Abr
18
Contratada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a GW, uma das maiores produtoras de televisão do País e que trabalha para o governo estadual há mais de dez anos, gravou o trabalho da perícia policial no apartamento de Alexandre Nardoni e em outras dependências do Edifício London após a morte da menina Isabella. Parte desse material deverá ser apresentado hoje pela polícia durante os depoimentos de Alexandre e de Anna Carolina Trotta Jatobá no 9º DP (Carandiru), zona norte da capital paulista.
Após a decretação de sigilo das investigações pelo delegado Calixto Calil Filho, as fitas com todo o material foi entregue à SSP, segundo sócios da GW. De acordo com fontes policiais, o resultado do trabalho científico de perícia será utilizado durante os depoimentos do casal, não como forma de fazê-lo entrar em contradição, mas para tentar esclarecer o assassinato.
Na tarde de ontem, circulou informação de que a GW ajudou a preparar uma animação que reunia as provas periciais para ser apresentada nos depoimentos. A produtora negou que tenha feito o trabalho.AE
Abr
17
O pai de Alexandre Nardoni e avô da menina Isabella, morta no último dia 29, disse na manhã desta quarta-feira que a mãe da criança “talvez tenha exagerado” no depoimento dado à Polícia Civil.
À polícia Ana Carolina Oliveira disse acreditar que o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, têm, “de alguma forma”, envolvimento direto na morte da criança.
“Acho que é o depoimento de uma pessoa em um momento ruim, que acaba de perder a filha e, talvez, tenha exagerado em algumas coisas”, disse o avô de Isabella, Antonio Nardoni.
Na manhã desta quinta-feira, ele foi ao 9º DP (Carandiru), que concentra as investigações, acompanhado da mulher, Maria Aparecida Alves Nardoni, e de advogados. A avó da menina prestará depoimento, segundo informou a polícia. Ela integraria a lista de 22 nomes apresentada pela defesa do pai e da madrasta de Isabella.
Depoimento
Também no depoimento registrado pela Polícia Civil, Ana Carolina disse nunca ter percebido anormalidades durante as visitas da filha ao pai e relatou brigas entre Nardoni e Anna Jatobá.
A defesa do casal tentou minimizar o depoimento dado pela mãe de Isabella, informa reportagem da Folha
Para a polícia, Isabella –que passava o fim de semana com o pai e a madrasta– sofreu tentativa de asfixia e foi jogada do sexto andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo.
Reportagem publicada pela Folha nesta semana mostra que a madrasta e o pai devem ser indiciados pela morte da criança. A polícia também deve pedir a prisão preventiva de ambos.
Nardoni e Anna Carolina prestarão novo depoimento à polícia amanhã (18), quando a menina completaria seis anos. Antonio Nardoni, o avô, e Cristiane, tia de Isabella, serão ouvidos sábado.
Inocentes
O avô de Isabella afirmou nesta quinta que o filho e a mulher dele são inocentes e defendeu que a polícia abra o leque de investigações.
Segundo ele, as suspeitas estão direcionadas sobre o casal, mas existem outras hipóteses que deveriam ser levantadas. Para ele, é “muito grande” a possibilidade de uma terceira pessoa ter entrado no apartamento e cometido o crime. “Havia um descontrole grande [de acesso ao prédio] e estamos provando isso”, afirmou.
Aniversário
Isabella completaria seis anos amanhã. Hoje, segundo o avô paterno, o irmãozinho mais novo da menina completa um ano.
“Hoje é aniversário do meu outro neto também. Vocês imaginam como estamos passando”, disse Antonio Nardoni.
Abr
16
O consultor financeiro Alexandre Alves Nardoni e a estudante Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, serão intimados a depor nesta sexta-feira, dia em que a menina, morta no dia 29 de março, faria 6 anos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, eles serão informados da intimação pelo 9º Distrito Policial (DP). Ainda não foi definido o horário do depoimento, segundo a assessoria de imprensa da SSP.
A secretaria não soube informar se haverá acareação entre os dois nem se eles serão confrontados com os laudos periciais do Instituto de Criminalística (IC). Segundo a assessoria de imprensa da SSP, há a possibilidade de eles serem confrontados desde que os laudos estejam prontos até sexta.AE
Abr
11
O consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni, pai da menina Isabella, chegou ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito no começo da tarde, minutos após ser libertado no 77º Distrito Policial (DP), em Santa Cecília, região central de São Paulo. O advogado Marco Polo Levorin, da defesa do pai da menina Isabella Nardoni, disse que depois do IML ele e a mulher, Anna Carolina Jatobá, irão para um “lugar seguro”, sem informar onde é esse local. Anna Carolina também teve habeas-corpus concedido, já deixou a prisão e também se encaminha para o IML.
Alexandre saiu às 14h30 do 77º DP com um cobertor sobre a cabeça e foi colocado sem falar nada com a imprensa no banco de trás do camburão de polícia que o levou para o IML. Na frente da delegacia, muitas pessoas se aglomeravam e gritavam “Justiça!” quando ele deixou o prédio. Alexandre e a madrasta de Isabella responderão em liberdade ao inquérito policial que apura a morte de Isabella, ocorrida no dia 29 de março, quando ela caiu do sexto andar do prédio em que o casal mora. AE
Abr
11
Um dos três advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Marco Polo Levorin disse hoje que o pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, que morreu após cair do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo, serão levados para um local seguro após deixarem a prisão. “O casal vai para um lugar seguro, mas acreditamos que eles não correm nenhum risco”, disse o advogado, em entrevista à Rede Eldorado. Levorin afirmou ainda que a defesa do casal, suspeito de envolvimento na morte da menina, está “arrolando muitas testemunhas para ajudar nas investigações”.
Conforme Levorin, a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que aceitou hoje pedido de habeas-corpus do casal, cuja prisão temporária foi decretada na quarta-feira da semana passada, deve ser respeitada “porque vivemos em Estado Democrático de Direito”. “Houve quem dissesse que é uma decisão que a sociedade não esperava (a aceitação do habeas). O que a sociedade espera, isso sim, são respostas que atendam o Estado Democrático de Direito”, disse. O advogado disse ainda que o trabalho da polícia ainda não terminou. “Ainda há muitas provas que precisam ser produzidas. Não se pode fazer da investigação uma peça de acusação”, acrescentou.AE
Abr
10
A Polícia Civil de São Paulo informou, nesta quinta-feira (10), que 99% do caso que apura a morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, foram esclarecidos. Os policiais já têm como descobrir se alguma pessoa estranha entrou no Edíficio London na noite em que a garota foi jogada do sexto andar do prédio onde morava seu pai, em 29 de março.
A polícia tenta refazer o horário da chegada da família no prédio a partir das imagens da câmera do prédio vizinho. A polícia que saber também se estranhos entraram pela garagem.
Também será investigado se um sobrado em construção que fica nos fundos do edifício de onde Isabella foi jogada pode ter sido invadido.
Um funcionário que dorme no local de trabalho há sete meses, disse que quando chegou ao sobrado – no dia 30 de março à tarde- percebeu que o portão havia sido arrombado. No muro que divide o terreno do sobrado e do prédio há uma cerca elétrica.
A polícia começará a analisar a lista de telefonemas do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A quebra de sigilo telefônico foi autorizada pela Justiça. Saber com quem o casal falou antes e depois da morte de Isabella é uma parte importante para desvendar o mistério, de acordo com os policiais.
Também nesta quinta, a delegada-assistente do 9º DP (Carandiru), Renata Pontes, ouviu Anna Carolina Jatobá. Renata saiu às 13h40 do 89º DP (Portal do Morumbi), onde Anna Carolina está detida, e não deu detalhes da conversa. A policial disse apenas que foi uma conversa de cerca de uma hora e não um depoimento formal. “A gente está esperando os laudos. Antes disso, nada vai se resolver”, disse Renata.
Ao sair do distrito, o advogado Ricardo Martins, que defende a madrasta de Isabella, afirmou apenas que a cliente não foi indiciada. Junto com a delegada estava um investigador, que saiu carregando uma sacola com sapatos que seriam da madrasta de Isabella. Eles não informaram se o calçado será encaminhado para a perícia.
A reportagem do Jornal Hoje conversou com exclusividade com o pedreiro que trabalhou no apartamento de Cristiane Nardoni, tia de Isabella. Vandevaldo Melo Gomes prestou depoimento na quarta-feira (9) à polícia e confirmou que as roupas encontradas no apartamento da tia de Isabella são dele e de um eletricista. Nas roupas não foram encontrados vestígios de sangue.
Gomes diz que está abalado com a história e que está sendo chamado de assassino pelos vizinhos. Até os filhos dele estão assustados, afirma. O pedreiro explicou que trabalhava para um empreiteiro chamado Paulo, contratado pelo pai de Alexandre Nardoni para reformar os apartamentos do Edifício London.
Em janeiro, o empreiteiro foi demitido e os ex-empregados continuaram tocando a obra. A demissão, segundo Gomes, foi tranqüila.
O delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º DP, no Carandiru, onde são feitas as investigações sobre a morte de Isabella, esteve em reunião na manhã desta quinta com o promotor responsável pelo caso, Francisco Cembranelli. Calil Filho chegou à delegacia do Carandiru por volta das 11h30 e não deu detalhes sobre o que foi tratado na reunião.
Ainda nesta quinta, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), outras quatro testemunhas do caso devem ser ouvidas. Entre elas há vizinhos do pai e da madrasta da garota. A SSP também não informou quando os familiares devem ser ouvidos.
Na quarta-feira, a Polícia Civil informou que ainda pretendia ouvir 19 testemunhas no inquérito que investiga a morte de Isabella. Não há previsão de quando as investigações serão concluídas. Nesta quarta, peritos e policiais voltaram ao bairro onde a criança foi encontrada morta.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) pode julgar, ainda nesta tarde, o pedido de habeas corpus da defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina. Segundo a assessoria do TJ, o desembargador que analisa o caso está no interior.
Abr
9
A delegada-assistente Renata Pontes, do 9º Distrito Policial (DP), que está responsável pelas investigações da morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, após cair do sexto andar de um prédio da zona norte de São Paulo, afirmou hoje que a polícia já tem 70% do caso apurado. “Nós temos 70% do caso apurado. Falta esclarecer os outros 30%”, afirmou, em entrevista a jornalistas.
Para hoje, a expectativa é a de que o delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º DP, tome novos depoimentos, provavelmente de vizinhos do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella. Também há a perspectiva de que os laudos oficiais sobre a morte da menina possam ser divulgados.
Em relação à decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo sobre o habeas-corpus impetrado pela defesa do casal, que teve a prisão temporária decretada na quarta-feira passada, a expectativa é a de que o julgamento ocorra entre amanhã e sexta-feira.
Abr
7
A roupa encontrada no apartamento vizinho ao do pai da menina Isabella Nardoni, Alexandre Nardoni, e que supostamente teria manchas de sangue, é de um pedreiro que trabalha em obra para a irmã de Alexandre. “A única coisa que podemos falar é que a roupa não é de Alexandre, mas de um pedreiro que está trabalhando no apartamento ao lado, da irmã de Alexandre (Cristiane)”, afirmou Rogério Neres de Souza, um dos advogados de Alexandre.
Segundo o advogado, ainda não foi confirmado que há as manchas de sangue na roupa. “Não sabemos de nada sobre sangue, ainda aguardamos resultado do laudo pericial. Nem mesmo a polícia pode informar se havia sangue no momento”, afirmou.
Isabella, de 5 anos, foi encontrada morta no sábado à noite, após cair do 6º andar do prédio onde Alexandre mora com a mulher, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, e os dois filhos do casal. A Justiça decretou a prisão temporária de Alexandre e Anna Carolina na quarta-feira passada.
Abr
7
A polícia procura imagens de vídeo do dia da morte da menina Isabella, de 5 anos, para verificar qual a roupa que o pai, Alexandre Carlos Nardoni, de 29 anos, usava no dia do crime.
Os peritos e investigadores querem saber quando ele usou a camiseta e a camisa encontradas com manchas de sangue no apartamento de uma irmã de Alexandre, ao lado do imóvel em que o crime ocorreu. A menina morreu ao cair do 6º andar do prédio onde mora o pai e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, e dois filhos do casal.
Esta semana, os peritos vão verificar de quem é o sangue encontrado nas roupas. Para tanto, será feito o exame de DNA no material apreendido. Com o seqüenciador automático de DNA, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) esperam concluir os exame em dois dias. “Essa é uma prova importante para o caso”, afirmou o promotor Francisco José Taddei Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo.
As roupas com sangue foram encontradas na quinta-feira à noite, quando os peritos criminais voltaram ao Edifício London, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo, para exames complementares.
Para encontrar imagens de Alexandre no dia do crime, os policiais vão procurar em prédios e restaurantes que possam ter filmado o pai da menina no dia 29.
Para o promotor, sem essas respostas e os resultados dos outros laudos do IC e do Instituto Médico-Legal (IM) sobre o caso não faz sentido interrogar novamente Alexandre e sua mulher Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 23 anos.
Ela e o marido estão presos desde a quinta-feira, depois que tiveram a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça. Além dos exames de DNA, a promotoria aguarda as conclusões dos exames do local do crime e da causa da morte de Isabella. Sabe-se, por exemplo, que a menina sofreu asfixia e seu corpo apresentava sinais de espancamento - hematomas, lesão cervical e pequena hemorragia cerebral.
Abr
5
O laudo da morte da menina Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, deve apontar como causa asfixia mecânica, apesar da queda de uma altura de cerca de 20 metros do sexto andar do prédio onde o pai mora, na Vila Mazzei. Nesta sexta-feira, a missa de sétimo dia da menina reuniu cerca de 800 pessoas. A mãe de Isabella, Anna Carolina Cunha de Oliveira, que hoje completa 24 anos, chegou cerca de uma hora antes, amparada pelo namorado e pelo pai e vestia camiseta com a foto da filha.
Peritos disseram à polícia que o estado de letargia (uma espécie de sono profundo decorrente de afecção do sistema nervoso central e de difícil e prolongada recuperação) provocado por asfixia pode durar até 20 minutos. Para quem não tem conhecimento técnico, poderia parecer que Isabella, antes de ser jogada do apartamento, estivesse morta. Segundo a polícia, o ferimento encontrado na cabeça da menina ocorreu antes da queda.
Isabela caiu no gramado do edifício London e morreu momentos depois. O Instituto de Criminalística (IC) revela que o buraco na tela foi feito por dois instrumentos: uma tesoura e uma faca.Para policiais envolvidos na investigação, isso pode demonstrar que houve pressa para se desfazer do corpo da menina. Marcas de sangue no parapeito e ferimento no queixo de Isabella levaram a polícia a constatar que a menina foi pendurada pelos pés e depois largada para queda livre. Isabella, como aparentam os indícios, estava desmaiada.
Antes de chegar ao gramado, Isabella bateu no parapeito e também com as costas em um arbusto. Segundo o IC, há marcas de sangue na fachada do prédio, abaixo do parapeito do sexto andar, como se as mãos da menina, soltas, arrastassem na parede.
A polícia científica também descartou a possibilidade de Isabella ter cortado a tela sozinha. O buraco foi feito meio metro acima do parapeito, impossível de ser alcançado por uma criança. A altura do corte, que foi horizontal, poderá ser comparada à altura de Nardoni e de Anna Carolina. Para os peritos, a altura poderá ajudar a chegar ao executor do crime.
Marcas de sangue foram verificadas no carrinho de bebê instalado no Ford Ka da família , no banco traseiro do veículo e na fechadura da porta no lado do motorista. Também havia vestígios de sangue no elevador, na parte interna da porta do elevador no sexto andar do prédio, no saguão de entrada do andar, no quarto dos irmãos de Isabella e na tela de proteção do parapeito do apartamento. No quarto dos meninos foi encontrado um fragmento semelhante a osso.
Especialistas sugerem cautela
Para especialistas, é preciso ter cautela na investigação.
O criminalista Roberto Delmanto Júnior afirma que não é necessária a prisão temporária do casal, que tem endereço fixo. Para preservar o local do crime, segundo ele, bastaria que a polícia interditasse o apartamento.
Alexandre e Anna Carolina estão presos em delegacias diferentes. Ela está no 89º Distrito Policial (Morumbi) e ele, no 77º Distrito Policial (Santa Cecília). O advogado do casal deve entrar com pedido de habeas corpus na segunda-feira para que os dois aguardem a investigação em liberdade. Marco Polo Levorin disse que seu cliente negou ter visto o agressor da filha dentro do apartamento, como afirmou um policial militar que atendeu a ocorrência.OGlobo