal pretende inaugurar até o fim do ano. As unidades de Quixadá (CE) e de Montes Claros (MG) devem começar a operar já em agosto. “Temos uma meta ousada de produção de biodiesel”, afirma o presidente da recém-criada Petrobras Biocombustível - cuja diretoria será anunciada amanhã - Alan Kardec. “Almejamos chegar a 2012 com a produção anual de 940 milhões de litros”. As três primeiras usinas devem produzir, por ano, 170 milhões de litros de biodiesel.
A Petrobras Biocombustível terá sede no Rio e foi criada, de acordo com Kardec, para unificar os trabalhos que a estatal realiza na área. “A empresa nasce com dois apelos fortíssimos: o ambiental, na medida em que colabora com a redução dos gases que provocam efeito estufa, e o empresarial, baseado no aumento da demanda mundial por biocombustíveis”, disse.
Para a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, a produção de biodiesel tem também a preocupação de criar empregos e renda no campo. “A fábrica deve ter 58% de sua matéria-prima vinda de plantações de agricultura familiar”, afirma. Segundo a empresa, 28.922 agricultores de 264 municípios de Bahia e Sergipe estão plantando girassol e mamona para a unidade. A Petrobras forneceu 205,2 toneladas de sementes para garantir a produção.
“As primeiras remessas de oleaginosas vindas da agricultura familiar devem chegar entre outubro e novembro”, afirma Maria das Graças. “Até lá, vamos usar matérias-primas da agricultura intensiva. Já compramos 6 mil toneladas de óleos vegetais para o início da produção.”
Gordura Animal e Resíduos
Para não depender somente da produção de oleaginosas, porém, a usina de Candeias foi projetada para operar também com gorduras animais e com resíduos de fritura de alimentos. “Isso é importante para minimizar o efeito perverso da volatilidade das cotações das matérias-primas, como a soja, no preço do biodiesel”, diz a diretora. “Em tecnologia, não existe nenhuma planta como esta de Candeias no País. A usina vai produzir biodiesel tão puro quanto um bom uísque escocês.”
Entre as inovações tecnológicas apontadas por Maria das Graças está o sistema de automação, que monitora, em tempo real, 1,2 mil variáveis do processo de fabricação do biodiesel, da chegada da matéria-prima à saída da produção da unidade. “A curva de aprendizado sobre a produção de biodiesel ainda está no início”, afirma. “Quanto mais estudarmos e pesquisarmos sobre ela, mais desenvolveremos novas tecnologias, que vão poder fazer diminuir os preços do combustível, que ainda é mais caro que o diesel de petróleo.”AE
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Jul
16
O governador de São Paulo, José Serra, assinou ontem(15), no Palácio dos Bandeirantes, um protocolo de intenções para a instalação de fábrica da Toyota no município de Sorocaba. Segundo ele, o Estado ofereceu à companhia um incentivo fiscal através do programa Pro-Veículos. “O programa incentiva o desenvolvimento e prevê o ressarcimento de crédito do ICMS. Isso não é guerra fiscal”, afirmou. De acordo com Serra, o presidente da Toyota no Mercosul, Shozo Hasebe, informou que a companhia pretende instalar também na região uma nova fábrica de componentes.
O governador disse desconhecer qual modelo de veículo será produzido em Sorocaba, mas adiantou que 80% da produção será destinada ao mercado interno. Ao ser questionado sobre a razão de São Paulo ter vencido a disputa com outros Estados para a atração da fábrica, Serra respondeu que “apenas a Toyota deve saber”. “Nós oferecemos as condições à montadora sem hostilizar a possibilidade de investimentos em outros Estados”, emendou.
No primeiro ano de funcionamento da montadora, a previsão é de que sejam produzidos 150 mil veículos de pequeno porte. Os investimentos são da ordem de US$ 600 milhões à US$ 700 milhões, e a produção dos veículos deve ter início em 2011. Os executivos da Toyota presentes na reunião não concederam entrevista para dar mais detalhes sobre as negociações.
Jun
17
A Votorantim Cimentos anunciou ontem investimentos de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de produção na fábrica que possui em Nobre (MT). A expansão, prevista para ser concluída em dois anos, elevará a capacidade de produção da fábrica dos atuais 1 milhão para 2 milhões de toneladas de cimento por ano. Com o anúncio de ontem, os investimentos totais da Votorantim na produção de cimento devem somar R$ 2 bilhões até 2010.
“Vamos investir para aumentar a produção e atender à demanda crescente por cimento nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Entendemos que a indústria da construção civil vive um novo ciclo de crescimento sustentável no País”, diz Marcelo Chamma, diretor-comercial da Votorantim Cimentos. Segundo ele, a produção adicional será toda absorvida pela região e atende à necessidade da empresa de estar mais próxima desse mercado de consumo.
Na mesma fábrica, a empresa investiu também R$ 80 milhões para implantação de um novo forno de pozolana (um dos insumos que compõem o cimento), com capacidade de produzir 320 mil toneladas por ano da matéria-prima, com previsão de entrar em operação até o fim do ano. O plano de investimentos até 2010 prevê ainda a construção de quatro novas fábricas integradas de cimento, cinco novas moagens, reativações de fábricas, reforma, ampliação e modernização de unidades de cimento e argamassa.
Jun
12
O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje que a refinaria premium que a empresa estuda construir no Ceará poderá custar US$ 11 bilhões. A cifra considera que a construção da unidade vai exigir reformas no porto de Pecém para abrigar a obra, além de ser “altamente qualificada” para o processamento de óleo pesado e de uma mistura com óleo leve para a produção de um diesel de melhor qualidade para concorrer no mercado europeu.
Segundo ele, o protocolo de intenções assinado com o governo do Ceará prevê a avaliação da área para a construção da unidade destinada a um processamento de 300 mil barris por dia. Além do diesel - que vai corresponder a 60% do processamento do óleo - a refinaria deverá produzir querosene de aviação, nafta e gás liquefeito de petróleo destinados ao atendimento do mercado interno, além de coque que poderá atender à siderurgia local. O estudo para a implementação da unidade ficará pronto em 120 dias.
Segundo o diretor, o diesel desta unidade poderá ser voltado ao mercado internacional, porque quando ela entrar em operação em 2014 as refinarias do Comperj, no Rio, e a Abreu e Lima, em Pernambuco, já estarão concluídas e poderão garantir a auto-suficiência brasileira em diesel, que é deficitário no mercado doméstico.
Ainda segundo Costa, esta unidade no Ceará não vai produzir gasolina, já que hoje há um excedente do produto no País, que deve aumentar em função do avanço do consumo de álcool. “Não vamos inundar o mercado com gasolina”, comentou.
O diretor disse ainda que embarca na próxima segunda-feira para o Maranhão, onde se reunirá com representantes do governo local para conversar sobre a possível construção de outra refinaria premium, esta com capacidade de 600 mil barris por dia. Ele disse que detalhes sobre a unidade só serão fornecidos após a visita ao Estado. O valor do investimento ainda não foi revelado.AE
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Jun
12
Autoridades afegãs e britânicas acreditam que pode se tratar da maior apreensão de drogas já realizada em termos de peso.
As drogas estavam escondidas em valas e foram encontradas na segunda-feira. Três homens foram presos durante a operação.
A quantidade de haxixe apreendido foi tão grande que dois aviões bombardeios britânicos tiveram que ser usados para destruir as drogas.
A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em ingês), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmou que o valor da droga
no mercado atacadista chegaria a U$400 milhões (R656 mi).
Combate
De acordo com o general David McKiernan, comandante da Isaf no país, a destruição do haxixe irá atrapalhar a compra de armas pelos Talebã, já que a milícia embolsaria parte do dinheiro arrecadado com a venda das drogas.
Segundo o correspondente da BBC em Cabul, Martin Patience, o anúncio da apreensão deve significar um incentivo ao governo afegão, já que a apreensão aconteceu em uma data próxima a uma conferência internacional de apoio ao país, que será realizada em Paris.
“[A apreensão] reflete os esforços do governo afegão contra o tráfico de drogas”, afirmou em um comunicado o ministro das Relações Exteriores britânico, David Miliband.
O governo do Afeganistão já havia sido alvo de críticas da comunidade internacional por não ter se esforçado para combater o tráfico de drogas, principalmente de ópio.
Segundo estimativas da ONU, o Afeganistão controla 93% da produção de ópio no mundo.
Antes da apreensão desta quarta-feira, acredita-se que a maior já realizada tenha sido na Colômbia, onde 81 toneladas de cocaína foram apreendidas durante uma operação.BBC
Mai
12
Genebra - A produção de arroz no Brasil e a importação do produto
continuarão crescendo no País em 2008, mas isso não será suficiente para que os preços do arroz no mercado doméstico sofram uma queda. O alerta é de Concepcion Calpe, autora do estudo mensal que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) faz
sobre a situação do arroz.
“O problema é que os custos de produção aumentarão de forma importante e é inevitável que os preços se mantenham altos”, afirmou. Entre dezembro de 2007 e abril deste ano, os preços do arroz subiram em 76%. Para ela, a alta nos preços dos combustíveis, fertilizantes e outros fatores de produção impedem que os preços voltem aos níveis do início de 2007.
A previsão da FAO para o Brasil é de uma safra de 12 milhões de toneladas em 2008, 5,7% superior à colheita de 11,3 milhões de toneladas em 2007. Segundo a entidade, haverá uma redução na área plantada no Centro-Oeste, já que parte da terra será usada para trigo e soja, mas a produção no Sul compensará a perda de espaço.
A alta da produção brasileira, porém, não será suficiente para suprir a demanda e o País também incrementará as importações de 700 mil toneladas em 2007 para 800 mil neste ano. Os estoques também devem cair e a FAO alerta que a relação entre a oferta e a demanda continuará “apertada” no País.AE
Abr
17
Produtores que eram do “Mais Você”, quando o programa era transmitido de São Paulo, serão demitidos. Mas a Globo pediu para não irem para a concorrência, pois há chances de serem recontratados em três meses. A única que se salvou, em São Paulo, foi Mônica Pinheiro, mulher de Cleber Machado. A outra parte da produção foi com Ana Maria Braga para o Rio.
Folha