Ago
7
O policial militar baleado numa delegacia na manhã desta quinta-feira (7) morreu no Hospital Salgado Filho, no Méier, subúrbio do Rio, segundo informações da Secretaria municipal de Saúde.
De acordo com a assessoria da Secretaria, o policial já estava morto quando deu entrada no hospital.
A vítima foi baleada por um homem que foi preso junto com seu comparsa nesta manhã próximo ao Norte Shopping, na Zona Norte do Rio. Os dois são suspeitos de terem assaltado um taxista na região.
Os suspeitos foram levados para a 25ª DP. Quando estava sendo feita a ocorrência, um dos suspeitos sacou a arma de um dos policiais do local e efetuou o disparo que atingiu o PM.
Um agente da delegacia contou que houve troca de tiros e o suspeito também foi atingido e morreu na porta de delegacia.
Agentes da Polícia Civil e policiais militares estão na delegacia.G1
Jul
29
A Polícia Civil do Rio confirmou hoje que os restos mortais encontrados no mar do litoral norte fluminense no início do mês são do padre paranaense Adelir de Carli, que estava desaparecido havia três meses. O exame de DNA foi feito no Instituto de Pesquisa Genética Forense a partir de uma amostra de material colhido com o irmão do padre, o mestre de obras Moacir de Carli. O resultado, diz a polícia, é definitivo.
Restos do corpo do padre foram encontrados no mar por um rebocador que presta serviços à Petrobras próximo à costa de Maricá, na Região dos Lagos. Foram resgatadas também partes de um material metálico que podem ser vestígios da roupa de alumínio que Carli usava quando decolou de Paranaguá (PR) , em 20 de abril, a bordo de uma cadeira suspensa por cerca de mil balões de gás.
O objetivo do padre era ficar 20 horas no ar e chegar à cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Sua intenção era bater um recorde e chamar a atenção para a sua causa à frente da Pastoral Rodoviária. Por causa do mau tempo, Carli foi desviado da direção original e foi parar no mar. Ele não sabia manusear bem o aparelho de GPS que tinha nas mãos. Segundo o Corpo de Bombeiros, que fez o último contato com o padre por rádio, ele desapareceu na região do balneário catarinense de Penha.
Depois da queda no mar e a morte provável por hipotermia, os restos mortais do padre foram levados pela corrente marítima de Santa Catarina até o litoral do Rio de Janeiro. Os restos mortais foram levados para o Instituto Médico Legal de Macaé, onde o irmão de Carli esteve para o exame de DNA. A Polícia do Rio enviará o resultado do exame para o Paraná.
Jul
25
O delegado-titular da 35ª Delegacia de Polícia (DP) do Rio de Janeiro, Marcus Neves, afirmou hoje que integrantes da milícia autodenominada “Liga da Justiça”, que atua em comunidades pobres da zona oeste da capital fluminense, resolveram contratar um pistoleiro em outro Estado para assassiná-lo. A decisão teria sido tomada dois dias depois da prisão do deputado Natalino Guimarães (DEM), na madrugada de terça-feira, sob a acusação de chefiar a quadrilha. A operação foi chefiada por Neves.
Segundo o delegado, um grupo de milicianos comandados Luciano Guinâncio Guimarães, sobrinho do deputado, se reuniu em uma casa em Cosmos, também na zona oeste, e combinou pagar R$ 1 milhão para contratar o assassino fora do Rio de Janeiro, com objetivo de dificultar as investigações posteriores ao crime. “Isso não me preocupa, serve de estímulo para continuarmos prendendo os integrantes do bando”, afirmou o delegado, que anda com seguranças armados.
Luciano é filho do vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), o Jerominho, preso desde dezembro sob a mesma acusação do irmão, e seria o braço armado da quadrilha. Ele é ex-policial militar e foragido da Justiça, que expediu mandado de prisão por três homicídios. O delegado disse que o ex-policial anda fortemente armado e cercado por seus seguranças, entre eles Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos.
Leandro e Luciano são dois dos 43 suspeitos que deverão ser indiciados pelo delegado no inquérito que apura a atuação da “Liga da Justiça” em comunidades de Campo Grande. A maior parte dos denunciados é de PMs, três são policiais civis, um é bombeiro e dois são agentes penitenciários. Diariamente, o delegado recebe denúncias anônimas na delegacia, com informações de mais nomes de envolvidos na quadrilha, nomes de firmas envolvidas com a venda gás superfaturado e de sinal clandestino de TV a cabo.AE
Jul
24
Uma operação na Rocinha, que reuniu 200 policiais de sete delegacias especializadas, deixou hoje um suspeito morto e outro ferido. Houve intenso confronto. Uma empregada doméstica, que dormia em casa no momento do tiroteio, foi atingida por balas perdidas. Uma loja de colchões pegou fogo. Durante a ação, a polícia apreendeu uma suposta ata de uma reunião com determinações sobre como será a campanha eleitoral na favela.
O objetivo da operação era localizar um paiol de armas e recuperar carros roubados. Os policiais também estavam atrás de traficantes do Complexo do São Carlos, inclusive os suspeitos de terem assassinado os moradores do Morro da Providência entregues por militares ao tráfico do Morro da Mineira. Na terça-feira, uma operação na região com esse mesmo objetivo foi frustrada, provavelmente, por vazamento de informações: 300 policiais só conseguiram deter um adolescente e um suspeito.
Hoje, a polícia chegou à Rocinha no início da manhã. Quinze homens armados com pistolas e fuzis tentaram impedir a entrada dos agentes. Na troca de tiros, uma bala teria atingido o depósito de uma loja de colchões, que pegou fogo, controlado pelos bombeiros do Quartel da Gávea. A casa em que estariam escondidos os traficantes do São Carlos chegou a ser localizada, mas os criminosos fugiram.
Maria Eva Rodrigues, de 46 anos, dormia em casa, com o filho de 11 anos, quando foi atingida por tiros nas nádegas e nas costas. Ela foi levada para o Hospital Miguel Couto. Segundo a assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Eva sofreu fratura na bacia, mas não precisou passar por cirurgia. Um suspeito também ficou ferido e seu quadro é estável. Seu nome não foi divulgado.
Ata
No documento apócrifo apreendido pela polícia, que seria ata de uma reunião de traficantes, era pedido “todo empenho para o candidato da Rocinha“. “Não aceito derrota! Ninguém trabalhando para candidato de fora/não agendar visita/não convidar para eventos”, informava o texto. Em outro trecho, o documento dizia que “pedido do candidato da Rocinha não pode ser negado em nenhum segmento (vans, mototáxi, etc)”.
A Polícia Civil também fez operação na Favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense. Eles estavam em busca de três homens suspeitos do assassinato do secretário-geral da executiva municipal do PDT, Jorge Vieira. Foram apreendidos 16 quilos de maconha e sete granadas. Um suspeito de ligação com o tráfico na favela, cujo nome não foi divulgado, foi preso.AE
Jul
24
A juíza titular da 5ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Simone Schreiber, adiou, sem nova data, o depoimento que o ex-banqueiro Salvatore Cacciola daria amanhã à Justiça.
O réu responde a processo de crime contra o sistema financeiro. De acordo com informações do Justiça Federal do Rio, o pedido de adiamento foi feito tanto pela defesa de Cacciola quanto pelo Ministério Público Federal e foi acatado pela juíza.
Além do processo da 5ª Vara, o ex-banqueiro responde a processos na 2ª e 6ª varas criminais, este último relativo ao caso Marka.AE
Jul
15
O delegado que investiga a morte do administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, José de Moraes Ferreira, disse hoje que o caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte) e tentativa de homicídio. Os dois crimes foram atribuídos ao suposto assaltante Jefferson dos Santos Leal, de 18 anos, que está internado no Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio, onde se recupera de uma cirurgia no abdome, depois de ter sido atingido por um tiro.
Para Ferreira, a morte de Costa foi um “erro de execução”, que não existe como crime. Na opinião do delegado que investiga a morte dele, foi o roubo ao carro e o seqüestro relâmpago a que o administrador foi submetido que o levou à morte. “Por isso, foi registrado como latrocínio cometido pelo assaltante. A princípio, prevalece a versão dos policiais militares, mas vamos continuar apurando o caso”, disse.
Segundo Ferreira, pelo que se tem apurado do crime até o momento, os quatro policiais militares que atiraram contra o automóvel “em legítima defesa” não devem ser enquadrados em homicídio, mesmo tendo assassinado por engano a vítima do assalto. “Eles não sabiam que, no carro, havia um inocente. Os policiais militares revidaram depois de o assaltante, que dirigia o carro, atirar primeiro. Então, foi uma reação”, entendeu. Ferreira afirmou, no entanto que, depois de encaminhar o caso para o Ministério Público (MP), os promotores podem discordar dele e “até levar os PMs a júri”.
Cerca de 300 pessoas acompanharam hoje o enterro do administrador de empresas, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju. Emocionada, Simone, mulher de Costa, foi amparada por parentes e amigos. O administrador, que também era pastor evangélico, foi enterrado ao som de hinos religiosos e gritos por justiça.AE
Jul
7
A Polícia Militar (PM) instaurou hoje um Inquérito Policial Militar (IPM) e determinou a prisão administrativa por 72 horas de um cabo e um soldado do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) suspeitos de metralhar por engano o carro de uma família e matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, ontem, na Tijuca (bairro de classe média da zona norte do Rio). João Roberto voltava para casa com a mãe, a advogada Alessandra Soares, e o irmão Vinícius, de 9 meses, de uma festa. A morte cerebral de João Roberto foi confirmada hoje pela equipe médica que o atendeu no Hospital Copa D’ or. Alessandra teve ferimentos leves por estilhaços de bala e Vinícius nada sofreu.
Ontem, o cabo Elias Gonçalves da Costa Neto e um soldado que não teve o nome divulgado trafegavam em patrulhamento rotineiro na Rua Uruguai, quando avistaram cerca de quatro homens dentro de um Fiat Stilo preto em atitude suspeita. Minutos antes, Costa Neto e o soldado receberam um informe pelo rádio que relatava assaltos nas proximidades de onde estavam. Segundo o cabo afirmou em depoimento na delegacia, quando o carro da PM se aproximou do Fiat, o motorista acelerou em fuga e a perseguição foi iniciada. Em poucos minutos, os suspeitos entraram na Rua General Espírito Santo Cardoso, onde houve o tiroteio. A rua, onde fica a delegacia de polícia, é caminho para pelo menos três morros da região - do Cruz, do Borel e da Formiga.
A mãe do menino voltava para casa dirigindo o Fiat Palio Weekend grafite. Estava a menos de 50 metros da esquina do prédio onde mora, quando percebeu um carro da polícia em alta velocidade atrás. Em frente ao número 399 da mesma via, encostou o automóvel para dar passagem. O cabo e o soldado saíram do veículo, posicionaram-se atrás dele e dispararam com fuzil e pistola. Hoje, ainda havia cápsulas deflagradas num bueiro da rua.
Em depoimento na delegacia, Costa Neto e o soldado afirmaram que o carro de Alessandra ficou no meio do fogo cruzado porque os criminosos atiraram contra eles. No entanto, testemunhas ouvidas pela reportagem, que pediram para não ser identificadas por temer represálias, afirmam que os policiais se confundiram. Uma dona de casa que mora em frente ao local disse que a mãe de João Roberto chegou até a jogar pela janela do automóvel uma bolsa infantil na tentativa de chamar a atenção dos policiais.
Veículo
O veículo de Alessandra, estacionado na mesma rua, foi perfurado por um tiro. A advogado disse que os policiais só pararam de atirar quando ela saiu do carro, gritando que eles tinham matado um dos filhos. Segundo Alessandra, quando os policiais se deram conta que haviam disparado contra o automóvel, começaram a gritar, pegaram João Roberto e a mãe, puseram correndo na viatura e levaram para o Hospital do Andaraí, onde eles receberam o primeiro atendimento.
Uma professora de 58 anos que também mora em frente ao local disse que viu quando um dos PMs colocou as mãos na cabeça, como um sinal de preocupação e desespero. Para ela, está claro que os policiais se confundiram porque o veículo tem película automotiva, o que impedia que vissem quem estava dentro dele. A professora disse que viu tudo e que os policiais dispararam muitos tiros contra o carro da advogada. O carro dos supostos criminosos, o Fiat preto, havia deixado o local e tinha até batido em dois que estavam parados na rua. A professora disse que viu quando um dos policiais pegou o bebê de dentro do carro e entregou a um morador. Depois, retirou João Roberto, ensangüentado (dos tiros na cabeça e no glúteo) do automóvel, pegou a mãe e levou para o hospital.
O morador que cuidou do bebê, um cabeleireiro de 57 anos, disse que Vinícius não parecia assustado, nem estava ferido. Ele declarou que limpou a cabeça da criança, que tinha muitos cacos de vidro das janelas perfurada, e ficou com ele em frente ao prédio onde mora até o pai do menino surgir correndo e berrando pela rua perguntando onde estava o filho.
A região, segundo os moradores, é muito perigosa. Emocionado pela morte de João Roberto, o segurança do prédio onde mora a família disse que não são raros os roubos de veículos, bicicletas e pedestres. Ele afirmou que ouvir tiros dos morros próximos é rotina e que ali, apesar de ser um local com muitas casas e vilas, ninguém fica na rua à noite.AE
Jul
1
Uma equipe da Editoria de Esportes da Rede Bandeirantes foi assaltada no início da noite de hoje, na rua Paissandu, no Flamengo, a poucos metros do Palácio Guanabara, no Rio.
O jornalista e o cinegrafista foram abordados por dois homens armados. Um deles chegou a apontar a arma para a cabeça do repórter. O carro da equipe, um Corsa prata, e todo o equipamento de filmagem foram levados. Os funcionários da tevê perderam ainda cartões de crédito, dinheiro, cheques e telefones celulares. Eles não sofreram agressão física. O caso foi registrado na 9.ª Delegacia de Polícia, no Catete.AE
Jun
30
A Fundação Cesgranrio divulgou nesta segunda-feira (30) as provas e os gabaritos das provas que foram aplicadas na tarde de domingo (29) para formação de cadastro de reserva na Caixa Econômica Federal para o nível inicial do cargo de técnico bancário, em âmbito nacional, exceto nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
O concurso recebeu 767 mil inscrições. Segundo a CEF, o número de inscritos é recorde. A remuneração inicial para o cargo, que exige nível médio, é de R$ 1.244,00. Os candidatos aprovados formarão cadastro de reserva (veja aqui o edital).
Confira aqui os resultados
TÉCNICO BANCÁRIO – TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO / BRASÍLIA- >VER<
De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, o número de inscritos superou o do último concurso realizado em 2004 para formação de cadastro no mesmo cargo, que foi de cerca de 650 mil.
Os candidatos optaram por um dos pólos de classificação relacionados no edital e estarão automaticamente vinculados à respectiva cidade de realização de prova prevista para esse pólo.
As vagas que surgirem durante o prazo de validade do concurso estarão vinculadas aos pólos de classificação de acordo com as localizações nos municípios/unidades de abrangência, e serão preenchidas exclusivamente pelos candidatos aprovados e classificados para o pólo de classificação respectivo.
Os aprovados terão direito a participação nos lucros e nos resultados, plano de saúde, plano de previdência complementar, auxílio refeição/alimentação, auxílio cesta-alimentação, possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional. A jornada de trabalho é de 6 horas diárias, ou 30 horas semanais.
Jun
16
RIO - O delegado Ricardo Dominguez, titular da 4ª DP (Central do Brasil), disse pediria, ainda na noite deste domingo(15), a prisão temporária de 11 militares do Exército. Eles são acusados de terem entregue três moradores do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi, controlado por uma facção rival do tráfico de drogas.
Os corpos dos três moradores foram encontrados neste domingo no Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, com diversas marcas de tiros.
De acordo com o delegado, todos os 11 militares - entre eles um oficial, três sargentos e sete soldados - serão indiciados por triplo homicídio. Em depoimento, alguns dos militares teriam confessado o crime. Ainda segundo o delegado, neste momento os 11 militares estão presos administrativamente no Comando Militar do Leste (CML).
Funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) de Duque de Caxias informaram que os corpos dos três jovens foram examinados e liberados. Eles serão transferidos na manhã de segunda-feira para o Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde serão enterrados. Ainda não há horário marcado para os sepultamentos e não se sabe se os corpos serão velados.
Morador confirma participação de militares
Um morador da área da Mineira, localizado pelo GLOBO, mas que pediu anonimato, contou em detalhes a ação em que militares do Exército teriam entregado, anteontem, três jovens do Morro da Providência a traficantes da favela do Catumbi. Segundo a testemunha, cerca de dez soldados fardados e armados com fuzis, como se estivessem em serviço, chegaram com os rapazes a um dos acessos da Mineira, num caminhão do Exército.
Logo em seguida, os soldados teriam dado ordens para os três descerem do veículo. Pelo menos seis militares acompanharam calmamente os jovens até um grupo de traficantes, que já aguardava numa das entradas da favela onde haveria uma boca-de-fumo. De acordo com o morador, foram 15 minutos de terror, que começou às 11h:
O morador afirma ainda que um dos rapazes tentou fazer uma ligação por celular, mas foi impedido por um dos traficantes, que exigiu o aparelho e outros pertences, como um cordão. Um outro jovem também tentou fugir, mas foi rapidamente dominada e levado com os outros para o alto da favela, aos gritos de que iam matá-lo. Por volta das 11h, a denúncia chegou à polícia, mas só às 17h um blindado foi visto circulando na comunidade. Oglobo