Jun
17
A Votorantim Cimentos anunciou ontem investimentos de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de produção na fábrica que possui em Nobre (MT). A expansão, prevista para ser concluída em dois anos, elevará a capacidade de produção da fábrica dos atuais 1 milhão para 2 milhões de toneladas de cimento por ano. Com o anúncio de ontem, os investimentos totais da Votorantim na produção de cimento devem somar R$ 2 bilhões até 2010.
“Vamos investir para aumentar a produção e atender à demanda crescente por cimento nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Entendemos que a indústria da construção civil vive um novo ciclo de crescimento sustentável no País”, diz Marcelo Chamma, diretor-comercial da Votorantim Cimentos. Segundo ele, a produção adicional será toda absorvida pela região e atende à necessidade da empresa de estar mais próxima desse mercado de consumo.
Na mesma fábrica, a empresa investiu também R$ 80 milhões para implantação de um novo forno de pozolana (um dos insumos que compõem o cimento), com capacidade de produzir 320 mil toneladas por ano da matéria-prima, com previsão de entrar em operação até o fim do ano. O plano de investimentos até 2010 prevê ainda a construção de quatro novas fábricas integradas de cimento, cinco novas moagens, reativações de fábricas, reforma, ampliação e modernização de unidades de cimento e argamassa.
Abr
17
A Votorantim Novos Negócios, braço do Grupo Votorantim, e a Texas Pacific Group (TPG), um dos maiores fundos de investimentos do mundo, anunciaram a criação de uma nova empresa farmacêutica global, para atuar apenas nos mercados emergentes.
A companhia, batizada de moksha8 e fundada pelo inglês Simba Gill, ex-presidente da Maxygen, escolheu o Brasil para iniciar suas operações. Deve investir US$ 500 milhões no País nos próximos anos. Os planos incluem trazer para o mercado nacional medicamentos de alta tecnologia e desenvolver e fabricar localmente novos produtos.
“Os países emergentes não são o foco das grandes multinacionais, que têm 90% de sua receita baseada nos Estados Unidos e nos países da Europa”, diz o diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios, Fernando Reinach. “Há uma grande oportunidade.” O valor do investimento do grupo no projeto não foi revelado. Além de introduzir e fabricar novos medicamentos no País - processo que levará de quatro a cinco anos para ocorrer -, a nova empresa vai promover marcas conhecidas de grandes laboratórios no mercado local.AE
Jan
27
Com vinheta tendo ao fundo a música Admirável Gado Novo, do cantor Zé Ramalho, toda semana, os moradores do município paulista de Votorantim, sabiam que começava um programa de rádio feito de dentro do presídio feminino da cidade.
A forma de ultrapassar os muros que cercam o Presídio Feminino do município possibilitou novas perspectivas de vida para as detentas. O programa Povo Marcado funcionava assim: uma equipe, formada pelos coordenadores, cuidava da produção fora do presídio.
A outra era composta pelas próprias presas, e cuidava dos detalhes quando o programa ia entrar no ar. Ele era veiculado por duas rádios comunitárias locais e uma parceria com a Câmara dos Deputados garantia a distribuição para qualquer emissora do Brasil, por meio da Rádio Câmara.
Vitória se encarregava da apresentação. Ex-operadora de telemarketing, aos 23 anos, está presa há um ano e meio e participava do programa desde que chegou na prisão.
“Minha vida melhorou bastante. É até uma forma de a minha família ter mais contato comigo. Para as demais [detentas], também. Foi uma forma de melhorar a nossa auto-estima”, avalia.
Mas o programa Povo Marcado saiu do ar e, se vai voltar, ainda não se sabe. É que, em 14 de dezembro do ano passado, elas promoveram uma rebelião que durou pouco mais de 12 horas. As transmissões foram suspensas.
Elas pediam a transferência de presas, que superlotavam o local. Idealizada para abrigar apenas 48 mulheres, a cadeia tinha cerca de 215. Antes da rebelião, o secretário de Cultura do município, Werinton Kermes, que idealizou e coordenava o programa, explicou a situação do presídio feminino de Votorantim.
“É uma diferença muito grande no número da capacidade e o de presas que ela [a cadeia] abriga. Isso causa muitos problemas para a cidade, por estar localizada no centro, e a gente, constantemente, assistia a rebeliões, queima de colchões, protestos de familiares. A secretaria de Cultura de Votorantim começou a pensar de que forma ela poderia incluir ações culturais para que a vida dessas encarceradas pudesse se tornar algo pelo menos suportável”, contou.
A superlotação sempre foi um problema por ali e o programa, segundo o secretário de Cultura e as próprias presas, ajudava a evitar conflitos e até mesmo rebeliões, que são pouco comuns entre as detentas.
Suspenso e sem prazo para voltar ao ar, o programa Povo Marcado foi o canal para que as presidiárias pudessem expressar a realidade interna das penitenciárias femininas, a mesma constatada por levantamentos do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), detalhados pela coordenadora do núcleo fixo da instituição, Luciana Zafalon.
“Hoje nenhuma espécie de direito é assegurado de forma hegemônica no sistema carcerário. No caso específico de visita íntima, para as mulheres, é um direito que é tratado como liberalidade, o que é inadmissível. A gente [ainda] tem um déficit muito grande de vagas de trabalho remunerado, e há que se esperar que o preso e a presa tenham condições de trabalhar”, cita.
O Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres é um projeto da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), que articula entre os ministérios a distribuição de R$ 1 bilhão de reais a serem gastos entre 2008 e 2011. Um dos pontos principais do pacto é a promoção dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão. Em reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário em dezembro do ano passado, a ministra da SPM, Nilcéa Freire explicou como deve ser a distribuição da verba.
“Eles [os recursos] serão investidos a partir da cooperação com os governos estaduais. Cada governo que adere ao pacto formula um projeto integral para o estado, de acordo com os governos municipais, e nós financiaremos”, disse a ministra, explicando que, para cada área contemplada pelo pacto, há uma forma diferente de repasses.
Dez
31
O calor intenso lotou piscinas, lagoas e cachoeiras no interior de São Paulo, nos últimos dias. O movimento traz preocupação, já que só neste fim de semana, dois afogamentos foram registrados.Um menino de quatorze anos morreu quando brincava em uma lagoa no bairro Fazenda Pedra Branca, em Salto, cidade a 97 km da capital.
O outro caso foi em Votorantim, a 104 km de São Paulo, na cachoeira Da Chave. A vítima foi um jovem de dezessete anos.
Em São Roque, cidade a 55 km da capital paulista, um homem de quarenta anos, que nadava na piscina de um clube, passou mal, foi encaminhado para o pronto atendimento da cidade com parada cardíaca e não resistiu.
Out
11
Brasil - Votorantin -Investimento
Brasília - O presidente da Votorantim Industrial, José Roberto Ermírio de Moraes, disse hoje, ao deixar uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a decisão de realizar um investimento recorde de R$ 25,7 bilhões entre 2008 e 2012 é um voto de confiança na economia brasileira. Para ele, o Brasil está no caminho certo. Os investimentos, na opinião de Ermírio de Moraes, são um “choque de oferta”.
Segundo o presidente da Votorantim Industrial, a maior parte dos investimentos estará voltada para o mercado interno. A decisão de realizar os investimentos, conforme o executivo, foi consolidada a partir da estabilidade macroeconômica conseguida pelo governo e pela decisão do próprio governo de realizar investimento em obras de infra-estrutura, contempladas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Ele também comentou que, do total de investimentos a serem feitos, pretende direcionar cerca de R$ 2 bilhões para o esforço de geração de energia própria. A expectativa, de acordo com Ermírio de Moraes, é que em dois anos o grupo seja capaz de gerar 70% da energia que utiliza. Para ele, é uma questão de “vida ou morte”.
Na área de cimentos, o executivo comentou que os investimentos deverão resultar em aumento da produção de 35% a 40% nos próximos cinco anos. Ele também comentou que, durante o encontro, o presidente Lula disse: “Invistam, acreditem, o Brasil será melhor do que hoje”.