Mai
16
A Secretaria da Saúde paulista anunciou hoje a liberação de R$ 13 milhões para 334 entidades do Estado, entre santas casas, hospitais filantrópicos e unidades da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). O dinheiro permitirá o pagamento de fornecedores, compra de materiais e pequenas reformas. Boa parte do montante, R$ 4,8 milhões, será distribuído a hospitais da Grande São Paulo. Somente a Santa Casa de São Paulo deverá receber R$ 1,525 milhão.
Dividido conforme o volume de atendimento das entidades pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o repasse extra começará a ser feito em junho, quando serão feitos os pagamentos de até R$ 55 mil. Valores entre R$ 55 mil e R$ 250 mil serão pagos em julho, e, acima de R$ 250 mil, em agosto.
Segundo a secretaria, os hospitais filantrópicos que não participam do programa de auxílio financeiro fixo do governo estadual, o Pró-Santa Casa, poderão usar o repasse para cobrir o déficit mensal que possuem com a tabela de pagamento do SUS, mantida pelo Ministério da Saúde. “As santas casas respondem por quase 60% das internações realizadas pela rede pública de saúde e merecem toda a atenção do governo estadual pelos relevantes serviços prestados à população paulista”, afirma o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, em nota.AE
Mai
16
Mais de mil casos de dengue foram registrados em Araraquara, a 273 km de São Paulo, desde o início do ano. De acordo com a prefeitura, 1043 casos estão confirmados até esta sexta-feira (16), sendo que apenas cinco deles foram adquiridos fora da cidade.
Em abril, com 622 confirmações, Araraquara declarou que vive uma epidemia da doença. O Ministério da Saúde considera epidemia a partir do momento em que são registrados 300 casos por 100 mil habitantes. A cidade no interior de SP possui cerca de 200 mil habitantes.
Até esta sexta-feira, 141 casos de dengue em Araraquara aguardavam confirmação. Do total já registrado, a maior parte (55%) ocorreu em mulheres. A faixa etária mais atingida é de pessoas com entre 20 e 34 anos.G1
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Notícias de SP:
Araraquara, Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Borborema, Dobrada, Gavião Peixoto, Ibitinga, Itápolis, Matão, Motuca,
Nova Europa, Rincão, Santa Lúcia, Tabatinga, Trabiju, Auriflama, Floreal, Gastão Vidigal, General Salgado, Guzolândia, Magda, Nova Castilho, Nova Luzitânia, São João de Iracema
Mai
16
Cinco marca de leites em pó serão retiradas do mercado por suspeita de adulteração, conforme informou nesta quinta-feira (15) a Polícia Federal da Paraíba.
A decisão afeta todos os lotes das marcas Só Beber, Naturesse, Bom Du Leite, Cilpe e Big Leite, produtos que são embalados pela empresa Big Leite Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lactose , para desarticular uma quadrilha acusada de adulterar leite em pó integral, falsificar notas fiscais, sonegar impostos e corromper funcionários públicos. Os agentes cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão na Paraíba, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará e em Santa Catarina.
Sete pessoas foram presas, incluindo um funcionário do Ministério da Agricultura, os proprietários da Big Leite e funcionários da empresa, informou ao G1 a delegada Luciana Paiva Barbosa, chefe da delegacia de repressão aos crimes fazendários da Polícia Federal da Paraíba.
De acordo com a PF, a empresa Big Leite adquiria o leite a granel e o reempacotava em volumes menores para revender o produto no varejo. Durante o reempacotamento, a empresa substituiria cerca de 50% do leite por soro.
“O leite estava sendo distribuído para merenda escolar, programa de cesta básica de governos, até para população de baixa renda que comprava esse leite nos supermercado”, afirma Luciana.
O preço do produto, diz a delegada, era mais baixo que o de outras marcas. “A Big Leite ganhava concorrência, porque, enquanto as outras vendiam leite, ela vendia soro.”
Recolhimento
Segundo a delegada, os leites serão recolhidos inicialmente nos cinco estados onde foi montada a operação da PF. Luciana Paiva disse que a Big Leite, com sede na Paraíba, tinha autorização para vender o produto em todo o território nacional.
“Onde temos certeza de que tem o leite, ele será retirado”, disse a delegada. “Em um segundo momento, veremos se ele chegou a outros estados, para ampliarmos o recolhimento. O importante é que as pessoas que virem essas marcas no supermercado entrem em contato com a Polícia Federal”.
Apenas em Pernambuco, cerca de 6 toneladas de leite já foram recolhidas dos supermercados.
A delegada descartou a possibilidade de o leite adulterado ser prejudicial à saúde do consumidor em um primeiro momento. “O leite não faz mal, é como se, em vez de beber leite, você bebesse água. Mas, a longo prazo, por falta de nutrientes, a pessoa pode ficar raquítica, desnutrida, com os ossos fracos, porque não obteve o cálcio que o leite devia ter.”
Mai
11
São Paulo tornou-se uma espécie de santuário natural para o qual migram mulheres de todo o País e até do exterior com problemas para engravidar, na busca das mais modernas clínicas de fertilização in vitro. Elas chegam por aqui, ficam em média oito dias e saem “mães”.
O tempo é suficiente para receberem altas doses de hormônio e estimularem a ovulação, retirarem os óvulos, fecundá-los e, depois, introduzirem pelo menos três no útero. Para uma única tentativa, deixam cerca de R$ 15 mil na capital, entre despesas médicas e de hospedagem. Deixam também histórias de sacrifícios em nome da maternidade. Muitas desfrutam da sensação de ter um embrião no útero por poucos dias e não conseguem segurar a gravidez.
Segundo o diretor do escritório brasileiro da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Rede Lara), Assumpto Iaconelli, o Brasil tem cerca de cem clínicas de fertilização, quase a metade na Região Metropolitana de São Paulo, com algumas localizadas em cidades do interior do Estado. “Recebemos mulheres de outros países, principalmente africanas”, afirma Iaconelli. São Paulo é atraente para estrangeiras por razões econômicas. Para um leigo, R$ 15 mil investidos em uma única tentativa pode parecer caro, mas em países como os Estados Unidos custa o triplo. “Tudo é feito de forma que a mulher fique o menor tempo possível na cidade”, explica o especialista.
Roger Abdelmassih é um desses profissionais da fertilização que mais atraem candidatas à maternidade. Segundo ele, entre 60% e 65% das pacientes que atende por mês são de fora da cidade de São Paulo. Abdelmassih faz 150 fertilizações (ou “ciclos”, como ele fala) por mês. “Não precisa ficar mais do que um dia após a fertilização. Pode pegar avião, tudo”, diz. Maternidade é estatística para esses profissionais. Em pelo menos metade dos casos, a fertilização pode não dar certo, se feita em São Paulo ou no Chuí. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Mai
11
Uma equipe de médicos da Santa Casa de Belo Horizonte fez neste sábado (10) a cirurgia de separação de gêmeas siamesas.
As meninas nasceram unidas pelo abdome e fígado em setembro e estavam internadas à espera da cirurgia. O hospital já recebeu 22 casos de siameses. Esse foi considerado simples porque as duas irmãs têm todos os órgãos.
Ana Clara e Ana Flávia devem ter alta em dez dias, e segundo os médicos, poderão levar uma vida normal.
Mai
7
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), via Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), informa que determinou como medida de interesse sanitário, a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso do produto SEM Expectorante, fabricado pela empresa SEM S/A, de Hortolândia (São Paulo).
O referido produto não possui registro na Anvisa. As mesmas medidas foram adotadas pela Anvisa para o produto Pomada Milagrosa, fabricada por Davi José Martins, de Barra de São Francisco (Espírito Santo), por não possuir registro/notificação e não ser detentor de autorização de funcionamento na agência.
Mai
6
São Paulo - O maior hospital da América Latina especializado em câncer será inaugurado hoje (6), às 15h, na capital paulista. O Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira recebeu investimentos de R$ 270 milhões em obras e equipamentos, para atender à população de todo o estado.
Com gestão da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o novo hospital terá 580 leitos e irá triplicar o número de vagas exclusivas para atendimento de câncer na cidade. A instituição fica em Cerqueira César, zona oeste da capital.
O governador José Serra e o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, participam da inauguração.
Abr
28
A equipe de pesquisadores analisou 50 mil casos de melanoma e descobriu que as pessoas com câncer de pele nestas áreas têm o dobro de chances de morrer do que as que têm a doença nos braços ou pernas.
Segundo os cientistas, parece haver um elemento mais perigoso no câncer de pele quando localizado nesta área.
A taxa de sobrevivência de cinco anos para pacientes com câncer de pele no couro cabeludo ou pescoço foi de 83%, comparada com 92% para os pacientes que tiveram a doença no rosto, orelhas ou nas extremidades, braços, pernas, mãos e pés.
A taxa de sobrevivência de pacientes com câncer de pele é relativamente alta. O estudo foi publicado na revista especializada Archives of Dermatology.
Demora
A equipe da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte descobriu que o câncer de pele, quando localizado no pescoço ou no couro cabeludo, parece ser mais espesso e tem mais chances de desenvolver ulcerações do que o câncer de pele localizado em outro local.
Os gânglios linfáticos também são afetados com mais freqüência em pacientes com câncer de pele nestas áreas do que em outras.
Os cientistas reconhecem que o câncer de pele no couro cabeludo ou no pescoço pode ficar escondido pelo cabelo e, por isso, pode ser detectado mais tarde.
Mas, mesmo depois de adicionar este fator à análise, os cientistas observaram que a taxa geral de sobrevivência é pior, o que levou a equipe a concluir que existem diferenças biológicas entre os tipos de câncer.
“Apenas 6% dos melanomas são concentrados no couro cabeludo ou no pescoço, mas, entre estes pacientes, 10% são casos de mortes causadas por estes melanomas”, disse Nancy Thomas, professora de dermatologia que liderou a pesquisa.
“Por isso, precisamos de mais tempo para examinar o couro cabeludo durante os exames de pele”, acrescentou.
Os pesquisadores afirmam que os pacientes que têm câncer de pele nestas áreas são um pouco mais velhos (têm, em média, 59 anos), em comparação com a média de 55 anos dos pacientes analisados, e têm mais probabilidade de ser homens.
A organização britânica especializada em câncer de pele, British Skin Foundation, afirma que o estudo aponta que o “pescoço e o couro cabeludo não devem ser ignorados” e que todas as áreas do corpo “devem ser examinadas regularmente”.BBC
Abr
25
A Polícia Civil de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), ouviu hoje o empresário Jorge Roberto de Oliveira Rodrigues, de 40 anos, que confessou ter aplicado a chamada “vacina do sapo” no comerciante Ademir Tavares, de 52 anos, no sábado. Tavares foi submetido à aplicação da substância, retirada pelos índios amazonenses da pele de um anfíbio, e morreu em seguida, na casa do empresário, onde estavam mais quatro pessoas.
Entre os amigos de Rodrigues, estava o filho do comerciante, Luiz Augusto Tavares, de 25 anos, que também recebeu a “vacina”, passou mal e está com inflamação no braço. “Ele contou que passou muito mal e que tinha ido à casa do empresário porque seu pai, Ademir, insistiu muito”, afirmou o delegado responsável pelas investigações, Vicente Lagiotto.
Ainda segundo Lagiotto, Ademir Tavares demorou muito para voltar do banheiro, o que chamou a atenção dos presentes. “Quando foram até o banheiro, encontraram-no caído, de olhos abertos e sem respirar. Foi socorrido, mas, segundo os médicos, já chegou morto ao hospital”, completou o delegado responsável pelas investigações. Os outros que estavam na residência não receberam a administração da “imunização”, que ocorre no braço ou nas pernas. “O empresário contou que ele mesmo usou por várias vezes nos últimos oito meses e que nunca teve reação nenhuma. Informou que mandou buscar no Acre a substância e que não cobrava nada dos amigos.”
Segundo Lagiotto, Rodrigues, que “receitou” o suposto remédio, tinha consciência do que fazia. “Ele disse que sabia que a substância era forte e, por isso, a diluía em água.” Rodrigues responderá por exercício ilegal da medicina e homicídio doloso. “Houve dolo porque ele sabia dos riscos. Vai responder em liberdade porque não oferece risco e apresentou-se, voluntariamente.”
Rã
Apesar de conhecida como “vacina do sapo”, a substância é retirada da pele da rã kambô (Phillomedusa bicolor) pelos índios da Amazônia. Sem comprovação científica de que é um produto seguro, o uso não tem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem a publicidade proibida desde 2004.
“Retirada da barriga da rã Phyllomedusa bicolor, a substância é usada pelos índios para acabar com a má sorte na caça e na pesca. Não existem pesquisas que assegurem o uso da ‘vacina do sapo’ kambô para as indicações feitas no site; portanto, o paciente que consome o produto está sujeito a sérios e desconhecidos agravos à saúde”, diz a portaria da Anvisa, publicada em 30 de abril de 2004. A substancia provoca, segundo apuração da policia, aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Hoje, a policia recolheu todo material encontrado na casa do empresário.
Abr
24
Uma boa notícia para quem aguarda a revolução das células-tronco na medicina: cientistas canadenses conseguiram criar uma espécie de “célula cardíaca faz tudo” a partir de células-tronco embrionárias. A nova estrutura é capaz de se transformar em qualquer uma das células que compõem um coração funcional e até bate como um.
A experiência até agora só foi feita em camundongos e é muito cedo para afirmar se a técnica será capaz de tratar seres humanos. Mas um passo importante foi dado: a célula obtida em laboratório conseguiu recuperar danos no coração das cobaias.
As células-tronco embrionárias guardam promessas por teoricamente serem capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo humano. Obter um coração, no entanto, era algo considerado difícil, porque ele é feito de três tecidos diferentes: músculos que bombeiam o sangue, que formam os vasos e células que cobrem os vasos coronarianos.
Para conseguir o feito, a equipe de Gordon Keller, do Centro McEwen de Medicina Regenerativa de Toronto, alterou a “receita” usada para fazer um dos tecidos, acrescentando algumas proteínas. A pequena mudança acabou gerando os três tipos. As células batem como pequenos corações nas placas de Petri do laboratório de Keller. “É fascinante”, diz ele.
O próximo passo da pesquisa será tentar fazer a mesma coisa com as chamadas células “induzidas” -– células da pele que são reprogramadas para se comportarem como células-tronco embrionárias.G1