A eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) do e a entrada definitiva da no bloco do Cone Sul são dois dos vários objetivos que o pretende atingir ao longo deste semestre, período no qual ficará na presidência do . O anúncio foi feito ontem pelo Ministro das Relações Exteriores, o chanceler Celso Amorim, durante o plenário da sessão do Parlamento do (Parlasur), em Montevidéu, no Uruguai.

Segundo Amorim, o fim da dupla cobrança da TEC “é fundamental para os países pequenos do bloco, pois abrirá oportunidades e facilitará as negociações”. Atualmente, um produto proveniente de fora do que entra em um país do bloco paga impostos ao passar pela alfândega. Mas se esse produto passar depois por outro país do bloco, precisa novamente pagar os tributos alfandegários. O chanceler também sustentou que o pretende estimular as pequenas e médias empresas do .

Amorim fez um apelo para concluir em breve o processo de adesão da ao bloco, que está sendo adiada há anos. “Temos a confiança de que a entrada definitiva da no bloco será definida antes do fim de 2008. A entrada da vai vertebrar a integração sul-americana.” O Senado brasileiro e o Congresso Nacional paraguaio ainda não aprovaram a entrada do novo sócio no .AE

- Os partidos aliados ao presidente da , Hugo Chávez, poderão perder pelo menos dez governos regionais nas eleições previstas para novembro, que irá definir os novos governadores, prefeitos e conselhos legislativos. De acordo com o sociólogo da Universidade Central da Javier Biardeau, a aliança política de Chávez está enfraquecida desde a derrota no referendo sobre a reforma constitucional, em dezembro do ano passado.

“Essas eleições serão complicadas porque a aliança política de Chávez está debilitada, do ponto de vista da força política e do ponto de vista social, pois há uma perda de apoio frente a algumas candidaturas que não traduzem as demandas e aspirações das bases em cada uma das regiões e municípios”, analisa.

Biardeau estima que cerca de 40% dos eleitores chavistas não compareceram às urnas na votação do referendo. Ele prevê que, se isso acontecer novamente, a derrota será inevitável. “Se não houver um efetivo processo de mobilização, Chávez pode perder entre dez  e 12 governos, o que significa uma derrota política se analisarmos que no cenário anterior, ele controlava basicamente 23 dos 27 governos do país”, avalia.

O sociólogo rejeita a idéia de que Chávez esteja apresentando uma mudança em seu discurso sobre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia () para obter melhores resultados nas eleições. Ele garante que há um mal-entendido, e que o presidente venezuelano sempre defendeu que a via da luta armada não é o melhor caminho para que as cheguem ao poder, mas sim uma saída política negociável.

“É possível que Chávez esteja dando mais ênfase, neste momento, à necessidade de que as declarem politicamente que a via armada está completamente bloqueada para obter os objetivos políticos”, explica.Agência

O ministro das Relações Exteriores da , Nicolás Maduro, informou hoje que convocou o embaixador dos Estados Unidos no país para uma reunião.

O motivo é uma suposta incursão de um avião militar norte-americano no espaço aéreo venezuelano. Segundo o ministro da Defesa, general Gustavo Rangel Briceño, a aeronave foi detectada no espaço aéreo local perto da ilha caribenha de La Orchila. Maduro anunciou que o embaixador Patrick Duddy foi chamado para tratar do incidente, supostamente ocorrido no sábado.

As autoridades venezuelanas divulgaram a informação hoje, durante entrevista coletiva na qual demonstraram preocupação com uma suposta incursão de tropas da Colômbia na região de fronteira entre os países. O ministro de Defesa da Colômbia já negou anteriormente uma acusação venezuelana de que tropas colombianas tenham invadido o território vizinho.AE

No idioma guarani, como costuma fazer quando quer dar um recado de importância, o presidente Nicanor Duarte declarou ontem que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, não deve se intrometer nos assuntos paraguaios. “Minhas saudações cordiais aos filhos da que nos estão escutando e peçam a suas autoridades que não metam seus narizes em nosso país”, afirmou Duarte à TV Telesul (canal do qual o governo venezuelano é acionista majoritário). Ele disse que a interferência de Chávez na campanha eleitoral paraguaia pode destruir sua amizade com o governo venezuelano.

Segundo o presidente, grupos venezuelanos estão apoiando o principal candidato da oposição - e preferido nas pesquisas -, o ex-bispo Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança (APC), coalizão que conta com setores de esquerda que simpatizam com Chávez. “É preciso respeitar a soberania dos povos”, disse o presidente, visivelmente irritado, durante a entrevista à Telesul na residência oficial. Ele indicou que várias pessoas que estão chegando ao como observadores internacionais não passariam de ‘agitadores’.

No domingo, 2,8 milhões de paraguaios vão às urnas eleger o novo presidente, governadores, toda a Câmara e o Senado. Estas eleições estão sendo consideradas históricas, já que a permanência do governista Partido Colorado - no poder há 61 anos - está em risco. A candidata colorada, a ex-ministra da Educação Blanca Ovelar, oscila nas pesquisas entre o segundo e o terceiro lugar.

Os presidentes do e da demonstraram hoje irritação com informações divulgadas principalmente pela imprensa venezuelana, de que as estatais petrolíferas Petrobras e PDVSA não fecharam acordo para a instalação de uma refinaria de em Pernambuco.Em declaração conjunta, no Palácio do Governo de Pernambuco, os dois presidentes reafirmaram que o acordo assinado na noite de ontem entre as duas estatais contempla a primeira etapa das obras da refinaria e que pretendem inaugurá-la em 2010. Pelo acordo assinado ontem entre as duas estatais, a Petrobras terá participação de 60% no controle da refinaria e a PDVSA, 40%. Mas o acordo, segundo nota da Petrobras, ainda não é definitivo.

O presidente Luiz Inácio da Silva disse que “pessimistas” alardeavam que as duas estatais não chegariam a um acordo. Já Hugo Chávez chegou a ler três manchetes de jornais da , com informações diferentes sobre o acordo assinado. “O presidente disse que certas pessoas são pessimistas. Eu diria que são quinta colunistas. É a quinta coluna que continua ativa”, disse, numa referência aos que apoiavam no passado a invasão nazista. “Há um cinismo nos meios de comunicação”, acrescentou Chávez.

O presidente disse que não há data para a elaboração do estatuto da refinaria e que não há pressa, por parte das estatais, para a definição do documento. Ele disse que o terreno onde está sendo feita a terraplenagem para a refinaria tem o tamanho de 2,5 mil campos de futebol e que as obras nessa primeira etapa são complexas e grandiosas.

O presidente Luiz Inácio da Silva viaja amanhã de manhã para , onde se encontrará com o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Às 15 horas, os dois presidentes visitarão as obras da refinaria Abreu e Lima, no Porto de Suape. A informação é do porta-voz do Palácio do Planalto, Marcelo Baumbach. Ainda na manhã de quarta-feira, o presidente assina liberações de recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Pernambuco. e Chávez, no fim do dia, se reunirão para discutir temas do setor de energia e acordos entre as estatais Petrobras e PDVSA. Também analisarão projetos conjuntos nas áreas de agricultura, saúde, educação, transferência de presos e comércio.

Está previsto um jantar dos dois chefes de Estado. Na quinta-feira pela manhã, participará de um fórum de empresários brasileiros e mexicanos, também no .

Acompanham o presidente na viagem ao Nordeste os ministros Nelson Jobim (Defesa), Fernando Haddad (Educação), Roberto Mangabeira (Assuntos Estratégicos), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Sérgio Resende ( e Tecnologia), além de assessores e presidentes de órgãos federais.

O chefe de polícia da Colômbia, Oscar Naranjo, disse hoje que outros documentos recuperados de um laptop de um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia () mostram que os rebeldes, aparentemente, estavam interessados em comprar .

“Quando eles mencionam negociações por 50 quilos de , isto significa que as estão dando grandes passos no do terrorismo para se tornarem um agressor global. Não estamos falando de guerrilha doméstica, mas de terrorismo transnacional”, disse, sem dar mais detalhes.

Essas e outras supostas ligações entre as e os presidentes da , Hugo Chávez, e do , Rafael Correa, foram repudiados pelos respectivos governos. “Estamos acostumados as mentiras do governo colombiano”, disse o vice-presidente da , Ramon Carrizalez, rejeitando as acusações de financiamento para os rebeldes.

“Tudo que eles disserem não tem importância. Eles podem inventar qualquer coisa agora para tentarem escapar daquela violação do território equatoriano que eles cometeram”, acrescentou.

O governo do presidente da , Hugo Chávez, informou que está expulsando o embaixador da Colômbia e outros diplomatas do país.

O Ministério das Relações Exteriores da anunciou a decisão em nota, informando que agia “na defesa da soberania da pátria e da dignidade do povo venezuelano”.

A nota afirma que o governo decidiu ordenar a “imediata expulsão” do embaixador da Colômbia na e o “corpo diplomático da embaixada colombiana em ”.

O presidente da , Hugo Chávez, disse neste domingo que ainda aguarda informações das (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) sobre a libertação de dois reféns que os rebeldes prometeram entregar a ele nas últimas semanas.

“Nós continuamos esperando novos contatos para a libertação de Clara (Rojas) e Consuelo (Gonzalez)” disse o presidente em seu programa semanal de TV, Alô Presidente.

Chávez manifestou satisfação com o fato de ter-se descoberto que o filho de Clara Rojas, Emmanuel – que seria um dos libertados pela guerrilha – foi encontrado em um orfanato, mas evitou fazer comentários sobre os últimos acontecimentos no caso.

“Mais importante que qualquer versão, enfoque ou discurso político, o mais bonito e importante é que Emmanuel está livre,” disse.

Na sexta-feira, um exame de DNA indicou que um menino encontrado em um orfanato em Bogotá era Emmanuel, confirmando a hipótese do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que acusou as de atrasarem a entrega dos reféns porque não tinham a criança em seu poder.

Horas depois, a guerrilha confirmou que há meses Emmanuel havia sido entregue a uma família em Bogotá.

Emmanuel continua no orfanato e poderia ser entregue à família da refém nos próximos dias.

Reforma ministerial

Também no programa, Chávez confirmou a troca do vice-presidente e dos titulares em 12 Ministérios.

Ramón Carrizales, que representa a aliança com o setor empresarial, assume a Vice-Presidência no lugar de Jorge Rodríguez, considerado por alguns setores chavistas como um dos responsáveis pelo fracasso da campanha do referendo de 2 de dezembro.

O presidente venezuelano disse que, com as mudanças, espera ver “uma gestão eficiente”.

“Necessitamos de eficiência. Fazer as coisas previstas e fazer bem”, afirmou Chávez, criticando a incapacidade de encontrar soluções para problemas como a coleta de lixo e a insegurança.

“Hoje, dia de Reis, deve ser o dia dos três Rs (…) reflexão, retificação e ‘reimpulso’ revolucionário”, disse.

“Além das palavras, precisamos de fatos concretos, visíveis, palpáveis.”

Classe média

Pela primeira vez em quase nove anos de governo, Chávez se dirigiu à classe média como parte “essencial” de seu projeto político.

“As classes médias são a essência deste projeto. Todos que estamos aqui somos de classe média, de setores populares, mas de classe média do ponto de vista sócio-econômico”, disse.

De olho no desenvolvimento industrial e na economia, que fechou o ano com crescimento de 8,5%, o presidente venezuelano convocou seus partidários a “atacar o sectarismo” e a incluir os empresários venezuelanos no que denominou como Pólo Patriótico.

Chávez também deu inicio à campanha das eleições para governadores e prefeitos, que serão realizadas no final do ano.

O presidente associou uma possível volta da oposição ao governo em alguns Estados à desestabilização do país.

“Se permitissem em que a Prefeitura fosse tomada pela contra-revolução (oposição), tenham certeza que de imediato se iniciaria uma guerra. E voltariam a tirar a Chávez” disse o presidente, em referência ao golpe de Estado que sofreu em 2002.BBC

A entrega de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia () “é impossível” de ocorrer no momento devido às intensas operações militares na Colômbia. Read more

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