Polícia
teria sido reconhecido por adolescentes atacados anteriormente.

Homem cumpria pena em regime semi-aberto.

criminosomeninos.jpgApós cerca de três horas de depoimentos, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acredita ter esclarecido os assassinatos dos irmãos Francisco Oliveira Neto, de 14 anos, e Josenildo José Oliveira, 13, encontrados mortos na terça-feira (25) na mata da Serra da Cantareira, na Zona Norte de . Com um gesto de positivo feito com o polegar da mão esquerda, o delegado Raul Machado Tilcher sinalizou que o detido pela Polícia Civil foi identificado por testemunhas como o mesmo que levou para a mata três adolescentes. Na noite desta quarta (26), os meninos atacados anteriormente e que conseguiram fugir teriam reconhecido o rapaz que está por  de envolvimento no caso.

O DHPP deve anunciar nesta quinta-feira (27) que o detido é o mesmo que matou os dois irmãos. Segundo um policial civil que acompanhou o depoimento da noite desta quarta-feira, o homem detido teria confessado o crime, mas negado participação em qualquer outro caso que supostamente teria ocorrido na Serra da Cantareira.
 Depoimentos

Os depoimentos começaram por volta de 21h e terminaram pouco depois de 0h30, na sede do DHPP, no Centro de . Três adolecescentes teriam reconhecido o sujeito, indicou Tilcher, ao deixar o prédio, às 0h44. “Amanhã (quinta), a imprensa terá detalhes do caso”, disse. Sinalizando positivamente com a cabeça, o delegado confirmou que o caso da morte das duas crianças está esclarecido.

Os três adolescentes, consideradas peças-chaves em um quebra-cabeça montado pela polícia para esclarecer o caso, deixaram o complexo por volta de 0h55, escoltados por agentes e policiais militares, e na companhia de familiares.

O das mortes dos irmãos Francisco Oliveira Neto e Josenildo José Oliveira, tem 36 anos. Ele cumpria pena em regime semi-aberto em um presídio em Franco da Rocha, na Grande . A pedido da polícia, a Justiça decretou sua prisão temporária por 30 dias. Assim, o homem perdeu seus benefícios.
 Manicômio

O cumpria pena no Manicômio Judiciário de Franco da Rocha. Segundo a polícia, o homem chegou na prisão às 21h, se apresentou e foi surpreendido pelos policiais. Ele foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito.

O homem seria negro, com a cabeça raspada, teria 1,65 metro e uma cicatriz na face.

De acordo com familiares do , ele é um dos 14 filhos de uma família pobre, moradora em bairro próximo do local do . Solteiro e sem filhos, o homem estava fora da cadeia no último final de semana, quando os meninos foram encontrados mortos.

A família afirma que ele cumpre pena por homicídio. No site do Tribunal de Justiça há dois processos de revisão criminal em que o acusado do novo tenta atenuar as condenações de homicídio e atentado violento ao pudor que pesam contra ele desde 1990.

Em uma foto que ele enviou da cadeia para a mãe, hoje morta, ele deixa uma dedicatória, em letra firme e clara: “Essa foto é uma pequena lembrança do meu amor. Seu filho que lhe ama”.

A polícia está reticente em chamar o assassino dos dois irmãos de maníaco. “Para definir se a pessoa é um maníaco ou um serial killer, nós dependemos de uma avaliação psiquiátrica”, afirmou a delegada Cíntia Tucunduva, da Equipe Especial de de Crimes contra Criança e Adolescente.

Mas ela disse que o sujeito deve ter algum problema psicológico. “Uma pessoa que comete o ato que pudemos presenciar possui algum tipo de transtorno e é uma pessoa de certa periculosidade”, disse.

Os policiais consultaram os registros de morte sem autoria definida ocorridas este ano na região da Serra da Cantareira, e nenhum deles, em um primeiro momento, tem características parecidas com a morte de Francisco e Josenildo. Apesar disso, a delegada disse que, após a prisão do assassino, poderá investigar se ele também tem ligação com outras quatro mortes ocorridas desde fevereiro na região.

Uma das mortes teria ocorrido há dois meses perto da mata. A vítima foi um jovem de 15 anos. A delegada diz que há uma denúncia anônima que pode levar ao autor deste . De acordo com ela, aparentemente os casos não estão ligados. Em relação à arcada dentária encontrada próxima ao corpo dos irmãos, Cíntia disse que irá esperar a análise da perícia.
G1

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