Uma operação na Rocinha, que reuniu 200 policiais de sete delegacias especializadas, deixou hoje um morto e outro ferido. Houve intenso confronto. Uma empregada doméstica, que dormia em casa no momento do , foi atingida por balas perdidas. Uma loja de colchões pegou . Durante a ação, a polícia apreendeu uma suposta ata de uma reunião com determinações sobre como será a campanha eleitoral na favela.

O objetivo da operação era localizar um paiol de armas e recuperar carros roubados. Os policiais também estavam atrás de do Complexo do São Carlos, inclusive os suspeitos de terem assassinado os moradores do Morro da Providência entregues por ao tráfico do Morro da Mineira. Na terça-feira, uma operação na região com esse mesmo objetivo foi frustrada, provavelmente, por vazamento de informações: 300 policiais só conseguiram deter um adolescente e um .

Hoje, a polícia chegou à Rocinha no início da manhã. Quinze homens armados com pistolas e fuzis tentaram impedir a entrada dos agentes. Na troca de tiros, uma bala teria atingido o depósito de uma loja de colchões, que pegou , controlado pelos bombeiros do Quartel da Gávea. A casa em que estariam escondidos os do São Carlos chegou a ser localizada, mas os criminosos fugiram.

Maria Eva Rodrigues, de 46 anos, dormia em casa, com o filho de 11 anos, quando foi atingida por tiros nas nádegas e nas costas. Ela foi levada para o Hospital Miguel Couto. Segundo a assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Eva sofreu fratura na bacia, mas não precisou passar por cirurgia. Um também ficou ferido e seu quadro é estável. Seu nome não foi divulgado.

Ata

No documento apócrifo apreendido pela polícia, que seria ata de uma reunião de , era pedido “todo empenho para o candidato da Rocinha“. “Não aceito derrota! Ninguém trabalhando para candidato de fora/não agendar visita/não convidar para eventos”, informava o texto. Em outro trecho, o documento dizia que “pedido do candidato da Rocinha não pode ser negado em nenhum segmento (vans, mototáxi, etc)”.

A Polícia Civil também fez operação na Favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense. Eles estavam em busca de três homens suspeitos do assassinato do secretá-geral da executiva municipal do PDT, Jorge Vieira. Foram apreendidos 16 quilos de e sete granadas. Um de ligação com o tráfico na favela, cujo nome não foi divulgado, foi .AE

A ex-presidente do Impé Serrano, Neide Domicina Coimbra, de 64 anos, morreu no final da noite desta terça-feira (22), no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Neide Coimbra estava internada há pouco mais de uma semana. Segundo familiares, ela estava com anemia e teve o quadro complicado por uma depressão.

O corpo da ex-presidente será velado no Cemité Jardim da Saudade, em Sulacap. O sepultamento está previsto para 16h30 desta quarta-feira (23).

Neide, cujo apelido era “Cigana Guerreira”, comandou a escola entre 1999 e 2005. G1

O veló da atriz Dercy Gonçalves, na Assembléia Legislativa do Estado do (Alerj), será retomado nesta segunda-feira (21) a partir das 7h. Dercy foi velada neste domingo, das 10h às 19h.

Na segunda, às 9h, o corpo segue para a natal da atriz, Santa Maria Madalena, região serrana do estado do , onde ocorrerá outro veló, no Clube Montanhês, com banda de música e , a pedido da própria atriz.

O enterro está previsto para a terça-feira, ao meio-dia, no mausoléu da família.

O corpo da atriz chega a Santa Maria Madalena no dia da padroeira da . “Ela vai chegar num dia de festa; a está pronta para recebê-la ao som do da Viradouro de 1992, ano em que ela foi tema do enredo da escola”, diz Decimar Senra, filha de Dercy.

Aos 101 anos, Dercy Gonçalves morreu às 16h45 de sábado (19) no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do . Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Dercy foi internada na do próprio sábado, com um quadro de pneumonia comunitária grave, que evoluiu para insuficiência respiratória.G1

A de um na região do Morro Azul, Zona Sul no , provocou e vandalismo na Rua Marquês de Abrantes. Moradores depredaram uma agência do banco HSBC, incendiaram latas de lixo, pneus, móveis e danificaram ao menos quatro carros.

O aconteceu depois que o Edson Vaz do Nascimento, de 36 anos, foi morto a tiros na noite deste sábado (19). Moradores do Morro Azul dizem que o rapaz foi baleado durante uma operação policial.

A Polícia (PM) não confirma a versão dos moradores, mas admite que o está tenso na região. A foi reforçada no bairro, com cerca de 40 soldados em todo o perímetro. Um outro contingente reforça o patrulhamento na Rua Marquês de Abrantes, que está interditada.G1

A Polícia (PM) instaurou hoje um Inquérito Policial (IPM) e determinou a administrativa por 72 horas de um cabo e um soldado do 6º de Polícia (BPM) suspeitos de metralhar por engano o carro de uma família e matar o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, ontem, na Tijuca (bairro de classe média da zona norte do ). João Roberto voltava para casa com a mãe, a advogada Alessandra Soares, e o irmão Vinícius, de 9 meses, de uma festa. A cerebral de João Roberto foi confirmada hoje pela equipe médica que o atendeu no Hospital Copa D’ or. Alessandra teve ferimentos leves por estilhaços de bala e Vinícius nada sofreu.

Ontem, o cabo Elias Gonçalves da Costa Neto e um soldado que não teve o nome divulgado trafegavam em patrulhamento rotineiro na Rua Uruguai, quando avistaram cerca de quatro homens dentro de um Fiat Stilo preto em atitude suspeita. Minutos antes, Costa Neto e o soldado receberam um informe pelo rádio que relatava assaltos nas proximidades de onde estavam. Segundo o cabo afirmou em na delegacia, quando o carro da PM se aproximou do Fiat, o motorista acelerou em fuga e a perseguição foi iniciada. Em poucos minutos, os suspeitos entraram na Rua General Espírito Santo Cardoso, onde houve o . A rua, onde fica a delegacia de polícia, é caminho para pelo menos três morros da região - do Cruz, do Borel e da Formiga.

A mãe do menino voltava para casa dirigindo o Fiat Palio Weekend grafite. Estava a menos de 50 metros da esquina do prédio onde mora, quando percebeu um carro da polícia em alta velocidade atrás. Em frente ao número 399 da mesma via, encostou o automóvel para dar passagem. O cabo e o soldado saíram do veículo, posicionaram-se atrás dele e dispararam com fuzil e pistola. Hoje, ainda havia cápsulas deflagradas num bueiro da rua.

Em na delegacia, Costa Neto e o soldado afirmaram que o carro de Alessandra ficou no meio do cruzado porque os criminosos atiraram contra eles. No entanto, testemunhas ouvidas pela reportagem, que pediram para não ser identificadas por temer represálias, afirmam que os policiais se confundiram. Uma dona de casa que mora em frente ao disse que a mãe de João Roberto chegou até a jogar pela janela do automóvel uma bolsa infantil na tentativa de chamar a atenção dos policiais.

Veículo

O veículo de Alessandra, estacionado na mesma rua, foi perfurado por um tiro. A advogado disse que os policiais só pararam de atirar quando ela saiu do carro, gritando que eles tinham matado um dos filhos. Segundo Alessandra, quando os policiais se deram conta que haviam disparado contra o automóvel, começaram a gritar, pegaram João Roberto e a mãe, puseram correndo na viatura e levaram para o Hospital do Andaraí, onde eles receberam o primeiro atendimento.

Uma professora de 58 anos que também mora em frente ao disse que viu quando um dos PMs colocou as mãos na cabeça, como um sinal de preocupação e desespero. Para ela, está claro que os policiais se confundiram porque o veículo tem película automotiva, o que impedia que vissem quem estava dentro dele. A professora disse que viu tudo e que os policiais dispararam muitos tiros contra o carro da advogada. O carro dos supostos criminosos, o Fiat preto, havia deixado o e tinha até batido em dois que estavam parados na rua. A professora disse que viu quando um dos policiais pegou o bebê de dentro do carro e entregou a um morador. Depois, retirou João Roberto, ensangüentado (dos tiros na cabeça e no glúteo) do automóvel, pegou a mãe e levou para o hospital.

O morador que cuidou do bebê, um cabeleireiro de 57 anos, disse que Vinícius não parecia assustado, nem estava ferido. Ele declarou que limpou a cabeça da , que tinha muitos cacos de vidro das janelas perfurada, e ficou com ele em frente ao prédio onde mora até o pai do menino surgir correndo e berrando pela rua perguntando onde estava o filho.

A região, segundo os moradores, é muito perigosa. Emocionado pela de João Roberto, o do prédio onde mora a família disse que não são raros os roubos de veículos, bicicletas e pedestres. Ele afirmou que ouvir tiros dos morros próximos é rotina e que ali, apesar de ser um com muitas casas e vilas, ninguém fica na rua à noite.AE

Pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) usaram imagens de satélite e dados cartográficos para comprovar que o é realmente o maior da Terra, medindo 140 km a mais que o segundo colocado, o Nilo, na África. De acordo com os dados levantados pela equipe chefiada por Paulo Roberto Martini, da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, o que deu nome à Amazônia mede tem 6.992 km, contra 6.852 km do Nilo.

O trabalhando foi desenvolvido levando em conta duas metodologias dos dados de satélite e o software de geoprocessamento Spring, do Inpe. A margem de erro ou diferença entre as metodologias é menor do que 250 m, considerada bastante aceitável, informou a equipe do instituto em comunicado oficial.

A conclusão foi beneficiada por dados obtidos um ano atrás, por uma expedição que incluía, além de representantes do Inpe, cientistas do Instituto Geográfico do Peru, da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os integrantes da expedição conseguiram determinar as vertentes mais distantes do , e sua jornada foi documentada também por imagens do satélite sino-brasileiro Cbers (pronuncia-se “Cibers”).

Segundo os pesquisadores, a mesma metodologia poderá ser empregada, no futuro, para qualquer grande do planeta. A pesquisa vai ser apresentada à comunidade científica no Simpósio Latino-Americano de Sensoriamento Remoto, que acontece em setembro, em Cuba.G1

Uma equipe da Editoria de Esportes da Rede Bandeirantes foi assaltada no início da noite de hoje, na rua Paissandu, no Flamengo, a poucos metros do Palácio Guanabara, no .

O jornalista e o cinegrafista foram abordados por dois homens armados. Um deles chegou a apontar a arma para a cabeça do repórter. O carro da equipe, um Corsa prata, e todo o equipamento de filmagem foram levados. Os funcionários da tevê perderam ainda cartões de crédito, dinheiro, cheques e telefones celulares. Eles não sofreram agressão física. O foi registrado na 9.ª Delegacia de Polícia, no Catete.AE

A estréia da moda na 25ª Fashion Week (SPFW) ocorreu hoje com o desfile da pernambucana . A estilista Tininha da Fonte mostrou na coleção de verão 2009 elementos do universo selvagem, com estampas de folhas, camuflados e animais. A cartela de veio repleta de verde , açaí, e . As tonalidades típicas da foram mescladas com os tons neutros, como preto, marrom, branco e bege.

A da mulher foi representada pelos drapeados, bordados, e . O biquíni é a peça principal da coleção, segundo Tininha, e o sutiã absorveu a força e veio com faixas, triângulos e alças mais largas. “Quis retratar uma mulher forte e guerreira”, disse a estilista nos bastidores ao final do desfile. “As não estão preocupadas em se queimar com alças largas, pois usam protetor solar.” Já as calcinhas surgiram com corte e a maioria com estampas lisas.

Vestidos - longos e curtinhos -, shorts e macaquinhos vieram à com soltos, como o algodão de egípcio, a e o jersey com elastano. “As formas das peças estão totalmente democráticas”, afirmou Tininha. Os acessórios também marcaram presença na coleção, nos pulsos e pescoços, feitos de osso de bode. Os braceletes e pulseiras tinham formato de girafa, pavão e onça.AE

O tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraes, de 25 anos, mantém uma página no , é casado e tem um filho. No seu perfil da rede social, fala sobre as paixões. Diz que ama a farda, a verdade, a dignidade e o .

O já confessou à polícia ter comandado a entrega dos três jovens do Morro da Providência aos de um morro rival. Nesta terça-feira (17), na página, foi muito atacado em centenas de mensagens.

Os onze que participaram do crime cumprem temporária no de Polícia do Exército.

Nesta terça-feira, o delegado continuou a tomar os dos envolvidos para esclarecer a participação de cada um no .

Os ocupam o Morro da Providência desde o fim do ano passado. Com a dos rapazes, a presença deles no está sendo questionada. A Defensoria da União, no , vai entrar com uma ação civil pública pedindo a retirada do Exército do Morro da Providência, com base na Constituição. A lei não prevê participação do Exército na pública.

Em nota divulgada nesta terça (17), o Exército afirma que a presença no morro não é uma operação em prol da pública, que necessite de determinação da presidência da república e de aprovação no congresso nacional. Mas sim uma ação subsidiária, permitida pela Constituição, com o objetivo de revitalizar moradias.

O da , Nelson Jobim, veio ao acompanhar as .
Participou de uma reunião no Comando do Leste. Depois, foi ao Morro da Providência. Caminhou pelas ruas da comunidade e se encontrou com parentes dos jovens .

O pediu desculpas às famílias.

“Vamos deixar bem claro a indignação do governo, a indignação de todos nós. Agora, o que não podemos é confundir o fato que aconteceu com a ação do Exército e com as obras que estão sendo realizadas aqui”, disse o Nelson Jobim.

O da , Tarso Genro, tem uma diferente.

“O Exército estava dando proteção para as pessoas que estão trabalhando e aí ocorreu essa que é absolutamente lamentável. Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente, que é majoritária em toda a sociedade, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da pública”, disse Genro.

O que garantiu a presença dos no Morro da Providência foi um acordo firmado entre os Ministérios da e das . Os foram convocados para ajudar num projeto de reforma das casas, chamado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela, pré-candidato à prefeitura do .

- O delegado Ricardo Dominguez, titular da 4ª DP (Central do ), disse pediria, ainda na noite deste domingo(15), a temporária de 11 do Exército. Eles são acusados de terem entregue três moradores do Morro da Providência a do Morro da Mineira, no Catumbi, controlado por uma facção rival do tráfico de drogas.

Os corpos dos três moradores foram encontrados neste domingo no Aterro Sanitá de Gramacho, em Duque de Caxias, com diversas marcas de tiros.

De acordo com o delegado, todos os 11 - entre eles um oficial, três sargentos e sete soldados - serão indiciados por triplo homicídio. Em , alguns dos teriam confessado o crime. Ainda segundo o delegado, neste momento os 11 estão presos administrativamente no Comando do Leste (CML).

Funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) de Duque de Caxias informaram que os corpos dos três jovens foram examinados e liberados. Eles serão transferidos na manhã de segunda-feira para o Cemité São João Batista, em Botafogo, onde serão enterrados. Ainda não há horá marcado para os sepultamentos e não se sabe se os corpos serão velados.

Morador confirma participação de

Um morador da área da Mineira, localizado pelo , mas que pediu anonimato, contou em detalhes a ação em que do Exército teriam entregado, anteontem, três jovens do Morro da Providência a da favela do Catumbi. Segundo a testemunha, cerca de dez soldados fardados e armados com fuzis, como se estivessem em serviço, chegaram com os rapazes a um dos acessos da Mineira, num caminhão do Exército.

Logo em seguida, os soldados teriam dado ordens para os três descerem do veículo. Pelo menos seis acompanharam calmamente os jovens até um grupo de , que já aguardava numa das entradas da favela onde haveria uma boca-de-fumo. De acordo com o morador, foram 15 minutos de terror, que começou às 11h:

O morador afirma ainda que um dos rapazes tentou fazer uma ligação por celular, mas foi impedido por um dos , que exigiu o aparelho e outros pertences, como um cordão. Um outro jovem também tentou fugir, mas foi rapidamente dominada e levado com os outros para o alto da favela, aos gritos de que iam matá-lo. Por volta das 11h, a denúncia chegou à polícia, mas só às 17h um blindado foi visto circulando na comunidade. Oglobo

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