Set
24
Brasília - A Universidade de Brasília (UnB) vai às urnas hoje (24) e amanhã. Vinte e oito mil pessoas, entre professores, estudantes e servidores, têm a missão de escolher o próximo reitor da universidade.
A UnB enfrenta grave crise desde o início do ano. Denúncias de utilização indevida de recursos públicos levaram o ex-reitor Timoty Mulholland a renunciar em abril, após a ocupação do prédio da reitoria por estudantes.
Os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições, José Geraldo de Sousa Júnior e Márcio Martins Pimentel, fizeram, ontem (23) à noite, o último debate. Em um auditório com cerca de 500 pessoas, eles apresentaram propostas e trocaram críticas por quase três horas.
José Geraldo, professor da Faculdade de Direito, defendeu um novo modelo de gestão da universidade. Ele propõe o orçamento participativo e promete colocar na internet, por meio do Portal da Transparência, do governo federal, relatórios sobre os gastos das fundações.
“Queremos resgatar a universidade para seus objetivos sociais, por meio de uma gestão compartilhada, eticamente referenciada, inscrita no compromisso com os direitos humanos e a responsabilidade social”, afirmou Geraldo.
Já Márcio Martins Pimentel, professor do Departamento de Geologia, defendeu a ampliação da autonomia da universidade, com reestruturação administrativa e criação de uma unidade de apoio aos pesquisadores para facilitar a captação de recursos.
“A UnB da excelência, é essa que a gente quer, do bom ensino, da boa pesquisa, do diálogo. Precisamos também ampliar o acesso à universidade, que ainda oferece poucas vagas em comparação com as faculdades privadas”, resumiu Pimentel.
O coordenador-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UnB, Fábio Félix, lembrou que o intenso processo de discussões dos últimos meses amplia as responsabilidades do próximo reitor. Os estudantes questionam a atuação das fundações universitárias.
“Nós queremos encarar esse debate. Queremos o descredenciamento dessas fundações. Elas estão sendo investigadas em todo o Brasil, em todas as universidades, e o que se verifica são muitas irregularidades”, disse Félix.
A votação ocorrerá em 20 zonas eleitorais espalhadas nos quatro campi da UnB no Distrito Federal, localizadas na Ceilândia, Gama, Planaltina e Plano Piloto. De acordo com o Comissão Organizadora da Consulta (COC), o resultado será divulgado por volta das 2h da madrugada de sexta-feira (26).
Juliana Cézar Nunes
Repórter da Rádio Nacional
Set
8
Da Câmara dos Deputados vieram os projetos que obrigaram a inclusão das disciplinas de filosofia, sociologia e música na educação básica. Se fossem aprovadas todas as 50 propostas de novas matérias que tramitam na casa, os alunos do ensino fundamental e médio passariam 16,3 horas na escola por dia.
O período é o triplo do tempo que os estudantes já ficam no colégio diariamente, que é de cinco horas em média. Mais que isso, o tempo que precisariam é ainda quase o dobro da escola integral proposta pelo MEC (Ministério da Educação), que tem jornada de oito horas diária. E isso se essas matérias fossem ministradas somente uma vez por semana.
A pergunta é: a Câmara tem competência para escolher o que os estudantes devem ou não estudar? “Nós vemos com muita reserva essa inclusão através do poder central porque a autonomia das redes municipais e estaduais tem que ser respeitada”, diz Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.
Aprender a cooperar
Entre as propostas mais curiosas para que os jovens aprendam nas aulas diárias estão as disciplinas específicas de cooperativismo; noções de legislação fiscal e tributária; planejamento financeiro pessoal e familiar; empreendedorismo; direitos da mulher; segurança pública e “qualidade total”.
Algumas ementas sugerem a volta da matéria de moral e cívica (incluindo ética), enquanto outras parecem apenas fazer volume na lista ao pedir itens já existentes no currículo –como a inclusão de teorias sobre a origem dos seres vivos na disciplina de biologia.
Nessa mesma linha, seguem os políticos aspirantes a professores na elaboração do conteúdo disciplinar: “inclui a discussão sobre ‘Educação para o Pensar’ pela disciplina de Filosofia” ou “inclui o tema ‘Educação Alimentar’ no conteúdo das disciplinas de ciências e biologia”.
E há parlamentares completamente insatisfeitos com a educação brasileira: estes, mais radicais, pedem reformulação de todo o currículo escolar do ensino básico.Uol
Set
1
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) abriu concurso para 20 vagas para professores. São duas vagas para professor assistente com titulação de mestre e 18 vagas para professor adjunto com titulação de doutor ( veja aqui o edital ).
A remuneração inicial bruta para o cargo de professor assistente em regime de trabalho de 40 horas semanais é de R$ 2.656,10 e com dedicação exclusiva é de R$ 3.937,20. Para o cargo de professor adjunto em regime de trabalho de 40 horas semanais é de R$ 3.837,60 e com dedicação exclusiva é de R$
6.437,27.
As inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira (28) até 26 de setembro. deverão ser realizadas no campus da UFSM, no prédio da Administração Central (Reitoria), 7º andar, sala 748, Santa Maria/RS.
As taxas são de R$ 66 (professor assistente em regime de 40 horas semanais), R$ 95 (professor adjunto em regime de 40 horas semanais), R$ 98 (professor assistente em regime de dedicação exclusiva) e R$ 160 (professor adjunto em regime de dedicação exclusiva).
O concurso terá prova de títulos, prova escrita, prova didática e prova prática nas áreas de trombone, clínica e cirurgia de grandes animais e anatomia humana.
A definição da data da prova caberá aos respectivos departamentos. Os candidatos serão avisados com no mínimo 15 dias de antecedência.
Confira a relação das áreas:
Trombone/Música
Supercondutividade Experimental/Física
Geografia Humana/Geociências
Silvicultura e Planejamento de Paisagens/Ciências Florestais
Clínica e Cirurgia de Grandes Animais/Clínica de Grandes Animais
Biologia do Solo/Solos
Dermatologia/Clínica Médica
Saúde Coletiva/Enfermagem
Periodontia/Estomatologia
Controle da Qualidade de Medicamentos/Farmácia Industrial
Fisiologia/Fisiologia e Farmacologia
Fisioterapia Geral/Fisioterapia e Reabilitação
Anatomia Animal/Morfologia
Anatomia Humana/Morfologia
Patologia Veterinária/Patologia
Gestão da Informação/Arquivística
Psicopatologia/Psicologia
Didática, Metodologia, Práticas e Estágios em Artes Visuais: da Educação Infantil ao Ensino Médio/Metodologia do Ensino
Didática, Metodologia, Práticas e Estágios em Educação Infantil/Metodologia do Ensino
Pedagogia da Educação Física Escolar/Desportos Individuas
Ago
28
A contribuição das universidades estaduais e municipais na formação de professores foi destaque durante encontro, na quarta-feira, 27, em Brasília, de mais de 150 reitores e pró-reitores de universidades estaduais e municipais.
Presente à reunião, o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, lembrou que o número de professores que atuam sem formação inicial, ou até mesmo fora de sua área de estudo, é significativo. Segundo ele, a participação das universidades estaduais e municipais na formação de professores já é expressiva, mas pode ser ainda maior. “Educação básica, educação superior, educação tecnológica e alfabetização, todas estão ligadas. É a partir das conexões entre elas que pretendemos potencializar as políticas de educação básica”, disse.
Durante o evento foram discutidas estratégias e parcerias para a melhoria da qualidade da educação básica. Dentre as ações apresentadas, destacou-se a construção do Sistema Nacional de Formação de Professores, que integra o Plano de Ações Articuladas (PAR).
A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a entregar ao Ministério da Educação o planejamento estratégico de formação inicial de professores, que já está em processo de elaboração em várias unidades da Federação. A entrega foi feita na última sexta-feira, 22, em Brasília. Com base no PAR, a estimativa é de abrir 40 mil vagas para formação inicial ou segunda licenciatura para docentes do estado.
PAR — O Plano de Ações Articuladas é o abalizador para o apoio técnico e financeiro do MEC aos municípios. Ele compreende diagnóstico da realidade educacional do município e planejamento de ações que levem em conta quatro eixos: gestão educacional, formação de professores e de profissionais da rede pública, práticas pedagógicas de avaliação e infra-estrutura física e recursos pedagógicos.
Assessoria de Imprensa da Seed
Jul
15
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
O projeto de lei, que institui o piso salarial de R$ 950 para professores da rede pública, será sancionado amanhã (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), alguns pontos do projeto são inconstitucionais e precisam ser revistos. A principal reclamação é sobre a necessidade de reajustar os salários dos profissionais ainda em 2008, além do pagamento retroativo a janeiro, previsto na lei.
“Da forma como ficou aprovado ele [o projeto] coloca um efeito retroativo a janeiro e, tanto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, quanto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), despesas novas não podem ser criadas no ano em curso. Como o governo cria uma despesa, que não foi prevista, e não tem amparo legal?”, questiona a presidente do Consed, Maria Auxiliadora Rezende. Segundo Auxiliadora, a União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime) também defende a revisão desses pontos e já entregou um documento formal ao ministro.
Pelo projeto, estados e municípios, que hoje pagam menos de R$ 950 aos profissionais, devem arcar com um terço dessa diferença ainda em 2008. Serão aplicados reajustes anuais até janeiro 2010, data em que todos os professores devem receber o valor integral. Segundo Auxiliadora, o Consed já está fazendo um estudo e calcula que as folhas de pagamento aumentarão esse ano, em média, de 20 a 25%. De acordo com a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar, é provável que o projeto seja modificado, antes da sanção.
“Provavelmente o artigo será revisto, porque há uma clara incompatibilidade entre os preceitos legais em aprovar uma lei, que provoca aumento de gastos para um orçamento que já está em execução. Havendo inconstitucionalidade, o presidente [da República] poderá vetar esse ponto”, disse, em entrevista à Agência Brasil. Pilar ressaltou que o piso nacional é uma “grande conquista” na valorização da carreira e importante para atrair bons profissionais para as escolas.
“É claro que existem alguns problemas para implementação e o MEC está muito aberto para discutir isso. Nós temos uma comissão, em que há representação de secretários estaduais e municipais e do ministério, e vamos conversar para que seja possível implementar o piso, sem que isso provoque uma inviabilização da gestão”, garantiu Maria do Pilar.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, o texto “vale como está” e as entidades não podem questioná-lo, porque foram ouvidas durante a tramitação do projeto. “Tudo isso foi negociado. O projeto tramitou com essa redação, na Comissão de Constituição e Justiça, que é a encarregada de fazer a leitura sobre o âmbito da constitucionalidade da matéria. Esse projeto vem tramitando há muito tempo e foi construído em conjunto com Consed e Undime”, defendeu Leão.
Para a presidente do Consed, não é o mérito da matéria que está sendo posto em dúvida. “Nós não estamos avaliando a questão do mérito, nós estamos discutindo a questão formal e legal do gestor, que vai ter que corresponder por isso. A gente concorda que é preciso ampliar o salário para R$ 950, mas esse valor ainda é pouco para atrair bons profissionais para o magistério. Nós queremos muito mais, mas não para anteontem”, justificou ela.
Além do pagamento retroativo e a implementação de parte do aumento ainda em 2008, Auxiliadora questiona outro artigo da lei, que deverá engordar as folhas de pagamento. O projeto estabelece que um terço da carga horária do professor deve ser reservado para atividades fora de sala de aula, como planejamento e coordenação. Mas, uma resolução anterior do Conselho Nacional de Educação, estabelece que esse tempo deve variar entre 20% e 25% da carga total. Com mais tempo de atividades fora de sala, as redes terão que contratar mais professores para compor o quadro.
“Tempo de atividade em sala é uma questão de carreira. O projeto é para definir um piso nacional. Na medida em que ele começa a entrar na autonomia de cada estado e município, ele invade um espaço que não é dessa legislação regular”, afirma Auxiliadora.
Quando o piso foi aprovado pelo Senado, o ministro da Educação garantiu o complemento da União aos estados e municípios que não puderem pagar o piso aos profissionais. Segundo Haddad, esses recursos seriam passados via Fundo da Educação Básica (Fundeb). Mas, de acordo com a presidente do Consed, a lei não é clara quanto à participação da União.
“Será que a União vai complementar [o pagamento do piso] retroativo a janeiro? Como será resolvida essa questão orçamentária da União? O Fundeb não é complementação para esse fim”, indicou Auxiliadora. Pilar defendeu que a participação da União tem aumentado e o MEC fará um estudo dos impactos da aprovação do piso nos municípios e estados, para viabilizar o piso. “A intenção da lei não é quebrar os estados e município”, disse Maria do Pilar.
Jul
4
Em uma assembléia tumultuada e que durou cerca de 40 minutos, os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram suspender a greve iniciada em 13 de junho. As aulas serão retomadas nesta segunda-feira (7).
A votação ocorreu por volta das 18h desta sexta-feira (4). Antes da definição, conselheiros do sindicato questionaram em discursos o acordo feito pela diretoria da Apeosp com a Secretaria Estadual de Educação. Em vários momentos, a direção do sindicato chegou a ser chamada de traidora por ter assinado, durante uma reunião de conciliação, a proposta que suspende o movimento até terça-feira (8).
O principal ponto de desentendimento entre os professores está no fato de o acordo ter sido fechado sem que o governo revogasse o decreto que dá novos orientações sobre as transferências de professores. Na quinta-feira (10) está prevista uma nova assembléia. Representantes da Apeoesp afirmaram que, se o prazo acordado não for cumprido, a greve será retomada.
O acordo foi fechado em reunião realizada com representantes do governo na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. O grupo aceitou suspender a greve mediante o compromisso do governo do estado de pagar os dias parados durante a greve, estipular um calendário de reposição das aulas e abrir negociação sobre os demais pontos da pauta de reivindicação.
De acordo com a diretoria da Apeoesp, as férias na rede estadual de ensino estavam previstas para começar no dia 15 de julho. Com a suspensão da greve, o sindicato informou que os professores retornarão às salas de aula na próxima segunda-feira (7).
Depois da votação, houve tumulto próximo ao carro de som. Vários professores que não concordaram com a decisão da assembléia chamavam o sindicato de “traidor”. Houve apenas um empurra-empurra e discussão, sem agressões físicas. Às 18h30, o grupo já havia se dispersado e policiais militares com motos circulavam pela Praça da República.G1
Jun
27
Professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram hoje, em assembléia na Avenida Paulista, continuar a greve iniciada no dia 16. Eles reivindicam reajuste salarial que leve o piso da categoria a R$ 2 mil e a revogação de um decreto que limita as transferências de professores entre escolas. Pela estimativa da Polícia Militar (PM), 6 mil pessoas participaram da manifestação.
Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o número chega a 60 mil. Os manifestantes seguiram depois em passeata até a Praça da República, no centro da capital paulista, pela Rua da Consolação. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), às 17h30, os professores passavam pela altura da Rua Bela Cintra e ocupavam todas as pistas da Paulista no sentido Consolação.
Por volta das 16 horas, a avenida chegou a ficar bloqueada, mas depois o trânsito foi liberado no sentido Paraíso. A CET recomenda que os motoristas evitem a região. Quem estiver na Paulista seguindo para a Consolação deve desviar pela Rua Itapeva, seguir pela São Carlos do Pinhal, Antônio Carlos e Haddock Lobo, para voltar à avenida.AE
Jun
27
Os professores da rede estadual de São Paulo, em greve desde o dia 16, fazem assembléia hoje, às 15 horas, no vão livre do Masp, para avaliar o movimento. A categoria reivindica mudanças no decreto 53.037, que limitou a transferência de professores, e reajuste salarial. O governo do Estado de São Paulo autorizou as escolas a chamarem professores substitutos para dar aulas no lugar dos grevistas. Segundo a Secretaria da Educação, entre 5 mil e 10 mil profissionais têm faltado. A medida foi considerada abusiva pelo sindicato da categoria, que entrou ontem com um mandado de segurança pedindo uma liminar contra a contratação dos chamados professores eventuais.
Na última terça-feira, o Estado anunciou mudanças no texto do decreto, passando a permitir que os profissionais que tiraram todo tipo de licença peçam transferências - o decreto autorizava apenas as gestantes. O número de faltas permitidas por ano aumentou em duas, para 12 - seis com apresentação de atestado médico. O governo manteve, porém, a obrigatoriedade do profissional cumprir, ao menos, 200 dias letivos antes de ter permissão para pedir transferência.
A secretaria encaminhou à Assembléia Legislativa do Estado projeto de lei que define reajuste de 12,2% no salário-base dos professores. O projeto tem caráter de urgência e deve ser votado em, no máximo, 45 dias. O prazo, no entanto, não inclui os 30 dias do recesso da Assembléia, portanto, há risco de que a votação fique para agosto. O líder do PSDB na Assembléia, deputado Samuel Moreira, afirmou que fará “além do máximo para garantir a votação antes do recesso”. “Deixar esse projeto para agosto é inconcebível”, afirmou.AE
Jun
20
Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram hoje, em assembléia, manter a greve da categoria iniciada na segunda-feira. Eles rejeitaram a proposta da Secretaria de Estado da Educação de reajuste no salário-base de até 12,2%. Os professores reivindicam a revogação do decreto que limita as transferências e cria uma prova anual para contratar professores, além de reajuste que leve o piso da categoria para R$ 2 mil.
A assembléia aconteceu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, região central da capital paulista. Agora os professores seguem em passeata rumo à Rua da Consolação e à Praça da República, também na região central da cidade, onde logo mais haverá um ato unificado de todas as categorias que trabalham na Educação.
Jun
13
São Paulo - Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram hoje, em assembléia, entrar em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o protesto é, principalmente, contra o Decreto 53.037, assinado pelo governador José Serra (PSDB) no dia 28, que altera remoções, substituições e contratações temporárias da categoria.
Eles pedem também reajuste salarial, plano de carreira, extensão de gratificações a professores aposentados e melhores condições de trabalho em sala de aula. Entre as reivindicações de uma pauta entregue em janeiro a Serra, estão ainda a limitação de 35 alunos por turma e o fim da progressão continuada dos estudantes.
Hoje, cerca de 5 mil professores, segundo a Polícia Militar (PM), ou 30 mil, conforme a Apeoesp, realizaram uma passeata na capital. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os manifestantes seguiram rumo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), ocupando vias desde o cruzamento da Rua da Consolação com a Avenida Paulista até a Praça Franklin Roosevelt.
Em nota, o governo do Estado lamentou a decisão da Apeoesp. Conforme o governo estadual, “menos de 2% dos 250 mil professores na rede estadual estiveram nesta sexta-feira, 13 de junho, em frente à sede da secretaria”. “Não se justifica o voto de um grupo de professores à paralisação, exceto por motivação política”, diz o comunicado. “A decisão de regular as transferências de professores foi adotada com o objetivo de melhorar o aproveitamento escolar, garantindo a continuidade do trabalho pedagógico e o estreitamento na relação entre mestres e alunos”, alegou a secretaria.AE