Set
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Com a ajuda do Fênix, 600 bandidos já foram identificados e presos.
Pontos são marcados em fotos; nem plástica engana o sistema, diz polícia.
A Polícia Civil de São Paulo está usando um novo sistema de identificação para facilitar o trabalho de reconhecimento de criminosos por parte das vítimas. Com a ajuda do Fênix, 600 bandidos já foram identificados e presos.
O Fênix é um sistema importado da Itália. Com câmeras digitais e um sofisticado programa de computador, a polícia consegue cadastrar fotos e marcar pontos que são impossíveis de mudar na pessoa, como a base do nariz, a ponta da orelha ou a distância entre os olhos.
Segundo a delegada Paula Fernandes, mesmo que a pessoa faça plástica, não há como alterar a fórmula, que leva em conta a estrutura óssea. Até as tatuagens servem para identificar suspeitos.
A voz é outro recurso de identificação. Um microfone capta algumas frases ou sons que ficam no cadastro. Por meio da gravação é possível identificar a pessoa pela voz na hora do pedido de um resgate de seqüestro pelo telefone, por exemplo.
As fotos vão para um arquivo central e também servem de modelo para fazer retratos falados. O programa também consegue mostrar as imagens em três dimensões, o que facilita a identificação quando há baixa definição nas imagens, como no caso de câmeras de segurança.
Todo o equipamento foi adaptado pra funcionar em um van que, nos próximos meses, vai circular pelos presídios de todo o estado. O veículo também passará por alguns eventos, como jogos de futebol. A inserção de novos dados, por enquanto, só pode ser feita em 34 unidades policiais.
G1
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