Jul
1
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) informou hoje que vai cortar, a partir de amanhã, o ponto dos funcionários em greve. Segundo a ECT, a paralisação atinge 40% dos 110 mil funcionários e oito Estados não aderiram à paralisação: Roraima, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. Na greve iniciada hoje, os carteiros reivindicam um rendimento total de R$ 1.119,00 por mês.
A ECT informa haver cumprido o acordo feito com os empregados, tendo começado a pagar adicional de R$ 260 mensais a 58 mil carteiros e atendentes de guichê. O pagamento do adicional motivou a greve de março deste ano. Com o adicional, o salário deles sobe dos atuais R$ 603,00 para R$ 863,00 mensais.
A ECT contestou a informação dos grevistas de que não participaram da elaboração do plano de cargos, que, afirma, será implantado este mês. De acordo com os Correios, o plano foi amplamente discutido com os empregados. A ECT informou ainda que o valor do adicional, que representará despesas de R$ 260 milhões anuais, foi definido com a preocupação de não comprometer as finanças da empresa. Com a greve, foram suspensos os serviços de entrega com hora marcada, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.AE
Mai
29
Rio de Janeiro - O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, participa hoje (29), às 9h, de seminário no Clube da Aeronáutica, no Rio, para falar sobre a Terra Indígena Raposa Serra do Sol e a soberania da Amazônia.
O seminário Amazônia e Realidade Brasileira vai debater com todos os segmentos da sociedade questões como As fronteiras do Brasil com países vizinhos correm perigo com a extensão das reservas indígenas? Como o STF pode vir a se posicionar sobre a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol?
O prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero, estará presente ao encontro. Também devem participar o sociólogo Hélio Jaguaribe, membro da Academia Brasileira de Letras, o professor João Ricardo Moderno, presidente da Academia Brasileira de Filosofia, que abordará a declaração da ONU sobre direitos dos povos indígenas.
Agência Brasil
Abr
9
O governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), disse que foi uma “vitória para a sociedade” do Estado a decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu hoje a ação de retirada dos não-índios da terra indígena Raposa Serra do Sol, pela Polícia Federal (PF).
Autor da ação cautelar com pedido de liminar deferida pelo STF, ele espera que a partir de agora os ânimos serenem e pediu calma à população. “Vencemos apenas uma batalha. É preciso cautela e esperar o julgamento final da ação”, disse.
Para o presidente da Associação dos Rizicultores de Roraima, Paulo César Quartiero, que há onze dias lidera a onda de protestos contra a operação, “quando o povo luta é invencível”. “A resistência foi desgastante, mas não se consegue vitória sem luta. Somos patriotas e não permitiremos a internacionalização do território brasileiro”, afirmou.
Já o coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Sousa, classificou a decisão como uma “violação aos direitos dos povos indígenas do Brasil”. Ele anunciou que vai recorrer.
Apesar da suspensão, a PF informou que os 500 agentes e homens da Força Nacional de Segurança permanecerão em Boa Vista até que a cúpula da operação analise a situação.
A idéia, segundo a assessoria, é que os policiais fiquem em Roraima até que a Advocacia Geral da União (AGU) consiga cassar a liminar. O deslocamento dos policiais que ainda viriam para Roraima foi cancelado. Mas pouco antes do julgamento, desembarcaram em Boa Vista mais 45 policiais da Força Nacional de Segurança, num jato da PF.