A igrejinha branca e azul nos arredores de Cabrobó (), onde o bispo d. Luiz Flávio Cappio, em 2005, fez a primeira greve de fome contra a do , está fechada. Na região, não há mais manifestações contrárias à obra, e os tratores de esteira e as escavadeiras do Exército rasgam o sertão em ritmo acelerado, começando a abrir os dois canais que vão levar água do “Velho Chico” para as bacias hidrográficas do Ceará, do Grande do Norte, da Paraíba e do agreste de .

Depois de nove meses de , os dois batalhões de engenharia e construção que estão na área já concluíram cerca de um terço das obras a cargo do Exército. Nada menos do que 1,6 milhão de metros cúbicos de terra, rochas e outros sedimentos já foram escavados - o que equivale a 18 Maracanãs cheios.

Os protestos contra a acabaram por vários motivos. Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou todas as liminares concedidas por juízes de primeira instância que impediam o início das obras. Além disso, a presença dos ajudou a dar credibilidade ao projeto. “A estratégia de começar as obras com o Exército foi muito boa”, admitiu o padre Ceslau Broszecki, da Diocese de Cabrobó. “Aqui tudo se acalmou, ninguém fala mais nada (contra a )”, disse o padre.

A presença do Exército representou também segurança para os , pois a rodovia que passa por Cabrobó e Floresta é conhecida como “rota da maconha”, utilizada por traficantes. Outra razão para o apaziguamento na região é o grande investimento que o federal está fazendo na revitalização do . Um dos programas prevê o saneamento básico nas cidades ribeirinhas. Atualmente, os esgotos dessas cidades são despejados no . Nesse programa, o prevê aplicar R$ 1 bilhão.

Há 72 municípios com obras de saneamento em andamento. As de outros 44 estão em processo de . Além desses, o pretende atender mais 78. Cabrobó, por exemplo, espera concluir suas obras no óximo mês e aumentar de 33% para 99% a parcela de residências atendidas por saneamento básico, segundo o secretá de Infra-Estrutura Urbana e Habitação da cidade, Paulo Teógens de Oliveira. “Sem a , essas obras não aconteceriam”, admitiu.

Há quem acredite que a morte do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), ex-governador da Bahia e ferrenho adversá da , também tenha aplacado os protestos contra o projeto. Mas nota-se que permanece na região o temor do que poderá acontecer com o . “Tem gente que acha que o vai secar”, disse o secretá Oliveira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A comunidade científica está preocupada com a propagação de uma bactéria resistente a antibióticos e capaz de provocar pneumonia letal.

Trata-se de uma nova forma de , um tipo de Staphylococcus aureus imune às mais usadas. Um estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine”, baseado em registros de hospitais das cidades de e Boston, analisa a possibilidade de um surto entre a comunidade gay nos se espalhar pelo restante da população.

Conhecida como MRSA USA300, a variante da bactéria já foi identificada no . A infecção ocorre principalmente quando existem lesões na pele. Mas pesquisadores sugerem que o sexo anal, que pode causar lesões na mucosa, seria uma via mais eficiente de transmissão, o que explicaria os casos identificados entre nos EUA.

“A bactéria tem pelo menos 12 variantes principais. Há três anos, conseguimos justamente USA300 no nosso laborató”, conta a microbiologista Agnes Marie Sá Figueiredo, diretora do Instituto de Microbiologia da UFRJ. “Se conseguimos identificá-la sem procurar muito, certamente devem existir outros casos pelo país. Mas para saber isso com precisão, teríamos que fazer um levantamento mais amplo”.

No passado, a era comum apenas em infecções hospitalares, mas desde os anos 90 passou a ser registrada também fora dos hospitais. A bactéria é encontrada, por exemplo, na pele e na narina de algumas pessoas sem causar doença. Às vezes, no entanto, pode provocar infecções graves no sangue e no coração, além de pneumonia com necrose no tecido dos pulmões. Em 2005, cerca de 19 mil pessoas morreram nos EUA por infecções causadas pela .

Além dos , a variante da bactéria teria como grupos mais vulneráveis usuários de injetáveis e praticantes de lutas e outros esportes em que há contato direto, porque o microorganismo se espalha por meio de lesões. No bairro de Castro, em , que tem uma das maiores comunidades gays dos EUA, um em cada 588 residentes estaria contaminado pela variação da bactéria, segundo o estudo. No restante da cidade, o índice cai para uma em 3.800 pessoas.

“Como a bactéria se espalha de forma casual, ela pode se tornar uma ameaça à toda a população”, diz o médico Bihn Diep, do Hospital Geral de ,e um dos autores da pesquisa.

Hospitais eram o foco inicial

Agnes diz que os das duas cidades americanas podem estar entre os mais afetados pelas infecções por causa de uma possível associação com a Aids.

“Se a pessoa já está com o seu sistema imunológico comprometido, há grandes chances de ela ser afetada pela bactéria. Por isso, a era mais comum nos pacientes hospitalares. Temos que ter cuidado para não disseminarmos o preconceito”, frisa ela.

De acordo com Diep, a melhor forma de evitar o contágio é lavar o corpo com água e sabão após as relações sexuais.

“Mas o ideal mesmo é que as pessoas usem preservativo. Isso evitaria o contato com a bactéria e também o HIV”, ressalta Agnes.

Os cientistas salientam que a não é uma nova Aids e que a maior parte dos casos pode ser tratada através de antibióticos específicos e tratamento hospitalar nos casos graves. Mas as infecções, dizem, não devem ser subestimadas.

“Temos que conhecer mais sobre essa bactéria e como ela se dissemina - conta Agnes. “Não podemos fazer qualquer controle sem conhecermos o problema”.

Clicky Web Analytics