Ago
9
Diversas explosões atingiram a província de Xianjiang, no noroeste da China, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, citando testemunhas que teriam visto labaredas de fogo e ouvido tiros esporádicos depois disso.
As explosões ocorreram entre 16h20 e 17 horas (de Brasília) em Kuqa, uma cidade grande no sul da província, de acordo com a Xinhua. A polícia isolou a área onde as explosões teriam ocorrido, disseram as testemunhas.
Kuqa tem cerca de 400 mil habitantes e localiza-se a 740 quilômetros de Urumqi, a capital da província, que é de maioria muçulmana. No último dia 4, 16 policiais foram mortos na região num suposto ataque terrorista.AE
Jun
12
SOROCABA - O menor E.V.E.O., de 17 anos, um dos principais agressores do metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, de 23 anos, brutalmente espancado por uma gangue na saída de uma boate, em Sorocaba, disse que a vítima apanhou “de graça”. O jovem, que já esteve internado na Fundação Casa (antiga Febem) em 2007 por tráfico de drogas, foi detido na quarta-feira, 11, à noite por policiais do 5º Distrito Policial. Ele aparece no vídeo desferindo chutes violentos no rapaz caído, antes de pular com os dois pés sobre a cabeça da vítima.
“A gente pensou que ele estava armado”, disse justificando o crime. “Depois vimos que ele tinha uma carteira na cinta.” Perguntado se a vítima tinha dado algum motivo para a agressão, respondeu: “Essa foi de graça.” Ele disse que viu os amigos brigando com o rapaz e resolveu bater também. “Meus amigos estavam pegando ele, aí eu entrei.” Ao delegado José Ordele Lima Júnior, que o interrogou na tarde desta quinta-feira, 12, o menor preferiu dizer que não conhecia os outros agressores. “Aparentemente ele está tentando proteger os outros”, disse o delegado.
Ele foi detido em sua casa, no bairro Barcelona, zona leste da cidade. Os policiais o encontraram dormindo. O menor negou o crime, depois tentou enganar os policiais que pediram que apresentasse as roupas que usava naquela noite, entregando um tênis e uma calça diferentes das que apareciam no vídeo. Numa busca na casa, os policiais encontraram a calça e o tênis manchados de sangue.De acordo com o promotor Antonio Farto Neto, curador da Infância e da Juventude, que também conversou com o menor, E. demonstrou frieza e não parecia abalado com a gravidade de sua conduta. “Ele pareceu bastante frio, preocupado apenas em saber se voltaria a ser internado.”
Nesta quinta, a Polícia Civil teve acesso à outra fita gravada das agressões. O vídeo mostra que dois seguranças da boate demoraram a prestar socorro à vítima. As imagens revelam que um dos agressores continuava no local, olhando o rapaz caído, quando os policiais do serviço de resgate chegaram. O advogado Márcio Leme, contratado pela família do metalúrgico pediu formalmente à polícia que apure crime de omissão de socorro por parte dos donos e seguranças da boate Soft. Segundo ele, a gangue costumava arrumar briga na boate e seus integrantes não tiveram a entrada barrada. “Os seguranças podiam ter impedido tamanha covardia.”
Um dos sócios da boate, Ricardo Mestre, disse que a agressão ocorreu na hora do fechamento do caixa, quando os funcionários e seguranças estavam no interior do estabelecimento. O socorro foi prestado assim que eles tomaram conhecimento da agressão. Amigos e familiares de Rodrigues disseram que ele não tem o hábito de beber, fumar e andar em grupos. De acordo com testemunhas, a gangue de E. já tinha se envolvido em outras brigas na boate. O delegado espera prender os outros agressores - são pelo menos sete - em alguns dias. Eles serão acusados de tentativa de homicídio, já que agiram com a intenção de matar. Rodrigues continuava em coma nesta quinta-feira, no Hospital Regional de Sorocaba, e seu estado era considerado muito grave. O Estado de S.Paulo
Jun
11
A Justiça catarinense determinou na manhã desta quarta-feira (11) a divisão do prêmio de cerca de R$ 27 milhões da Mega-Sena, referente ao concurso 898, disputado por Altamir José da Igreja e Flávio Júnior Biassi.
A sentença em 1º grau do juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Joaçaba (SC), Edemar Gruber, determina que Biassi e Igreja recebam R$ 13.891.026,91 cada um. Como Igreja recebeu um sexto do valor do prêmio, via decisão judicial, o dinheiro será descontado dos 50%.
À decisão de Gruber, cabem recursos de ambas as partes. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ), o recurso deve ser encaminhado via apelação cível junto ao TJ.
A defesa de Biassi, composta pelos advogados Filipe Mello, Francisco Assis de Lima e Marlon Bernoldi, está analisando a sentença. De acordo com Mello, a equipe deve se reunir ainda nesta quarta-feira.
“Vamos nos reunir para decidirmos com calma e tranqüilidade antes de adotarmos alguma medida”, disse.
Quanto à defesa de Igreja, o escritório de advocacia informou que Pedro Furlan está viajando e que se manifestaria sobre a sentença na tarde de quinta-feira (12).
Biassi acusa Igreja, seu ex-patrão, de ter roubado seu bilhete premiado do concurso 898 da Mega-Sena, sorteado no dia 1º de setembro de 2007. O prêmio estava acumulado em R$ 55,5 milhões e saiu para duas apostas, uma de Rondônia e a outra de Santa Catarina.
Um familiar de Biassi contou ao G1 que o jovem teria dado R$ 1,50 e escolhido os números para que o patrão fizesse a aposta. Informalmente, teriam combinado de repartir o dinheiro se os números fossem sorteados.
No dia seguinte ao sorteio, Igreja teria ido à casa do rapaz para comemorar e confirmou ao pai do jovem que os números escolhidos por Biassi tinham sido sorteados. Segundo o parente de Biassi, várias testemunhas ouviram o homem afirmar que eles ganharam o prêmio.
(* G1/Com informações do Diário Catarinense)
Mar
21
Um automóvel de uma das testemunhas do caso da menina britânica Madeleine, desaparecida em Portugal em maio de 2007, foi incendiado na madrugada de quinta-feira. O autor do crime deixou um bilhete escrito “fala”, confirmou a polícia portuguesa.
O crime aconteceu na Praça da Luz, local onde a família de Madeleine estava hospedada quando a menina desapareceu. Duas semanas após o sumiço da menina, a polícia portuguesa interrogou o jovem russo Sergey Malinka, proprietário do veículo que foi incendiado. Ele conhecia o britânico Robert Murat, que foi declarado como suspeito oficial no caso. Esta é a segunda vez que um automóvel do russo é incendiado.
Mar
16
Depois de seis anos de investigações, a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) de São Paulo concluiu o inquérito sobre o seqüestro do publicitário Washington Olivetto e obteve na Justiça a decretação da prisão preventiva de mais dois extremistas chilenos. Eles estão foragidos e são procurados também no Chile por violações à lei antiterror.
Trata-se de Cristian Adolfo San Martin Morales, integrante de uma dissidência do Movimento Esquerda Revolucionária, o Exército Geral do Povos-Pátria Livre (MIR-EGP-PL, na sigla em espanhol), e de Luiz Alberto Moreno Correa, da Frente Patriótica Manoel Rodrigues (FPMR).
San Martin é apontado como o chefe da célula que cuidava do cativeiro em que ficou o publicitário. Ele alugou a casa da Rua Kansas, no Brooklin, usada como cativeiro durante os 53 dias do seqüestro. Depois de preso em Serra Negra, no dia 1º de fevereiro de 2002, o líder do grupo, Maurício Hernandez Norambuena, fez um acordo com a polícia e telefonou no dia 2 para seus subordinados, ordenando a libertação de Olivetto. Foi para o telefone de San Martin que Norambuena ligou dando a ordem: “Soltem o cavalheiro.” Ele chegou a ser preso em 2005 no Chile, mas fugiu da prisão.
Moreno é acusado de ser o responsável pelo arsenal usado para dominar Olivetto em Higienópolis. Ele e San Martin foram reconhecidos por testemunhas, além de suas fotos terem sido achadas em esconderijos do grupo. Ao todo, os extremistas mantiveram pelo menos dez bases em São Paulo. Uma delas era ocupada por Moreno, na Rua Pedroso Alvarenga, no Itaim-Bibi, na zona sul.
A DAS obteve ainda provas contra um terceiro acusado. O problema é que não foi possível descobrir sua verdadeira identidade. Trata-se do homem que se identificava como Miguel Armando Villabela. Segundo Alfredo Augusto Canales Moreno, um dos militantes do MIR-EGP-PL presos em Serra Negra com Norambuena, trata-se de um nome falso que homenageia dois líderes do MIR. “Pedimos auxílio às polícias do Chile, da Argentina e da Colômbia, mas ninguém conseguiu identificá-lo”, disse a delegada Juliana Pereira Ribeiro Godoy Rodrigues, que presidiu o inquérito do caso. Além desses três, a delegada obteve indícios contra outros quatro integrantes da FPMR. Mas, para ela, não havia elementos para indiciá-los. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo