O empresário Zuleido Veras, dono da Gautama e acusado de ser o pivô de uma quadrilha que fraudava licitações em vários Estados do País, descoberta pela Operação Navalha, da Polícia Federal, no ano passado, compareceu hoje à sede da PF em Salvador (BA). Ele deveria ser ouvido por três deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Gautama, que apura em realizadas pela no Distrito Federal. Os deputados Bispo Renato Andrade (PR), Júnior Bruneli (DEM) e Cabo Patrício (PT), porém, não conseguiram tirar nenhuma palavra do empresário.

Veras chegou à PF pouco antes das 9h30, horário marcado para o depoimento, acompanhado do advogado Marcelo Leal de Oliveira e portando o habeas-corpus que lhe garantia o direito de não responder às perguntas dos deputados. Desde a chegada, nada disseram - nem durante os mais de 60 minutos de interrogatório. “Tínhamos a expectativa que ele esclarecesse alguns fatos, mas ele não quis colaborar”, afirmou Cabo Patrício. “Temos elementos suficientes, porém, para denunciar o empresário ao Ministério Público”, acrescentou Andrade.

De acordo com ele, o esquema montado pela Gautama no Distrito Federal causou desvios de verbas públicas de “pelo menos R$ 3,5 milhões”. As foram detectadas na contratação de de macrodrenagem da Bacia do Rio Preto, por parte do Ministério da Integração Nacional, que liberou R$ 145 milhões para a intervenção. De acordo com Cabo Patrício, os trabalhos da CPI serão encerrados no próximo dia 12.

Além de Veras, prestaram depoimento dois funcionários da Gautama, Florêncio Melo e Gil Jacó, apontados pela CPI como os responsáveis pelos pagamentos de para que a vencesse os contratos. Ambos também estavam amparados por habeas-corpus e recusaram-se a responder à maioria das perguntas. Melo, porém, abriu uma exceção: em determinado momento do interrogatório, admitiu que foi a Brasília algumas vezes e que, na capital federal, se encontrava com o ex-deputado Pedro Passos (PMDB), também investigado pela CPI. Passos renunciou ao ser acusado de participação no esquema.

A Polícia Federal (PF) indiciou duas pessoas envolvidas no oferecimento de à prefeitura de , na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para a contração da Alimentação.
Segundo a corporação, que fez o anúncio em uma nota hoje, o suposto representante da , Carlos Roberto Medina, de 63 anos, e o ex-presidente estadual do PSC Osvaldo Silva de Oliveira, de 46 anos, foram indiciados por fraude a licitação e corrupção ativa.

Em setembro no ano passado, a RBS TV veiculou uma reportagem em que os dois ofereciam a um assessor do gabinete do prefeito de . O objetivo seria que a prefeitura aceitasse um edital pronto para a abertura de licitação e contratação da como fornecedora de merenda escolar.

Segundo a PF, as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas e mais pessoas devem ser ouvidas. Também é aguardado o resultado de uma perícia em documentos referentes ao esquema.

Clicky Web Analytics