Set
4
16/09/2008 - Divulgado a relação de aprovados no Bolsa Sedu
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Espirito Santo ES -A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) oferece 1.200 vagas para cursos técnicos profissionais em instituições particulares. A oportunidade é para quem já concluiu ou está cursando o Ensino Médio em escolas públicas estaduais, federais ou municipais. A partir desta quarta-feira (03), os interessados podem se inscrever.
Os cursos e o número de vagas que estão sendo oferecidos são os seguintes: Técnico de Automação (120); Química (60); Mecânica (320); Eletrônica (120); Metalurgia (120); Rochas Ornamentais (80); Logística (260); Enfermagem (40); e Eletrotécnica (40).
Por meio do programa Bolsa Sedu, a Secretaria de Estado da Educação vai comprar as vagas em 10 instituições de ensino privadas para alunos de escolas públicas. O candidato deve preencher a ficha de inscrição junto com uma pesquisa sócio-econômica na instituição de ensino que escolher.
Os documentos necessários são: cópia da Carteira Identidade e original; comprovante de conclusão do Ensino Médio (em escola pública) ou declaração de que está cursando o 3º ano do Ensino Médio (em escola pública). O prazo para as inscrições vai até o dia 09 de setembro, sempre das 8 às 12 horas e das 14 às 20 horas.
A prova acontece no próximo dia 14 de setembro, das 8 às 12 horas, em locais a serem definidos pelas instituições. Ela terá 50 questões, sendo 20 de Língua Portuguesa, 15 de Matemática, e 15 distribuídas nas disciplinas de Química, Física e Biologia. A pesquisa sócio-econômica vale 20 pontos. No ato da inscrição, o candidato vai ficar sabendo onde fará a prova.
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 16 de setembro. Já as matrículas serão realizadas entre os dias 17 e 19, na secretaria da instituição de ensino que irá ministrar o curso, das 8 horas às 20 horas.
Ago
28
A contribuição das universidades estaduais e municipais na formação de professores foi destaque durante encontro, na quarta-feira, 27, em Brasília, de mais de 150 reitores e pró-reitores de universidades estaduais e municipais.
Presente à reunião, o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, lembrou que o número de professores que atuam sem formação inicial, ou até mesmo fora de sua área de estudo, é significativo. Segundo ele, a participação das universidades estaduais e municipais na formação de professores já é expressiva, mas pode ser ainda maior. “Educação básica, educação superior, educação tecnológica e alfabetização, todas estão ligadas. É a partir das conexões entre elas que pretendemos potencializar as políticas de educação básica”, disse.
Durante o evento foram discutidas estratégias e parcerias para a melhoria da qualidade da educação básica. Dentre as ações apresentadas, destacou-se a construção do Sistema Nacional de Formação de Professores, que integra o Plano de Ações Articuladas (PAR).
A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a entregar ao Ministério da Educação o planejamento estratégico de formação inicial de professores, que já está em processo de elaboração em várias unidades da Federação. A entrega foi feita na última sexta-feira, 22, em Brasília. Com base no PAR, a estimativa é de abrir 40 mil vagas para formação inicial ou segunda licenciatura para docentes do estado.
PAR — O Plano de Ações Articuladas é o abalizador para o apoio técnico e financeiro do MEC aos municípios. Ele compreende diagnóstico da realidade educacional do município e planejamento de ações que levem em conta quatro eixos: gestão educacional, formação de professores e de profissionais da rede pública, práticas pedagógicas de avaliação e infra-estrutura física e recursos pedagógicos.
Assessoria de Imprensa da Seed
Ago
27
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro divulgou o edital de abertura do concurso que vai selecionar 500 profissionais para a função de Inspetor de Polícia (6ª Classe).
Para se candidatar a uma das vagas é necessário, entre outras exigências, que o candidato tenha idade entre 18 e 65 anos, diploma de nível superior e carteira de habilitação no mínimo da categoria B. A remuneração mensal é de R$ 2.102,55 e os aprovados cumprirão carga horária de 40 horas semanais.
As inscrições estarão abertas a partir desta quarta-feira (27) e seguem abertas até o dia 12 de setembro. Os interessados devem se inscrever no site da Fundação Getúlio Vargas (www.fgv.br) ou presencialmente, em dias úteis, das 9 às 16h, na Acadepol, localizada na rua Frei Caneca, nº 162, no Centro do Rio de Janeiro (RJ) ou no Colégio Amaro Cavalcanti, nº 20, no Largo do Machado, também no Rio de Janeiro (RJ). A taxa de participação é de R$ 80.
Na primeira fase, os candidatos serão submetidos a exames de conhecimentos, capacidade física, psicotécnico e médico. Na segunda, terão que passar pelo Curso de Formação Profissional. Ambas as fases são de caráter eliminatório e classificatório.
As provas de conhecimentos poderão ser aplicadas nas cidades do Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Volta Redonda, Barra Mansa, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Cabo Frio, Campo de Goytacazes, Macaé, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, desde que haja, pelo menos, 1.000 candidatos inscritos por cidade.
Isenção de taxa
A isenção da taxa de inscrições poderá ser requerida por aquele que perceberem renda familiar inferior a R$ 547,74.
O formulário de solicitação estará disponível no portal da Fundação Getúlio Vargas e deverá ser entregue preenchido, até o dia 29 de agosto, das 10 às 16h, no setor de Protocolo da Acadepol.
Jul
31
Todas as realizações do Projeto Memória Brasileira, da produtora e curadora Myriam Taubkin, especializada na imensa criação musical do País, colocaram os respectivos instrumentos no centro da questão. A série já contemplou o violão, o piano, a sanfona, os sopros e a percussão. Com Violeiros do Brasil, que sai agora em livro e DVD, quem está no foco principal são os instrumentistas. “Porque é difícil não associar o instrumento ao tocador. Não poderia dizer o Brasil da viola, ou das violas, acho que são os tocadores, que não chamei de tocadores, mas violeiros, porque só foco os profissionais”, diz Myriam.
Dos 11 desses habilidosos violeiros contemporâneos que se destacam no projeto, 6 estarão nos shows de lançamento neste sábado e domingo, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo: o pernambucano Adelmo Arcoverde, o sul-mato-grossense Almir Sater, os mineiros Ivan Vilela, Roberto Corrêa e Pereira da Viola e os paulistas Paulo Freire e Passoca. Os outros cinco contemplados no projeto farão show em Brasília no dia 3 de setembro: Braz da Viola, Pena Branca, Tavinho Moura, Zé Mulato & Cassiano.
Livro e DVD são complementares entre si e do projeto de show e CD realizado em 1997, que reuniu esses mesmos violeiros, mais os mestres Renato Andrade e Zé Coco do Riachão, já mortos. Myriam diz que os deixou à vontade para falar o que quisessem sobre suas relações com a viola. Os depoimentos, reveladores de peculiaridades importantes, por vezes coincidem, mas cada produto tem material exclusivo. Na parte final do livro há uma relação de cerca de outros 300 violeiros e luthiers profissionais em atividade. O mais velho é Flor do Campo, nascido em 1929. O mais novo é Gabriel da Viola, de apenas 14 anos.
A maioria desses músicos é originária do Brasil central, onde a viola se desenvolveu desde a época do Descobrimento, identificando-se com a cultura caipira. Mais concentradamente no interior de Minas e São Paulo. Ali, negros, europeus e até indígenas miscigenados, saudosos de casa ou de uma vida anterior, imprimiram à música tocada na viola um componente nostálgico. Embora muitos conhecimentos ainda sejam passados de pai para filho, hoje a viola é ensinada na universidade.
Além da graduação universitária, hoje a viola também se modernizou e se manifesta em diversos gêneros, com várias técnicas e estilos. Os músicos que vão tocar no Ibirapuera são exemplares disso. O público que vá preparado, avisa Myriam Taubkin, porque, como no DVD, o roteiro é só de músicas inéditas ou desconhecidas. “A minha preocupação com esse show é mostrar que a viola tem um lado muito forte de raiz, mas também tem um traço contemporâneo. Muitos desses músicos tocam a viola de um jeito muito moderno”, diz Myriam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Violeiros do Brasil
. Auditório Ibirapuera (800 lug.). Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º, portão 2 do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Tel. (011) 3629-1075. Sáb., 21 h; dom., 19 h. R$ 30.AE
Jul
15
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
O projeto de lei, que institui o piso salarial de R$ 950 para professores da rede pública, será sancionado amanhã (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), alguns pontos do projeto são inconstitucionais e precisam ser revistos. A principal reclamação é sobre a necessidade de reajustar os salários dos profissionais ainda em 2008, além do pagamento retroativo a janeiro, previsto na lei.
“Da forma como ficou aprovado ele [o projeto] coloca um efeito retroativo a janeiro e, tanto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, quanto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), despesas novas não podem ser criadas no ano em curso. Como o governo cria uma despesa, que não foi prevista, e não tem amparo legal?”, questiona a presidente do Consed, Maria Auxiliadora Rezende. Segundo Auxiliadora, a União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime) também defende a revisão desses pontos e já entregou um documento formal ao ministro.
Pelo projeto, estados e municípios, que hoje pagam menos de R$ 950 aos profissionais, devem arcar com um terço dessa diferença ainda em 2008. Serão aplicados reajustes anuais até janeiro 2010, data em que todos os professores devem receber o valor integral. Segundo Auxiliadora, o Consed já está fazendo um estudo e calcula que as folhas de pagamento aumentarão esse ano, em média, de 20 a 25%. De acordo com a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar, é provável que o projeto seja modificado, antes da sanção.
“Provavelmente o artigo será revisto, porque há uma clara incompatibilidade entre os preceitos legais em aprovar uma lei, que provoca aumento de gastos para um orçamento que já está em execução. Havendo inconstitucionalidade, o presidente [da República] poderá vetar esse ponto”, disse, em entrevista à Agência Brasil. Pilar ressaltou que o piso nacional é uma “grande conquista” na valorização da carreira e importante para atrair bons profissionais para as escolas.
“É claro que existem alguns problemas para implementação e o MEC está muito aberto para discutir isso. Nós temos uma comissão, em que há representação de secretários estaduais e municipais e do ministério, e vamos conversar para que seja possível implementar o piso, sem que isso provoque uma inviabilização da gestão”, garantiu Maria do Pilar.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, o texto “vale como está” e as entidades não podem questioná-lo, porque foram ouvidas durante a tramitação do projeto. “Tudo isso foi negociado. O projeto tramitou com essa redação, na Comissão de Constituição e Justiça, que é a encarregada de fazer a leitura sobre o âmbito da constitucionalidade da matéria. Esse projeto vem tramitando há muito tempo e foi construído em conjunto com Consed e Undime”, defendeu Leão.
Para a presidente do Consed, não é o mérito da matéria que está sendo posto em dúvida. “Nós não estamos avaliando a questão do mérito, nós estamos discutindo a questão formal e legal do gestor, que vai ter que corresponder por isso. A gente concorda que é preciso ampliar o salário para R$ 950, mas esse valor ainda é pouco para atrair bons profissionais para o magistério. Nós queremos muito mais, mas não para anteontem”, justificou ela.
Além do pagamento retroativo e a implementação de parte do aumento ainda em 2008, Auxiliadora questiona outro artigo da lei, que deverá engordar as folhas de pagamento. O projeto estabelece que um terço da carga horária do professor deve ser reservado para atividades fora de sala de aula, como planejamento e coordenação. Mas, uma resolução anterior do Conselho Nacional de Educação, estabelece que esse tempo deve variar entre 20% e 25% da carga total. Com mais tempo de atividades fora de sala, as redes terão que contratar mais professores para compor o quadro.
“Tempo de atividade em sala é uma questão de carreira. O projeto é para definir um piso nacional. Na medida em que ele começa a entrar na autonomia de cada estado e município, ele invade um espaço que não é dessa legislação regular”, afirma Auxiliadora.
Quando o piso foi aprovado pelo Senado, o ministro da Educação garantiu o complemento da União aos estados e municípios que não puderem pagar o piso aos profissionais. Segundo Haddad, esses recursos seriam passados via Fundo da Educação Básica (Fundeb). Mas, de acordo com a presidente do Consed, a lei não é clara quanto à participação da União.
“Será que a União vai complementar [o pagamento do piso] retroativo a janeiro? Como será resolvida essa questão orçamentária da União? O Fundeb não é complementação para esse fim”, indicou Auxiliadora. Pilar defendeu que a participação da União tem aumentado e o MEC fará um estudo dos impactos da aprovação do piso nos municípios e estados, para viabilizar o piso. “A intenção da lei não é quebrar os estados e município”, disse Maria do Pilar.