Set
3
Dois travestis foram presos em flagrante nesta madrugada, após supostamente assaltarem e espancarem um homem na avenida República do Paraguai, na Lapa, centro do Rio de Janeiro.
Admilson Martins Spolidório, 40 anos, voltava do trabalho quando teria sido abordado pela dupla perto da entrada da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com policiais do 13º Batalhão da Polícia Militar (praça Tiradentes), Elísio Pereira Costa, 21 anos, e Paulo César Alves Rodrigues, 24 anos, teriam se oferecido para fazer um programa, mas Spolidório discutiu com eles e foi agredido com socos e pontapés.
Um dos travestis estaria armado com uma faca e teria tentado golpear a vítima, que teve R$ 20 roubados. Taxistas que fazem ponto nas proximidades alertaram uma patrulha de policiais militares, que conseguiu prendeu os suspeitos quando tentavam fugir correndo. Eles foram autuados por roubo pela delegada-adjunta Daniela Ribeiro, da 5ª Delegacia de Polícia (Gomes Freire).
Após ser medicado no Hospital Souza Aguiar, Spolidório foi levado para a delegacia, onde prestou depoimento e recuperou o dinheiro roubado.Odia
Mai
13
O delegado Carlos Nogueira Pinto, da 16ª Delegacia de Polícia, concluiu o inquérito sobre o episódio com os travestis, disse que não vai ouvir mais nenhum depoimento e que encaminhará o relatório final ao Ministério Público em uma semana, possivelmente denunciando os travestis Andreia Albertini e Carla Tamini por tentativa de extorsão e formação de quadrilha.
Ronaldo prestou novo depoimento ao delegado na noite de segunda-feira, longe da imprensa, e repetiu o que dissera antes, no dia do encontro com os travestis, de que foi vítima de tentativa de extorsão e não utilizou drogas, após uma confusão que durou várias horas numa das suítes mais caras do Motel Pappilon, na Barra da Tijuca.
Mar
24
O Ministério da Saúde lança hoje um plano específico de enfrentamento da aids entre gays, travestis e homens que fazem sexo com homens (HSH). As medidas, discutidas ao longo de vários meses, tentam atender a antigas reivindicações de organizações não-governamentais e barrar uma tendência preocupante: o aumento de casos da infecção entre gays jovens. Em 1996, relações homo ou bissexuais respondiam por 24,8% da forma de contaminação entre jovens de 13 a 24 anos. Em 2006, esse percentual havia subido para 41,1%. O número de casos provocados em relações heterossexuais também aumentou no período, mas de forma menos acentuada. Em 1996, ela respondia por 21,5% do total de casos entre 13 e 24 anos. Dez anos depois, esse percentual passou para 32,6%.Além das medidas, serão divulgados cartazes e folhetos feitos para o público gay, que deverá ser distribuído em locais específicos. No cartaz, está estampado a figura de um casal gay se abraçando. Uma versão de folhetos explicativos como se pega ou não aids foi feita para o público gay.
“A população homossexual tem uma vulnerabilidade 11 vezes maior. E não se viu, nos últimos anos, nada voltado para os jovens. O que todos julgam ser indispensável”, afirmou Mário Scheffer, do Grupo pela Vidda. Ele avalia que campanhas gerais de prevenção de aids chegam aos grupos de gays jovens. Mas isso não é suficiente.
“No início da epidemia, havia uma grande militância das ONGs na prevenção em áreas freqüentadas por homossexuais e bissexuais”, afirma. Algo que foi se perdendo com o tempo. “Hoje a doença não mobiliza como antes. Há muito menos voluntários, as ações são diferentes.”
Entre as propostas feitas por ONGs ao Ministério da Saúde, estava o estímulo do governo federal a municípios para que eles desenvolvessem ações de prevenção voltadas para o público gay. O grupo também sugeriu a contratação de agentes de saúde para atividades de prevenção voltadas a gays.
Fev
16
A polícia pernambucana descarta a hipótese de que os assassinatos de cinco travestis na zona sul de Recife nas últimas cinco semanas tenham sido motivados por discriminação ou homofobia.
De acordo com o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Joel Venâncio, a maioria dos casos está relacionada com atitudes criminosas dos travestis.
“Dos cinco casos, um foi por vingança por envolvimento no assassinato de um chefe de gang rival; outro, por cobrança de uma dívida e os outros três, segundo a própria família, faziam assaltos e podem ter sido mortos por seguranças de rua. Não há nenhum indício de homofobia” afirmou.
A primeira morte foi a de Wesley Márcio da Silva, 15 anos, no dia 13 de janeiro. Segundo o delegado, o travesti participou da morte do chefe de uma gang rival e foi morto por vingança.
Os outros quatro crimes ocorreram no último fim de semana. Thiago Frankelino de Lima, foi morto na rua no sábado à tarde. À noite, Joel Barros de Lima Júnior e Aloísio de Lima do Nascimento, foram baleados por três homens que passaram em um automóvel. No domingo (10), Genivaldo Souza Gusmão, foi morto a golpes de faca dentro de um salão de beleza por um desconhecido que cobrava uma dívida de R$ 20 por um programa.
De acordo com Venâncio, o primeiro e o último casos já foram solucionados e já há a confissão dos autores. Um deles está preso e outro terá a prisão solicitada.
Já os outros três crimes estão em investigação e o inquérito aponta para uma conexão entre eles, já que os dois travestis mortos no sábado à noite teriam presenciado o assassinato ocorrido à tarde. Segundo ele, os três teriam sido mortos por grupos de extermínio compostos por seguranças de rua que atacam assaltantes da área.
“Há uma conexão, mas não por conta de homofobia e, sim, pelas atividades ilícitas em que eles estavam envolvidos” disse Venâncio.
De acordo com a polícia, foram registrados, entre 2003 e 2007, 10 homicídios de travestis. Para Venâncio, a concentração de casos nas últimas semanas gerou a preocupação inicial de verificar se a motivação das mortes era a opção sexual. Segundo ele, a hipótese não foi confirmada.