Set
23
Cerca de nove toneladas de maconha foram apreendidas em uma ação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal, às 7h30 desta terça-feira (23), entre as cidades de Ponta Porã (MS) e Dourados (MS).
Segundo a PRF, a droga estava em uma carreta na MS-164. A localização da droga só foi possível depois de uma investigação de 90 dias. Segundo o Valdir Brasil, chefe da PRF em Dourados, o entorpecentes estava misturado entre uma carga de milho em uma carreta. O veículo seguiria para São Paulo.
O veículo foi levado, sob escolta, para a sede da Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã, onde será pesada novamente. Na ação foi preso um homem.G1
Set
22
Uma disputa entre gangues de traficantes brasileiros da região oeste do Paraná, provavelmente com ramificações no Paraguai, provocou a morte de 15 pessoas e o ferimento em outras oito no início da tarde de hoje em Guaíra, a cerca de 640 quilômetros de Curitiba. As primeiras informações da polícia apontam que a causa do massacre foi uma dívida de R$ 4 mil. “É uma guerra do tráfico de drogas e não propriamente uma chacina”, disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari.
Pelo menos 200 homens das polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal estão mobilizados na captura dos autores, mas provavelmente eles fugiram para o Paraguai. O secretário adiantou que amanhã deve conversar com autoridades do país vizinho para somar mais forças nas buscas. “Não vamos permitir que quadrilhas coloquem em risco a tranqüilidade dos moradores do município”, acentuou. Por enquanto, as conversas ficarão entre as autoridades policiais, sem envolvimento diplomático.
Segundo Delazari, possivelmente cinco pessoas foram os autores das mortes. Nos locais vistoriados pelos policiais foram encontradas cápsulas de balas de quatro calibres diferentes. O secretário afirmou que a polícia já sabe quem é o chefe dessa quadrilha, mas preferiu não revelar o nome para não atrapalhar as buscas. Os levantamentos feitos pela polícia e o depoimento de alguns feridos apontam que eles vieram provavelmente do Paraguai, atravessando o lago de Itaipu com um barco, mesmo meio de transporte utilizado para a fuga.
Em uma favela da Vila Santa Clara, que fica às margens do lago, dirigiram-se para uma casa, onde estava Jocemar Marques Soares, conhecido como Polaco, que seria o líder da outra quadrilha. Ele já esteve preso por tráfico de drogas. “Chegaram perguntando quem iria pagar a dívida”, relatou Delazari. Segundo o secretário, na casa foram mortas duas mulheres, uma delas possivelmente menor de 18 anos. Polaco foi levado para um galpão nas proximidades, onde teria sido obrigado a chamar sete pessoas que fariam parte de sua quadrilha. “Todos foram executados ali”, disse o secretário. O líder também foi morto no galpão.
No caminho até o lago ficaram mortas mais três pessoas e, no porto, outras duas também morreram. Delazari disse que provavelmente essas pessoas também pertenciam ao mesmo esquema. Segundo ele, alguns dos oito feridos fingiram-se de morto e foram ouvidos na tarde de hoje. A polícia deve investigar qual a ligação que eles tinham com Polaco. No local foram encontrados três veículos com placas de Curitiba, Uberlândia (MG) e Osvaldo Cruz (SP). Um helicóptero e um avião do governo do Estado seguiram para a região de Guaíra para ajudar nas buscas e levar policias dos grupos de elite. “Vamos empreender todos os esforços para prendê-los”, reforçou o secretário.AE
Set
13
Sete pessoas foram presas acusadas de tráfico de drogas no Caminho São José, Jardim Rádio Clube, região de Santos, litoral de São Paulo, na madrugada de hoje. Segundo informações da Polícia, foram apreendidas 900 pedras e um quilo de crack, 260 tabletes e dois quilos de maconha, cocaína, R$ 2 mil, três balanças de precisão, cinco celulares, rádios de comunicação, dois revólveres calibre 38 e mais de 100 munições.
Os acusados escondiam a maior parte da droga em dois baús de madeira fechados sob palafitas. O caso está registrado no 1º Distrito Policial de Santos, para onde os acusados foram encaminhados e autuados em flagrante.AE
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Set
8
A explosão do tanque de combustível de uma picape, no fim da tarde de domingo, em Londrina, no norte do Paraná, levou a polícia a descobrir um carregamento de 107 quilos de maconha. Parte da droga estava dentro do próprio tanque de gás natural veicular (GNV) e o restante escondido em outras partes do carro, que teve perda total. A calçada próxima ao posto ficou forrada de maconha. O motorista do carro, Natanael de Freitas, de 45 anos, foi preso. Ninguém se feriu.
De acordo com o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Evaristo Kuceki, a explosão ocorreu provavelmente em razão das alterações feitas no cilindro para que os pacotes de maconha fossem acondicionados dentro. Com a explosão, o cilindro foi arremessado de encontro a outro carro que estava parado no posto e, depois, atingiu um muro. “Se ele (Freitas) estivesse dentro do carro teria morrido”, disse Kuceki. O motorista tentou fugir, mas foi preso por policiais militares, que o encontraram escondido perto de um chiqueiro de porcos.
Ele disse à polícia que tinha assumido a direção do carro em Iporã, no noroeste do Paraná, com a missão de entregá-lo em São Paulo. O delegado afirmou que Freitas já foi condenado a 13 anos de prisão por assalto à mão armada. O inquérito será remetido à Justiça Estadual, em razão de, a princípio, não haver indícios de tráfico internacional.AE
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Ago
27
São Paulo - Pela primeira vez, a Polícia Federal (PF) surpreendeu integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) usando doleiros para efetuar pagamentos e dividir lucros entre os integrantes da facção. O esquema foi desarticulado ontem, com a prisão de 15 pessoas em três Estados, durante a Operação Downtown. Cerca de R$ 1,1 milhão em euros, dólares e reais foram apreendidos pelos agentes federais. “Não sabemos quanto disso pertence ao PCC, mas esse dinheiro representa o que os doleiros movimentavam por dia”, afirmou o delegado José Alberto Iegas, da PF.
Ao todo, 50 mandados de busca e apreensão foram expedidos e 15 de prisão, todos cumpridos. Os doleiros são acusados de evasão de divisas, operação de instituição financeira sem autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Os agentes prenderam dez doleiros em São Paulo, a maioria com escritórios no centro da cidade, quatro em Belo Horizonte e um no Rio. “Estamos investigando se a facção usou doleiros para enviar dinheiro para o exterior”, afirmou.
O delegado pretende ainda conseguir provas de que o dinheiro movimentado pela facção por meio dos presos era proveniente de contribuições de associados ou do tráfico de drogas. Definindo a origem criminosa dos recursos, será possível acusar os envolvidos por lavagem de dinheiro do crime organizado. Para ele, o PCC começou a utilizar-se de doleiros a fim de garantir movimentação mais rápida e eficaz para o dinheiro, ao mesmo tempo em que driblava os controles sobre operações financeiras em contas bancárias, que podem ser rastreadas pela polícia. Presos de uma penitenciária do interior do Estado contatavam os doleiros.
As investigações da PF começaram há seis meses. Os policiais estavam atrás de doleiros que agiam no centro de São Paulo. Além de clientes do PCC, os detidos eram usados por outros grupos criminosos. Eles serviriam, por exemplo a integrantes da máfia nigeriana, envolvida no tráfico de drogas. Os nigerianos contratavam as pessoas do esquema para enviar dinheiro à África do Sul. Os acusados também enviavam dinheiro à China para o pagamento de importações subfaturadas por comerciantes chineses que trabalham na região da Rua 25 de Março.
Ago
26
Uma prestação de contas que seria encaminhada à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) mostra que a organização lavava cerca de R$ 15 milhões por ano só na Empresa de Ônibus Andirossi. Mais conhecida como Expresso 15.3.3., a empresa tinha 11 ônibus usados exclusivamente para distribuir cestas básicas na zona leste e transportar as visitas de presos das penitenciárias de Avaré, Presidente Venceslau e Presidente Bernardes, onde estão os principais líderes da facção criminosa. A descoberta foi feita pelos policiais da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo, que prendeu, ontem, Dalmir Cerqueira, o Capela, de 30 anos, piloto (espécie de gerente) do PCC na cidade.
Capela assumiu o cargo há duas semanas, depois das prisões de Paulo Freire da Silva, o Noturno, de Renato Kauffman da Costa, o Cauã, e de Alberto Dovanci, o Beto Alemão. Os três eram integrantes do tribunal do PCC da região, responsável pela execução de quatro pessoas em julho. Cerqueira, que havia assumido no lugar dos presos, foi localizado pelos policiais na Rua Paranapuã, no Jardim Represa. “Ele estava com 1,8 quilo de cocaína”, afirmou o delegado Marco Antônio de Paula Santos, titular da Seccional de São Bernardo.
Durante as investigações sobre as atividades do PCC na região, os policiais descobriram a existência da empresa de ônibus, que estava em nome de Marcelo Rossinholli, o Atalaia, e de sua sócia, Andrea Martins de Oliveira, mulher de um integrante do PCC preso com Rossinholli na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Na sede da empresa, os policiais apreenderam documentos para análise.
Foi esse trabalho que levou à descoberta da prestação de contas feita por Andrea e por Augusto Martins, que trabalhou quatro anos como gerente da empresa. Martins foi interrogado ontem pela polícia e confirmou que Rossinholli era o dono. Depois de prender 14 e indiciar 33 acusados por formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio, a polícia passou a apurar em separado a lavagem de dinheiro.
A empresa de ônibus seria usada pelo PCC para lavar dinheiro obtido com tráfico de drogas. “Temos provas do crime precedente (tráfico), o que é necessário para caracterizar a lavagem”, disse o delegado. Segundo ele, a empresa não cobrava pelos serviços, embora movimentasse R$ 15 milhões por ano. Todo o dinheiro para mantê-la vinha do PCC.AE
Ago
14
Policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) da 5ª Cia. do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária realizavam, por volta das 3h50 de ontem (13), uma ação de combate ao narcotráfico e demais ilícitos penais. Ao vistoriar um ônibus que trafegava pelo km 616 da Rodovia Raposo Tavares, os patrulheiros localizaram 24,750 Kg (divididos em 18 tabletes) de maconha escondidos em duas bolsas – pertencentes a N.F.G., de 26 anos, e K.A.M.G., de 31.
A droga estava envolta em fita adesiva e cada mulher levava a sua parte dentro de uma bolsa – colocada aos pés das passageiras. Cada mulher assumiu a responsabilidade por sua respectiva bolsa e droga transportada. O entorpecente seria entregue em São Paulo: nas estações da Luz e na Barra Funda.
A dupla recebeu voz de prisão pelo crime de tráfico de drogas e foi encaminhada ao 1º Distrito Policial de Presidente Venceslau. Em seguida, as mulheres foram encaminhadas à Cadeia Feminina de Santa Anastácia, onde permanecerão à disposição da Justiça.SSP
Jul
2
Policiais federais apreenderam ontem 48 quilos de cocaína em uma chácara no município mato-grossense de Rosário Oeste, a cerca de 120 km de Cuiabá, após observarem a droga, proveniente da Bolívia, ser arremessada de um avião. Foram presos na propriedade os eletricistas Nilton Rosa da Silva, de 29 anos, e Nirley Rosa da Silva, de 31 anos, e o agricultor boliviano José Carlo Barbery Escalante, de 41 anos.
O piloto da aeronave, Gilson Ricci, de 44 anos, foi detido após aterrissar no Aeroporto Marechal Rondon. O acusado de jogar a droga do avião, o boliviano, Orlando Idalgo, de 41 anos, foi localizado numa rodoviária em Cuiabá. Ele havia ido até a capital de ônibus, depois de ser deixado por Ricci em Diamantino. Segundo a PF, os presos foram encaminhados à Penitenciária Pascoal Ramos, com exceção de Escalante, que teve de ser internado por ter se ferido na perna ao tentar pular uma cerca para fugir.AE
Jun
18
A Polícia Militar prendeu em flagrante três homens com mais de 37 quilos de cocaína e 2,640 quilos de comprimidos de ecstasy, na tarde de segunda (16). O trio foi preso em uma chácara que também funcionava como refinaria de drogas no município de Altinópolis, a 347 quilômetros da Capital, região de Ribeirão Preto.
Policiais foram informados via Copom (Central de Operações da PM) de que um veículo Fox preto, que seguia pela rodovia Abrão Assed, estava envolvido no tráfico de drogas. Com isto, os PMs conseguiram localizar o carro em frente uma chácara, no condomínio Rio Pardo.
No local, a polícia abordou C.C.A.M. de 39 anos quando saía do imóvel com R$ 484. No interior da chácara, o dono do rancho, V.A.S, 29 e o funileiro T.B.J., 35, foram abordados no momento em que colocavam drogas dentro do pára-choque de um Golf. O funileiro afirmou ter sido contratado pelo valor de R$ 500 para desmontar os pára-choques dos carros que seriam colocadas as drogas.
Na casa, os policiais encontraram um laboratório para o preparo e refino de entorpecentes e apreenderam 14,94 quilos de cocaína, 49 tabletes de base para cocaína que totalizaram 22,38 quilos e 2,640 quilos de comprimidos de ecstasy. Além das drogas, também foram apreendidas duas pistolas calibre 380 e diversos materiais para o preparo do entorpecente. O trio foi preso em flagrante e encaminhado para a Polícia Federal.SSP
Jun
12
SOROCABA - O menor E.V.E.O., de 17 anos, um dos principais agressores do metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, de 23 anos, brutalmente espancado por uma gangue na saída de uma boate, em Sorocaba, disse que a vítima apanhou “de graça”. O jovem, que já esteve internado na Fundação Casa (antiga Febem) em 2007 por tráfico de drogas, foi detido na quarta-feira, 11, à noite por policiais do 5º Distrito Policial. Ele aparece no vídeo desferindo chutes violentos no rapaz caído, antes de pular com os dois pés sobre a cabeça da vítima.
“A gente pensou que ele estava armado”, disse justificando o crime. “Depois vimos que ele tinha uma carteira na cinta.” Perguntado se a vítima tinha dado algum motivo para a agressão, respondeu: “Essa foi de graça.” Ele disse que viu os amigos brigando com o rapaz e resolveu bater também. “Meus amigos estavam pegando ele, aí eu entrei.” Ao delegado José Ordele Lima Júnior, que o interrogou na tarde desta quinta-feira, 12, o menor preferiu dizer que não conhecia os outros agressores. “Aparentemente ele está tentando proteger os outros”, disse o delegado.
Ele foi detido em sua casa, no bairro Barcelona, zona leste da cidade. Os policiais o encontraram dormindo. O menor negou o crime, depois tentou enganar os policiais que pediram que apresentasse as roupas que usava naquela noite, entregando um tênis e uma calça diferentes das que apareciam no vídeo. Numa busca na casa, os policiais encontraram a calça e o tênis manchados de sangue.De acordo com o promotor Antonio Farto Neto, curador da Infância e da Juventude, que também conversou com o menor, E. demonstrou frieza e não parecia abalado com a gravidade de sua conduta. “Ele pareceu bastante frio, preocupado apenas em saber se voltaria a ser internado.”
Nesta quinta, a Polícia Civil teve acesso à outra fita gravada das agressões. O vídeo mostra que dois seguranças da boate demoraram a prestar socorro à vítima. As imagens revelam que um dos agressores continuava no local, olhando o rapaz caído, quando os policiais do serviço de resgate chegaram. O advogado Márcio Leme, contratado pela família do metalúrgico pediu formalmente à polícia que apure crime de omissão de socorro por parte dos donos e seguranças da boate Soft. Segundo ele, a gangue costumava arrumar briga na boate e seus integrantes não tiveram a entrada barrada. “Os seguranças podiam ter impedido tamanha covardia.”
Um dos sócios da boate, Ricardo Mestre, disse que a agressão ocorreu na hora do fechamento do caixa, quando os funcionários e seguranças estavam no interior do estabelecimento. O socorro foi prestado assim que eles tomaram conhecimento da agressão. Amigos e familiares de Rodrigues disseram que ele não tem o hábito de beber, fumar e andar em grupos. De acordo com testemunhas, a gangue de E. já tinha se envolvido em outras brigas na boate. O delegado espera prender os outros agressores - são pelo menos sete - em alguns dias. Eles serão acusados de tentativa de homicídio, já que agiram com a intenção de matar. Rodrigues continuava em coma nesta quinta-feira, no Hospital Regional de Sorocaba, e seu estado era considerado muito grave. O Estado de S.Paulo