Mai
17
Os ataques às chácaras e fazendas, quase sempre com reféns, voltaram com toda a força no interior paulista, sobretudo no eixo da Rodovia Castelo Branco. Bandos fortemente armados e encapuzados atacam de surpresa principalmente nos fins de semana, quando moradores da capital estão presentes. Eles dominam os visitantes e saqueiam a propriedade. Geralmente usam os veículos das vítimas para fugir com o produto do roubo. São comuns os casos de violência física e psicológica.
A ação desses bandidos começa em Ibiúna e avança até Cesário Lange, a 140 quilômetros da capital, passando por São Roque, Mairinque, Itu, Porto Feliz, Cerquilho e Boituva. Sem viaturas para patrulha rural, a polícia não consegue fazer frente à ação dos bandidos. Em Porto Feliz, a Polícia Civil registrou 35 roubos nos três primeiros meses deste ano - 22% a mais que no trimestre anterior -, sendo 12 na zona rural, todos à mão armada.
No restante do Estado, também há problemas. Por causa da violência - e com dois anos de atraso -, a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), que reúne 243 sindicatos e 360 bases rurais em 580 municípios, anuncia para o segundo semestre o início do Programa de Proteção Preventiva no Meio Rural, que foi criado por um protocolo assinado pelo governador Geraldo Alckmin na Agrishow de 2006, em Ribeirão Preto.
A polícia fará segurança pessoal e patrimonial dos moradores da zona rural e também os orientará na preservação do meio ambiente. Pela contas da Faesp, 210 mil proprietários rurais deverão receber as orientações para ajudar os policiais ambientais na fiscalização das propriedades.
Na região de Sorocaba, o preço dos imóveis rurais desabou. Dezenas de sítios e chácaras, algumas cinematográficas, foram colocadas à venda, a maioria por até metade do valor real. “A violência espantou os compradores”, garante o dono de uma imobiliária que pediu para não ser identificado, com medo de represálias. Há três anos, ele fazia de 10 a 15 negócios com imóveis rurais por mês. Hoje, se consegue duas vendas é muito. “Parei de trabalhar nos fins de semana, pois não há clientela.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Estado - AE
Mai
15
A Polícia Civil de Sorocaba cumpriu hoje 38 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão, em operação que identificou lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região. Foram presas 14 pessoas e cumpridos mandados de 13 mulheres e 11 homens que já estavam detidos.
Segundo informou o delegado Acácio Aparecido Leite, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, a investigação durou três meses e identificou o grupo liderado por Leandro Roberto Paulino, 25 anos, preso em Valparaíso pelo suposto crime de tráfico de drogas. “Mesmo estando preso, ele vai responder agora por mais um processo por associação ao tráfico”, afirmou.
Hoje, a polícia prendeu mãe, mulher e amante de Paulino durante a operação. “Identificamos o braço armado da quadrilha, mulheres que fazem distribuição de drogas, familiares que administram o dinheiro e os soldados na ponta da estrutura, que são os traficantes”, disse o delegado.
A polícia apreendeu ao menos 20 celulares usados por mulheres presas na Cadeia Feminina de Votorantim, onde a facção teria mantido durante esse tempo um esquema de distribuição de drogas. Durante as buscas, a polícia também apreendeu duas armas de fogo e quantidade ainda não identificada pela perícia de maconha, crack e cocaína, drogas encontradas dentro e fora das cadeias vistoriadas.AE
Mai
15
Policiais militares prenderam, na noite do dia 13, dois homens que roubaram a carga de um caminhão e mantiveram o motorista preso dentro de um carro, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A carga de filtros industriais, que ia ser levada para o bairro Bonsucesso, foi recuperada e devolvida ao proprietário.
O motorista, que conduzia uma Sprinter pelo Trevo de Bonsucesso, ao parar para urinar, foi abordado por três homens que se aproximaram em um Fiat Palio azul, anunciaram o assalto e o obrigaram a entrar no carro. Em seguida, carregaram o veículo com a mercadoria do caminhão e um dos assaltantes deixou o local com ele.
Eles circularam por volta de trinta minutos até chegarem em uma residência, na Rua Alecrin, no bairro Jardim Guaraci, onde deixaram a vítima trancada dentro do carro com uma jaqueta sobre o rosto.
A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima e foi até o local indicado. No fundo da casa, os PMs encontraram o automóvel utilizado no crime, coberto por uma lona, e no seu interior, o motorista do caminhão.
O refém foi libertado, e os dois assaltantes, S.O.R., 30, que era procurado da Justiça, e J.W.B.N., 22, que tinha antecedentes criminais, foram encontrados escondidos debaixo de uma cama. Eles foram presos em flagrante e encaminhados para a Cadeia Pública de Guarulhos.
Mai
12
Os japoneses saíram na frente e apresentaram hoje a um grupo de mais de 100 empresários em São Paulo uma proposta para a construção do trem-bala brasileiro, que deve ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Com previsão de transportar 3 mil pessoas por hora (ou 17 milhões por ano), o projeto é orçado em US$ 11 bilhões. O evento foi organizado por representantes de empresas e do governo do Japão. A viagem sem paradas de Campinas a São Paulo levaria 24 minutos. De São Paulo ao Rio, 80 minutos, tempo inferior ao gasto em uma viagem de avião (em média 90 minutos, incluindo o check-in). De ônibus, a viagem dura sete horas. Na opção do trem com seis paradas em várias cidades, o trajeto completo duraria pouco mais de duas horas.
O grupo de empresas japonesas interessado em participar da licitação, prevista para outubro, é formado por Mitsubishi, Mitsui, Kawasaki e Toshiba. As quatro multinacionais têm subsidiárias no Brasil e esperam parcerias de empresas e do governo local, além de instituições financeiras, para custear o projeto. Também devem apresentar propostas grupos coreanos, franceses e alemães. O diretor vice-presidente da Mitsui Brasileira, Masao Suzuki, disse que, para atrair investimentos externos, o governo brasileiro deveria incluir no projeto a concessão de exploração de negócios nos arredores das estações do trem-bala, como lojas, shopping centers, além dos ramos imobiliário, hotelaria e de publicidade.
“No caso do trem de alta velocidade do Japão, o Shinkansen, 30% da receita de US$ 8,3 bilhões obtida por uma das empresas administradoras, a JR Leste, provém de negócios e acessórios”, informou Suzuki. O Shinkansen foi inaugurado em 1964 e hoje tem 2.176 quilômetros de extensão e outros 589 quilômetros estão em construção. O sistema transporta 340,4 milhões de passageiros por ano e gera US$ 18,6 bilhões de receita em sua totalidade. A tecnologia do trem bala japonês já foi adotada em Taiwan e na China. O trem de Taiwan, inaugurado em janeiro de 2007, consumiu US$ 15 bilhões.
Pelo projeto do grupo japonês, cada trem brasileiro terá oito vagões e atingirá velocidade média de 320 quilômetros por hora, podendo atingir o máximo de 360 km/hora. Será movido a eletricidade, como os demais trens do mundo. Dependendo do sistema a ser adotado, é possível reaproveitar parte da linha férrea já existente.
Hirotoshi Kunitomo, do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, acredita que, nessa configuração, o País terá energia suficiente para mover os trens, mas não descarta necessidades futuras de construção de novas hidrelétricas, caso a demanda de passageiros se amplie rapidamente. A eficiência e a segurança são fundamentais no projeto. Em 44 anos de operação, não foi registrado nenhum acidente com morte associado à circulação do Shinkansen. A média registrada pelos trens japoneses é de 32 segundos de atraso por trem.AE
Mai
8
Durante 20 anos, um sítio de aparência tranqüila no município de Pedranópolis, a 563 km de São Paulo, foi o cárcere de uma mulher, que saiu poucas vezes da propriedade, e somente acompanhada pelo marido.
Aos 16 anos, a mulher foi morar com um agricultor. Em depoimento à polícia, ela disse que não podia sequer acompanhar as duas filhas que teve com ele até a escola. Ela afirmou ainda que era impedida de visitar os parentes e de receber visitas da família em casa. Também disse que era obrigada a fazer serviços pesados, como ordenhar vacas, tratar de animar, fazer cercas.
O caso do austríaco, que manteve a filha em cativeiro durante 24 anos, motivou a família da mulher a fazer a denúncia só agora. O agricultor foi preso em flagrante.
Na casa dele, a polícia encontrou dois revólveres e uma espingarda. Em depoimento, a vítima disse que tinha medo de denunciar o marido porque ela e os parentes eram ameaçados de morte.
O agricultor vai ser indiciado por cárcere privado, posse ilegal de armas, ameaça e por submeter a mulher a trabalho escravo. A pena para estes crimes pode chegar a 16 anos de prisão.
Mai
7
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), via Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), informa que determinou como medida de interesse sanitário, a suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso do produto SEM Expectorante, fabricado pela empresa SEM S/A, de Hortolândia (São Paulo).
O referido produto não possui registro na Anvisa. As mesmas medidas foram adotadas pela Anvisa para o produto Pomada Milagrosa, fabricada por Davi José Martins, de Barra de São Francisco (Espírito Santo), por não possuir registro/notificação e não ser detentor de autorização de funcionamento na agência.
Mai
7
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) conclui nesta semana os testes para a escolha do tipo de tornozeleira ou pulseira com sensores eletrônicos que será comprado pelo governo do Estado para monitorar presos que cumprem pena em regime aberto, semi-aberto ou em liberdade condicional. As análises de três modelos tiveram início há 15 dias, com cerca de 100 presidiários de 30 unidades de semi-aberto do Estado. Cada detento ficou uma semana com o equipamento e teve de responder a um questionário, informando suas impressões sobre o uso do aparelho.
“Achei que ela incomoda um pouco no momento de caminhar, pelo peso, mas depois a gente se acostuma”, diz P., que usou o equipamento durante três dias no trabalho, numa autarquia pública, e pediu para não ser identificado. “Se for para a gente se garantir na redução de pena, será muito bom”, completa.
Todas as tornozeleiras têm correias de plástico e uma caixinha para guardar o chip e equipamentos eletrônicos que farão o contato com o computador instalado dentro do presídio. A que está em uso por P. é de tamanho médio e mais pesada - cerca de 400 gramas - que as outras duas testadas. A caixinha tem cerca de 8 centímetros de altura por 4 de largura e 4 de espessura.
A preferida pelos detentos é a tornozeleira menor, com uma cinta fina e uma caixinha de 2 centímetros de espessura e 4 de altura por 2 de largura e que pode ser usada também como pulseira. “Gostei de usar, porque ela é bem discreta”, disse R., que cumpre pena numa ala de semi-aberto do interior paulista e trabalha na limpeza das ruas da cidade.
VANTAGEM
Para ele, a vantagem da tornozeleira consiste em poder provar aos diretores da penitenciária que se merece o regime aberto. “Eles poderão me vigiar e constatar que eu cumpro as exigências da saída temporária”, afirmou. Segundo ele, durante uma das saídas temporárias chegou a ser acusado de ter feito um roubo e só não voltou ao regime fechado porque a polícia, dias depois, encontrou os autores do crime. “Se tivesse essa caixinha, eles saberiam que não fui eu quem havia cometido aquele crime.”
Outra tornozeleira testada pode ficar separada do corpo por até 5 metros de distância. Apesar da vantagem de se livrar do peso, a tornozeleira foi a única que falhou durante os testes. Na semana passada, ao ser deixada sobre uma mesa, a caixa de transmissão começou a apitar sem parar, assustando o detento que a testava. “Foi uma correria danada. O rapaz ficou apavorado, e ligamos rapidamente para a penitenciária, avisando que não se tratava de uma fuga”, contou um empresário que presenciou a cena. Seu empregado está detido numa unidade de semi-aberto do interior de São Paulo.
FUGA
Mas todas as tornozeleiras testadas não impedem a fuga, caso o detento queira mesmo escapar. A correia de plástico que se prende à perna pode ser facilmente cortada. “Se isso ocorrer, uma central dentro do presídio dará o alarme, e a polícia será acionada imediatamente para encontrar o foragido”, explica o diretor de um presídio da região noroeste.
A SAP alegou que as informações são sigilosas e, por isso, não passou os custos de cada aparelho e a data de licitação. Segundo a secretaria, cerca de 20 mil tornozeleiras serão compradas. O Estado de S.Paulo
Mai
6
A Fundação Vunesp divulgou em seu site edital de convocação para as provas objetivas para o concurso da Secretaria de Administração Penitenciária do estado de São Paulo que oferece 260 vagas (clique aqui para ver a lista dos locais). A prova será realizada no domingo (11), às 14h. Os salários vão de R$ 716,50 a R$ 1.928,33.
Clique aqui para ler o edital para agente de escolta e vigilância penitenciária
Clique aqui para ler o edital para cargos na área de saúde
O cargo com maior número de vagas é o de agente de escolta e vigilância penitenciária (sexo masculino), com 204 oportunidades. O salário é de R$ 1.486,76 e requer ensino médio. O candidato deve ter ainda, até o encerramento das inscrições, 40 anos de idade, independentemente de eventual prorrogação do período de inscrição.
Já o de auxiliar de enfermagem, com 20 vagas, exige nível fundamental e a remuneração é de R$ 1.219,68. O candidato deve ter ainda certificado de auxiliar de enfermagem e registro no Conselho Regional de Enfermagem.
As outras vagas são para cirurgião dentista, enfermeiro, médico clínico geral, médico psiquiatra e psicólogo, todos de nível superior.
Os candidatos poderão optar por fazer as provas nos seguintes municípios: Adamantina, Andradina, Araraquara, Avaré, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba e Taubaté (veja aqui a estatística de candidatos inscritos por municípios).
Mai
1
Os três campi do Centro Universitário Senac - Santo Amaro, em São Paulo, Águas de São Pedro e Campos do Jordão, no interior do Estado - oferecem vagas para os cursos bacharelado em Hotelaria, Tecnologia em Hotelaria, Meio Ambiente, Tecnologia da Informação, Multimídia, Administração, Gastronomia, Comunicação, Artes e Design.
As inscrições podem ser feitas pela internet, pelo site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br) ou pelo portal do Senac (www.sp.senac.br/vestibular) .
A taxa para participação do processo seletivo é variável. Até 14 de abril, o valor é de R$ 60. De 15 de abril a 6 de junho, R$ 80. As provas acontecem em 22 de junho, das 14 às 18 horas. O resultado será divulgado em 4 de julho e as matrículas devem ser efetuadas nos dias 7, 8, 10 e 11 de julho.
A nota obtida pelo candidato no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderá ser considerada como parte da prova objetiva do vestibular.
Abr
29
O primeiro encontro para a implantação do núcleo de pesquisa aplicada na área de pesca e aqüicultura familiar vai discutir, até a quarta-feira (30), uma política para a formação humana na área da pesquisa continental e da aqüicultura continental.
O evento é o resultado do acordo de cooperação técnica celebrado em dezembro de 2006 entre a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), que está implantando cursos técnicos na área da pesca e núcleos de pesquisa em 14 regiões do país.
O encontro também está celebrando a adesão ao programa nacional da região Sudeste II, que inclui os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, por meio de parceria entre o Centro Federal de Educação Tecnológica de Química (Cefeteq), de Nilópolis, e a Cefet, de São Paulo.
Os dois núcleos vão desenvolver projetos de pesquisa, de caráter interdisciplinar, para aprofundar o conhecimento sobre a diversidade biológica e cultural dos ecossistemas nos quais se desenvolvem atividades pesqueiras. Além disso, vão desenvolver programas de gestão para capacitação e assessoramento técnico-científico de colônias de pescadores.
Segundo o coordenador-geral desses núcleos de pesquisa, Edmar Almeida de Moraes, a iniciativa vai incrementar o desenvolvimento econômico local, com o estímulo de organização de cooperativas para o beneficiamento dos produtos da pesca.
“Vamos congregar esses pescadores em cooperativas para que tenham cursos de beneficiamento do produto”, ressaltou. Ele informou ainda que os cursos de formação continuada, além de capacitar os pescadores, vão promover uma melhor conscientização sobre a preservação do ambiente por meio de aulas sobre a educação ambiental.
De acordo com dados da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, em todo o Rio de Janeiro há 25 mil pessoas que vivem de pesca artesanal, de um total de 400 mil em todo o estado.AB