Set
23
A Petrobras confirmou a morte de quatro funcionários na explosão ocorrida hoje na unidade de tratamento de óleo de Furado, no município de São Miguel dos Campos, em Alagoas.
A assessoria de imprensa da estatal informou que enviou nota à imprensa divulgando a morte de dois trabalhadores, mas depois foi avisada da ocorrência de outros dois casos. A empresa ainda não comentou a causa do acidente. A unidade está com sua produção suspensa. A companhia não informou o volume que estava sendo processado na unidade.AE
Jun
18
O tenente Vinicius Ghidetti de Andrade Moraes, de 25 anos, mantém uma página no Orkut, é casado e tem um filho. No seu perfil da rede social, fala sobre as paixões. Diz que ama a farda, a verdade, a dignidade e o trabalho.
O militar já confessou à polícia ter comandado a entrega dos três jovens do Morro da Providência aos traficantes de um morro rival. Nesta terça-feira (17), na página, foi muito atacado em centenas de mensagens.
Os onze militares que participaram do crime cumprem prisão temporária no Batalhão de Polícia do Exército.
Nesta terça-feira, o delegado continuou a tomar os depoimentos dos envolvidos para esclarecer a participação de cada um no caso.
Os militares ocupam o Morro da Providência desde o fim do ano passado. Com a morte dos rapazes, a presença deles no local está sendo questionada. A Defensoria da União, no Rio, vai entrar com uma ação civil pública pedindo a retirada do Exército do Morro da Providência, com base na Constituição. A lei não prevê participação do Exército na segurança pública.
Em nota divulgada nesta terça (17), o Exército afirma que a presença militar no morro não é uma operação em prol da segurança pública, que necessite de determinação da presidência da república e de aprovação no congresso nacional. Mas sim uma ação subsidiária, permitida pela Constituição, com o objetivo de revitalizar moradias.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio ao Rio acompanhar as investigações.
Participou de uma reunião no Comando Militar do Leste. Depois, foi ao Morro da Providência. Caminhou pelas ruas da comunidade e se encontrou com parentes dos jovens mortos.
O ministro pediu desculpas às famílias.
“Vamos deixar bem claro a indignação do governo, a indignação de todos nós. Agora, o que não podemos é confundir o fato que aconteceu com a ação do Exército e com as obras que estão sendo realizadas aqui”, disse o ministro Nelson Jobim.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, tem uma opinião diferente.
“O Exército estava dando proteção para as pessoas que estão trabalhando e aí ocorreu essa tragédia que é absolutamente lamentável. Isso comprova uma visão, que é a visão do presidente, que é majoritária em toda a sociedade, de que as Forças Armadas não são aptas para tratar da segurança pública”, disse Genro.
O que garantiu a presença dos militares no Morro da Providência foi um acordo firmado entre os Ministérios da Defesa e das Cidades. Os militares foram convocados para ajudar num projeto de reforma das casas, chamado Cimento Social, idealizado pelo senador Marcelo Crivela, pré-candidato à prefeitura do Rio.
Mai
15
A região afetada pelo pior terremoto da China em três décadas está ameaçada por um nova tragédia por causa do risco de rompimento da barragem próxima de Dujiangyan, que provocaria a inundação da cidade de 600 mil habitantes. Ontem, 2 mil soldados foram enviados ao local para tentar reparar as rachaduras provocadas pelo tremor.
A barragem de Dujiangyan é a maior de centenas que foram afetadas pelo terremoto na região central, que tem inúmeros rios e é bastante montanhosa. A cidade já vive um dos maiores dramas do terremoto, que é o soterramento de 900 crianças e adolescentes em uma escola.
A estimativa do número de pessoas soterradas pelo terremoto subiu ontem para 26 mil, após equipes de resgate alcançarem regiões que até então estavam totalmente isoladas e sem comunicação com o restante do país. O número oficial de mortes já confirmadas chega a 15 mil e há 64 mil feridos, segundo dados divulgados pelo governo.
Pela primeira vez, uma equipe alcançou o epicentro do terremoto, a cidade de Wenchuan, de 112 mil habitantes. Os primeiros soldados chegaram de helicóptero e o premiê Wen Jiabao também esteve lá. Tentativas de alcançar a cidade haviam sido frustradas pelo mau tempo na terça. No distrito de Wenchuan onde o tremor começou, 70% dos prédios foram destruídos.
Mai
14
Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua pelo menos 500 pessoas morreram no condado de Wenchuan, epicentro do terremoto.
Na manhã desta quarta-feira mais de 800 policiais armados chegaram ao condado e iniciaram a operação de resgate
O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao prometeu que não serão poupados esforços para o resgate dos que estão presos nos escombros e para a busca de sobreviventes.
“Vamos salvar as pessoas”, disse ele em Shifang.
Mas o premiê chinês reconheceu que as condições para o resgate são difíceis.
“A situação é pior do que o esperado e os locais de resgate são complexos”, afirmou.
Pontes destruídas
O terremoto causou mais danos nas cidades próximas de Longxi e Yingxiu. No início da tarde de terça-feira cerca de 30 soldados chegaram a Yingxiu e resgataram 300 feridos.
Segundo o correspondente da BBC em Pequim, Quentin Sommerville, os soldados encontraram a maior parte das estradas e quase todas as pontes da cidade destruídas.
Dos 12 mil habitantes da cidade, apenas 3 mil teriam sobrevivido ao terremoto.
“Eles podiam ouvir as pessoas pedindo ajuda debaixo dos escombros, mas ninguém podia ajudar, pois não havia uma equipe profissional de resgate”, disse He Biao, uma autoridade da cidade.
“Quando o tempo melhorar, o Exército vai começar a lançar (com aviões) carregamentos de alimentos e remédios na cidade”, disse Li Shiming, comandante do Comando Militar da área de Chengdu, à agência Xinhua.
Estima-se que o número de mortos pelo terremoto, calculado até agora em mais de 12 mil pessoas, aumente à medida que as equipes entrarem nas zonas mais afetadas.
Mais soldados
De acordo com a Xinhua, o Ministério da Defesa informou mais cedo que quase 20 mil soldados e policiais chegaram às áreas atingidas pelo terremoto, na província de Sichuan, sudoeste da China.
Outros 30 mil soldados estão a caminho em aviões, trens, estradas e a pé. A Marinha também reuniu 2,5 mil soldados que poderão ser enviados às áreas atingidas a qualquer momento.
A Força Aérea chinesa enviou 18 helicópteros que já realizaram 28 missões para lançar 12,5 toneladas de alimentos e outros suprimentos em Mianyang, Mianzhu e Pengxian, segundo declarações de fontes militares à Xinhua.
Dois helicópteros com suprimentos sobrevoaram a cidade de Yingxiu e outros três aguardam as ordens para decolar.
Apesar dos esforços de resgate, muitos ainda estão soterrados. Somente em uma cidade, Mianyang, perto do epicentro, mais de 18 mil pessoas foram soterradas pelos escombros e 7.395 mortes foram confirmadas, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.
As autoridades chinesas afirmam que mais de 3,5 milhões de casas foram destruídas pelo terremoto, que atingiu 7,9 pontos na escala Richter e teve seu epicentro no condado de Wenchuan, a cerca de 100 quilômetros da capital da província, Chengdu.
Ajuda
O terremoto de segunda-feira foi o pior a atingir a China nos últimos 30 anos. O tremor foi sentido até na capital, Pequim, e em países próximos, como a Tailândia.
O governo chinês disse que vai aceitar ajuda estrangeira. União Européia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, Japão, Coréia do Sul e Taiwan já ofereceram ajuda.
O terremoto afetou também o revezamento da tocha olímpica, que está percorrendo todas as províncias chinesas até chegar a Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 8 de agosto.
Os organizadores dos Jogos de Pequim informaram que o trajeto da tocha será encurtado e que, no início da próxima etapa, previsto para quarta-feira, na cidade de Ruijin, haverá um minuto de silêncio em memória às vítimas do terremoto.BBC
Mai
12
Pelo menos 10 mil pessoas estariam feridas na província de Sichuan.
De acordo com a agência Xinhua, cinco mil seria o número de mortos em apenas um dos condados da província.
O governo enviou tropas para os trabalhos de resgates. Acredita-se que 900 estudantes estejam soterrados em uma escola que desabou na cidade de Dujiangbyan, que fica a cerca de cem quilômetros do epicentro do terremoto.
Bangcoc e Taipei
O tremor, registrado às 14h28 (3h28 de Brasília), teve seu epicentro a 92 quilômetros da capital da província, Chengdu.
As comunicações com a cidade, que têm uma população de mais de 10 milhões de pessoas, foram interrompidas.
O governo chinês enviou tropas ao local.
O presidente da China, Hu Jintao, pediu que “todos” os esforços sejam concentrados para ajudar as vítimas. O premiê chinês, Wen Jiabao, está viajando para a região atingida.
O terremoto também foi sentido em Pequim, Xangai e Hong Kong. Alguns dos prédios mais altos chegaram a tremer e tiveram de ser evacuados. Alguns tremores foram sentidos até em Bangcoc, capital da Tailândia, e em Taipei, capital de Taiwan.
Em Pequim, que fica a 1,5 mil quilômetros de Chengdu, há relatos de que alguns prédios tremeram por cerca de dois minutos.
No distrito financeiro da cidade, muitas pessoas abandonaram os edifícios. Não há relatos de danos. O prédio mais alto da China, a torre Jinmao, em Xangai, também foi evacuada. O edifício tem 88 andares.
Terremotos acontecem com freqüência na China. Em março, um tremor de 7,2 pontos atingiu a província de Xinjiang, no oeste do país.BBC
Mai
10
“O apelo que estamos lançando oferece um plano preliminar coordenado da comunidade humanitária para complementar os esforços de ajuda do governo de Mianmar e fornecer assistência aos sobreviventes”, disse Holmes.
O apelo foi lançado em um momento em que o Programa Mundial de Alimentos da ONU enfrenta um impasse com o governo militar de Mianmar, que apreendeu um carregamento com suprimentos para as vítimas do ciclone.
Holmes pediu que o governo birmanês “repense” sua atitude em relação às permissões para que equipes internacionais entrem no país para ajudar as vítimas.
Apreensão
O Programa Mundial de Alimentos da ONU está em negociações com o governo depois da apreensão de 38 toneladas de suprimentos.
O carregamento confiscado, bolachas energéticas em quantidade suficiente para alimentar 95 mil pessoas, ficou em um armazém e “aparentemente sob responsabilidade pessoal do ministro do Bem-Estar Social”, segundo a agência da ONU.
O governo birmanês negou ter confiscado os alimentos e afirmou que apenas assumiu o controle da distribuição da ajuda.
De acordo com o correspondente da BBC em Bangcoc, Jonathan Head, o governo de Mianmar afirma que seus próprios soldados podem distribuir os suprimentos.
O Programa Mundial de Alimentos informou que apenas sete toneladas de suprimentos conseguiram chegar até as áreas mais atingidas na região do delta de Irrawaddy.
A agência da ONU chegou a anunciar a suspensão dos vôos com ajuda para Mianmar, mas depois afirmou que vai retomar as entregas no sábado, enquanto as negociações continuam.
Ajuda limitada
Centenas de milhares de pessoas estão sem água, alimentos ou abrigo em Mianmar. Autoridades dizem que muitas dessas pessoas podem morrer porque a ajuda não está chegando até elas.
O governo afirma que pouco mais de 22 mil pessoas morreram em decorrência da passagem do ciclone, mas teme-se que o número de vítimas seja muito mais alto.
O embaixador britânico para Mianmar, Mark Canning, diz que fontes confiáveis já falam que o número de mortos e desaparecidos pode ficar entre 63 mil e 100 mil pessoas.
Até agora, Mianmar aceitou ajuda limitada, de países com quem mantém boas relações como China e Tailândia, além de quatro vôos com suprimentos enviados pela ONU e um comitê da Cruz Vermelha Internacional.
O representante de Mianmar junto à ONU, embaixador Kyaw Tint Swe, agradeceu nesta sexta-fera a solidariedade e a generosidade da comunidade internacional e disse que o país está disposto a aceitar ajuda de todos os cantos do mundo.
O embaixador declarou ainda que o primeiro vôo com ajuda dos Estados Unidos deve chegar a Mianmar na segunda-feira.
Mais cedo, o diretor regional do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Tony Banbury, disse temer que o referendo nacional marcado para sábado possa prejudicar ainda mais as negociações.
“Eles terão um referendo”, afirmou Banbury. “Não sei quais canais estarão abertos para nos comunicarmos com as autoridades e para encorajá-las a reverter esta decisão lamentável.” - BBC
Set
24
Animal matou homem de 52 anos na madrugada desta segunda-feira.
Minas Gerais registra 965 ataques de cães e quatro vítimas fatais em 2007.
O dono do cão da raça pit bull que atacou um homem de 52 anos em Betim (MG) deve pagar uma multa de R$ 5 mil ao governo de Minas Gerais, segundo informou o Corpo de Bombeiros Militar do estado. Jovenir Marcos de Araújo foi morto na madrugada desta segunda-feira (24), quando saía de casa e levou mordidas no pescoço e na barriga.
A portaria regulamentando o decreto estadual foi publicada no início de setembro e afirma que no caso de ataque à pessoa, a multa é de 1.000 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemg), o que equivale a aproximadamente R$ 1.700. O valor da punição pode ser dobrado para lesão corporal e triplicado se resultar em lesão corporal de natureza grave.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, está previsto para que o dono deste pit bull pague 3.000 Ufemg, o que corresponde a cerca de R$ 5 mil. No entanto, ele ainda pode ter que responder a processo civil e penal, caso receba mais denúncias.
O dono do cão prestou depoimento à polícia e vai responder a processo em liberdade. Após o ataque, o cachorro ficou apreendido, mas já foi devolvido à família.
Ainda de acordo com os bombeiros, não foi feito um levantamento do número de multas aplicadas, mas foram registrados 965 ataques de cães em Minas Gerais neste ano, sendo 650 de pit bulls. Esta foi a quarta morte registrada no estado em 2007.
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G1
Set
4
Incêndio começou por volta das 9h30 desta terça (04/09) e atingiu vários barracos.
Ainda há temor de que fogo volte a se alastrar, por causa do vento.
Soldados do Corpo de Bombeiros afirmaram às 10h40 que o incêndio na favela do Jardim Edith, na Zona Oeste de São Paulo, está praticamente controlado, embora haja risco de as chamas voltarem a se alastrar por causa do vento. A favela fica na esquina das avenidas Jornalista Roberto Marinho e Engenheiro Luiz Carlos Berrini.
Doze equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no local. As equipes chegaram por volta das 9h30. A altura das chamas já chamava a atenção de quem passava pelo local. Doze equipes, com cerca de 40 homens, foram enviadas ao local. Até as 10h20, não havia registro de vítimas.
“Começou com um barraco só”. Era a frase que mais se ouvia dos curiosos que tentavam registrar com as máquinas de seu celulares o incêndio na favela que margeia a Avenida Roberto Marinho, na Zona Oeste de São Paulo.
O motoboy André Cardoso, de 27 anos, conta que passava pelo local quando o fogo ainda não havia se alastrado. “Começou em um barraco só e foi se espalhando rápido”, relata.
Alguns moradores e parentes deles passavam nervosos pela avenida, sem acreditar no que viam. Muitos náo quiseram dar declarações. A estudante Karine, de 16 anos, estava chorando, preocupada com a irmã mais velha, que mora na favela. “Já é a segunda vez que isso me acontece. Em 2005, essa região toda também pegou fogo”, conta. A adolescente, que ainda não havia conseguido falar com a irmã, estava na escola, a poucos quarteirões de distância, quando o incêndio começou. “Os meninos estavam brincando na sala e viram”, relata.
G1



