Ago
30
Eleições 2008 - O candidato da coligação “Frente do Recife” (PCdoB-PDT-PMN-PTB-PRP-PTdoB-PT-PSDC-PR-PSB-PTN-PRB-PRTB-PSL-PHS), João da Costa, saiu da posição de empate técnico com Mendonça Filho (DEM) e assumiu a liderança isolada da corrida pela Prefeitura do Recife. Apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e pelo atual prefeito do Recife, João Paulo (PT), Costa tem agora 47%, segundo pesquisa Ibope encomendada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. Já Mendonça Filho ficou com 22% das intenções de voto.
Na pesquisa Ibope anterior, feita há duas semanas, Costa tinha 30% das preferências, e seu principal adversário aparecia com 27%. Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, não era possível afirmar com certeza que estava na dianteira. A simulação de segundo turno projeta vitória de João da Costa, com 54%, contra 35% do candidato do DEM. Em terceiro lugar está o candidato Cadoca, da coligação “Amor pelo Recife” (PSC-PP-PTC-PPS-PV), com 10%. A seguir vem o candidato da “Coligação por um Novo Recife” (PMDB-PSDB), Raul Henry, com 5%.
Ex-secretário de Orçamento Participativo na gestão de João Paulo, Costa começou a campanha em desvantagem. Mendonça Filho, que disputou a reeleição como governador de Pernambuco em 2006 - ele havia assumido o cargo após a saída de Jarbas Vasconcellos, que se candidatou ao Senado -, liderava a disputa por dez pontos percentuais em julho (30% a 20%).
A situação começou a mudar à medida que a campanha do petista associou seu nome aos dos três fortes padrinhos políticos, todos com altas taxas de popularidade. Um dos slogans da campanha é “o que João fez, João fará”. Segundo o Ibope, a gestão do prefeito João Paulo é considerada ótima ou boa por 65% dos moradores de Recife. A avaliação do governo do presidente Lula é ótima ou boa por 73%.
A pesquisa Ibope contratada pelo “Estado” e pela TV Globo foi a campo entre 26 e 28 de agosto e entrevistou 805 eleitores do Recife. O intervalo de confiança é estimado em 95% e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na 9ª Zona Eleitoral do Recife, sob número 042/2008.
Out
4
Brasil-Política
Brasília - O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da CPI do Apagão Aéreo no Senado, vai pedir o indiciamento da cúpula da Infraero na gestão do ex-presidente Carlos Wilson. Pelo menos 25 pessoas, entre diretores, ex-diretores, além de dois empresários que fizeram negócios com o setor de mídia da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, estão listados entre os que terão o indiciamento pedido por Torres.O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à parte já concluída do relatório, que, na versão final, terá mais de mil páginas, e que deve ser apresentado à CPI no próximo dia 15. Os 25 nomes já definidos serão indiciados por crimes contra o patrimônio público. Fora o núcleo de indiciados ligados à Infraero, haverá outros três núcleos no relatório final da CPI. Um deles exclusivamente sobre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e outro ligado a obras e licitações.
Entre os nomes que o relator vai pedir para a CPI indiciar está o do ex-presidente da Infraero e atual deputado federal pelo PT de Pernambuco Carlos Wilson. Contra ele, que esteve à frente da Infraero entre 2003 e 2005, pesa o fato de terem sido lançados vários editais de licitação para construção, reforma e ampliação de aeroportos, cujos critérios de escolha dos vencedores foram questionados tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto pelo Ministério Público Federal. A CPI diz ter provas de que houve favorecimento de determinados grupos empresariais, retirando o caráter competitivo das concorrências públicas. Somadas, as licitações na gestão dele chegaram a quase R$ 3 bilhões.
Diretora de Engenharia da Infraero, Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores também é outra dirigente da estatal na lista dos que terão o indiciamento pedido. Ela é suspeita de patrocinar e intermediar interesse privado junto à Infraero, visando o favorecimento de terceiros e pessoal, diz trecho do relatório da CPI. Do núcleo da direção da Infraero, Fernando Brendaglia de Almeida, ex-diretor comercial da estatal, é suspeito de ter cometido a mesma irregularidade que Eleuza. Sobre ele, porém, recaem mais acusações. Além de dirigentes da Infraero, o primeiro lote de pedidos de indiciamento da CPI inclui empresários ligados ao setor de mídia aeroportuária como Ettore Ferdinando Casória e Michel Farah, sócios na FS3 e fornecedores de software com “fortes suspeitas de superfaturamento”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.