O federal aceita dialogar com os setores contrários à prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas já avisa que dificilmente aceitará mudanças na arrecadação ou na distribuição dos recursos. A mensagem partiu do Palácio Read more

Sempre que têm uma chance, a atriz Fernanda Torres e mais uma constelação de colegas famosos, como Rodrigo Santoro, Marcelo Serrado, Christiane Torloni e Luciano Huck, contorcem-se, esticam-se e permanecem (o.k., alguns só tentam) por vários minutos nas posições mais estranhas. São, no , a face mais conhecida da legião de convertidos à mais recente onda em matéria de condicionamento físico: a ioga. Os exercicios ioga…

Para a maioria dos adeptos, ioga, nesse caso, tem muito pouco a ver com as técnicas desenvolvidas há mais de 5.000 anos na Índia com o propósito de buscar, por meio da meditação e de práticas exigentíssimas, a transcendência espiritual. Nas academias, nos programas de televisão, nos vídeos de fitness e até na classificação das prateleiras das grandes livrarias, ioga – aquele conjunto de exercícios tranqüilos e lentos, muito recomendados antigamente para grávidas e senhoras idosas – virou sinônimo de ginástica puxada. O curso de ioga…

E, com base muito mais no desejo que na realidade, ginástica capaz de modelar corpos como o da modelo Stefanye Falco, que ilustra esta página, ou a saradíssima figura da cantora Madonna, aos 45 anos ainda a mãe de todos os modismos, que muito contribuiu para a difusão do gênero ao aparecer, fantasticamente contorcida, em foto na revista W.As aulas de ioga

A idéia de que a antiqüíssima prática indiana esculpe corpos fabulosos e que, mesmo de maneira muito vaga, “faz bem” à alimenta uma demanda em ascensão. Por causa dela existe hoje um quadro inimaginável há quarenta anos: ioga e orientalismos afins, que nos tempos dos hippies e da contracultura faziam parte do arsenal de resistência aos valores da então execrada sociedade de consumo, tornaram-se atividades das mais lucrativas, administradas com técnicas empresariais modernas. Sinal inequívoco de que o público existe, e anseia por mais, é o evento que uma de telefonia patrocina neste fim de semana no Rio de Janeiro, em que 16.000 pessoas foram convidadas a contorcer-se em aulas de ioga, workshops e baladas movidas a uma certa dance – tudo comandado pela empresária Marlene Mattos, 53 anos, que diz que trabalhou por amor à causa. “Não pus nem ganhei dinheiro nenhum. Só ajudei a organizar”, declara. Mesmo que movida por motivos imateriais, Marlene, com seu conhecido tino para os , está entrando num jogo de gente grande. Nos Estados Unidos, são 15 milhões de praticantes: adultos jovens ou já entrados na maturidade, cheios de dinheiro para gastar, especialmente com produtos e serviços que prometam bem-estar.

Por causa deles, gigantes como Nike e Adidas desenvolveram linhas específicas para praticantes de ioga. As roupas não diferem em quase nada dos modelos convencionais de ginástica – são um pouco mais folgadas e feitas de tecido mais leve –, mas já respondem por cerca de 10% das vendas de vestuário feminino das duas empresas no . Toda aula de ioga

De olho no filão, Marcos Wettreich, do iBest, um dos maiores provedores de internet do país, vai investir 1 milhão de reais num empreendimento batizado de Espaço Nirvana, tendo como sócia a carioca Isabela Fortes, que largou o mercado financeiro para se tornar professora de ioga.

A trajetória do carioca Luiz Sérgio Alvarez, atualmente conhecido como professor ou mestre De Rose, 60 anos, dá uma idéia das potencialidades do ramo. Em 1969, ele fundou sua primeira academia de ioga (assim, com circunflexo no “o” fechado, única pronúncia que aceita) numa sala alugada em Copacabana. Hoje, são 205 unidades credenciadas no e 32 no exterior.

Para usar a marca De Rose, o franqueado deve desembolsar 100.000 reais. De Rose, chamado de “mestrinho” pelas alunas, diz, com voz mansa, que o investimento compensa. “Os credenciados recebem imediatamente a mesma quantia que investiram em material didático” – que é todo feito por ele mesmo. É preciso paciência de iogue para calcular quanto de material didático seria necessário até completar 100.000 reais, mas o fato é que a marca tem apelo e é praticamente sinônimo de ioga no . De Rose criou também a Uni-Yôga, uma instituição que dá cursos de extensão em convênio com universidades.Exercicios de ioga

Por suas aulas já passaram, segundo ele, mais de 50.000 alunos. De Rose já escreveu mais de vinte livros, dos quais o mais conhecido, por motivos óbvios, é Hiperorgasmo, um tratado sobre as maravilhas do sexo tântrico que depois foi rebatizado, mais circunspectamente, de Tantra, a Sexualidade Sacralizada.dvd ioga

De Rose não é unanimidade num meio em geral tomado por divergências de fazer inveja às divisões internas do Partido dos Trabalhadores. Os gurus do setor divergem até sobre o que pode ou não ser considerado ioga. Modalidades vigorosas como ashtanga e power ioga, por exemplo, são reputadas por alguns como mera ginástica com tintas orientais.

No fertilíssimo mercado americano, no qual as apostas são maiores, as brigas também sobem de tom, com plácidos iogues importados da Índia para comandar grandes academias trocando acusações de plágio na Justiça. Em qualquer lugar, a explicação é a ocidentalíssima competição. Na defesa de seu nicho de mercado, mestres pioneiros deixam de lado a atitude zen para cutucar a concorrência.

“Eu não vendo ioga, eu vivo ioga“, diz Hermógenes de Andrade, 82 anos, um dos precursores da prática no e autor de mais de trinta livros, que cobra 900 reais por palestra em empresas. Para sorte dos mestres mais ambiciosos, cabe muita gente no imenso mercado que resultou da descoberta do Oriente. Segundo a International Health, Racquet & Sportsclub Association, dos Estados Unidos, a ioga já é praticada em 86% das academias americanas e em 64% das academias do . Ashtanga, hatha, swásthya, power, não importa – academia de ginástica que se preze tem ioga para oferecer aos alunos, mesmo em versões completamente heterodoxas, que vão desde ioga para bebês, para cães com seus donos e até para motoristas.

Nas salas de malhação, ela foi reformada e ganhou nomes curiosos, como ioga fitness, fit oriente e pilates power mix. Essas ramificações da moda, ao contrário da ioga tradicional, não têm a pretensão de atingir algum nível de elevação espiritual. As criações mais ao gosto do público das academias de ginástica não se baseiam numa mistura de exercícios calmos e meditação. Eduardo Machado, professor de ioga de , procura reunir duas metades que parecem se repelir.

Ele convida seus alunos a associar o vigor do spinning com a introspecção do ritual de meditar. Em sua aula, os praticantes pedalam durante uma hora ao som de músicas new age e de tempos em tempos, com os olhos fechados, chegam a entoar mantras (o inevitável “ooommmm”). “É possível meditar enquanto se faz exercício. Só é preciso concentração”, garante Machado, budista há quatro anos e típico guru dos novos tempos: bem-apessoado, malhado e muito à vontade entre aparelhos de musculação.


A ioga, hoje, é procurada por três tipos de pessoa. Mais recentemente, desembarcaram nas novas modalidades da ioga aqueles praticantes que sempre querem experimentar uma novidade. Outro tipo é representado por gente que se cansou das atividades frenéticas e cansativas das academias. Esses querem coisa mais calma e relaxada com que ocupar seus músculos. Por fim, há os que, além dos benefícios para o , buscam também algo que lhes faça bem pelo lado de dentro. As vantagens visíveis são evidentes: a ioga proporciona força, flexibilidade, equilíbrio e melhor condicionamento cardiovascular. Basta ver alunos de nível apenas mediano contorcidos em posturas intrigantes e graciosas – os asanas – para perceber que é preciso muito muscular. O segredo está na conjugação de alongamento com postura. Combinados, produzem também a sensação de bem-estar sereno, sem picos de adrenalina mas bastante pronunciado, que é uma das características mais marcantes da ioga. “Além de um alongamento ativo e prolongado, a prática melhora a postura, com efeitos positivos sobre circulação, pressão arterial, articulações e coluna vertebral”, enumera Héldio Freitas, responsável pelo Núcleo de Medicina do Esporte da USP.

Em nível mais avançado, as técnicas respiratórias ajudam atletas que precisam de muito fôlego, literalmente, como alpinistas, nadadores e praticantes de mergulho livre. O efeito calmante dos exercícios posturais e da respiração profunda, mesmo para quem não atinge nada parecido com a “supressão dos turbilhões da mente” pregada pelos antigos mestres, também entra na categoria dos benefícios.

Como o stress tem algum grau de influência sobre um grande leque de doenças, das cardíacas a certos tipos de câncer, não é absurdo aceitar o componente preventivo da ioga. Ir além disso já é entrar no campo das suposições sem comprovação científica. Em alguns hospitais americanos, pacientes que sofrem cirurgias cardíacas podem ter aulas de ioga, entre outras terapias, no duro período de recuperação.

Noel Bairey Merz, diretora do centro de reabilitação do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, afirma que os que optam pela ioga têm “tremendos benefícios”, incluindo diminuição do colesterol e queda da pressão arterial, melhora da circulação cardiovascular e, em alguns casos, até reversão do espessamento das artérias. Não existem, porém, estudos em quantidade suficiente para corroborar essas impressões. Da mesma forma, não há confirmação de uma das hipóteses aventadas sobre os efeitos positivos da ioga: a de que as posições mais contorcidas provocam uma espécie de massagem nas glândulas do sistema endócrino, o que aumentaria a secreção de hormônios, inclusive em mulheres entradas na menopausa.

Boa parte da multidão que lota as academias está de olho mesmo é no efeito da ioga sobre o . Praticante há um ano e meio, o ex-piloto Pedro Paulo Diniz, 33 anos, exalta as qualidades do que já foi chamado de o “exercício perfeito”, pela abrangência de seus efeitos. “É o esporte mais inteligente que já conheci. Corria, fazia musculação, mas hoje não sinto falta de nada disso. Emagreci e parei de sentir dores nas costas”, diz. A ioga, de fato, é muito eficiente para alongar a musculatura e melhorar a flexibilidade.

Mas a forma impecável só é alcançada depois de muito suar o tapetinho e geralmente está associada a algum outro esporte. A própria Madonna, junto com ioga, praticou dança a vida inteira e depois pegou pesadíssimo na malhação. Outras famosas americanas – Julia Roberts, Gwyneth Paltrow, Michelle Pfeiffer – antes de se esticarem nas aulas de ioga já figuravam entre as mulheres mais belas do planeta.

No , Christiane Torloni, que anda invejavelmente em forma, começou a fazer ioga durante as gravações de Mulheres Apaixonadas, mas antes disso encarou meses de musculação rigorosa para encenar a peça Joana Dark. Rodrigo Santoro, adepto há dois meses – “Traz equilíbrio corporal e mental” –, continua surfando, correndo e nadando, como sempre fez. Fernanda Torres, aficionada há três anos, atribui o “seco” e rijo à ioga: “A pele cola no músculo, o músculo cola no osso”. Mas também faz corrida e, depois da gravidez, mudou a alimentação – come verduras, carne branca e cortou doces e bebidas alcoólicas. “Quem quer ganhar condicionamento físico tem de fazer ginástica.

Só ioga não resolve”, avisa o fisiatra Luiz Felipe Guimarães, que trabalha em dois dos mais conceituados hospitais do Rio de Janeiro, a Clínica São Vicente e o Samaritano. Guimarães alerta para os perigos das modalidades mais vigorosas da ioga na musculatura de quem está fora de forma. Para a ioga funcionar, é preciso ir se contorcendo aos poucos. Quem não tiver boa orientação e paciência oriental, em vez de virar Stefanye, a modelo da abertura desta reportagem, que tem dez anos de prática e é instrutora de ioga, pode dar um nó na coluna. Quando der um ataque de pressa por resultados, respire fundo e lembre-se de que ioga originalmente significa união. Do que com o quê? “Da alma individual com o espírito absoluto”, é uma das respostas. Há outras.

Fonte:Veja

Está em curso uma revolução nos estudos
sobre a obesidade. Mais importante do que
a quantidade de gordura é o modo como
ela se distribui pelo . O objetivo agora
é eliminar aquela “barriguinha”, nociva
à estética e à

Nas últimas cinco décadas, o “peso ideal” foi um dos indicadores mais importantes de boa . O excesso puro e simples de tecido adiposo era tido como o vilão responsável por uma série de doenças – de infartos e derrames a apnéia do sono, de vários tipos de câncer a problemas na coluna.

Os estudos mais recentes, no entanto, mostram que a relação entre peso corporal e é bem mais complexa do que se supunha. Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo organismo.

E não há gordura mais perniciosa do que aquela que se concentra no abdômen, a famosa barriguinha – “de chope”, no caso dos homens. No jargão médico, ela é conhecida como ou intra-abdominal. Os perigos oferecidos por ela decorrem de sua proximidade com órgão vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas.

“O papel da gordura no organismo é um campo que a investiga há muito pouco tempo”, disse a VEJA o endocrinologista canadense Jean-Pierre Després, um dos principais pesquisadores de do . “Muitos aspectos importantes ainda estão por ser descobertos, mas os avanços até o momento já proporcionaram verdadeiras revoluções.”

A primeira delas não poderia ser mais evidente. Para avaliar os riscos associados à obesidade, a melhor ferramenta não é mais a balança, e sim a fita métrica.

A circunferência da cintura, afirmam agora os médicos, é o melhor parâmetro para avaliar os riscos impostos pelo acúmulo de células adiposas.

“Se todos os brasileiros tivessem a cintura na medida ideal, o número de infartos no país cairia 45%”, diz o cardiologista Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, em . Quanto menor a medida, melhor – o que significa que a cinturinha de pilão deixou de ser apenas preocupação estética para se transformar em recomendação médica.

A outra revolução está prometida para meados do ano que vem, quando deve chegar ao mercado o medicamento rimonabant. A ser comercializado sob o nome de Acomplia, o novo remédio é o primeiro indicado para combater especificamente a .

Um de euforia antecede o seu lançamento – e ele é justificável. O rimonabant promete não só afinar a cintura como também proteger a cardiovascular, evitar o diabetes e combater a síndrome metabólica. A princípio, o rimonabant não será recomendado para toda e qualquer pessoa que deseja perder alguns centímetros de .

A prescrição será apenas para quem exibe obesidade abdominal e risco cardíaco. Entre os efeitos colaterais descritos até o momento estão náusea e ansiedade.

Algumas questões permanecem em aberto. Como o remédio interfere nos sistemas cerebrais de recompensa, ainda é cedo para descartar a possibilidade de ele piorar os sintomas da depressão ou de outros distúrbios psiquiátricos.

A maneira como a gordura se distribui pelo começou a atrair a atenção dos pesquisadores na década de 40, quando o médico francês Jean Vague descreveu as duas silhuetas mais comuns – o perfil “pêra” e o “maçã”. Ele observou que, no primeiro caso, o depósito de gordura dava-se predominantemente na região dos quadris, coxas e nádegas.

Enquanto, no segundo, a gordura se situava preferencialmente em volta da . Sabe-se atualmente que as pessoas com em forma de pêra acumulam mais gordura subcutânea e, por isso, teoricamente, correm menos risco.

Isso porque, localizada logo abaixo da pele, a gordura subcutânea não comprometeria tanto o funcionamento do fígado, dos rins ou do pâncreas. Já as pessoas-maçã estão sob ameaça muito maior, por nelas predominar a .

Evidentemente, para saber ao certo o perigo representado por essa gordura, é preciso relacioná-la a outros fatores. “O excesso de é um ótimo indicativo de risco, mas não é capaz de fornecer, isoladamente, um diagnóstico”, disse a VEJA o médico Michael Stumvoll, especialista em diabetes e professor da Universidade de Leipzig, na Alemanha. “Para isso, é necessária uma mais detalhada, que inclui outros indicadores de risco.”

Até bem pouco tempo atrás, acreditava-se que o tecido adiposo era um simples depósito de gordura. Apenas em meados dos anos 90 se descobriu que ele produz mais de uma centena de substâncias, inclusive hormônios.

A é mais perniciosa por várias razões. A primeira delas é que as células do tecido adiposo visceral são pouco eficazes em reter gordura dentro delas. Próximas demais de órgãos importantes da cavidade abdonimal, ao liberar moléculas de gordura, elas afetam o funcionamento do pâncreas, do fígado, dos rins etc.

Com a atividade prejudicada, esses órgãos acabam por comprometer também a cardiovascular. Some-se a isso o fato de a produzir uma série de compostos – todos prejudiciais ao organismo.

Direta ou indiretamente, eles aumentam a quantidade de açúcar no sangue, impedem a ação do hormônio insulina – o que pode deflagrar o diabetes – e deixam as paredes das artérias mais frágeis, facilitando a ocorrência de infartos e derrames. A diferença em relação às células adiposas da gordura subcutânea é que estas últimas funcionam como uma garagem para as moléculas de gordura, evitando que ela se deposite em órgãos vitais.

“Isso não representa uma carta de alforria para os gordos-pêra”, diz o endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Universidade de . “A obesidade, seja ela qual for, sempre oferecerá riscos, como insuficiência cardíaca e problemas de coluna e articulações, entre outros.”

A avaliação precisa do acúmulo de só é possível com exames de tomografia computadorizada. Os custos, porém, são proibitivos para um rastreamento populacional.

Por isso, os pesquisadores precisaram recorrer a uma opção mais simples e barata. Por meio de estudos epidemiológicos, eles chegaram a medidas de circunferência da cintura que servem de parâmetro para verificar se uma pessoa está ou não sob ameaça da .

O valor máximo varia de acordo com a etnia. Na América Latina, os valores de referência são 80 centímetros para as mulheres e 94 para os homens. Outra forma de avaliar a é através da relação matemática entre cintura e quadris. Ela deve estar abaixo de 0,85 nas mulheres e de 0,90 nos homens.

Apesar de todos os avanços nos conhecimentos sobre gordura corporal e da promessa do remédio rimonabant, ainda não se descobriu a pí da cintura fina.

Quem pensa em recorrer à lipoaspiração para se livrar dos riscos impostos pela barriguinha, é melhor esquecer. Pode funcionar do ponto de vista estético. Para a , não faz a menor diferença.

Apesar de a lipo reduzir a circunferência da cintura, a operação não elimina a – como ela é muito entranhada na cavidade abdominal, a cânula usada nessas cirurgias não é capaz de aspirá-la. A única forma de reduzir a quantidade de por meio do bisturi seria uma cirurgia de grande porte, extremamente agressiva e arriscada.

Não tem jeito. Para conseguir uma cinturinha de pilão que também seja sinônimo de , é preciso seguir a velha e boa cartilha dos hábitos de vida saudáveis – e torcer para que o novo remédio cumpra suas promessas e, um dia, possa ser prescrito a todo .

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Uma menina de quatro anos morreu nesta segunda-feira (13) depois de atacada por dois cães da raça pit bull em Ubatuba, a 224 km de . Ela levou mordidas no rosto, tórax e na perna na casa de uma vizinha, foi levada para a Santa Casa da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a polícia, a criança costumava freqüentar a casa vizinha, onde ficavam os cachorros. O casal que morava no local convidou a menina neste domingo (12) para almoçar. O pai dela resistiu, mas acabou convencido pela vizinha de que os cachorros eram mansos e não representavam perigo.

Quando entrou no quintal por volta das 12h30, a menina foi atacada pelos animais. A dona dos cachorros tentou evitar a agressão, mas também acabou mordida. A criança foi socorrida na Santa Casa da cidade, mas morreu na madrugada desta segunda-feira (13).

O diretor-técnico da Santa Casa, Marcus Alexandre de Souza, informou que a menina chegou lúcida ao hospital, com ferimentos graves na cabeça e um corte profundo na perna. Ela foi levada para o centro cirúrgico e passava bem após a operação.

Durante a madrugada, porém, o estado de piorou. “Ela teve por volta das 2h30 uma convulsão, sucedida de parada cardíaca. (A criança) foi reanimada, mas sofreu nova parada e não resistiu”, conta o médico. A suspeita é que a morte tenha sido causada por uma complicação neurológica.

O caso foi registrado na delegacia de Ubatuba como omissão da guarda de animais e lesão corporal culposa. Com a morte da menina, será instaurado um inquérito e os donos dos cachorros podem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O Centro de Controle de Zoonoses da cidade foi acionado para decidir o destino dos animais.

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Antonio de Souza, um vigilante, de 40 anos, acordou passando mal na manhã desta segunda-feira (2). Reclamava de falta de ar. Às sete e meia, foi levado pela família a uma unidade de , na periferia de (PA). Na entrada, um mau sinal. Read more

Medicamento foi comprado pelo Ministério da de laboratório indiano.
País vai importar outros oito lotes até janeiro de 2008.

O Ministério da recebeu, nesta segunda-feira (2), o primeiro carregamento da Read more

A Polícia australiana anunciou hoje a detenção em Brisbane de um médico indiano supostamente ligado aos outros sete suspeitos detidos no Reino Unido na dos atentados fracassados em Londres.O procurador-geral Philip Ruddock disse em entrevista coletiva que o detido é um homem de 27 anos. Ele foi ontem à noite no aeroporto de Brisbane, capital do estado de Queensland, quando tentava embarcar num vôo com destino a outro país.

Ruddock acrescentou que a equipe antiterrorista da Polícia de Queensland agiu em colaboração com agentes da Polícia federal. As duas forças receberam informações fornecidas pelas autoridades britânicas.

O chefe do estado de Queensland, Peter Beattie, não revelou a identidade do detido. Mas disse que ele é um médico, empregado no hospital Gold Coast.

Numa entrevista coletiva, o primeiro-ministro australiano, John Howard, anunciou que o detido é indiano e chegou à Austrália recomendado pelo departamento de do estado de Queensland.

Segundo Beattie, o começou a trabalhar no hospital em setembro de 2006. Ele era considerado no hospital um “excelente” profissional, com ótimas referências.

“Segundo o hospital, ele tem sido um bom funcionário. Atuava nos setores de clínica geral e emergências”, acrescentou Beattie, revelando que existe uma relação entre o detido e os atentados fracassados do fim de semana nas cidades britânicas de Londres e Glasgow.

Mas Ruddock preferiu não confirmar a suposta ligação, para não atrapalhar a em andamento.

A avançou hoje com o interrogatório de um segundo médico. Beattie não esclareceu se o outro também trabalha no Gold Coast e nem se ele conhece o indiano detido.

Beattie acrescentou que o médico interrogado não é australiano e chegou ao país vindo de Liverpool, assim como o detido.

Mick Keelty, chefe da Polícia federal, afirmou que o detido não se encontrava na lista de possíveis terroristas elaborada pela Polícia.

Oito pessoas já foram detidas pelos atentados fracassados em Londres e Glasgow. Entre elas estão dois médicos muçulmanos que trabalham em hospitais do Reino Unido.

Ruddock disse aos jornalistas que Canberra não elevará seu nível de ameaça terrorista após a detenção. Ele explicou que não há informações sobre ataques terroristas específicos.

A Austrália não sofreu até o momento nenhum ataque terrorista em seu território. Mas seus interesses e cidadãos foram alvo de atentados na Indonésia. O mais grave foi o de 2002 na ilha indonésia de Bali, onde morreram 202 pessoas, entre elas 88 turistas australianos. O ataque foi atribuído à Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no sudeste asiático.

No entanto, nove pessoas estão sendo processadas na Austrália por planejar delitos terroristas no país com bombas semelhantes às usadas nos atentados de julho de 2005, em Londres.

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