Abr
22
Os pesquisadores das universidades de Sheffield, Keele e Nottingham afirmam que a inovação pode servir como alternativa mais eficiente para o tratamento de tumores.
A pesquisa foi publicada nesta semana na revista científica Gene Therapy.
A atual técnica de terapia genética insere genes dentro de células cancerosas, com o objetivo de matar os tumores. A terapia genética é usada como alternativa à tratamentos convencionais como radioterapia.
Imãs escolares
Um dos principais problemas desta técnica é conseguir inserir o gene anticâncer nos tumores.
Para contornar o problema, os cientistas britânicos retiraram glóbulos brancos de ratos cancerosos e os carregaram com imãs minúsculos.
Os glóbulos brancos foram injetados novamente nos ratos. Um imã maior foi usado para atrair os glóbulos imantados para a região do tumor.
“Tudo que temos que fazer é passar os imãs – o tipo de imã que as crianças usam em escolas – no lado de fora do tumor. Isso cria um campo magnético ao redor e através do tumor, e é suficiente para puxar esses glóbulos brancos imantados para a massa do tumor”, afirma a pesquisadora Claire Lewis, da Universidade de Sheffield, que liderou o trabalho.
Lewis acredita que a técnica força os genes anticâncer a entrarem mais profundamente no tumor, aumentando as chances de sucesso nos tratamentos.
Como a técnica envolve a utilização de glóbulos brancos dos próprios pacientes, ela acredita que os riscos de uma reação adversa do sistema imunológico do corpo são reduzidos.
Um caso famoso de reação deste tipo aconteceu em 1999, quando a terapia genética foi usada para tratar um distúrbio de metabolismo raro. O tratamento acabou matando um jovem de 18 anos.
Em outros casos de aplicação da terapia, crianças desenvolveram leucemia em decorrência do tratamento.
Apesar destes fracassos, muitos cientistas acreditam que a terapia genética é o futuro no tratamento contra câncer.
Abr
22
“O país parece propenso a conquistar o status de Primeiro Mundo. Mas moradores da auto-proclamada cidade maravilhosa estão preocupados e irritados com uma aflição do Terceiro Mundo – a dengue”, diz o texto.
O jornal traz números de autoridades de saúde brasileiras e afirma que, até a última sexta-feira, a doença teria matado pelo menos 87 pessoas no estado do Rio de Janeiro e mais de 93 mil teriam sido infectadas. Segundo a matéria, “a maioria dos casos teria acontecido na cidade do Rio, a principal atração turística do Brasil”.
Segundo o jornal, os cariocas não estariam culpando o mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti, pela epidemia, mas “atacando o que chamariam de uma resposta tardia e confusa do governo” por causa da lentidão nas ações de fumigação.
O Los Angeles Times compara a reação das autoridades brasileiras, que “se acusam mutuamente” com um jogo de acusações similar ao que aconteceu durante a crise provocada pelo furacão Katrina, nos Estados Unidos.
Outra comparação feita pela reportagem é baseada na afirmação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de que “é preciso combater a dengue do mesmo modo que não podemos tolerar a ocupação das favelas pelos traficantes de drogas”.
De acordo com o jornal, assim como a guerra entre os policiais e os traficantes nas favelas, a epidemia da dengue “se transformou em uma mancha na imagem glamourosa do Rio”.
Segundo o diário americano, há relatos de uma diminuição no número de reservas em hotéis da cidade, apesar da acusação de alguns críticos de que o governo estaria “colocando panos quentes na epidemia para não assustar os turistas”.
No entanto, diz o jornal, “a notícia já se espalhou” e as embaixadas de vários países já estariam alertando os turistas sobre as prevenções.
Abr
18
O Hospital Ana Costa, de Santos (SP), terá de indenizar o almoxarife Carlos Alberto dos Santos, de 42 anos, por danos materiais e morais. Aposentado por invalidez, Santos contraiu uma infecção hospitalar em abril de 2004 que o deixou quase cego. A sentença do juiz da 4ª Vara Cível da cidade, Ramon Mateo Júnior, estipulou o pagamento de R$ 50 mil, valor que, corrigido, corresponde a cerca de R$ 84 mil.
A empresa em que Santos trabalhava possuía convênio com o Ana Costa Saúde, plano de saúde do hospital, onde ele foi submetido a uma complicada cirurgia para retirar um tumor do cérebro. Embora o procedimento tenha sido bem-sucedido, Santos contraiu a infecção e, ao invés de receber alta em uma semana, como previsto, passou três meses internado e mais cinco tratado em casa.
Segundo o advogado do almoxarife, Rodrigo Vallejo Marsaioli, a infecção atingiu sobretudo os pulmões e a visão dele. Santos teve meningite bacteriana, conjuntivite, ceratite (inflamação da córnea) e passou por uma traqueostomia (introdução de uma cânula no interior da traquéia). O almoxarife perdeu 50% da visão do olho esquerdo e 20% do direito e está com o senso de equilíbrio afetado, tendo certa dificuldade para se locomover.
Santos achou a reparação baixa, embora não tenha decidido ainda se recorrerá. “O que eu passei não existe valor, uma vida não tem preço”, contestou. Marsaioli afirmou ter pedido à Justiça uma compensação correspondente a cem salários mínimos e que, numa ação de 2004 contra o Ana Costa, conseguiu que um casal fosse ressarcido em R$ 226 mil pela morte de um recém-nascido também infectado. A assessoria do hospital informou que o departamento jurídico estuda o caso e ainda não decidiu se recorrerá.
Abr
11
O Parlamento alemão aprovou hoje uma medida para diminuir as restrições às pesquisas com células-tronco. A nova regra altera uma lei de 2002, que impunha limites estritos ao uso de células-tronco embrionárias, permitindo que os cientistas importem novas linhagens de células-tronco.
A Câmara Baixa do Parlamento aprovou a medida por 346 a 228 votos, com seis abstenções. Segundo o projeto de lei, os pesquisadores poderão importar células-tronco criadas antes de 1.º de maio de 2007, ao invés de utilizar apenas as células existentes antes de 2002, conforme prevê a lei atual. As células só podem ser importadas para uso em projetos de “importância significativa”, em que nenhum outro método possa ser utilizado.
A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e a ministra da Pesquisa, Annette Schavan, estavam entre os defensores da alteração. Havia outros projetos relacionados ao tema, porém acabou prevalecendo o apoiado por Merkel. As pesquisas com células-tronco embrionárias são feitas com embriões que seriam descartados, após casais terem realizado processos de fertilizações in vitro. A ministra da Justiça, Brigitte Zypries, disse que proteger os embriões era importante, “mas devemos também respeitar o direito de liberdade para pesquisar dos cientistas”. Os cientistas reclamam que as restrições anteriormente impostas na Alemanha os impediam de acompanhar os avanços mundiais no setor. Alguns pesquisadores defenderam que as atuais restrições fossem canceladas por completo.
As leis alemãs são mais rigorosas do que as de outros países europeus, entre os quais a Grã-Bretanha e a Suécia. Os pesquisadores mostraram-se frustrados com o fato de não poderem integrar projetos internacionais que utilizem linhagens de células-tronco criadas a partir de 2002. No entanto, os que acreditam que a vida começa na concepção defendem que as células deveriam ser retiradas de adultos e não de embriões. A Igreja Católica Alemã manifestou-se contrária à revisão das restrições.AE
Abr
9
Os casos de dengue no Rio aumentaram 32% em apenas uma semana. Nesse período, mais 12 mortes foram confirmadas, subindo de 67 para 79 o número de óbitos. Outros 80 são investigados. Também foram registrados 18.389 novos casos, totalizando 75.399 ocorrências da doença. Para tentar conter a epidemia e diminuir a letalidade da doença, o governo do Rio abriu desde o início do ano 505 leitos e dez tendas de hidratação, que recebem apenas pacientes com suspeita de dengue.
“Na semana passada, tínhamos 314 pacientes na fila de espera por internação, dos quais 174 eram crianças. Hoje, não temos nenhuma “, disse o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que admite que a epidemia ainda está no ápice. Para o supervisor de Vigilância em Saúde da secretaria, Victor Berbara, o regime de chuvas acima da média pode ter agravado a epidemia. “Em abril, normalmente, os casos caem porque é um mês mais seco, mas continuamos trabalhando com o pior cenário porque continua chovendo bastante”, disse.
Em apenas um dia, de ontem para hoje, foram registrados mais de 2 mil casos de dengue na capital fluminense, onde a epidemia é mais grave. Até hoje, havia 45.463 casos confirmados e 46 mortos só na capital. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) publicou hoje, no Diário Oficial do Estado (DOE), um decreto que concede gratificação de 500 reais aos bombeiros que atuarem no combate à dengue, com efeito retroativo desde 1º de março. De acordo com o texto, a gratificação está diretamente ligada à realização das seguintes tarefas: visita domiciliar aos imóveis para controle mecânico, biológico ou químico de criadouros de mosquito Aedes aegypti, mobilização da população por meio de mensagens educativas e distribuição de material informativo durante as visitas aos imóveis e vedação de depósitos desprovidos de tampas, com colocação de capas ou qualquer outro recurso disponível, para protegê-los evitar a proliferação do mosquito.
Cerca de 500 homens das Forças Armadas começaram hoje a vistoriar as casas em busca de focos da dengue. Os 300 soldados do Exército visitaram imóveis em Realengo, na zona norte da cidade. Duas equipes de cem homens cada, da Marinha e da Aeronáutica, foram em residências da Ilha do Governador, também na zona norte.
Abr
5
Manifestações em quatro capitais - Fortaleza (CE), Rio (RJ) e São Paulo (SP), além do Distrito Federal - marcam hoje um mês do pedido de vista do processo sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito. Em Brasília, portadores de doenças degenerativas e familiares darão um abraço simbólico no prédio do Supremo. Em São Paulo, os defensores das pesquisas farão uma caminhada do Teatro Municipal até a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP. No Rio, serão distribuídos panfletos informativos, adesivos com os dizeres “Pesquisar sim, Protelar não” e gérberas - a flor que simboliza o movimento. Em Fortaleza, a caminhada será na Avenida Beira-Mar.
O julgamento da ação começou no mês passado, mais de dois anos depois que as pesquisas foram contestadas no STF pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles. O ministro Carlos Ayres Britto, que relatou a ação, votou pela liberação das pesquisas. Em seguida, Menezes Direito pediu o adiamento da sessão sob o argumento de que precisava estudar a fundo o caso. Regimentalmente, ele tem até 30 dias para devolver o processo e, assim, o julgamento prossiga. Mas não há sanção para quem descumpre o prazo. É comum que esse período não seja cumprido.
Nesta semana, Direito não revelou quando deverá devolver para julgamento a ação. “Eu sou juiz. Estou estudando”, resumiu-se a dizer. O ministro Gilmar Mendes, que assumirá a presidência do STF neste mês, prevê que o julgamento será retomado no mês que vem.
Abr
1
O número de atendimentos na manhã de hoje no hospital de campanha da Aeronáutica montado na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, já supera o total da manhã de ontem.
De acordo com o setor de comunicação da Aeronáutica, no primeiro dia de funcionamento o hospital recebeu 20 pacientes a mais que sua capacidade, estipulada em 400 por dia, e 60% dos atendimentos foram diagnosticados como dengue.Por conta da falta de leitos nas redes pública e particular, nove pessoas dormiram no hospital de campanha.
Três foram transferidos até as 10 horas da manhã, e seis ainda aguardam vagas. A aeronáutica teme que o excesso de pacientes cause “a degradação do padrão de qualidade”. O movimento nas tendas é intenso e muitos dos pacientes são pessoas de classe média que não encontraram atendimento adequado nas redes pública e privada.
Abr
1
A pesquisa ouviu 9 mil japoneses de 20 a 59 anos de idade, entre abril e julho de 2007, e constatou que 24,9% dos casais não mantêm relações sexuais.
A enquete, a primeira sondagem do gênero já realizada no Japão, revelou também que a freqüência das relações diminui à medida que avança a idade.
Na faixa etária dos 50 anos, 37,3% relataram total abstinência de sexo nos 12 meses anteriores à enquete.
Já entre os casais na faixa dos 20 anos com até cinco anos de de vida conjugal, 42% disseram manter relações ao menos uma vez por semana.
O relatório do levantamento enfatiza a necessidade de refletir sobre “o aspecto fundamental da reprodução, a freqüência das relações sexuais, como um novo problema numa nação com baixa taxa de natalidade”.
Abstinência
Uma pesquisa anterior, de âmbito mundial, sobre a freqüência de relações sexuais feita pela fabricante britânica de preservativos Durex colocou o Japão em último lugar numa lista de 26 países, com a média de 48 relações por ano, quase 3,5 vezes menos do que os líderes, os gregos, com 164.
A Sociedade Japonesa de Sexologia define “falta de sexo” como a condição em que o casal esteja “ao menos um mês sem relações sexuais consensuais (incluindo a prática de carícias, de sexo oral ou de dormir juntos sem roupa) e não haja perspectivas de que elas venham a acontecer em futuro previsível”.
De acordo com a mesma entidade, em 80% dos casos a causa é identificável no comportamento do marido.
A conhecida devoção ao trabalho dos japoneses é em geral apontada como a causa principal de sua atitude arredia ao sexo, mas vários estudos indicam também outros fatores, como, é claro, a incompatibilidade entre os casais.
Na visão de alguns especialistas, a tendência no Japão é de o relacionamento homem–mulher ficar reduzido a uma relação consangüínea, como a de mãe e filho ou de irmão e irmão, na qual, mesmo havendo afeto, o sexo é visto quase como algo incestuoso.
Há também casais em que a mulher evita o sexo com receio de que o marido venha a lhe transmitir alguma doença venérea, eventualmente contraída por qualquer relacionamento casual, e só mantém a união por causa dos filhos.
Mar
31
Um surto de hepatite A ameaça afastar vários jogadores do Internacional. O clube confirmou nesta segunda-feira que o volante Maycon está internado num hospital de Porto Alegre com a doença e que os goleiros Renan e Muriel, o volante Edinho e o meia Ramón estão com sintomas e ficarão em suas casas, em observação, nos próximos dias.
O fotógrafo Alexandre Lopes, que trabalha para o Internacional, também enfrentou a doença, mas já teve alta. Os jogadores que estiverem infectados ficarão parados por três semanas, sem fazer qualquer esforço. Quando voltarem, terão de se submeter a trabalhos físicos especiais, como se estivessem em pré-temporada.
Como a transmissão ocorre pela ingestão de água ou comida contaminadas por resíduos fecais, a Vigilância Sanitária e o Internacional começaram a revisar todo o sistema de abastecimento de água e de fornecimento de refeições do Beira-Rio. Mas o surto pode não ter origem no estádio. É possível que um ou mais jogadores ou funcionários tenham contraído o vírus em viagens ou em suas casas.
Além de investigar as origens da hepatite, o Internacional começou a vacinar os atletas que não foram infectados e nem possuem os anticorpos de defesa. Jonas, Gil, Adriano e familiares de Maycon e Renan foram ao Beira-Rio receber a imunização nesta segunda-feira.
O médico Paulo Rabello disse que os jogadores que não estão em observação já se submeteram a exames e não correm perigo de contrair a doença. Também reiterou que o afastamento de Magrão e Iarley do jogo contra a Chapecoense, dia 19 de março, foi conseqüência de uma virose e não de hepatite
Mar
28
A juíza do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, Patrícia Cogliatti de Carvalho, determinou hoje que os governos municipal e estadual paguem a internação de pacientes com suspeita de dengue ou com diagnóstico confirmado da doença em hospitais particulares, caso a rede pública e as unidades de saúde privadas conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS) não tenham vagas.
A decisão, em caráter liminar, foi dada durante o Plantão Judiciário atendendo a uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE).
O objetivo é garantir aos doentes o primeiro atendimento, acompanhamento ambulatorial, exames e internação, além das outras medidas necessárias ao diagnóstico e ao tratamento da doença.
O não cumprimento dessas medidas, 24 horas após o Estado e o município serem intimados da decisão, implicará no bloqueio das verbas orçamentárias municipal e estadual destinadas às políticas públicas não prioritárias sob o ponto de vista constitucional, como a realização de shows na orla litorânea, o patrocínio de clubes de futebol e publicidade, informou o TJ.
“Perante todos esses dados (de mortes e notificações), somados à negligência e ao descaso do Estado e do município, que até a presente data não adotaram medidas eficazes à prevenção e agora à repressão da epidemia, que obrigam os pacientes a passar por angústias e constrangimentos indescritíveis, fazendo cidadãos, inclusive crianças e idosos, aguardar horas para receber atendimento, correndo risco de perder a vida, a outra conclusão não se pode chegar senão a de uma flagrante violação aos princípios constitucionais, mormente o da dignidade da pessoa humana”, afirmou a juíza, na decisão.